Fiscalização do PIX: como vai funcionar e quais cuidados é preciso ter

Fiscalização do PIX: como vai funcionar e quais cuidados é preciso ter

A fiscalização do PIX ganhou um novo capítulo recentemente, após a Receita Federal anunciar medidas mais rigorosas para monitorar e registrar as operações financeiras realizadas por pessoas físicas e jurídicas. 

Desde que o PIX foi lançado, em novembro de 2020, como um sistema de pagamentos e transferências instantâneas, o volume de transações realizadas por meio dessa modalidade cresceu vertiginosamente. 

Se antes as transações bancárias tradicionais (DOC, TED) exigiam prazos e custos, o PIX veio para simplificar, oferecendo rapidez, praticidade e tarifas menores ou inexistentes.

Contudo, diante de tamanha popularização e da facilidade de uso, surgiram preocupações acerca de possíveis práticas de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e sonegação de impostos. 

Para enfrentar esses riscos, a Receita Federal decidiu intensificar a fiscalização do PIX, implementando, através da Instrução Normativa 2219/2024 novas regras que visam monitorar de perto as operações realizadas, especialmente aquelas que ultrapassem determinados limites de valor.

Neste artigo, você vai entender em detalhes como funciona essa fiscalização do PIX promovida pela Receita Federal, o que mudou com as novas normas, quais limites foram estabelecidos para pessoas físicas e jurídicas, e como você pode se adaptar para evitar problemas com o Fisco.

Além disso, falaremos sobre a importância de manter a regularidade fiscal e como um contador pode ajudar no planejamento e na adequação das suas operações diante dessa maior vigilância.

Por que a Receita Federal decidiu intensificar a fiscalização do PIX?

Desde que o PIX foi adotado como meio de pagamento, uma das maiores preocupações das autoridades fiscais tem sido o controle das movimentações financeiras que, pela velocidade das transações, podem escapar ao monitoramento convencional. 

Operando 24 horas por dia, 7 dias por semana, o PIX passou a ser o meio de pagamento preferencial de grande parte da população.

Se, por um lado, essa adoção em massa trouxe benefícios inegáveis como agilidade, conveniência e redução de custos, por outro lado ela também abriu espaço para a possibilidade de transações fora do radar tradicional, usadas com fins ilícitos. 

Práticas como sonegação de impostos, lavagem de dinheiro e evasão de divisas poderiam encontrar no PIX uma forma mais célere de ocorrer, sem tanto escrutínio.

Ciente desse cenário, a Receita Federal sentiu a necessidade de reforçar o controle sobre esses fluxos de recursos. Assim, a fiscalização do PIX passou a exigir que instituições financeiras, operadoras de cartão e fintechs compartilhem informações sobre transações acima de certos valores.

O objetivo é criar um mecanismo de cruzamento de dados que permita identificar possíveis inconsistências entre o que é declarado ao fisco e o que, de fato, transita nas contas dos contribuintes.

O que mudou com as novas normas de fiscalização do PIX?

A principal mudança trazida pela intensificação da fiscalização do PIX é a ampliação das entidades obrigadas a reportar informações sobre transações financeiras para a Receita Federal. 

Se antes as obrigações de informação eram concentradas em bancos tradicionais e cooperativas de crédito, agora instituições de pagamento em geral, incluindo bancos digitais e plataformas de pagamento, também devem obedecer aos limites fixados pelo Fisco.

Limites para pessoas físicas e pessoas jurídicas:

  • Pessoas físicas: A soma de transações iguais ou superiores a R$ 5 mil mensais realizadas via PIX devem ser reportadas.

 

  • Pessoas Jurídicas: A soma de transações iguais ou superiores a R$ 15 mil mensais realizadas via PIX devem ser reportadas.

Não há proibição de efetuar transações acima desses valores, mas os dados dessas movimentações deverão ser obrigatoriamente informados à Receita Federal dentro de prazos estabelecidos.

Prazo de envio de dados:

As instituições financeiras e de pagamento que operam o PIX deverão enviar os relatórios de transações acima dos limites até:

  • O último dia útil de agosto, referente aos dados do primeiro semestre do ano corrente.
  • O último dia útil de fevereiro do ano seguinte, referente aos dados do segundo semestre do ano anterior.

Essa periodicidade semestral faz parte do padrão de prestação de informações ao Fisco, que cruza essas movimentações com as declarações de imposto de renda e outros mecanismos de controle.

Ampla abrangência de instituições:

Além dos bancos tradicionais, a intensificação da fiscalização do PIX abrange também fintechs, emissores de cartões de crédito e plataformas de pagamento. 

Dessa forma, praticamente todo o ecossistema de pagamentos fica coberto pelas novas regras, dificultando que movimentações financeiras fiquem “invisíveis” ao olhar da Receita.

Como a Receita Federal vai utilizar essas informações?

De posse dos relatórios fornecidos pelas instituições de pagamento, a Receita Federal pode realizar diferentes tipos de cruzamentos de dados, aumentando a eficiência do seu trabalho de auditoria e fiscalização.

Comparação com declarações de IRPF

Se uma pessoa física movimenta valores elevados via PIX (por exemplo, R$ 50 mil mensais), mas em sua Declaração de Imposto de Renda consta um rendimento muito inferior a esse montante, há um forte indício de omissão de receita.

Esse tipo de inconsistência pode levar à Malha Fina, e o contribuinte será intimado a apresentar justificativas ou correções.

Verificação do carnê-leão para autônomos

Profissionais autônomos ou liberais que recebem pagamentos de clientes via PIX precisam declarar esses valores mensalmente no Carnê-Leão. 

Caso os extratos de PIX não batam com o montante declarado, a Receita pode suspeitar de sonegação de impostos ou subnotificação de rendas.

Identificação de padrões suspeitos

Movimentações recorrentes em horários incomuns, depósitos sucessivos de valores fracionados para evitar a atenção do fisco, ou transferências entre contas de diferentes titulares podem acionar alertas de possíveis fraudes ou esquemas de lavagem de dinheiro. 

Com avançadas tecnologias de Big Data e algoritmos, a Receita Federal pode identificar padrões suspeitos e iniciar investigações específicas.

Impactos da fiscalização do PIX para pessoas físicas

A fiscalização do PIX com limites de R$ 5 mil mensais traz impactos diretos para as pessoas físicas que movimentam quantias elevadas no sistema. 

Conheça os principais pontos de atenção:

Atenção ao Limite de R$ 5 mil: Se você ultrapassa esse valor, suas transações serão comunicadas ao Fisco. 

Não há problema em realizar transações acima disso, mas é preciso que o que você recebe ou transfere esteja de acordo com os rendimentos declarados.

Coerência na declaração: Tudo o que cair em sua conta via PIX deve ter uma origem demonstrável — por exemplo, salários, honorários, aluguéis, lucros e dividendos, entre outros. Caso contrário, pode haver suspeita de omissão de receita.

Controle de pagamentos se você é autônomo: Profissionais que não possuem carteira assinada (por exemplo, consultores, coaches, designers, advogados) e dependem de recebimentos via PIX precisam registrar esses ganhos no Carnê-Leão mensalmente.

Conciliação com cartões de crédito/débito: Se você também recebe ou gasta valores em cartões, a Receita pode cruzar as informações de todas as suas transações financeiras, tornando incongruências facilmente perceptíveis.

Impactos da fiscalização do PIX para empresas

Para as pessoas jurídicas, a fiscalização do PIX se intensifica a partir de R$ 15 mil em transações mensais. 

Na prática, isso exige que as empresas mantenham um controle financeiro rigoroso, a fim de evitar discrepâncias entre o que é declarado e o que, efetivamente, entra e sai das contas.

Faturamento declarado vs. extrato bancário: A Receita Federal realizará análises para identificar se o faturamento total indicado em suas obrigações fiscais é coerente com as movimentações via PIX e outros meios de pagamento. 

Se houver alguma diferença injustificada, pode haver autuação por omissão de receitas.

Gestão de fluxo de caixa: Como o PIX é rápido e bastante utilizado pelos consumidores, é provável que boa parte das vendas de uma empresa seja creditada instantaneamente em sua conta. 

Uma planilha ou software de gestão que categorize cada entrada e concilie com as notas fiscais emitidas é fundamental para demonstrar a legitimidade das transações em eventual auditoria.

Transparência e justificativas de operações: Em algumas situações, pode ocorrer a entrada de valores que não correspondem à venda de produtos ou serviços tributáveis (exemplo: empréstimos, devolução de capital, aporte de sócios). 

Se isso não estiver devidamente justificado e documentado, a Receita pode interpretar como renda não declarada.

Riscos de não adequar-se às novas regras

A intensificação da fiscalização do PIX amplia a possibilidade da Receita Federal detectar omissões e inconsistências nas declarações. Os riscos mais comuns incluem:

  • Malha fina e notificações: O contribuinte pode receber intimações para explicar origens de valores não compatíveis com sua declaração.
  • Multas por omissão de receita: Normalmente, a multa pode chegar a 75% do imposto devido, elevando-se a 150% em casos de fraude comprovada.
  • Eventual criminalização: Se ficar configurada a intenção de fraudar o Fisco, a ação pode ser enquadrada como crime contra a ordem tributária.
  • Restrições de crédito: Contribuintes e empresas com pendências fiscais podem sofrer limitações ao solicitar financiamentos e empréstimos.

Sendo assim, é muito importante que pessoas físicas e jurídicas tenham um controle rigoroso sobre seus rendimentos e declarem os valores recebidos, justificando para o fisco a origem dos recursos, bem como, recolhendo os impostos devidos.

Boas práticas para evitar problemas com a fiscalização do PIX

Diante desse cenário de maior vigilância, algumas boas práticas podem ajudar pessoas físicas e empresas a evitarem problemas com o fisco:

Registre todas as entradas e saídas: Independentemente do valor, mantenha um histórico claro das transações, possibilitando a comprovação das origens e dos destinos do dinheiro.

Emita notas fiscais: A emissão de notas fiscais e a vinculação delas aos pagamentos recebidos via PIX é a melhor forma de atestar que a transação tem lastro comercial e está sujeita ao devido recolhimento tributário.

Use ferramentas de controle financeiro: Softwares e ERPs (Enterprise Resource Planning) ajudam a conciliar as movimentações bancárias, gerar relatórios e cruzar dados, reduzindo o risco de erro humano.

Faça a declaração de Imposto de Renda corretamente: Não deixe de declarar rendas extras, ainda que sejam esporádicas. Mantenha a consistência entre o fluxo de caixa e o que consta nas declarações anuais.

Busque orientação contábil: Um profissional ou escritório de contabilidade pode auxiliar a categorizar corretamente cada operação, apontar deduções fiscais e preparar defesas ou justificativas em caso de questionamento pelo Fisco.

A importância da regularidade fiscal e do apoio contábil

A fiscalização do PIX pela Receita Federal exige que tanto pessoas físicas quanto jurídicas redobrem a atenção no registro e na declaração de rendas. 

Nesse contexto, manter-se em dia com as obrigações fiscais não apenas evita multas e sanções, mas também reforça a credibilidade e a reputação do contribuinte ou do negócio perante bancos, clientes e parceiros comerciais.

Planejamento tributário: Um contador especializado pode ajudar a estruturar suas atividades de forma eficiente, escolhendo o melhor regime de tributação e orientando quanto à emissão de notas fiscais ou ao registro de receitas.

Análise de riscos: Com experiência na área, o profissional contábil pode indicar vulnerabilidades nos procedimentos internos que poderiam levar a inconsistências na declaração.

Conciliação bancária: O suporte contábil dá mais segurança no alinhamento das informações entre a conta bancária e as obrigações fiscais, reduzindo a margem de erro.

Conclusão: prepare-se para a fiscalização do PIX

A intensificação da fiscalização do PIX promovida pela Receita Federal é uma realidade que afeta diretamente a forma como pessoas físicas e empresas movimentam suas contas. 

Ao estabelecer limites de R$ 5 mil para pessoas físicas e R$ 15 mil para pessoas jurídicas, o Fisco criou uma malha de controle mais fina, capaz de identificar omissões de renda, sonegação e outros delitos fiscais.

Para não cair em malha fina e ter tranquilidade no dia a dia, é fundamental ajustar seus processos de registro de transações, conciliação bancária e declaração de rendimentos. 

Manter a coerência entre os valores que entram e saem das suas contas e o que consta em suas obrigações fiscais se tornou ainda mais importante.

Se você deseja garantir que sua empresa ou sua atividade profissional e os seus negócios estejam em conformidade com a fiscalização do PIX e outras obrigações fiscais, a Contabiliza+ Contabilidade pode ajudar! 

