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PIX no consultório: como registrar e declarar corretamente

PIX no consultório como registrar e declarar corretamente

O PIX se tornou o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros, inclusive em consultórios e clínicas de profissionais da saúde.

Simples, rápido e sem taxas bancárias elevadas, ele facilita a vida do paciente e do profissional. Mas junto com a praticidade, surgem dúvidas frequentes:

Neste artigo da Contabiliza+ Contabilidade, vamos explicar como você deve registrar e declarar corretamente os recebimentos via PIX, tanto se você atua como pessoa jurídica (CNPJ) quanto como pessoa física (autônomo).

Vamos mostrar também os riscos de não declarar corretamente e como organizar sua rotina fiscal de maneira profissional e segura. Vale a pena conferir!

Por que declarar os recebimentos via PIX é essencial?

Com a popularização do PIX, o volume de transações aumentou e passou a ser monitorado mais de perto pela Receita Federal.

Hoje, movimentações via PIX no CPF ou CNPJ são rastreadas eletronicamente pelos sistemas do Fisco, e qualquer inconsistência entre os valores movimentados e os valores declarados pode gerar:

Por isso, entender como declarar corretamente o PIX recebido no consultório é fundamental para evitar dores de cabeça e manter sua atividade regularizada.

Quem precisa declarar os recebimentos via PIX?

Todo profissional da saúde que recebe por atendimentos, seja por transferência bancária, cartão, dinheiro ou PIX, precisa emitir um documento fiscal correspondente e declarar os valores à Receita Federal, conforme o tipo de atuação:

Em resumo, o meio de pagamento (PIX) não altera a obrigação fiscal. O que muda é a forma de declarar, dependendo se você atua como autônomo ou como empresa.

Atendimentos pagos por PIX: como declarar como pessoa física

Se você atua como autônomo, sem CNPJ, e recebe seus atendimentos via PIX no CPF, você está obrigado a:

1. Emissão de recibo: use o Receita Saúde

A forma correta de documentar seus atendimentos como autônomo é por meio do Receita Saúde, um módulo para emissão de recibos, disponível dentro do App oficial da Receita Federal.

Veja o que o Receita Saúde faz:

O recibo deve conter:

2. Declaração via carnê-leão

Todo o valor recebido via PIX deve ser informado no sistema do carnê-leão da Receita Federal, que agora faz parte da Plataforma e-CAC, com acesso via gov.br.

No sistema, você deve:

3. Informe os rendimentos na declaração de IRPF

Na declaração anual do Imposto de Renda, todos os valores recebidos via PIX e declarados no carnê-leão devem ser consolidados na ficha de “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Física”.

Após essa consolidação, a Receita Federal irá verificar se você precisa pagar algum valor complementar de IR, ou se possui direito a receber alguma restituição.

Exemplo prático: Imagine que um psicólogo autônomo recebeu R$ 6.000,00 em um mês, via PIX. Nesse caso:

Como declarar PIX como pessoa jurídica

Se você atua com um CNPJ aberto, os valores recebidos via PIX devem ser:

Veja como funciona:

1. Emissão de nota fiscal

Todo valor recebido por serviço prestado deve gerar nota fiscal, inclusive quando o pagamento é feito por PIX. A nota fiscal pode ser emitida:

A nota fiscal é essencial para:

2. Escrituração contábil e apuração de tributos

A contabilidade da empresa registra o valor recebido e faz a apuração de tributos conforme o regime tributário:

Simples Nacional:

Lucro Presumido ou Real:

3. Controle dos pagamentos via PIX

Para garantir uma escrituração correta, é fundamental que a conta bancária do CNPJ seja usada exclusivamente para:

A mistura entre contas pode levantar suspeitas fiscais e comprometer o planejamento tributário.

Riscos de não declarar os recebimentos via PIX

O não registro dos valores recebidos via PIX pode levar a sérios problemas fiscais:

Com o avanço do cruzamento de dados entre bancos, plataformas de pagamento, operadoras de cartão e Receita Federal, não declarar recebimentos via PIX é um risco real.

