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Como optar pelo Simples Nacional em 2026?

Como optar pelo Simples Nacional em 2026

Optar pelo Simples Nacional em 2026 será uma das decisões tributárias mais importantes para micro e pequenas empresas. 

Com início da transição para as mudanças da reforma tributária, muitos empreendedores estão buscando entender se o Simples continuará sendo vantajoso, quais são as regras para aderir ao regime e o que é necessário organizar antes de solicitar o enquadramento.

Após quase duas décadas da criação da Lei Complementar nº 123/2006, o Simples segue como o regime mais adotado no Brasil, e há motivos claros para isso: ele reduz burocracia, simplifica o cálculo de impostos e, para boa parte dos negócios, representa economia financeira real.

Para ajudar você a tomar a melhor decisão, este guia completo apresenta tudo que sua empresa precisa saber para optar pelo Simples Nacional em 2026, desde os requisitos até os benefícios, passando por cálculos, cuidados e um passo a passo atualizado.

O que é o Simples Nacional?

O Simples Nacional é um regime tributário criado para simplificar e unificar o pagamento de impostos para microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP). 

Através deste regime, em uma única guia mensal (DAS), o empresário recolhe tributos federais, estaduais e municipais.

A grande dúvida de muitos empreendedores é: com a reforma tributária, o Simples vai acabar?

A resposta é não.

O regime continua ativo e seguirá funcionando normalmente em 2026, porque atende uma parcela estratégica da economia, negócios de menor porte, que dependem de rotinas fiscais simplificadas para se manterem competitivos.

Os principais benefícios que permanecem válidos incluem:

Para milhares de empresas, especialmente as que faturam até cerca de R$ 3 milhões ao ano, o Simples continua sendo o regime mais econômico e operacionalmente viável.

Quem pode optar pelo Simples Nacional?

A adesão ao Simples não depende apenas do pedido feito em janeiro. Ela exige que a empresa cumpra diversos requisitos ao longo do ano anterior. Entre as principais regras, estão:

  1. Limite de faturamento anual: A empresa deve faturar até R$ 4,8 milhões por ano.
  2. Atividade permitida: Nem todas as atividades podem aderir ao Simples. Veja  abaixo alguns tipos de negócios que não podem optar pelo regime simplificado.
  1. Ausência de débitos fiscais: Pendências com Receita Federal, estados ou municípios podem impedir a adesão. 

É obrigatório estar regularizado, ou seja, com débitos tributários e obrigações acessórias em dia.

Quais são as alíquotas do Simples Nacional?

As alíquotas do Simples Nacional estão distribuídas entre 5 anexos, sendo cada um deles, voltado para determinado grupo de atividades.

Em outras palavras, a primeira coisa que a contabilidade precisa fazer antes de calcular a guia DAS (Documento de Arrecadação do Simples) de uma empresa, é observar o seu código CNAE, ou seja, o tipo de atividade desenvolvida pela mesma.

A partir do código CNAE, as empresas optantes pelo Simples, são enquadradas em um dos seguintes anexos:

Anexo I – Comércio

Faixa Receita em 12 meses Alíquota Valor a deduzir
Até 180.000,00 4,00%
De 180.000,01 a 360.000,00 7,30% R$ 5.940,00
De 360.000,01 a 720.000,00 9,50% R$ 13.860,00
De 720.000,01 a 1.800.000,00 10,70% R$ 22.500,00
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 14,30% R$ 87.300,00
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 19,00% R$ 378.000,00

 

Anexo II – Indústria

Faixa Receita em 12 meses Alíquota Valor a deduzir
Até 180.000,00 4,50%
De 180.000,01 a 360.000,00 7,80% R$ 5.940,00
De 360.000,01 a 720.000,00 10,00% R$ 13.860,00
De 720.000,01 a 1.800.000,00 11,20% R$ 22.500,00
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 14,70% R$ 85.500,00
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 30,00% R$ 720.000,00

 

Anexo III – Serviços

Faixa Receita em 12 meses Alíquota Valor a deduzir
Até 180.000,00 6,00%
De 180.000,01 a 360.000,00 11,20% R$ 9.360,00
De 360.000,01 a 720.000,00 13,20% R$ 17.640,00
De 720.000,01 a 1.800.000,00 16,00% R$ 35.640,00
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 21,00% R$ 125.640,00
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 33,00% R$ 648.000,00