Nossa equipe de contadores especializados entende a complexidade das mudanças implementadas pela Receita Federal e está pronta para orientar você em todas as etapas, desde a organização financeira até o planejamento tributário.

Entre em contato conosco e descubra como podemos auxiliar no aperfeiçoamento da sua gestão contábil, garantindo segurança e tranquilidade mesmo neste cenário de maior rigor na fiscalização do PIX!

Como emitir recibo no Receita Saúde: um guia completo para profissionais da saúde

Como emitir recibo no Receita Saúde: um guia completo para profissionais da saúde

Emitir recibo no Receita Saúde é uma das novidades que promete revolucionar a forma como profissionais da saúde, que atuam como autônomos, gerenciam suas finanças e cumprem suas obrigações fiscais. 

O aplicativo Receita Saúde foi desenvolvido pela Receita Federal com o objetivo de facilitar a emissão e o controle de recibos de serviços prestados, aumentando a transparência e a eficiência tributária.

Neste artigo, explicaremos tudo o que você precisa saber para emitir recibo no Receita Saúde de forma simples e eficiente. Além disso, abordaremos as vantagens e obrigações envolvidas e como a Contabiliza+ Contabilidade pode ajudar nesse processo.

O que é o Receita Saúde?

O Receita Saúde é uma plataforma digital que foi desenvolvida pela Receita Federal para que os profissionais autônomos da área da saúde possam emitir recibos eletrônicos. 

A ferramenta busca modernizar a gestão financeira desses profissionais e combater a sonegação fiscal.

Por meio do aplicativo, médicos, psicólogos, fisioterapeutas e outros prestadores de serviços na área da saúde podem registrar e emitir recibos de maneira centralizada, garantindo maior organização e cumprimento das exigências fiscais.

Por que emitir recibo no Receita Saúde?

Emitir recibo no Receita Saúde não é apenas uma exigência fiscal, mas também oferece benefícios significativos para o profissional e para os pacientes:

  • Transparência fiscal: O aplicativo facilita o registro e a comprovação de rendimentos para fins de declaração de imposto de renda.
  • Credibilidade com os pacientes: Emitir recibos digitais demonstra profissionalismo e organização.
  • Dedução de despesas pelos pacientes: Os recibos emitidos podem ser utilizados pelos clientes na declaração do Imposto de Renda para deduzir despesas médicas.
  • Facilidade de controle: O histórico de recibos é armazenado digitalmente, permitindo que o profissional acompanhe seus ganhos de forma organizada.

Como emitir recibo no Receita Saúde?

Emitir recibo no Receita Saúde é um processo simples e rápido. Confira o passo a passo:

1.Faça o download do aplicativo Receita Federal

  • O primeiro passo é baixar o aplicativo oficial da Receita Federal, disponível nas lojas Google Play (Android) e App Store (iOS).

2.Crie ou acesse sua conta Gov.br

  • Para acessar o Receita Saúde, você precisará de uma conta Gov.br com nível de segurança prata ou ouro. 
  • Caso ainda não tenha uma conta, siga as instruções para criá-la no site ou no aplicativo Gov.br. Se já possui uma conta, certifique-se de que ela atende ao nível de segurança exigido.

3.Acesse o Receita Saúde

  • Após fazer login no aplicativo Receita Federal, localize a opção “Receita Saúde” no menu principal e clique para acessar.

4.Preencha o cadastro inicial

Se for a primeira vez que utiliza o Receita Saúde, será necessário preencher informações básicas, como:

  • Nome completo
  • CPF
  • Registro profissional (CRM, CRP, etc.)
  • Endereço e contatos

5.Emita o recibo

Agora que você já está cadastrado, siga os passos abaixo para emitir recibo no Receita Saúde:

  1. Clique em “Novo Recibo”.
  2. Preencha as informações solicitadas, como:
    • Nome completo e CPF do paciente.
    • Descrição do serviço prestado.
    • Data do atendimento.
    • Valor do serviço.
  3. Revise as informações e clique em “Emitir”.

O recibo será gerado e disponibilizado digitalmente para você e para o paciente. Ele também será armazenado no histórico do aplicativo para consultas futuras.

O que fazer em caso de erro na emissão do recibo?

Se você cometeu algum erro ao emitir recibo no Receita Saúde, o aplicativo permite o cancelamento do documento em até 10 dias após a emissão. 

Basta acessar o histórico de recibos, selecionar o documento em questão e clicar na opção de cancelamento. Lembre-se de justificar o motivo do cancelamento, caso necessário.

Quais profissionais precisam emitir recibos no Receita Saúde?

A emissão de recibos no Receita Saúde é obrigatória para profissionais da saúde que atuam como pessoas físicas, sem CNPJ, e prestam serviços diretamente para pessoas físicas. Isso inclui:

  • Médicos
  • Psicólogos
  • Fisioterapeutas
  • Nutricionistas
  • Terapeutas ocupacionais
  • Dentistas

Profissionais que já possuem CNPJ e emitem notas fiscais de prestação de serviços não estão obrigados a utilizar o Receita Saúde.

Vantagens de manter a organização financeira com o Receita Saúde

Além de facilitar a emissão de recibos, o Receita Saúde também contribui para uma gestão financeira mais eficiente. Manter a organização financeira é fundamental para profissionais da saúde, especialmente aqueles que atuam como autônomos. 

Veja algumas vantagens de utilizar o Receita Saúde de forma regular e organizada:

Melhor controle dos rendimentos: O aplicativo permite que o profissional acompanhe em tempo real todos os serviços prestados e valores recebidos. Isso ajuda a identificar períodos de maior ou menor rendimento e a planejar melhor o orçamento.

Facilidade na declaração de imposto de renda: Ao emitir recibos regularmente pelo Receita Saúde, o profissional terá todas as informações necessárias para preencher sua declaração de imposto de renda com precisão.

Contribuição para a regularidade fiscal: A emissão de recibos é uma forma de comprovar a origem dos rendimentos e evitar problemas com o fisco. Profissionais que utilizam o Receita Saúde regularmente demonstram transparência e responsabilidade perante a Receita Federal.

Planejamento financeiro eficiente: Com um histórico detalhado de recibos e receitas, é possível fazer um planejamento financeiro mais assertivo, alocando recursos para investimentos, reserva de emergência ou expansão dos serviços.

Comodidade para os pacientes: Ao utilizar o Receita Saúde, os pacientes recebem seus recibos de forma digital, facilitando o arquivamento e uso desses documentos para dedução de despesas médicas no imposto de renda.

Sendo assim, além de ser uma obrigatoriedade fiscal, o Receita Saúde também garante facilidades e não será um problema para profissionais que fazem questão de manter as suas obrigações em dia com o fisco.

Quais são as penalidades para quem não emitir recibos no Receita Saúde?

A não emissão de recibos no Receita Saúde pode resultar em multas e outras sanções fiscais, conforme previsto pela legislação. 

Além disso, o profissional pode enfrentar problemas em sua declaração de imposto de renda, caso não consiga comprovar a origem de seus rendimentos.

Por isso, é essencial cumprir essa exigência e manter uma rotina de emissão de recibos organizada e regular.

Receita Saúde e a carga tributária

Os rendimentos registrados no Receita Saúde são utilizados para o cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). 

A alíquota varia conforme a tabela progressiva do IRPF, podendo chegar a 27,5% dependendo do montante. 

Veja a tabela abaixo:

Base de cálculo Alíquota Parcela a deduzir
Até 2.259.20 Isento Isento
De 2.259,21 até 2.826,65 7,50% R$ 169,44
De 2.826,66 até 3.751,05 15% R$ 381,44
De 3.751,06 até 4.664,68 22,50% R$ 662,66
Acima de 4.664,68 27,50% R$ 896,00

Para evitar pagar mais do que o necessário, é muito importante organizar os rendimentos e considerar estratégias tributárias.

Quem tem CNPJ precisa emitir recibo no Receita Saúde?

De acordo com a legislação em vigor, profissionais da saúde que possuem CNPJ e prestam seus serviços como pessoa jurídica, não precisam emitir recibos, uma vez que a emissão de notas fiscais cumpre o mesmo objetivo.

Além disso, é importante destacar que na maior parte dos casos, os profissionais da saúde que possuem CNPJ, pagam menos impostos. Na prática, isso acontece, pois na pessoa jurídica é possível obter alíquotas mais baixas.

Na sequência, vamos explicar como funciona o Simples Nacional e o Lucro Presumido, regimes tributários para profissionais da saúde que atuam como pessoa jurídica.

Tributação para profissionais da saúde no Simples Nacional

Quem decide abrir CNPJ e opta pelo Simples Nacional fica sujeito a regra do Fator R, que diz basicamente o seguinte:

  • Profissionais da saúde optantes pelo Simples Nacional, que possuem despesas com pró-labore e folha de pagamento, em volume igual ou maior a 28% sobre o faturamento, são tributados no Anexo III, com alíquota a partir de 6%.
Faixa Receita em 12 meses Alíquota Valor a deduzir
Até 180.000,00 6,00%
De 180.000,01 a 360.000,00 11,20% R$ 9.360,00
De 360.000,01 a 720.000,00 13,20% R$ 17.640,00
De 720.000,01 a 1.800.000,00 16,00% R$ 35.640,00
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 21,00% R$ 125.640,00
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 33,00% R$ 648.000,00
  • Profissionais da saúde optantes pelo Simples Nacional, que possuem despesas com pró-labore e folha de pagamento, em volume inferior a 28% sobre o faturamento, são tributados no Anexo V, com alíquota a partir de 15,50%.
Faixa Receita em 12 meses Alíquota Valor a deduzir
Até 180.000,00 15,50%
De 180.000,01 a 360.000,00 18,00% R$ 4.500,00
De 360.000,01 a 720.000,00 19,50% R$ 9.900,00
De 720.000,01 a 1.800.000,00 20,50% R$ 17.100,00
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 23,00% R$ 62.100,00
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 30,50% R$ 540.000,00

Tributação para profissionais da saúde no Lucro Presumido

Por sua vez, quando os cálculos indicam que o Simples Nacional não é a opção mais econômica para o profissional da saúde PJ, temos o Lucro Presumido como alternativa.

Neste regime não existe variação de alíquotas com base no faturamento, dessa forma, as alíquotas aplicadas são as seguintes:

  • Impostos Federais: 11,33% sobre o faturamento.
  • Imposto Municipal (ISS): 2% a 5% sobre o faturamento, de acordo com a legislação do seu município.

Diante das opções não tenha dúvidas, além de ficar dispensado da utilização do Receita Saúde, quem decide abrir um CNPJ economiza no pagamento de impostos.

Como abrir CNPJ para profissional da saúde e ficar dispensado do Receita Saúde

Como pessoa jurídica você ficará dispensado de emitir recibos através do Receita Saúde, e além disso, poderá aproveitar uma série de outros benefícios, dentre os quais, podemos destacar:

  • Economia no pagamento de impostos;
  • Possibilidade de trabalhar como PJ em clínicas e hospitais;
  • Acesso a linhas especiais de crédito para pessoas jurídicas.

Dito isso, veja no passo a passo abaixo, como abrir o seu CNPJ:

1.Contrate uma contabilidade especializada: Quando o objetivo é abrir CNPJ, a primeira coisa que o profissional da saúde precisa fazer é buscar a assessoria e orientação de uma contabilidade especializada.

O contador ficará responsável por fornecer orientações importantes, cuidar de todos os trâmites para abertura da empresa e também, da entrega de obrigações acessórias ao fisco.

Aqui na Contabiliza+, por exemplo, também nos preocupamos em montar um planejamento tributário para garantir que você pague o menor volume possível de impostos sobre suas atividades, tudo isso, de forma legal, ou seja, sem correr riscos.

2.Separe os documentos necessários: Após contratar uma contabilidade, você precisará separar os documentos necessários para abertura do seu CNPJ, o que inclui os seguintes itens:

  • RG e CPF ou CNH;
  • Comprovante de residência;
  • Carnê IPTU ou Inscrição Imobiliária do local para abertura da empresa;
  • Registro no conselho profissional da sua atividade.

Em caso de dúvidas com a documentação, não se preocupe, pois o nosso time de especialistas está à disposição para lhe fornecer toda assessoria e orientação que for necessária.

3.Aguarde a abertura da sua PJ: Por fim, basta aguardar alguns dias, enquanto cuidamos dos trâmites legais para abertura da sua empresa, o que inclui a emissão dos seguintes documentos:

  • Registro na Junta Comercial do Estado;
  • Emissão do CNPJ na Receita Federal;
  • Liberação do Alvará da Vigilância Sanitária;
  • Emissão da Inscrição Municipal na Prefeitura;
  • Liberação do Alvará de Funcionamento na Prefeitura.

Como a Contabiliza+ Contabilidade pode ajudar?

