Skip to content

Declaração completa ou simplificada: qual é a melhor opção?

Todos os anos, milhões de brasileiros se fazem a mesma pergunta: declaração completa ou simplificada — qual é a melhor opção para o meu caso? 

Essa dúvida é comum, principalmente para quem deseja aproveitar ao máximo as deduções permitidas por lei e pagar menos Imposto de Renda (IR) ou receber uma restituição maior.

Neste artigo super completo, você vai entender:

  • A diferença entre os modelos completo e simplificado;

  • Quem pode optar por cada um;

  • Quais despesas podem ser deduzidas;

  • Quando cada modelo é mais vantajoso;

  • Como comparar os dois tipos na prática;

  • E o que muda com o novo sistema pré-preenchido da Receita Federal.

Vamos nessa? 😉

O que é a declaração simplificada?

A declaração simplificada é um modelo oferecido pela Receita Federal que substitui todas as deduções legais (como educação, saúde e dependentes) por um desconto padrão de 20% sobre os rendimentos tributáveis, limitado a um teto de R$ 16.754,34.

Ou seja, se o contribuinte tem direito a poucas deduções ou não tem como comprovar as despesas, essa opção pode ser mais vantajosa por garantir automaticamente um abatimento sobre a base de cálculo do imposto devido.

💡 Importante: O modelo simplificado não exige comprovação de despesas, mas também **não permite deduzir nada além do desconto padrão de 20%*.

O que é a declaração completa?

A declaração completa, por outro lado, permite que o contribuinte informe todas as despesas dedutíveis realizadas ao longo do ano, como:

  • Gastos com saúde (consultas, exames, cirurgias);

  • Educação (escolas, faculdades — com limites);

  • Despesas com dependentes;

  • Contribuições à previdência oficial e privada;

  • Pensão alimentícia judicial;

  • Despesas com empregados domésticos (limitadas);

  • Entre outros.

Esse modelo exige que o contribuinte guarde comprovantes, pois a Receita Federal pode solicitar a documentação durante um processo de malha fina. Em compensação, quem tem muitas despesas dedutíveis pode reduzir significativamente o valor do imposto a pagar — ou aumentar a restituição.

Quem pode optar por cada modelo?

Qualquer pessoa que seja obrigada a declarar o Imposto de Renda pode escolher entre o modelo completo ou simplificado — a decisão deve ser feita durante o preenchimento da declaração, no próprio programa da Receita.

A escolha não é definitiva: o sistema da Receita Federal mostra automaticamente qual das duas opções resulta em menor pagamento de imposto ou maior restituição, mas o contribuinte pode escolher outra, se desejar.

✅ A dica é preencher todos os dados corretamente e, depois, comparar os valores entre os dois modelos, antes de transmitir a declaração.

Quando a declaração simplificada é mais vantajosa?

A simplificada costuma ser mais interessante para quem:

  • Teve poucas despesas dedutíveis ao longo do ano;

  • Não possui dependentes;

  • Não gastou muito com saúde ou educação;

  • Não contribuiu para previdência privada;

  • Tem rendimentos menores e não quer se preocupar em juntar documentos.

Na prática, se o total de deduções não ultrapassa o valor do desconto padrão (20%), então o modelo simplificado é a melhor escolha.

📝 Exemplo prático: Imagine que você teve rendimentos de R$ 80 mil no ano, e suas deduções somam apenas R$ 5 mil. A simplificada garante um desconto de R$ 16 mil, o que é mais vantajoso nesse cenário.

Quando a declaração completa é a melhor opção?

A completa é indicada para quem:

  • Teve muitos gastos dedutíveis (especialmente com saúde, educação e dependentes);

  • Tem mais de um dependente na declaração;

  • Contribui para previdência privada (PGBL);

  • Recebeu valores altos e quer aproveitar todas as deduções legais;

  • Precisa informar rendimentos isentos, bens, pensão ou outras situações específicas.

Em geral, a declaração completa é a melhor opção para quem consegue deduzir mais do que o desconto fixo da simplificada.

📝 Exemplo prático: Um contribuinte que teve R$ 90 mil em rendimentos e R$ 30 mil em despesas médicas, com dois dependentes, geralmente paga menos imposto ou tem mais restituição ao optar pela declaração completa.

Quais são os principais limites de dedução da declaração completa?