 

Anexo IV – Serviços

Faixa Receita em 12 meses Alíquota Valor a deduzir
Até 180.000,00 4,50%
De 180.000,01 a 360.000,00 9,00% R$ 8.100,00
De 360.000,01 a 720.000,00 10,20% R$ 12.420,00
De 720.000,01 a 1.800.000,00 14,00% R$ 39.780,00
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 22,00% R$ 183.780,00
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 33,00% R$ 828.000,00

 

Anexo V – Serviços

Faixa Receita em 12 meses Alíquota Valor a deduzir
Até 180.000,00 15,50%
De 180.000,01 a 360.000,00 18,00% R$ 4.500,00
De 360.000,01 a 720.000,00 19,50% R$ 9.900,00
De 720.000,01 a 1.800.000,00 20,50% R$ 17.100,00
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 23,00% R$ 62.100,00
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 30,50% R$ 540.000,00

 

Vale destacar, que a carga de impostos efetiva, ou seja, aquela que de fato é cobrada das empresas, é menor que as alíquotas apresentadas nas tabelas. Na prática, isso acontece, pois a coluna “Valor a deduzir”, atua como uma espécie de redutor de base de cálculo.

Sendo assim, podemos afirmar que a alíquota efetiva máxima de contribuição para uma empresa no Simples Nacional corresponde a 19,50% sobre o faturamento.

Dito isso, para que você compreenda como o valor da guia mensal do Simples é calculado, veja a fórmula e o exemplo abaixo:

Com base nessas informações, vamos encontrar a alíquota efetiva do Simples Nacional, utilizando a fórmula do exemplo abaixo:

[(RBT12 x ALIQ) – PD] / RBT12

Confira o cálculo:

[(R$ 200.000,00 x 11,20%) – R$ 9.360,00] / R$ 200.000,00

(R$ 22.400,00 – R$ 9.360,00) / R$ 200.000,00

R$ 13.040/ R$ 200.000,00

Alíquota Efetiva: 6,52%

Neste caso, a alíquota Simples Nacional efetiva foi de 6,52%, agora basta aplicarmos essa alíquota sobre o faturamento do mês atual, veja:

Valor do Simples Nacional: R$ 20.000,00 x 6,52% = R$ 1.304,00

Quais impostos são pagos por uma empresa no Simples Nacional?

Ao optar pelo Simples Nacional, a sua empresa passará a pagar impostos de forma unificada, ou seja, em guia única mensal. 

Veja os tributos que podem ser unificados quando uma empresa adere ao Simples:

Vantagens de optar pelo Simples Nacional

Optar pelo Simples Nacional é uma decisão que pode trazer uma série de benefícios que vão muito além da redução de impostos. 

O regime foi criado justamente para diminuir barreiras de entrada, facilitar a vida do pequeno empresário e oferecer condições mais favoráveis de crescimento. 

A seguir, veja as principais vantagens do regime:

1.Pagamento unificado de impostos (DAS)

Uma das maiores facilidades do Simples Nacional é a unificação de diversos tributos em uma única guia mensal. Em vez de pagar IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, CPP, ICMS e ISS separadamente, o empreendedor recolhe tudo de uma só vez.

Por que isso é vantajoso?

Para micro e pequenas empresas sem uma estrutura administrativa grande, isso representa uma grande economia de tempo e esforço.

2.Redução da burocracia

O sistema tributário brasileiro é conhecido pela complexidade. O Simples Nacional diminui significativamente a quantidade de declarações, obrigações acessórias e cruzamentos fiscais.

Enquanto no Lucro Presumido e no Lucro Real existe a necessidade de diversas declarações mensais e anuais, no Simples as exigências são:

Isso diminui custos operacionais e reduz a chance de o empreendedor ser autuado por erros formais.

3.Possibilidade de pagar menos impostos

Dependendo da atividade, da margem de lucro e do faturamento, o Simples pode ser substancialmente mais econômico do que outros regimes.