A Contabiliza+ Contabilidade oferece suporte completo para profissionais da saúde que precisam emitir recibos no Receita Saúde e manter suas finanças organizadas. Nossos serviços incluem:

  • Orientação sobre o uso do Receita Saúde: Ajudamos você a entender e cumprir todas as exigências do aplicativo.
  • Planejamento tributário: Identificamos formas legais de reduzir sua carga tributária.
  • Abertura de CNPJ: Avaliamos se a abertura de um CNPJ é vantajosa para o seu caso, possibilitando a emissão de notas fiscais e outros benefícios.
  • Gestão financeira: Oferecemos ferramentas e relatórios para você acompanhar seus ganhos e despesas.

Conclusão

Emitir recibo no Receita Saúde é uma etapa essencial para profissionais da saúde que desejam manter suas obrigações fiscais em dia e garantir credibilidade junto aos pacientes. 

Com um processo simples e direto, o aplicativo facilita a emissão de documentos e o controle financeiro, mas exige atenção às obrigações fiscais.

Se você é um profissional da saúde e deseja otimizar sua gestão financeira, entre em contato com a Contabiliza+ Contabilidade

Nossa equipe está pronta para ajudar você a alcançar maior eficiência fiscal e financeira, garantindo mais tranquilidade no seu dia a dia.

Quanto vou pagar de imposto ao mudar para ME?

Quanto vou pagar de imposto ao mudar para ME?

Quanto vou pagar de imposto ao mudar para ME? Essa é uma pergunta muito comum para quem está em fase de crescimento profissional ou avaliando a formalização do seu negócio. 

Deixar de ser MEI (Microempreendedor Individual) para mudar para ME (Microempresa) traz uma série de mudanças tributárias e legais. 

Embora a transição possa exigir certo planejamento, é fundamental entender os tipos de imposto que passam a incidir sobre os negócios, as alíquotas, as obrigações acessórias e outras particularidades da ME.

Neste artigo, vamos esclarecer quanto você vai pagar de imposto ao mudar para ME, apresentando os principais regimes tributários disponíveis, as vantagens e desvantagens de cada opção para o microempresário, bem como dicas de gestão financeira para garantir que a empresa mantenha suas obrigações em dia. 

Se você está em busca de maior profissionalização do negócio, acompanhe as próximas linhas e tire suas dúvidas.

O que é uma ME (Microempresa)?

O termo ME (Microempresa) é definido pela legislação brasileira como uma empresa que fatura até R$ 360 mil por ano. 

Ao mudar para ME, você ganha a possibilidade de optar por um regime tributário voltado ao porte do negócio, usualmente mais simples do que regimes para empresas de médio ou grande porte. 

A formalização como ME traz ainda outras características:

  1. Inscrição na Junta Comercial: A empresa passa a ter um contrato social registrado na Junta Comercial.
  2. Mudança na razão social: A razão social da empresa deixa de ser composta pelo nome completo e CPF do empreendedor e passa a ter a sua própria denominação.
  3. Possibilidade de expandir: Como ME, a empresa pode contratar mais funcionários, ter acesso a crédito facilitado, abrir filiais e desenvolver mais atividades.

O próximo passo é escolher o regime de tributação. É isso que definirá, em grande parte, quanto vou pagar de imposto ao mudar para ME.

Quando mudar para ME?

Além de compreender quanto vou pagar de imposto ao mudar para ME, muitas vezes o empreendedor tem dúvidas sobre quando migrar de MEI para ME

O Microempreendedor Individual (MEI) é um regime simplificado e bastante vantajoso para quem fatura até R$ 81 mil por ano e se enquadra em atividades específicas, porém apresenta limitações que podem se tornar um entrave ao crescimento do negócio.

1.Limite de faturamento

O primeiro ponto de atenção é o limite de R$ 81 mil anuais (cerca de R$ 6.750,00 mensais, em média). 

Se a empresa ultrapassar essa soma em um ano-calendário, é necessário deixar o regime do MEI. 

Em alguns casos, é possível realizar a transição dentro do mesmo ano se ficar evidente que se ultrapassará o limite, evitando problemas com a Receita Federal.

2.Atividades não permitidas

Nem todas as atividades podem operar como MEI. Se o empreendedor deseja expandir o portfólio de serviços ou incluir um CNAE que não seja listado como permitido para MEI, precisará migrar de MEI para ME

Ao se tornar Microempresa, o empresário passa a ter mais liberdade de atuação, mas também maior complexidade fiscal.

3.Contratação de funcionários

O MEI só pode ter um funcionário registrado. Se a empresa necessita de mais colaboradores para crescer, esse regime não será suficiente. 

Ao virar ME, é possível contratar quantos funcionários o modelo de negócio exigir, dentro dos limites e leis trabalhistas.

4.Implicações financeiras e tributárias

Embora o MEI seja um regime extremamente simplificado, se o faturamento realmente cresce, os valores de impostos podem se tornar insignificantes perto do potencial de vendas. 

A formalização como ME, por sua vez, permite escolher o Simples Nacional (ou outro regime), o que pode adaptar-se melhor às novas necessidades de faturamento e complexidade do negócio.

5.Ganhos de credibilidade

Muitas vezes, migrar de MEI para ME traz maior credibilidade para fechar contratos com empresas de maior porte. 

Ter um CNPJ de Microempresa (ME) pode ser um diferencial para parcerias, licitações ou financiamentos que exigem comprovação de maior estrutura.

Imposto ao mudar para ME: passos para a migrar de MEI para ME

1.Quitar guias do MEI e solicitar o desenquadramento no portal do empreendedor.

2.Constituir a ME: Registrar na Junta Comercial um contrato social ou requerimento de empresário individual.

3.Escolher o regime tributário: Normalmente, optar pelo Simples Nacional para manter certa simplicidade, se o faturamento estiver abaixo do limite de R$ 4,8 milhões.

4.Fazer as regularizações: Obter alvará, inscrições municipal/estadual conforme a natureza do negócio, e manter obrigações contábeis em dia.

Assim, o migrar de MEI para ME é uma decisão que costuma ser ditada pelo aumento de faturamento, necessidade de expansão, inclusão de atividades não permitidas ou desejo de contratar mais de um funcionário. 

Planejar esse processo de transição com antecedência evita falhas de enquadramento e permite aproveitar o melhor regime tributário para cada fase do empreendimento.

Quais as opções de regime tributário para uma ME?

Ao se tornar ME, o empresário tem essencialmente três caminhos tributários possíveis:

Simples Nacional: 

  • O regime mais simplificado, ideal para micro e pequenas empresas, onde tributos federais, estaduais e municipais são unificados numa só guia (DAS).

Lucro Presumido: 

  • Para empresas que não desejam aderir (ou não podem aderir) ao Simples. Nessa modalidade, parte dos impostos federais (IRPJ e CSLL) são calculados sobre uma presunção de lucro, enquanto outra parte, sobre o faturamento.

Lucro Real: 

  • Regime mais complexo, porém necessário para alguns tipos de negócio, sendo interessante para quem tem margens de lucro pequenas ou apresenta prejuízos em alguns períodos.

Para a maioria das microempresas, o Simples Nacional costuma ser o regime de entrada mais utilizado, pois oferece alíquotas iniciais baixas e facilidade de administração. 

Contudo, é preciso ver se a atividade exercida é permitida no Simples e se alguns outros critérios são atendidos.

Quanto vou pagar de imposto ao mudar para ME no Simples Nacional?

O Simples Nacional adota tabelas de anexos de acordo com a natureza das atividades da empresa (comércio, indústria ou serviços). 

Por sua vez, cada anexo apresenta faixas de faturamento e alíquotas progressivas, de modo que conforme a receita bruta dos últimos 12 meses aumenta, a alíquota efetiva também se eleva. De modo geral:

  • Anexo I: Comércio, alíquotas entre 4% e 19%.
  • Anexo II: Indústria, variando de 4,5% a 30%.
  • Anexo III, IV e V: Serviços, começando em 4,5% e podendo ultrapassar 30% em casos de maior faturamento.

Para uma microempresa com faturamento até R$ 180 mil/ano, por exemplo, a alíquota fica dentro do primeiro degrau do anexo de enquadramento, podendo ser de:

  • 4% (comércio);
  • 4,5% (indústria);
  • Entre 4,5% e 15,50% (serviços). 

Dica: Não basta considerar a alíquota inicial, pois se a empresa expandir o faturamento, a alíquota efetiva subirá.

Por isso, para saber quando vai pagar de imposto ao mudar para ME, bem como, tomar a decisão certa e mais econômica, é muito importante contar com o suporte de uma boa contabilidade.

Quanto vou pagar de imposto ao mudar para ME no Lucro Presumido?

No caso de uma microempresa que não queira ou não possa optar pelo Simples Nacional, o Lucro Presumido pode ser a alternativa. 

Aqui, a forma de calcular IRPJ e CSLL é a seguinte: o fisco define uma base de cálculo presumida (8% a 32% do faturamento, dependendo da atividade) e aplica-se alíquotas de 15% (IRPJ) + 9% (CSLL) sobre esse percentual. 

Na prática, pode ser vantajoso para quem possui margens de lucro elevadas em atividades não beneficiadas no Simples, ou para quem fatura ligeiramente acima do limite do Simples.

Além de IRPJ e CSLL, a empresa no Lucro Presumido paga PIS (0,65%) e COFINS (3%) em regime cumulativo. Também deve pagar ISS (caso de serviços) ou ICMS (em caso de comércio), cada qual seguindo legislação municipal e estadual.

Quanto vou pagar de imposto ao mudar para ME no Lucro Real?

Embora seja menos comum para microempresas, algumas optam pelo Lucro Real para aproveitar deduções de despesas e porque seu negócio apresenta margens de lucro reduzidas ou sofre prejuízo em certos períodos. 

A empresa recolhe IRPJ e CSLL sobre o lucro efetivo mensal, trimestral ou anual. PIS e COFINS são não cumulativos, com alíquotas maiores (1,65% e 7,6%, respectivamente), mas há possibilidade de abatimento de créditos de insumos. 

Na prática, trata-se de um regime com maior complexidade de apuração contábil, mas que pode compensar se a ME tiver despesas dedutíveis em grande monta.

O desafio é que a contabilidade completa no Lucro Real implica custo administrativo mais alto. Além disso, a empresa deve produzir relatórios detalhados e entregar obrigações acessórias mais numerosas. 

Para a maioria das microempresas, esse regime é menos comum, mas não deixa de ser uma opção quando há condições específicas (negócios muito voláteis ou com margens historicamente baixas).

Vantagens e desvantagens de cada regime para uma ME

Confira de forma resumida, as principais vantagens e desvantagens de cada regime tributário que surge como opção na hora de saber quanto sua empresa vai pagar de imposto ao mudar para ME.

Simples Nacional

  • Vantagens: Menos burocracia, pagamento unificado em uma só guia DAS, alíquota inicial potencialmente baixa, regime simplificado de obrigações acessórias.
  • Desvantagens: Alguns ramos de serviço podem ter alíquotas altas. O limite de faturamento é relativamente baixo (R$ 4,8 milhões para se manter no regime). Atividades vedadas não podem aderir.

Lucro Presumido

  • Vantagens: Menos obrigações acessórias do que no Lucro Real, apuração simplificada de IRPJ e CSLL.
  • Desvantagens: Pode ser menos vantajoso se a margem real de lucro for inferior à presunção utilizada (8%, 16% ou 32%), gerando pagamento de imposto maior do que se fosse Lucro Real. Além disso, não unifica tributos em uma única guia.

Lucro Real

  • Vantagens: Se a empresa tiver margens de lucro muito baixas ou flutuações negativas, pode reduzir a carga tributária. Possibilidade de créditos no PIS e COFINS não cumulativos.
  • Desvantagens: Exige contabilidade completa e obrigações acessórias mais intensas. Se a empresa costuma ter resultados estáveis e lucrativos, talvez pague mais IRPJ e CSLL do que se estivesse no Simples ou Presumido.

Mudar para ME: além do imposto, o que considerar?

Ao mudar para ME, a questão de quanto vou pagar de imposto não é o único ponto decisivo. É fundamental observar também:

Responsabilidade limitada: Se a ME for constituída como LTDA ou SLU há proteção do patrimônio pessoal do empreendedor.

Obrigações acessórias: Cada regime tem uma lista de declarações contábeis e fiscais. Avalie se a contabilidade contratada pode suportar esse nível de complexidade.

Possíveis vedações: O Simples tem lista de vedações (ex.: atividades de cunho financeiro). Caso a empresa caia em restrição, precisa partir para outro regime.