É importante destacar que nem todas as deduções são ilimitadas. Veja alguns dos principais limites definidos pela Receita Federal (valores válidos para o IRPF 2024):

  • Educação: até R$ 3.561,50 por pessoa (titular ou dependente);

  • Dependente: até R$ 2.275,08 por dependente;

  • Previdência oficial: sem limite (todo valor pode ser deduzido);

  • Previdência privada (PGBL): até 12% da renda bruta tributável;

  • Empregado doméstico: dedução encerrada em anos anteriores (não válida em 2024);

  • Saúde: sem limite, mas precisa comprovar todas as despesas.

Essas deduções podem reduzir bastante a base de cálculo do IR e ajudar o contribuinte a pagar menos imposto legalmente.

O papel dos dependentes na escolha do modelo ideal

Incluir dependentes na declaração pode aumentar a restituição — ou reduzir o imposto — se houver despesas dedutíveis associadas, como plano de saúde, escola e consultas médicas.

Porém, é importante lembrar que os rendimentos dos dependentes também devem ser informados, o que pode aumentar a base de cálculo do IR. Por isso, é sempre necessário avaliar se incluir o dependente vai ajudar ou prejudicar a declaração.

Dica da Contabiliza+: Se você tem um dependente com renda própria (como pensão ou salário), vale a pena simular a declaração com e sem ele, para descobrir qual é mais vantajosa.

Posso mudar de modelo depois de enviar a declaração?

Sim! Se você enviou a declaração e percebeu que escolheu o modelo errado, é possível fazer uma declaração retificadora — e alterar a forma de tributação. Isso pode ser feito a qualquer momento, desde que a declaração original ainda não tenha sido processada pela Receita Federal.

Por isso, o ideal é revisar todos os dados antes de enviar, e utilizar a prévia do sistema para comparar os modelos e garantir a melhor escolha.

Declaração pré-preenchida pode ajudar na comparação?

Sim! A declaração pré-preenchida, disponível para quem possui conta Gov.br nível prata ou ouro, importa automaticamente diversas informações, como:

  • Informes de rendimentos;

  • Informações bancárias;

  • Pagamentos médicos e escolares;

  • Contribuições previdenciárias;

  • Dados de bens e direitos.

Com ela, o contribuinte economiza tempo e reduz a chance de erro, além de facilitar a comparação entre o modelo completo e o simplificado — já que os dados já vêm inseridos no sistema.

Casos práticos: comparando declaração completa e simplificada em diferentes perfis

Nada melhor do que exemplos reais para entender quando cada modelo é mais vantajoso. Veja abaixo três perfis de contribuintes com cenários distintos:

👩‍⚕️ Perfil 1 – Profissional da saúde autônomo, com alto gasto em clínicas e plano de saúde

  • Rendimentos tributáveis: R$ 120.000/ano

  • Gastos com saúde (reembolsos não aplicáveis): R$ 35.000

  • Dependente: 1 filho com escola particular (R$ 12.000/ano)

🔎 Resultado: Neste caso, a declaração completa é mais vantajosa. As despesas médicas são dedutíveis sem limite, e os gastos com educação e dependente também ajudam a reduzir o imposto a pagar. A simplificada, com desconto limitado, deixaria de fora cerca de R$ 30.000 em deduções.

👨‍💻 Perfil 2 – Profissional de TI sem dependentes, com poucas despesas dedutíveis

  • Rendimentos tributáveis: R$ 80.000/ano

  • Gastos dedutíveis: R$ 2.000

  • Sem dependentes

🔎 Resultado: A declaração simplificada é a melhor escolha. Como as despesas dedutíveis são baixas, o desconto padrão de 20% representa uma economia maior. Neste perfil, o contribuinte ainda recebe uma boa restituição.

👩‍🎓 Perfil 3 – Professora CLT, com previdência privada e 2 filhos

  • Rendimentos tributáveis: R$ 90.000/ano

  • Previdência privada (PGBL): R$ 10.000

  • Despesas com escola e saúde dos filhos: R$ 15.000

  • Dependentes: 2 filhos

🔎 Resultado: A declaração completa será mais vantajosa, pois todas essas deduções acumuladas ultrapassam o limite de 20% do modelo simplificado.

A escolha do modelo pode impactar o valor da restituição?

Sim, e muito! A diferença entre os modelos pode representar milhares de reais a mais ou a menos na restituição, dependendo do volume de deduções ou da renda do contribuinte.

🔁 Lembre-se: quanto maior for o valor das despesas dedutíveis comprovadas, maior será a restituição no modelo completo. Já no simplificado, o desconto é limitado, e o contribuinte pode estar abrindo mão de reembolsos significativos se não fizer uma análise cuidadosa.

Declaração completa: atenção à malha fina

Um dos riscos ao optar pela declaração completa é a possibilidade de cair na malha fina, caso as deduções não estejam bem documentadas ou ultrapassem os valores permitidos.