Isso vale especialmente para:

A alíquota efetiva, pode ser consideravelmente inferior à alíquota nominal exibida na tabela, oferecendo vantagens tributárias reais.

Como optar pelo Simples Nacional?

Optar pelo Simples Nacional é uma das decisões mais comuns entre micro e pequenos empresários que buscam pagar menos impostos e ter uma rotina fiscal mais simples. 

O regime unifica tributos, reduz obrigações acessórias e facilita o fluxo de caixa. Porém, para ingressar corretamente, é importante seguir um processo estruturado e evitar pendências que possam gerar indeferimento. 

Veja abaixo o passo a passo completo:

1.Verifique se a sua empresa pode aderir ao Simples Nacional

Antes de tudo, é essencial confirmar se sua atividade e seu porte se enquadram no regime. Para isso, verifique:

Essa verificação inicial evita tentativas frustradas de adesão e permite corrigir qualquer ponto antes do pedido oficial.

2.Regularize pendências cadastrais e tributárias

Mesmo empresas que atendem ao perfil do regime podem ter o pedido de adesão indeferido se houver irregularidades. Entre as pendências mais comuns estão:

Para aderir ao Simples Nacional, é obrigatório pagar ou parcelar todos os débitos. Além disso, atualizações cadastrais devem ser feitas antes da solicitação.

3.Faça o pedido de adesão ao Simples Nacional

Com tudo regularizado, a contabilidade enviará um pedido forma de adesão ao Simples Nacional para o fisco.

De acordo com a Receita Federal, empresas que já se encontram ativas, podem optar pelo Simples durante o mês de janeiro de cado ano.

Sendo assim, a sua empresa tem até o dia 31 de janeiro para optar pelo Simples Nacional. Perdido esse prazo, uma nova oportunidade surgirá apenas no ano seguinte.

4.Acompanhe o status e resolva pendências dentro do prazo

Após o envio, o sistema entra em período de análise. Durante esse tempo, podem surgir algumas pendências que exigem ação rápida. Por isso, é essencial acompanhar o status diariamente. Entre os avisos comuns estão:

Uma pendência não resolvida dentro do prazo resulta em indeferimento automático da opção.

5.Confirmação da adesão ao Simples Nacional

Se não houver impedimentos, o pedido é deferido automaticamente. A adesão passa a valer.

Optar pelo Simples Nacional é um processo prático, mas que exige atenção aos detalhes. 

Contar com o suporte da Contabiliza+ Contabilidade garante uma adesão sem erros, com análise tributária completa para escolher o melhor enquadramento e reduzir impostos legalmente.

Quando o Simples Nacional deixa de valer a pena?

Embora o Simples Nacional seja vantajoso para a maioria das micro e pequenas empresas, existem situações em que o regime pode se tornar mais caro do que o Lucro Presumido ou o Lucro Real.

Esse é um ponto importante para evitar escolhas tributárias automáticas, que muitas vezes são baseadas apenas no porte da empresa e não na análise detalhada da operação.

Por isso, a escolha do regime deve sempre ser baseada em simulação tributária, nunca em suposições.

Como a Contabiliza+ pode ajudar sua empresa?

Optar pelo Simples Nacional parece simples à primeira vista, mas manter a empresa efetivamente economizando exige acompanhamento técnico constante, e é exatamente aqui que a Contabiliza+ Contabilidade faz a diferença.

Nosso trabalho começa antes mesmo da adesão, com simulações comparativas entre Simples, Presumido e Real, garantindo que a escolha seja realmente vantajosa para o seu negócio em 2026.

Durante o ano, acompanhamos o limite de faturamento para evitar exclusões inesperadas e analisamos o CNAE ideal, ajustando a classificação quando necessário para buscar o melhor anexo.

Além disso, verificamos pendências fiscais, auxiliamos na regularização de débitos, atualizamos cadastros e garantimos que todas as obrigações acessórias do Simples sejam enviadas corretamente, evitando multas e inconsistências.

Com uma consultoria contínua e estratégica, a Contabiliza+ assegura que a sua empresa aproveite todos os benefícios do regime e pague somente o necessário, de forma legal, segura e planejada.

Para saber mais, entre em contato conosco e fale com um dos nossos especialistas!

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