Erros comuns ao mudar para ME

Confira alguns erros comuns ao mudar para ME, afim de que você possa evitá-los, e com isso, nao ter dor de cabeça:

Não comparar cenários tributários: Migrar diretamente para o Simples sem checar se no Anexo V (por exemplo) a alíquota inicial não seria muito alta; ou ignorar que o Lucro Presumido poderia ser vantajoso dependendo do ramo.

Ignorar previsões de faturamento: Se a empresa está prestes a ultrapassar o limite do Simples, talvez valha mais a pena iniciar direto em outro regime, evitando transições e custos extras.

Desconsiderar substituição tributária ou ISS fixo: Alguns setores sofrem regimes especiais que podem alterar a conta final de tributos.

Não consultar um contador: Tentar resolver sozinho pode levar a inconsistências e pagamento de impostos a maior ou a menor, gerando multas e retrabalhos.

Conclusão: quanto vou pagar de imposto ao mudar para ME?

Para responder quanto vou pagar de imposto ao mudar para ME, é preciso analisar:

Perfil de faturamento

  • Se está abaixo de R$ 4,8 milhões, o Simples Nacional é uma opção atrativa, mas requer checar se sua atividade não está em anexo com alíquota alta.

Margem de lucro

  • Empresas com margens muito altas ou muito baixas podem preferir regimes como Lucro Presumido ou Lucro Real, respectivamente.

Complexidade e obrigações

  • Regimes fora do Simples exigem mais declarações e contabilidade robusta. Se a ME tem poucos funcionários e operações simples, o Simples facilita.

Assim, a quantia exata de impostos varia conforme a escolha do regime e as características do negócio. 

O essencial é realizar simulações para cada regime, projetando faturamento e custos, para identificar a menor carga tributária dentro das normas. Esse tipo de exercício faz parte do planejamento tributário e evita surpresas.

Deseja ajuda especializada para escolher o melhor regime ao se tornar ME e planejar de forma segura seus impostos? 

Conheça os serviços da Contabiliza+ Contabilidade, cuja equipe oferece consultoria completa para análise de cenários, enquadramento tributário, gestão de obrigações e suporte para manter a empresa em dia, pagando apenas o necessário de tributos.

Como evitar que sua empresa seja excluída do Simples Nacional

Como evitar que sua empresa seja excluída do Simples Nacional

Excluída pelo Simples Nacional: essa é uma expressão que causa preocupação imediata em micro e pequenos empresários que, por algum motivo, correm o risco de perder as vantagens do regime tributário Simples Nacional. 

De fato, o Simples Nacional foi criado para facilitar a vida do empreendedor, unificando diversos impostos em uma só guia e oferecendo alíquotas mais vantajosas. 

Porém, diversas situações podem levar a empresa a ser desenquadrada desse regime, trazendo consequências graves, como o aumento da carga tributária e a obrigatoriedade de lidar com obrigações acessórias mais complexas.

Neste artigo, você vai descobrir as principais causas que fazem uma empresa ser excluída pelo Simples Nacional, bem como aprenderá dicas práticas para evitar esse problema. 

Além disso, entenderá como corrigir pendências e manter a sua organização dentro das regras, evitando surpresas desagradáveis e prejuízos financeiros. 

Acompanhe até o final para conhecer também como a Contabiliza+ pode ajudar você a manter sua empresa regularizada.

Entendendo o Simples Nacional

O Simples Nacional é um regime tributário simplificado instituído pela Lei Complementar nº 123/2006, cujo objetivo principal é reunir em uma única guia de pagamento (o DAS – Documento de Arrecadação do Simples Nacional) vários tributos, dentre eles:

  • Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ)
  • Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)
  • PIS/PASEP
  • COFINS
  • Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)
  • Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)
  • Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS)
  • Contribuição Patronal Previdenciária (CPP)

 Ele é direcionado a micro e pequenas empresas que não excedem o limite de faturamento anual de R$ 4,8 milhões.

Vantagens do Simples Nacional

  • Menos burocracia: O empreendedor emite uma só guia para vários impostos.
  • Alíquotas mais acessíveis: Dependendo da receita, o percentual pode ser significativamente menor do que outros regimes (Lucro Presumido ou Lucro Real).
  • Obrigações acessórias simplificadas: Há menos declarações e rotinas fiscais, o que facilita a gestão.

Entretanto, para usufruir desses benefícios, a empresa deve cumprir uma série de requisitos e prazos. Caso contrário, corre o risco de ser excluída pelo Simples Nacional.

Principais motivos que levam à exclusão do Simples Nacional

Há diversos fatores que podem colocar o negócio em situação de risco, levando ao desenquadramento do regime. Conheça alguns dos principais:

Ultrapassar o limite de faturamento

A regra atual determina que o Simples é válido para empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. 

Se a receita bruta ultrapassar esse montante, a empresa é desenquadrada no exercício seguinte ou, em certos casos, imediatamente, passando a ser tributada em outro regime (Lucro Presumido ou Lucro Real).

Exercer atividades vedadas

Alguns ramos não podem optar pelo Simples, como instituições financeiras, atividades de telecomunicação, produção ou venda de cigarros, fabricação de bebidas alcoólicas sem registro, entre outras. 

Se a empresa acrescentar uma atividade econômica (CNAE) não permitida, poderá ser excluída pelo Simples Nacional.

Manter débitos tributários sem regularização

O acúmulo de dívidas com a Receita Federal, estado ou município, quando não regularizado dentro do prazo, é motivo de exclusão. 

É comum, por exemplo, a empresa deixar de pagar o DAS por vários meses ou não quitar o ICMS e o ISS devidos.

Falta de cumprimento de obrigações acessórias

Ainda que o Simples seja menos burocrático, há obrigações como a Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (DEFIS) e outros documentos (dependendo da atividade) que precisam ser entregues. 

A não apresentação dessas obrigações dentro do prazo estabelecido pela legislação em vigor, pode acarretar problemas com o Fisco.

Informações cadastrais inconsistentes

Dados incorretos no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), falta de alvará ou problemas na Junta Comercial também podem ocasionar o desenquadramento do Simples. 

É muito importante manter as informações atualizadas e em conformidade com a legislação.

Consequências de ser excluída pelo Simples Nacional

Se a empresa for excluída pelo Simples Nacional, ela perderá imediatamente as vantagens do regime, tendo que se adaptar a outro tipo de tributação (normalmente Lucro Presumido ou Lucro Real). Entre as principais consequências, podemos destacar:

  1. Aumento da carga tributária: fora do Simples, é comum que a soma dos impostos seja consideravelmente maior, especialmente para micro e pequenas empresas de serviços.
  2. Mais obrigações acessórias: regimes como Lucro Presumido e Lucro Real exigem escrituração contábil mais detalhada, declarações adicionais (ECF, ECD etc.) e guias de imposto separadas.
  3. Menos competitividade: se o empresário não se planejar, pode ter perda de competitividade em relação a concorrentes que permanecem no Simples.

Portanto, ser excluída pelo Simples Nacional pode afetar drasticamente a saúde financeira e a viabilidade do negócio.

Sinais de alerta: como saber se você está em risco

Muitas vezes, a empresa pode não estar ciente de que corre risco de exclusão. Por isso, é fundamental ficar atento aos seguintes aspectos:

  1. Notificações da Receita Federal: a fiscalização costuma notificar previamente quando detecta irregularidades, concedendo prazo para regularização.
  2. Constantes atrasos no DAS: se há várias guias em atraso, é provável que a empresa esteja na mira do Fisco.
  3. Divergência de dados cadastrais: mudanças de endereço, alteração no quadro societário ou atividade sem a devida atualização podem acionar alertas na base de dados.
  4. Faturamento crescente: ultrapassar o limite de R$ 4,8 milhões é um motivo imediato de exclusão. Portanto, é preciso acompanhar atentamente a soma da receita mensal.

Como evitar que sua empresa seja excluída pelo Simples Nacional

Agora que entendemos as causas e consequências, vamos às medidas práticas para impedir que o seu negócio seja excluído pelo Simples Nacional

A seguir, apresentamos orientações para manter a empresa em dia com obrigações e limites.

Mantenha a contabilidade organizada

Uma contabilidade bem estruturada é o ponto de partida para acompanhar receita, despesas, tributos e obrigações acessórias. 

Com uma análise contábil periódica, é possível identificar problemas rapidamente e corrigi-los a tempo. Além disso, um contador experiente auxilia na emissão correta do DAS e na verificação de débitos.

Verifique o faturamento regularmente

Se a sua empresa está crescendo, ótimo! Mas esse crescimento deve ser monitorado. Faça relatórios mensais ou semanais da receita acumulada e compare com o limite de R$ 4,8 milhões. 

Dessa forma, você saberá quando estiver prestes a ultrapassar o teto e poderá planejar a migração para outro regime, se necessário, ao invés de ser pego de surpresa.

Quite ou parcele débitos em atraso

Caso exista alguma pendência tributária, não espere para regularizar. O Simples Nacional oferece a opção de parcelamento de débitos em até 60 prestações. 

Ao renegociar e manter as parcelas em dia, você evita receber uma notificação de exclusão. Fique atento também a débitos de ICMS e ISS, pois muitos estados e municípios permitem parcelamentos específicos.

Atualize dados cadastrais e alvarás

Qualquer modificação no endereço, atividade, quadro societário ou capital social deve ser comunicada aos órgãos competentes. 

Manter o cadastro atualizado evita divergências e problemas junto à Receita Federal, Junta Comercial e Prefeitura. Não se esqueça de renovar e regularizar alvarás de funcionamento, laudos sanitários e demais licenças necessárias.

Entregue todas as obrigações acessórias no prazo

Embora o Simples seja mais simples que outros regimes, ainda há obrigações como a DEFIS anual, emissão de notas fiscais eletrônicas (quando aplicável) e possível envio de declarações municipais ou estaduais relacionadas a serviços. 

A não entrega, ou entrega fora do prazo, pode gerar multas e até exclusão. Fique atento ao calendário fiscal e use lembretes ou softwares de gestão para não perder prazos.

Fique de olho nas atividades vedadas

Se você planeja expandir o negócio para outras áreas, verifique se elas são permitidas no Simples Nacional. Alguns CNAEs (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) não podem ser incluídos nesse regime.

Caso seja indispensável incluir uma atividade vedada, saiba que você será desenquadrado e precisará avaliar a mudança para outro regime tributário.

O que fazer se a empresa recebeu notificação de exclusão

Receber uma notificação oficial comunicando que você pode ser excluída pelo Simples Nacional não significa o fim do mundo. Veja como proceder:

  1. Identifique o motivo: leia atentamente o comunicado e descubra a causa (débitos, atividade incompatível, etc.).
  2. Regularize pendências: se for questão de dívidas, faça o pagamento ou solicite parcelamento. Caso seja problema cadastral, atualize as informações.
  3. Comprove a regularização: dependendo do caso, pode ser necessário apresentar documentos ou protocolar requerimentos para comprovar que você sanou as inconsistências.
  4. Acompanhe o resultado: mesmo após a solução, verifique se o status foi atualizado no Portal do Simples Nacional ou no e-CAC (Centro Virtual de Atendimento da Receita Federal).

É crucial agir rápido, pois há prazos legais para contestar a exclusão ou regularizar a situação antes que a decisão se torne definitiva.

Alternativas caso o desenquadramento seja inevitável

Em alguns cenários, o crescimento do faturamento ou a necessidade de exercer determinada atividade tornam-se inviáveis para manter o Simples. 

Nesses casos, ser excluída pelo Simples Nacional se torna inevitável. Então o que fazer?

  1. Avaliar o Lucro Presumido: pode ser uma boa alternativa para empresas com margens de lucro razoáveis, pois há uma tributação fixa sobre a receita, sem necessidade de apurar lucro real.
  2. Analisar o Lucro Real: recomendado para empresas com despesas significativas ou atividade sazonal, pois só se tributa efetivamente o lucro auferido.
  3. Planejamento tributário: com apoio de um contador, é possível simular cenários e ver qual regime oferece melhor equilíbrio entre carga tributária e obrigações acessórias.

Boas práticas para gestão dos negócios

Manter-se em conformidade exige um esforço constante. Algumas práticas podem prevenir problemas:

  • Reuniões periódicas com a contabilidade: discuta resultados, tributos e projeções de faturamento para tomar decisões antecipadas.
  • Educação fiscal: busque entender minimamente as regras do Simples e de outros regimes, pois isso ajuda na hora de expandir o negócio.
  • Automação de processos: softwares de gestão podem emitir notas fiscais, calcular impostos e gerar relatórios de forma integrada, reduzindo falhas humanas.
  • Auditorias internas: verificar periodicamente notas emitidas, registros de vendas e estoque garante que não haja discrepâncias que resultem em questionamentos do Fisco.