❌ Exemplos comuns de problemas:

  • Declarar despesas médicas sem recibo ou nota fiscal;

  • Informar valores incompatíveis com a renda;

  • Declarar dependentes que não atendem aos critérios legais;

  • Informar contribuições à previdência privada acima do limite permitido.

💡 Dica: Sempre guarde os comprovantes por pelo menos 5 anos, e organize suas despesas antes de começar a declaração. Se tiver dúvidas, consulte um contador especializado — como os profissionais da Contabiliza+ Contabilidade.

Por mais que em um primeiro momento a declaração seja aceita pela Receita Federal, o fisco tem até 5 anos para solicitar a apresentação de documentos que comprovem qualquer informação lançada no IRPF, inclusive despesas dedutíveis.

Caso o contribuinte não consiga comprovar o que foi informado, pode ser multado, e dentre outras consequências, até mesmo, responder por crime de sonegação fiscal.

 

Erros comuns ao optar pela declaração simplificada

A simplificada parece prática, mas pode representar prejuízo para quem tem direito a deduções maiores. Veja alguns erros frequentes:

  1. Aceitar o modelo sugerido pela Receita sem simular
    → O programa mostra a opção mais vantajosa, mas nem sempre ele considera todos os dados corretamente se algo for esquecido.

  2. Deixar de declarar despesas médicas e previdenciárias
    → Muitos contribuintes deixam de informar dados que poderiam tornar o modelo completo mais vantajoso.

  3. Não considerar dependentes que dariam abatimento
    → Em alguns casos, incluir um dependente com despesas pode reduzir bastante o imposto — mesmo que ele tenha rendimentos.

  4. Não consultar um contador
    → Contar com orientação especializada pode evitar erros, malha fina e garantir uma restituição maior.

A importância de simular e revisar antes de enviar

Antes de finalizar a sua declaração, revise todos os dados com atenção. O sistema da Receita Federal permite alternar entre os modelos e mostra na tela qual proporciona menor imposto ou maior restituição.

Use esse recurso com inteligência:

  • Insira todas as deduções possíveis;

  • Revise os informes de rendimento;

  • Compare os dois modelos antes de enviar;

  • Se tiver dúvidas, retifique com segurança.

Escolher entre declaração completa ou simplificada também é uma decisão de planejamento

Um erro comum entre os contribuintes é pensar na escolha do modelo de declaração como algo isolado, feito apenas na época do Imposto de Renda. No entanto, essa decisão pode (e deve) ser parte de um planejamento tributário pessoal ao longo do ano.

Por exemplo, quem pretende utilizar a declaração completa deve guardar todos os comprovantes de despesas médicas, escolares, previdenciárias e outras com organização. Assim, quando chegar a hora de declarar, terá tudo em mãos para fazer a melhor escolha e não depender apenas do desconto fixo da simplificada.

Além disso, se você pensa em contratar um plano de previdência privada (como o PGBL), é importante saber que os aportes só são dedutíveis no modelo completo — o que reforça a necessidade de planejar com antecedência qual modelo usar.

💡 Dica extra: se todo ano você cai na simplificada, mas deseja aumentar sua restituição no futuro, comece desde já a organizar suas finanças com foco nas deduções permitidas no modelo completo.

Esse tipo de estratégia é algo que a equipe da Contabiliza+ Contabilidade pode ajudar você a construir — não apenas com a declaração em si, mas com um plano tributário pessoal mais eficiente.

Conclusão: declaração completa ou simplificada — qual é a melhor opção para você?

Não existe uma única resposta para essa pergunta. A melhor opção varia de acordo com a sua realidade financeira: tipo de renda, número de dependentes, despesas dedutíveis e objetivos com a restituição.

👉 Se você tem poucas deduções e quer praticidade, a declaração simplificada pode ser suficiente.

👉 Se você tem muitas despesas dedutíveis e pode comprovar, a declaração completa provavelmente vai te beneficiar mais.

💼 Faça sua declaração com quem entende do assunto!

Evite erros, aumente suas chances de restituição e declare com tranquilidade. A Contabiliza+ Contabilidade está pronta para te ajudar a escolher o melhor modelo, preencher sua declaração corretamente e ainda identificar oportunidades de economia legal no IRPF.

📞 Fale com nossos especialistas em Imposto de Renda agora mesmo e aproveite nosso serviço personalizado de declaração!

No comment yet, add your voice below!


Add a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Olá! Preencha os campos abaixo para iniciar a conversa no WhatsApp