Dicas para registrar corretamente os recebimentos via PIX

Confira algumas dicas para registrar corretamente os recebimentos via PIX e evitar erros fiscais:

Com organização e o apoio de uma contabilidade especializada, você evita problemas com a Receita Federal e ao mesmo tempo economiza no pagamento de impostos.

Qual a melhor opção: atuar como PF ou abrir CNPJ?

Depende do volume de faturamento, estrutura do consultório e metas profissionais.

Pessoa física:

✔ Boa opção para quem fatura até R$ 4.000,00 a R$ 6.000,00 por mês;
✔ Menos burocracia inicial;
❌ Alíquotas progressivas de IR (até 27,5%);
❌ Maior risco fiscal com aumento do faturamento.

Pessoa jurídica:

✔ Permite alíquotas menores (a partir de 6%, com planejamento);
✔ Emissão de nota fiscal;
✔ Possibilidade de distribuir lucros isentos de IR;
✔ Mais profissionalismo e acesso a crédito;
❌ Exige contabilidade e obrigações mensais.

Na prática, a maioria dos profissionais da saúde se beneficia ao abrir um CNPJ, principalmente quando o faturamento ultrapassa R$ 5.000,00 mensais ou há necessidade de emitir nota fiscal para planos de saúde ou clínicas parceiras.

Como separar corretamente as finanças do consultório

Um erro muito comum entre profissionais da saúde, especialmente aqueles que estão começando, é misturar as finanças pessoais com as do consultório.

Quando o profissional recebe via PIX e usa a mesma conta bancária para pagar contas pessoais, isso dificulta o controle da receita, confunde a escrituração e complica a declaração de impostos.

A melhor prática é criar uma rotina de separação entre pessoa física e jurídica, mesmo que o profissional ainda atue como autônomo. Veja como fazer:

Essa organização favorece a análise do desempenho do consultório, facilita a prestação de contas ao contador e reduz significativamente os riscos de autuações fiscais.

Ferramentas e sistemas que ajudam a controlar os recebimentos via PIX

Com o avanço da tecnologia e a digitalização dos consultórios, é cada vez mais fácil usar ferramentas que ajudam no controle dos recebimentos, na emissão de documentos e na organização fiscal.

Profissionais da saúde podem aproveitar aplicativos e sistemas específicos para manter a rotina financeira em ordem.

Aqui estão algumas soluções úteis:

Ao automatizar parte do processo, o profissional ganha tempo, reduz erros e garante conformidade com as exigências fiscais.

Além disso, facilita a conciliação bancária mensal, seja para o carnê-leão ou para a contabilidade da empresa.

Quando vale a pena migrar de CPF para CNPJ?

A grande maioria dos profissionais da saúde começa a atender como pessoa física, usando o CPF para receber via PIX e emitir recibos.

No entanto, conforme o consultório cresce, manter-se como autônomo pode elevar a carga tributária e gerar limitações, tanto operacionais quanto jurídicas.

Veja os principais sinais de que já vale a pena migrar para CNPJ:

Com CNPJ, o psicólogo, nutricionista, fisioterapeuta ou médico pode atuar com mais liberdade, profissionalismo e segurança jurídica.

A Contabiliza+ Contabilidade pode auxiliar na escolha do tipo de empresa ideal (SLU, LTDA, etc.), no enquadramento no regime correto e na migração segura da rotina de CPF para CNPJ — tudo isso com foco na redução legal da carga tributária.

Conte com a Contabiliza+ para registrar corretamente seus PIX e legalizar sua atividade

Se você recebe atendimentos via PIX, seja como autônomo ou com CNPJ, precisa organizar seus registros fiscais e declarar corretamente.

A Contabiliza+ Contabilidade é especializada em atender:

Com nosso apoio, você terá:

✅ Emissão correta de nota fiscal ou recibo Receita Saúde;
✅ Apuração mensal de impostos (Carnê-Leão ou Simples Nacional);
✅ Separação entre CPF e CNPJ;
✅ Acompanhamento fiscal preventivo para evitar problemas com o fisco.

Quer declarar seus recebimentos via PIX corretamente e pagar menos impostos?

📲 Fale com a equipe da Contabiliza+ Contabilidade e receba uma análise gratuita da sua situação atual. Vamos ajudar você a crescer com segurança, profissionalismo e economia fiscal.

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