Exemplos de situações reais

Caso A: Uma empresa de consultoria com faturamento anual de R$ 3,5 milhões percebeu em novembro que, devido ao aumento de clientes, faturaria R$ 5 milhões até dezembro. 

Já que ultrapassaria o limite de R$ 4,8 milhões, decidiu planejar a migração para o Lucro Presumido no ano seguinte, evitando ser excluída pelo Simples Nacional de forma abrupta e ganhando tempo para se adaptar.

Caso B: Um comércio acumulou 5 meses de DAS em atraso por dificuldades financeiras. Recebeu notificação de exclusão, mas conseguiu, dentro do prazo, parcelar a dívida em 36 vezes. 

Assim, regularizou a situação e manteve-se no Simples, evitando uma carga tributária maior que agravaria a crise.

Essas histórias mostram que há caminhos para contornar possíveis problemas, desde que se aja com velocidade e planejamento.

Conclusão: mantenha-se no Simples com organização e prevenção

Ser excluída pelo Simples Nacional pode trazer transtornos e custos elevados para sua empresa, especialmente se ela ainda estiver em fase de consolidação. 

Contudo, esse risco pode ser minimizado com algumas atitudes-chave: manter a contabilidade em dia, acompanhar o faturamento, quitar ou parcelar débitos, atualizar regularmente informações cadastrais e entregar as obrigações acessórias dentro do prazo. 

Caso receba uma notificação de exclusão, corrija a falha prontamente e apresente as devidas comprovações ao Fisco.

Lembre-se de que o Simples Nacional foi criado para impulsionar pequenos negócios, mas a concessão de benefícios exige contrapartidas como disciplina financeira, transparência e cumprimento de regras. 

Se você adotar uma rotina de boas práticas administrativas, seu negócio poderá se manter nesse regime, aproveitando todos os benefícios do menor custo tributário e menos burocracia.

Quer garantir que a sua empresa não seja excluída pelo Simples Nacional e manter a saúde fiscal em dia? 

Conheça os serviços da Contabiliza+ e conte com uma equipe especializada para auxiliar no planejamento tributário, gestão de obrigações e regularização de débitos. 

Fale conosco e descubra como podemos ajudar você a manter o foco na expansão do seu negócio, sem surpresas desagradáveis com o Fisco!

 

Enquadramento no Simples Nacional: como solicitar?

Enquadramento no Simples Nacional: como solicitar?

Enquadramento no Simples Nacional: como solicitar? Essa é uma das principais dúvidas de quem está começando um negócio ou precisa ajustar seu regime tributário para obter vantagens fiscais e simplificar obrigações legais. 

O Simples Nacional é um regime criado especificamente para micro e pequenas empresas, oferecendo redução de burocracia e, muitas vezes, uma carga tributária menor em comparação aos regimes de Lucro Presumido ou Lucro Real. 

No entanto, para desfrutar desses benefícios, é fundamental entender como se dá o processo de enquadramento no Simples Nacional e quais requisitos devem ser observados antes de fazer a solicitação.

Ao longo deste artigo, você descobrirá quem pode aderir ao Simples Nacional, quais são as principais vantagens, quais documentos e procedimentos são exigidos no processo de solicitação e como fazer tudo de maneira correta e segura. 

Também abordaremos pontos importantes, como o prazo para solicitação, formas de regularizar pendências e as situações que podem impedir o enquadramento. 

Continue a leitura e fique por dentro de tudo o que é necessário para ingressar nesse regime tributário tão importante para pequenos empreendedores.

O que é o Simples Nacional?

O Simples Nacional é um regime que foi criado pela Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, com o objetivo de unir vários tributos em uma única guia de pagamento e simplificar a vida do empreendedor. 

Nesse regime, o empresário paga impostos federais, estaduais e municipais em uma só via, conhecida como DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).

Principais tributos unificados:

  • Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ)
  • Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)
  • PIS/PASEP
  • COFINS
  • Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)
  • Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)
  • Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS)
  • Contribuição Patronal Previdenciária (CPP)

Ao optar pelo Simples, a empresa passa a calcular todos esses impostos de forma unificada, com base em tabelas progressivas que variam conforme a receita bruta acumulada e o setor de atividade. 

Para o empreendedor, isso representa simplificação burocrática e, em muitos casos, redução da carga tributária.

Quem pode fazer o enquadramento no Simples Nacional?

Antes de saber como solicitar o enquadramento no Simples Nacional, é fundamental conhecer os requisitos para adesão. De modo geral, podem optar por esse regime as empresas que:

  • Possuem faturamento anual limitado a R$ 4,8 milhões (no caso de empresas com mais de um estabelecimento, considera-se a soma do faturamento de todos).
  • Exerçam atividade permitida pela legislação do Simples Nacional. Atividades vedadas, como instituições financeiras e algumas atividades de locação de imóveis, não podem participar.
  • Estejam em dia com suas obrigações fiscais: não ter débitos com a Receita Federal, a Fazenda Estadual ou a Prefeitura Municipal.

Além disso, profissionais autônomos com nível de faturamento mais baixo também podem se enquadrar como MEI (Microempreendedor Individual), mas esse é outro regime específico, com limites ainda menores de faturamento (R$ 81 mil anuais). 

Já para empresas que ultrapassem o limite de R$ 4,8 milhões, será necessário migrar para o regime de Lucro Presumido ou Lucro Real.

Vantagens do enquadramento no Simples Nacional

Por que tantas empresas têm interesse no enquadramento no Simples Nacional? A resposta está nos benefícios, que podem fazer grande diferença no bolso do empreendedor e na rotina do negócio:

  1. Redução da burocracia: Em vez de emitir várias guias para impostos distintos, o empresário gera apenas o DAS, facilitando os processos de pagamento e controle tributário.
  2. Alíquotas menores: Dependendo do faturamento e do tipo de atividade (comércio, indústria ou serviços), as alíquotas podem ser inferiores às dos outros regimes.
  3. Obrigações acessórias simplificadas: A empresa precisa cumprir menos declarações e registros do que quem está no Lucro Presumido ou Lucro Real.
  4. Incentivo ao crescimento: Até atingir o limite de R$ 4,8 milhões, a empresa paga impostos de forma escalonada, conforme o volume de vendas.
  5. Unificação de contribuições previdenciárias: A CPP (Contribuição Patronal Previdenciária) está incluída no DAS, simplificando a relação com a Previdência.

Essas vantagens fazem do Simples Nacional um regime muito atrativo para micro e pequenas empresas. Entretanto, antes de entrar nele, deve-se atentar aos prazos e à regularidade fiscal para não cometer erros que impeçam a adesão.

Como solicitar o enquadramento no Simples Nacional?

Agora que você entende por que o enquadramento no Simples Nacional é tão importante, vamos ao passo a passo de como efetuar a solicitação. 

Vale lembrar que o processo é feito de forma online, por meio do site da Receita Federal ou do Portal do Simples Nacional, e requer atenção aos detalhes e prazos.

1.Verificar pendências fiscais

Antes de qualquer coisa, é importante garantir que a empresa não tenha débitos pendentes com nenhum ente federativo. 

Se houver débitos com a Receita Federal, estado ou município, será necessário regularizar essas pendências. Caso contrário, o pedido de enquadramento não será aceito.

2.Cadastro e dados atualizados

Certifique-se de que o CNPJ esteja ativo e de que os dados cadastrais junto aos órgãos competentes (Junta Comercial, Prefeitura, entre outros) estejam corretos. 

Atividades incompatíveis com o Simples devem ser excluídas ou ajustadas. Se houver mudança na atividade principal, é fundamental atualizar a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE).

3.Acessar o Portal do Simples Nacional

Com tudo em ordem, acesse o Portal do Simples Nacional (ou o site da Receita Federal) para iniciar o processo de solicitação de opção pelo regime. 

Para isso, você pode usar o código de acesso do Simples Nacional ou o certificado digital (caso a empresa possua).

No menu principal, procure a seção “Simples – Serviços” e, em seguida, “Opção” ou “Solicitação de Opção pelo Simples Nacional”.

4.Preencher o formulário de solicitação

O sistema exibirá um formulário no qual você deve confirmar dados cadastrais da empresa, informar se existem pendências a regularizar e declarar que cumpre os requisitos legais. Tenha em mãos:

  • Dados de sócios e administradores;
  • Atividades econômicas exercidas;
  • Endereço atualizado;
  • Informações adicionais exigidas pela Receita Federal.

5.Aguardar análise e conclusão

Após o envio, o sistema faz a verificação automática de pendências. Caso não encontre irregularidades, a opção será aprovada. 

Você pode acompanhar o status pelo mesmo portal. Se o enquadramento for confirmado, o regime passa a valer a partir do mês de solicitação ou, se estiver dentro do prazo legal de adesão, retroage ao início do ano-calendário, dependendo de quando o pedido foi feito.

Prazo para solicitar o enquadramento no Simples Nacional

A legislação estabelece um prazo específico para optar pelo Simples Nacional. Em geral, quem já tem CNPJ e deseja migrar para o Simples deve fazer a opção até o último dia útil de janeiro de cada ano. 

Se a empresa for constituída recentemente, é possível solicitar o enquadramento em até 30 dias após a inscrição no CNPJ, desde que não se ultrapasse 180 dias da data de abertura. Nesse caso, a opção retroage à data de abertura do CNPJ.

Atenção aos prazos anuais

Se você perder o prazo anual (até o último dia útil de janeiro), só poderá entrar no Simples no próximo ano, a menos que seja uma nova empresa constituída. 

Por isso, é fundamental planejar-se para fazer a solicitação dentro do período adequado, evitando ficar mais tempo do que o necessário em outro regime com carga tributária maior.

Principais erros que impedem o enquadramento no Simples

Mesmo entendendo como solicitar o enquadramento no Simples Nacional, alguns erros comuns podem atrapalhar o processo. Veja os mais frequentes:

Débitos não pagos: Ao deixar de quitar tributos atrasados, o empreendedor terá o pedido de opção pelo Simples recusado.

Atividade não permitida: Determinadas atividades, como instituições financeiras ou empresas de segurança privada, são vedadas no Simples. Mantenha sua CNAE atualizada e confira a lista de atividades permitidas.

Falta de atualização cadastral: Dados incorretos no CNPJ, mudança de endereço ou alteração contratual não registrada podem gerar inconsistências e barrar a adesão.

Perda do prazo: Solicitar depois do último dia útil de janeiro (no caso de empresas já em funcionamento) significa ficar de fora do Simples durante todo o ano-calendário.

Faturamento além do limite: Se a empresa faturar acima de R$ 4,8 milhões no ano, não poderá aderir ou permanecer no Simples.

Situações especiais no enquadramento

Algumas situações exigem cuidado extra. Por exemplo:

  • Empresa com filial em outro estado: a soma do faturamento de todas as filiais não pode ultrapassar o limite estabelecido.
  • Alteração de porte: uma microempresa (ME) pode virar empresa de pequeno porte (EPP) se o faturamento crescer, mas ainda dentro do limite do Simples. É preciso atualizar esse dado junto aos órgãos competentes.
  • Inclusão de nova atividade: caso você deseje acrescentar um ramo de atividade, verifique se ela é compatível com o Simples Nacional.

O que acontece após a aprovação?

Uma vez aprovado o enquadramento no Simples Nacional, a empresa passa a recolher todos os tributos por meio do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), cuja data de vencimento é todo dia 20 do mês subsequente àquele em que ocorreu o fato gerador.

Emissão do DAS e obrigações acessórias

Além de emitir a guia mensal do DAS, o negócio precisa cumprir algumas obrigações acessórias, como a Declaração Anual do Simples Nacional (DEFIS), e, em alguns estados e municípios, há obrigações específicas relacionadas ao ICMS e ao ISS. 

É menos burocrático que os outros regimes, mas ainda assim requer acompanhamento de um contador para garantir que tudo seja feito corretamente.

Monitoramento do faturamento

Uma vez no Simples, não se deve perder de vista o limite de R$ 4,8 milhões. Se a empresa ultrapassar esse valor, será desenquadrada no ano seguinte, ou até mesmo no mesmo ano em situações mais específicas, podendo arcar com impostos mais altos e outras obrigações complexas de Lucro Presumido ou Lucro Real.

Por que contar com suporte contábil ao optar pelo Simples?

Embora o processo de solicitação de enquadramento no Simples Nacional seja relativamente simples no aspecto burocrático (pois pode ser feito online), contar com um escritório de contabilidade especializado faz toda a diferença no resultado final. 

Um contador experiente auxilia em:

  • Análise de viabilidade: ajudando a confirmar se o Simples realmente é vantajoso ou se outro regime pode ser melhor;
  • Levantamento de débitos: identificando pendências que possam impedir a adesão;
  • Preenchimento correto dos dados: evitando erros cadastrais que podem atrasar ou barrar a aprovação;
  • Planejamento tributário: mesmo no Simples, há estratégias para reduzir ainda mais a carga de impostos, especialmente quando a empresa presta serviços e quer migrar de um anexo para outro;
  • Orientação contínua: garantindo que a empresa fique em dia com as obrigações acessórias e evite riscos de exclusão.

Como funciona a exclusão do Simples Nacional?

É importante mencionar que a empresa pode sair do Simples Nacional de forma voluntária ou involuntária. 

Na exclusão voluntária, o contribuinte decide, por exemplo, migrar para o Lucro Presumido. Já na involuntária, a Receita Federal exclui a empresa quando identifica alguma infração grave, como:

  • Ter atividade vedada;
  • Exceder o limite de faturamento;
  • Acumular débitos sem regularização.

Em caso de exclusão, a empresa passa a recolher impostos pelos outros regimes a partir do ano-calendário seguinte ou até mesmo retroativamente, dependendo das circunstâncias.

Conclusão: fique atento ao prazo e às regras para ingressar no Simples

O enquadramento no Simples Nacional é uma ferramenta poderosa para reduzir burocracia e, na maioria dos casos, diminuir a carga tributária de micro e pequenas empresas. No entanto, é essencial observar os prazos, sanar pendências e estar em conformidade com a legislação. 

Uma vez que a opção seja aprovada, o empreendedor deve manter um controle regular do faturamento e das obrigações acessórias para não perder o benefício.

Se você deseja contar com uma equipe contábil que domine todos esses detalhes, garantido que a solicitação seja feita de maneira correta e eficiente, pode contar com o apoio de especialistas. 

Uma boa assessoria assegurará que seu negócio aproveite ao máximo as vantagens do Simples, ao mesmo tempo que mantém total conformidade fiscal e legal.

Precisa de ajuda para efetuar o enquadramento no Simples Nacional e aproveitar todos os benefícios desse regime? 

Conheça os serviços da Contabiliza+ e permita que nossa equipe de especialistas cuide de todo o processo para você. 

Entre em contato agora mesmo e descubra como podemos simplificar a gestão fiscal do seu negócio, garantindo segurança, agilidade e economia!

 

Tudo que você precisa saber sobre o Receita Saúde

Nota fiscal ou recibo

Com a chegada de 2025, uma importante mudança impactará os profissionais autônomos da área de saúde: a obrigatoriedade de uso do aplicativo Receita Saúde

Este artigo apresenta todos os detalhes sobre a ferramenta, sua funcionalidade, quem deve utilizá-la, as penalidades para quem não aderir e como a Contabiliza+ Contabilidade pode auxiliar nessa transição.

Para saber mais, esclarecer todas as suas dúvidas e se adequar as novas exigências do fisco, continue conosco e acompanhe este artigo até o final.

O que é o aplicativo Receita Saúde?

O Receita Saúde é uma plataforma digital desenvolvida pela Receita Federal para facilitar a emissão e o controle de recibos eletrônicos por profissionais da saúde que atuam como pessoas físicas. 

A nova plataforma destina-se a simplificar a organização financeira e a transparência tributária, sendo também um instrumento para evitar a sonegação fiscal.

Por meio do aplicativo, profissionais como médicos, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e dentistas podem emitir recibos de forma prática, armazenando um histórico organizado de receitas. 

O sistema é vinculado à conta Gov.br, sendo necessário ter uma identidade digital de nível ouro ou prata para acessá-lo. Sendo assim, caso você não tenha uma conta Gov.br com os níveis em questão, é preciso providenciá-la.

Como ter uma conta Gov.br de nível ouro ou prata?

Ter uma conta Gov.br pode ser mais fácil do que você imagina. Confira as orientações no passo a passo abaixo:

  1. Baixe o aplicativo Gov.br na loja de aplicativos do seu celular.
  2. Acesse sua conta com o CPF e senha cadastrados.
  3. No menu, escolha “Aumentar nível de segurança”.
  4. Siga as instruções específicas para validação facial ou vinculação com instituições financeiras.

O nível ouro ou prata é essencial para acessar serviços mais sensíveis, como o Receita Saúde, garantindo maior segurança e autenticidade. Caso tenha dúvidas durante o processo, estou aqui para ajudar!

Veja mais instruções nos tópicos abaixo:

Conta Gov.br nível prata

Para aumentar o nível da sua conta gov.br de bronze para prata, você pode utilizar o aplicativo gov.br e seguir as orientações por lá, e pode também logar na sua conta gov.br e aumentar o seu nível em “Selos de Confiabilidade“.

As opções para aumentar o nível da conta para prata são as seguintes:

  • Reconhecimento facial pelo aplicativo gov.br para conferência da sua foto nas bases da Carteira de Habilitação (CNH);
  • Validação dos seus dados via internet banking de um banco credenciado.

Conta Gov.br nível ouro

Para aumentar o nível da sua conta gov.br de bronze ou prata para ouro, você também pode utilizar o aplicativo gov.br e seguir as orientações por lá ou logar na sua conta gov.br e aumentar o seu nível em “Selos de Confiabilidade”.

Neste caso as opções são as seguintes:

  • Reconhecimento facial pelo aplicativo gov.br para conferência da sua foto nas bases da Justiça Eleitoral (TSE);
  • Validação dos seus dados utilizando o aplicativo gov.br para ler o QR Code da Carteira de Identidade Nacional (CIN);
  • Validação dos seus dados com Certificado Digital de pessoa física compatível com ICP-Brasil.

Se você é cliente da Contabiliza+ e não sabe como aumentar o nível da sua conta Gov.br, você também pode contar com o suporte do nosso time de especialistas.

Como o aplicativo Receita Saúde funciona?

O funcionamento do Receita Saúde é simples e intuitivo, permitindo que os profissionais gerenciem suas atividades de forma totalmente digital. O processo pode ser resumido da seguinte forma:

1.Cadastro do profissional: O usuário deve acessar o aplicativo oficial da Receita Federal, efetuar login com sua conta Gov.br e preencher os dados solicitados, como CPF, registro profissional e qualificação.

2.Emissão de recibos: Dentro do App da Receita Federal, acesse a opção Receita Saúde para preencher e emitir os recibos.

Cada serviço prestado deve gerar um recibo no momento do pagamento, detalhando informações como o nome e CPF do cliente, o valor do serviço e a data de emissão.

3.Cancelamento de recibos: Caso exista algum erro, o profissional pode cancelar o recibo no prazo de até 10 dias após sua emissão.

4.Acesso do Cliente: Os recibos podem ser enviados digitalmente ao cliente ou acessados no próprio sistema. Para isso, basta que o cliente acesse o aplicativo da Receita Federal com sua senha Gov.br.

Até o momento, o aplicativo também permite emissões retroativas. No entanto, como não se sabe se isso poderá gerar algum tipo de penalidade, o ideal é emitir os recibos no ato de recebimento pelos serviços prestados.

Como acessar o aplicativo Receita Saúde

Para acessar e utilizar o Receita Saúde, siga os passos abaixo:

1.Download do App: O aplicativo é encontrado nas lojas Google Play (Android) e App Store (iOS) sob o nome “Receita Federal”.

2.Login no sistema: Utilize sua conta Gov.br com nível de segurança prata ou ouro.

3.Configurações iniciais: Realize o cadastro inicial, incluindo informações profissionais e financeiras necessárias para emitir recibos.

4.Uso do Recurso “Receita Saúde”: Dentro do aplicativo, acesse a opção “Receita Saúde” e comece a emitir recibos conforme as instruções.

Em caso de dúvidas para começar a utilizar a plataforma, faça contato conosco e receba a orientação de um dos nossos especialistas em contabilidade para profissionais da saúde.

Posso cancelar recibos no Receita Saúde? Qual o prazo de cancelamento?

Sim, o cancelamento de recibos é permitido no Receita Saúde. O prazo para realizar essa ação é de até 10 dias após a data de emissão. 

Assim como a emissão dos recibos, o cancelamento pode ser feito diretamente pelo profissional ou por um representante autorizado por meio de procuração eletrônica cadastrada no portal e-CAC.

Vale destacar que o cancelamento é importante para corrigir eventuais erros, evitando problemas fiscais ou inconsistências nos registros financeiros.

Por que o aplicativo Receita Saúde será obrigatório em 2025?

A obrigatoriedade do Receita Saúde, que entrará em vigor em 2025, está prevista na Instrução Normativa RFB nº 2240/2024. Essa medida tem como objetivo:

Aumentar a transparência tributária: Padronizar a emissão de recibos no setor de saúde e reduzir práticas de sonegação fiscal.

Simplificar o controle fiscal: Centralizar informações sobre rendimentos dos profissionais autônomos, facilitando a declaração de impostos tanto para os prestadores quanto para os clientes.

Facilitar dedutibilidades: Os recibos emitidos pelo Receita Saúde são documentos hábeis para comprovação de despesas com saúde na declaração do Imposto de Renda.

Quem deve utilizar o aplicativo Receita Saúde?

O uso do Receita Saúde será obrigatório para profissionais autônomos que prestam serviços na área da saúde como pessoa física, incluindo:

  • Dentistas
  • Fisioterapeutas
  • Fonoaudiólogos
  • Médicos
  • Psicólogos
  • Terapeutas ocupacionais

A partir de janeiro de 2025, esses profissionais devem emitir recibos eletrônicos para cada pagamento recebido, garantindo a regularidade de suas atividades e a documentação fiscal exigida pela Receita Federal.

A emissão de recibos por profissionais da saúde é obrigatória?

Sim, a emissão de recibos é obrigatória para todos os profissionais autônomos que atuam como pessoas físicas e realizam prestações de serviços. 

A legislação tributária exige que todo rendimento seja devidamente registrado e declarado, sob pena de multas e sanções legais.

Para quem possui CNPJ, a emissão de notas fiscais substitui os recibos, trazendo benefícios adicionais, como a possibilidade de optar por regimes tributários mais vantajosos.

Existe multa para quem não utilizar o Receita Saúde?

Sim. A Instrução Normativa RFB nº 2240/2024 estabelece que profissionais que não emitirem recibos por meio do Receita Saúde estarão sujeitos a penalidades. 

A principal multa aplicada é de R$ 100,00 para cada mês em que um recibo deixar de ser emitido, além de outras possíveis sanções tributárias.

Essa penalidade reflete a importância de manter registros financeiros regulares e cumprir as normas fiscais.

Quem tem CNPJ precisa utilizar o Receita Saúde?

Não. O Receita Saúde é exclusivo para profissionais autônomos que atuam como pessoas físicas. 

Profissionais com CNPJ devem emitir notas fiscais de prestação de serviços, seguindo as normas aplicáveis ao regime tributário escolhido.

A abertura de um CNPJ pode ser uma solução vantajosa para reduzir a carga tributária e simplificar as obrigações fiscais, como veremos mais adiante.

Aplicativo Receita Saúde e os impostos na emissão de recibos

Os rendimentos obtidos pelos profissionais da saúde como pessoas físicas estão sujeitos ao Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). 

As alíquotas variam conforme a tabela progressiva do IRPF, podendo chegar a 27,50%. Confira os detalhes da tabela:

Base de cálculo Alíquota Parcela a deduzir
Até 2.259.20 Isento Isento
De 2.259,21 até 2.826,65 7,50% R$ 169,44
De 2.826,66 até 3.751,05 15% R$ 381,44
De 3.751,06 até 4.664,68 22,50% R$ 662,66
Acima de 4.664,68 27,50% R$ 896,00

 

Com o Receita Saúde, um dos grandes objetivos da Receita Federal é cruzar informações para garantir que os profissionais autônomos recolham corretamente o Imposto de Renda, evitando assim, a sonegação fiscal.

Com o aplicativo, será muito mais fácil para o fisco cruzar as movimentações financeiras dos profissionais com os valores registrados através da emissão dos recibos eletrônicos.

Essas alíquotas representam uma carga tributária significativa. Para reduzir esse impacto, a abertura de um CNPJ é uma alternativa vantajosa. 

Profissionais que optam por regimes como o Simples Nacional podem ter uma tributação efetiva de 6% a 19,50% do faturamento, dependendo do anexo e da faixa de receita.

Aplicativo Receita Saúde e a abertura de CNPJ

A abertura de um CNPJ possibilita a emissão de notas fiscais, eliminando a necessidade de usar o Receita Saúde. Além disso, oferece vantagens como:

  • Redução de impostos: No Simples Nacional, a tributação inicial pode ser de apenas 6%, dependendo do faturamento.
  • Organização financeira: A gestão de receitas e despesas se torna mais eficiente, com possibilidade de deduzir custos operacionais.
  • Credibilidade no mercado: Empresas com CNPJ passam maior confiança para os clientes e podem firmar contratos com convênios e empresas.

A Contabiliza+ pode auxiliar na abertura de CNPJ de forma rápida e eficiente, garantindo o enquadramento no regime tributário mais adequado ao perfil do profissional.

Como abrir CNPJ para profissionais da saúde [Passo a Passo]

Ao abrir um CNPJ, o profissional da saúde passa a emitir notas fiscais de prestação de serviços, e com isso, não é necessário fazer uso do Receita Saúde.

Por sua vez, a boa notícia é que o passo a passo para abertura de um CNPJ é muito mais simples do que a maior parte dos profissionais imagina.

Veja como funciona:

1.Contrate um escritório de contabilidade: O primeiro passo quando o objetivo é abrir um CNPJ é a contratação dos serviços de um escritório de contabilidade,de preferência que seja especializado em profissionais da saúde como a Contabiliza+.

O contador vai cuidar de todos os trâmites para abertura do seu CNPJ, além de esclarecer dúvidas e lhe ajudar a economizar no pagamento de impostos.

2.Separe os documentos necessários: Por sua vez, logo em seguida separe os documentos necessários para abertura do seu CNPJ, o que inclui:

  • RG e CPF;
  • Comprovante de Residência;
  • IPTU do endereço a ser utilizado no CNPJ.

Em caso de dúvidas com a documentação, o nosso time de especialistas pode fornecer todos os esclarecimentos.

3.Aguarde a abertura do CNPJ: Por fim, basta aguardar alguns dias, enquanto a contabilidade cuida dos trâmites para abertura do CNPJ, o que inclui:

  • Registro na Junta Comercial;
  • Emissão do CNPJ;
  • Emissão da Inscrição Municipal;
  • Liberação do Alvará de Localização e Funcionamento.

Para saber mais sobre a emissão de recibos via Receita Saúde, ou então, sobre a abertura de CNPJ e redução de impostos, entre em contato conosco e fale com o nosso time de especialistas.

Como a Contabiliza+ Contabilidade pode ajudar?

A Contabiliza+ oferece suporte completo para profissionais da saúde, incluindo:

  • Orientação fiscal: Ajudamos a compreender e cumprir as exigências do Receita Saúde.
  • Planejamento tributário: Identificamos a melhor estratégia para reduzir impostos, seja como pessoa física ou jurídica.
  • Abertura de CNPJ: Realizamos todo o processo de forma digital e ágil.

Com mais de 13 anos de experiência e uma equipe formada por contadores e advogados, a Contabiliza+ garante que seus clientes paguem apenas o necessário em tributos e estejam sempre em conformidade com a legislação.

Para saber mais, entre em contato com nossa equipe!

Quanto um psicólogo pode movimentar no CPF e quando é o momento de abrir um CNPJ

Quanto um psicólogo pode movimentar no CPF

Muitos profissionais que trabalham como autônomos têm dúvidas sobre quanto um psicólogo pode movimentar no CPF sem enfrentar problemas fiscais. 

Essa questão é fundamental para evitar complicações com a Receita Federal e garantir que as finanças pessoais estejam em conformidade com a legislação. 

Além disso, surge a pergunta: quando é o momento certo de abrir um CNPJ para formalizar suas atividades?

Neste artigo, exploraremos os limites e cuidados necessários para movimentar valores no CPF e as vantagens de formalizar a atividade profissional por meio da abertura de um CNPJ.

Por que saber quanto um psicólogo pode movimentar no CPF é tão importante?

Saber quanto um psicólogo pode movimentar no CPF é essencial para evitar problemas com a Receita Federal. 

O governo monitora as movimentações financeiras para garantir que os valores declarados no imposto de renda sejam compatíveis com os recebimentos.

Os psicólogos que recebem diretamente no CPF devem prestar atenção ao volume das transações, especialmente se os rendimentos forem superiores ao limite de isenção do Imposto de Renda. 

Movimentações incompatíveis ou não declaradas podem levar a penalidades, incluindo multas e até o risco de cair na malha fina.

Qual é o limite para movimentar no CPF?

Embora não exista um limite exato ou pré-estipulado sobre quanto um psicólogo pode movimentar no CPF, algumas regras práticas ajudam a determinar até onde é seguro ir.

Declaração de imposto de renda: Se o psicólogo receber rendimentos tributáveis superiores a R$ 30.639,90 por ano passa a ser obrigatório declarar imposto de renda. 

Na prática, isso significa que qualquer valor movimentado acima desse limite deve ser justificado na declaração.

Comunicação ao COAF: O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) monitora transações consideradas “atípicas”, incluindo:

  • Depósitos e transferências acima de R$ 2 mil por dia;
  • Movimentações em dinheiro vivo de grandes valores, como a compra de bens com pagamento à vista.

Relação entre movimentação e declaração: A movimentação no seu CPF deve ser proporcional aos rendimentos declarados. 

Mesmo abaixo dos valores mencionados, movimentações que não correspondem à renda declarada podem levantar suspeitas.

Riscos de movimentar altos valores no CPF como psicólogo autônomo

Os psicólogos que movimentam valores elevados diretamente no CPF estão sujeitos a riscos fiscais e financeiros, dentre os quais, podemos destacar:

  • Fiscalização pela Receita Federal: A Receita Federal cruza informações de movimentações financeiras com a declaração de imposto de renda. Se houver discrepâncias, o contribuinte pode ser autuado.
  • Multas e juros: A omissão de rendimentos tributáveis pode resultar em multas que variam de 20% a 150% do imposto devido, além de juros baseados na taxa Selic.
  • Caracterização de sonegação fiscal: Se for comprovada má-fé ou tentativa de ocultar rendimentos, o profissional pode enfrentar processos administrativos e até criminais.
  • Imagem profissional comprometida: Problemas fiscais podem impactar a credibilidade do psicólogo no mercado, prejudicando sua reputação junto aos clientes.

Como movimentar no CPF de forma segura?

Saber quanto um psicólogo pode movimentar no CPF é apenas o primeiro passo. Para evitar problemas fiscais, é importante adotar boas práticas de gestão financeira:

  • Declare todos os rendimentos: Indique todos os valores recebidos como rendimentos tributáveis na declaração de imposto de renda. Utilize a seção específica para rendimentos de pessoas físicas.
  • Mantenha registros organizados: Guarde comprovantes de pagamentos, recibos emitidos e contratos com clientes. Esses documentos são essenciais para justificar os valores movimentados.
  • Pague os impostos corretamente: Profissionais autônomos devem recolher mensalmente o carnê-leão, que é uma forma de antecipação do imposto de renda sobre rendimentos recebidos de pessoas físicas.
  • Consulte um contador: Contar com a orientação de um contador especializado ajuda a garantir que todas as obrigações fiscais sejam cumpridas corretamente.

Quando é o momento certo de abrir um CNPJ?

Enquanto movimentar valores no CPF pode ser suficiente para psicólogos em início de carreira ou com poucos clientes, em determinado momento, tomar a decisão de abrir um CNPJ torna-se algo indispensável.

Aumento do faturamento: Se o faturamento anual ultrapassar  a faixa de isenção do IR, o profissional já está obrigado a declarar imposto de renda. 

Sendo assim, abrir um CNPJ pode ser mais vantajoso em termos tributários e de gestão financeira, uma vez que as alíquotas de tributação na pessoa jurídica podem ser menores.

Expansão da carteira de clientes: Quando o número de clientes cresce, a formalização com CNPJ permite a emissão de notas fiscais e transmite mais credibilidade no mercado.

Contratos com empresas: Empresas em geral, costumam exigir que os psicólogos prestadores de serviços emitam notas fiscais, algo que não é possível ao operar apenas com o CPF.

Benefícios fiscais e previdenciários: Com um CNPJ, o psicólogo pode optar por regimes tributários simplificados, como o Simples Nacional, e também garantir acesso a benefícios previdenciários como aposentadoria e auxílio-doença.

Vantagens de abrir um CNPJ como psicólogo

Além de diminuir o risco de sofrer problemas fiscais, o psicólogo que decide abrir um CNPJ pode aproveitar uma série de vantagens, dentre as quais, podemos destacar:

Redução da carga tributária: 

  • Ao abrir CNPJ e optar pelo Simples Nacional, o psicólogo pode pagar seus impostos com alíquotas bem mais baixas em comparação ao imposto de renda como pessoa física.

Maior controle financeiro: 

  • A separação entre finanças pessoais e profissionais facilita o controle do fluxo de caixa e a gestão dos rendimentos.

Credibilidade no mercado: 

  • Ter um CNPJ permite emitir notas fiscais e formalizar contratos com clientes e empresas, aumentando a confiança e o profissionalismo.

Acesso a benefícios empresariais: 

  • Com um CNPJ, é possível acessar linhas de crédito para empresas, adquirir equipamentos com descontos e participar de licitações públicas.

Planejamento tributário eficiente: 

  • Com o suporte de uma contabilidade especializada, o psicólogo pode identificar estratégias para otimizar a carga tributária e maximizar os rendimentos.

Primeiros passos para abrir um CNPJ como psicólogo

Quando o assunto é quanto um psicólogo pode movimentar no CPF, você já sabe que não existe um limite pré-determinado, mas que em contrapartida, os valores precisam ser declarados ao fisco.

Além disso, você sabe também, que como pessoa jurídica é possível aproveitar uma série de benefícios, e dentre outras coisas, obter uma boa economia de impostos.

Sendo assim, é hora de conferir um pequeno passo a passo com as orientações que você precisa para abrir o seu CNPJ.

1.Contrate um escritório de contabilidade

Para começar, contrate um escritório de contabilidade que lhe forneça as orientações necessárias e fique responsável por conduzir os trâmites de abertura da empresa.

A boa notícia é que você não precisa sair da frente do computador ou se preocupar com burocracia, pois a Contabiliza+ é uma assessoria contábil digital, que atende psicólogos de todas as partes do país, através da internet.

2.Escolha o regime tributário

O Simples Nacional costuma ser a melhor opção para a maioria dos psicólogos, pois oferece alíquotas reduzidas e simplifica o pagamento de impostos.

No entanto, em alguns casos pode ser mais vantajoso optar pelo Lucro Presumido. Diante disso, o time de especialistas da Contabiliza+ Contabilidade está preparado para estudar a sua realidade, e com base nela indicar o melhor regime.

3.Separe os documentos necessários

Por sua vez, logo em seguida, você precisará separar os documentos necessários para abertura do seu CNPJ, incluindo:

  • RG e CPF;
  • Comprovante de residência;
  • IPTU do endereço que será utilizado no CNPJ.

Em caso de dúvidas com a documentação, não se preocupe, pois o nosso time de especialistas fornecerá todo o suporte necessário.

4.Escolha o tipo de CNPJ

Além de escolher o regime tributário, com o apoio da contabilidade é preciso encontrar o tipo de CNPJ mais adequado para os seus objetivos, dentre as opções, podemos destacar:

  • SLU – Sociedade Limitada Unipessoal: Natureza jurídica voltada para quem deseja abrir um CNPJ individual, ou seja, sem sócios.
  • Sociedade Empresária Limitada: Natureza jurídica voltada para quem deseja abrir um CNPJ com sócios.

5.Aguarde a abertura do CNPJ

Por fim, basta aguardar alguns dias, enquanto a contabilidade conduz os trâmites para abertura do CNPJ, o que inclui:

  • Registro na Junta Comercial;
  • Emissão do CNPJ na Receita Federal;
  • Emissão da Inscrição Municipal;
  • Liberação do Alvará de Localização e Funcionamento.

Por sua vez, com esses documentos em mãos, o psicólogo pode solicitar o registro da PJ de psicologia no CRP (conselho da profissão), e com isso, começar a desenvolver suas atividades como pessoa jurídica, aproveitando todos os benefícios da decisão.

Diferenças entre atuar como CPF e CNPJ para psicólogos

Confira um quadro comparativo com as principais diferenças entre atuar como pessoa física (CPF) ou pessoa jurídica (CNPJ):

Aspecto Atuação com CPF Atuação com CNPJ
Limites financeiros Movimentação restrita às regras de pessoa física. Maior flexibilidade no faturamento e gestão financeira.
Emissão de notas fiscais Não é possível emitir notas fiscais. Emissão obrigatória para serviços prestados.
Tributação Baseada na tabela do imposto de renda de pessoa física, com alíquotas elevadas. Tributação pode ser otimizada no Simples Nacional ou Lucro Presumido.
Formalidade Como pessoa física não é possível assumir alguns contratos de prestação de serviços.. Transmite maior credibilidade e profissionalismo, atraindo clientes corporativos.
Acesso a benefícios Limitado a produtos e serviços para pessoas físicas. Acesso a benefícios empresariais, como crédito com taxas especiais e descontos.

Quando vale mais a pena abrir um CNPJ como psicólogo?

Existem situações claras em que abrir um CNPJ é mais vantajoso do que atuar como pessoa física:

  • Quando o faturamento é elevado: Se o faturamento mensal médio ultrapassar R$ 5 mil, os benefícios fiscais e financeiros de ter um CNPJ começam a compensar os custos envolvidos na formalização.
  • Quando há a necessidade de emitir notas fiscais: Empresas e até mesmo clientes particulares podem exigir notas fiscais, especialmente em contratos corporativos.
  • Quando se pretende expandir o negócio: Se o psicólogo deseja contratar funcionários, alugar um espaço maior ou ampliar o atendimento para outros estados, o CNPJ oferece a estrutura necessária para crescer de forma sustentável.
  • Para aproveitar benefícios tributários: Com o Simples Nacional, o psicólogo pode reduzir significativamente a carga tributária em comparação ao pagamento de imposto de renda como pessoa física.

Cuidados ao abrir e gerenciar um CNPJ como psicólogo

Embora abrir um CNPJ seja uma decisão que gere muitos benefícios, é importante tomar alguns cuidados para garantir que tudo esteja em conformidade com a legislação:

  • Mantenha a contabilidade em dia: Contrate uma contabilidade especializada para garantir que todas as obrigações fiscais sejam cumpridas, evitando multas e sanções.
  • Separe as finanças pessoais das profissionais: Abra uma conta bancária empresarial para gerenciar o faturamento e as despesas da empresa, evitando misturar recursos pessoais.
  • Pague os tributos corretamente: No Simples Nacional, é necessário pagar o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional) mensalmente, além de cumprir outras obrigações acessórias, como a emissão de notas fiscais.
  • Atualize o CNAE quando necessário: Caso a atividade profissional seja expandida, atualize o código de Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do CNPJ para incluir as novas áreas de atuação.

Benefícios de contar com uma assessoria contábil

Gerenciar um CNPJ requer atenção a alguns detalhes fiscais, trabalhistas e administrativos. 

Contar com o suporte de uma assessoria contábil, como a Contabiliza+ Contabilidade, é uma decisão importante e que oferece inúmeras vantagens:

  • Planejamento tributário personalizado: Reduz a carga tributária e otimiza os rendimentos.
  • Gestão financeira eficiente: Organização de receitas e despesas com maior precisão.
  • Cumprimento de obrigações legais: Evita multas e problemas com a Receita Federal.
  • Orientação estratégica: Apoio para expandir o negócio de forma sustentável.

Conclusão: o equilíbrio entre CPF e CNPJ

Saber quanto um psicólogo pode movimentar no CPF é essencial para evitar problemas fiscais e manter as finanças organizadas. 

No entanto, quando o volume de transações aumenta, elevando a carga tributária, ou então, surge a necessidade de emitir notas fiscais, abrir um CNPJ é o caminho ideal para garantir profissionalismo, segurança e vantagens fiscais.

Se você é psicólogo e tem dúvidas sobre quando e como abrir um CNPJ, entre em contato com a Contabiliza+ Contabilidade. 

Nossa equipe especializada está pronta para ajudar você a tomar a melhor decisão para o seu negócio e a organizar sua vida fiscal e  financeira com eficiência.

Fale conosco hoje mesmo e descubra como podemos transformar a gestão do seu consultório!

Cuidado com o excesso de faturamento do MEI: veja como migrar para ME

Cuidado com o excesso de faturamento do MEI: veja como migrar para ME

O excesso de faturamento do MEI é uma situação comum para muitos empreendedores, e um sinal, de que é preciso migrar para ME.

Quando isso ocorre, é obrigatório migrar para outra categoria empresarial, como a Microempresa (ME). Entender como migrar para ME é essencial para evitar problemas legais e tributários.

Neste artigo, você encontrará o conteúdo mais completo sobre o tema. Vamos abordar as regras de faturamento do MEI, o que fazer quando o limite é ultrapassado, o passo a passo para migrar para ME e as implicações tributárias e administrativas desse processo.

Leia até o final e descubra como a Contabiliza+ Contabilidade pode ajudá-lo nesse processo.

O que é o MEI e qual é o limite de faturamento?

O MEI (Microempreendedor Individual) foi criado para formalizar pequenos negócios e profissionais autônomos, oferecendo um regime simplificado de tributação. Ele é uma excelente opção para quem está começando no mundo empresarial. No entanto, o MEI possui algumas limitações, sendo a principal delas o limite de faturamento.

Limite de faturamento do MEI

  • Valor anual permitido (2024): R$ 81.000,00, o que equivale a uma média de R$ 6.750,00 por mês.
  • Prorata: Para quem abre o MEI durante o ano, o limite é proporcional aos meses de atividade.

Se o faturamento ultrapassar esse limite, o MEI deve migrar para outra categoria empresarial.

O que acontece se o MEI ultrapassar o limite de faturamento?

Ultrapassar o limite de faturamento do MEI tem consequências legais e tributárias, que variam conforme o montante excedido:

1.Excesso de faturamento de até 20% (até R$ 97.200)

  • O MEI será desenquadrado a partir de 1º de janeiro do ano seguinte.
  • Os tributos serão recalculados, mas ainda dentro das regras simplificadas.

2.Excesso de faturamento acima de 20% (mais de R$ 97.200)

  • O desenquadramento será retroativo a 1º de janeiro do ano em que o excesso ocorreu.
  • O empreendedor precisará recolher a diferença de impostos com base no Simples Nacional, considerando as alíquotas aplicáveis ao faturamento total.

Em ambos os casos, é obrigatório migrar para ME ou outra categoria que corresponda ao porte da empresa.

Como migrar para ME: passo a passo

A transição de MEI para ME envolve etapas administrativas e fiscais. Veja o guia completo:

1.Contrate um contador

A primeira etapa para saber como migrar para ME é contar com um contador especializado. Ele auxiliará em todas as etapas, desde o desenquadramento até a formalização da nova empresa.

2.Realize o desenquadramento do MEI

Acesse o Portal do Simples Nacional e faça a solicitação de desenquadramento do MEI. O processo é simples e requer o login com seu CPF e senha do Gov.br.

3.Registre a empresa como ME na Junta Comercial

Você precisará elaborar o Contrato Social ou o documento equivalente para formalizar a nova empresa. Esse registro é feito na Junta Comercial do estado onde a empresa está localizada.

Documentos necessários:

  • RG e CPF do titular.
  • Comprovante de endereço residencial e do local da empresa.
  • Contrato Social ou documento de constituição.

4. Atualize o cadastro municipal e estadual

É necessário atualizar o registro na prefeitura e, se aplicável, na Secretaria da Fazenda do estado. Isso é importante para obter alvarás de funcionamento e regularizar tributos como ISS (Imposto Sobre Serviços) e ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

5.Escolha o regime tributário

Agora que a empresa é uma ME, é preciso optar pelo regime tributário mais adequado:

  • Simples Nacional: Simplificado e com alíquotas menores.
  • Lucro Presumido: Baseia-se em uma presunção de lucro e pode ser vantajoso para empresas com margens maiores.
  • Lucro Real: Para empresas com margens reduzidas ou que possuem créditos fiscais.

O contador será essencial para ajudar a escolher a melhor opção.

6.Adapte sua operação

Com a mudança para ME, algumas obrigações acessórias mudam. A empresa passará a emitir notas fiscais com retenções específicas, além de cumprir obrigações como DCTF, SPED e outras declarações fiscais.

Migrar para ME: custos envolvidos na migração de MEI para ME

Migrar para ME pode envolver alguns custos administrativos e contábeis, incluindo:

  • Taxas de registro na Junta Comercial.
  • Custos com contador.
  • Taxa de emissão de alvarás.

No entanto, esses valores são investimentos necessários para garantir a regularidade da empresa.

Quais são as obrigações da ME?

Ao saber como migrar para ME, é importante entender as novas obrigações que a empresa terá. Entre as principais estão:

  • Emissão de notas fiscais: Todas as vendas e prestações de serviço devem ser documentadas.
  • Cumprimento de obrigações acessórias: Inclui declarações como DAS, EFD, DCTF, entre outras.
  • Pagamento de tributos no regime escolhido: Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real.

Riscos de não migrar para ME

Não cumprir as obrigações ao ultrapassar o limite de faturamento do MEI pode gerar problemas como:

  • Multas tributárias: Pela omissão de declarações ou pagamento de impostos.
  • Suspensão ou cancelamento do CNPJ: Empresas irregulares podem ter o registro suspenso pela Receita Federal.
  • Impedimento de expansão: A falta de formalização impede que a empresa cresça e aproveite novos mercados.

Migrar para ME: benefícios de se formalizar como ME

Além de cumprir a obrigação legal, a formalização como ME traz uma série de vantagens para o empreendedor que deseja expandir suas operações. A seguir, listamos os principais benefícios de ser uma Microempresa:

1.Maior credibilidade no mercado

Ao se tornar uma ME, sua empresa passa a ser vista como mais sólida e confiável pelos clientes, fornecedores e instituições financeiras. Essa credibilidade facilita negociações e amplia as possibilidades de parcerias estratégicas.

2.Acesso a novos mercados

Microempresas podem participar de licitações públicas e privadas, algo que geralmente não é permitido para MEIs. Esse mercado é especialmente vantajoso para empresas que prestam serviços ou fornecem produtos para órgãos públicos.

3.Melhores condições de crédito

Como ME, sua empresa tem acesso a linhas de crédito específicas com taxas de juros mais baixas e prazos mais longos. Bancos e fintechs oferecem condições especiais para empresas formalizadas, especialmente para aquelas com bom histórico financeiro.

4.Expansão do limite de faturamento

Com o aumento do limite de faturamento para R$ 360 mil anuais, você pode atender mais clientes e aumentar sua receita sem se preocupar com restrições tributárias.

5.Possibilidade de contratar mais funcionários

Enquanto o MEI pode ter apenas um funcionário registrado, a ME pode contratar quantos forem necessários, respeitando as leis trabalhistas. Isso permite que o negócio cresça e se torne mais competitivo.

Planejamento tributário para a microempresa

Ao migrar para ME, o planejamento tributário é essencial para manter a saúde financeira do negócio e evitar pagamentos excessivos de impostos. Aqui estão algumas estratégias para otimizar a carga tributária:

1. Escolha do regime tributário

O primeiro passo é decidir entre Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real. Cada um desses regimes oferece vantagens dependendo do perfil da empresa:

  • Simples Nacional: Ideal para empresas com faturamento de até R$ 4,8 milhões e baixa complexidade fiscal.
  • Lucro Presumido: Vantajoso para empresas com margens de lucro altas.
  • Lucro Real: Indicado para empresas com margens de lucro reduzidas ou que possuem créditos fiscais.

2.Dedução de despesas

Como ME, você poderá deduzir despesas operacionais no cálculo do IRPJ e CSLL. Isso inclui custos como aluguel, salários, insumos e despesas com marketing.

3.Aproveitamento de incentivos fiscais

Muitas microempresas podem se beneficiar de incentivos fiscais estaduais e federais, como reduções de ICMS e isenção de ISS para determinados setores.

4.Controle rigoroso do fluxo de caixa

Um bom controle financeiro ajuda a projetar os valores de tributos a serem pagos, evitando surpresas e multas. Sistemas de gestão contábil podem ser uma ótima ferramenta nesse processo.

Migrar para ME: quando é vantajoso migrar para ME antes do limite de faturamento?

Embora muitos empreendedores esperem atingir o limite de faturamento do MEI para migrar, em alguns casos é vantajoso fazer a transição antes. Aqui estão alguns cenários em que antecipar a migração pode ser estratégico:

1. Projeção de crescimento

Se o seu negócio está em expansão e você prevê que o faturamento ultrapassará o limite do MEI nos próximos meses, pode ser mais prático migrar para ME desde já. Isso evita problemas com cálculos retroativos e multas.

2. Necessidade de contratar mais funcionários

Se o aumento da demanda exige a contratação de mais colaboradores, a migração para ME é essencial. Como MEI, você só pode registrar um funcionário, enquanto a ME não possui esse limite.

3. Participação em licitações

Se sua empresa deseja competir em licitações públicas, a formalização como ME é indispensável. Órgãos públicos geralmente exigem que os participantes estejam registrados como microempresas ou empresas de pequeno porte.

4. Acesso a crédito e financiamento

Empresas formalizadas como ME possuem mais opções de crédito, com condições melhores em bancos e instituições financeiras. Isso pode ser útil para investir em equipamentos, estoque ou marketing.

Impacto do excesso de faturamento no cálculo de impostos retroativos

Quando o MEI ultrapassa o limite de faturamento, especialmente acima dos 20% permitidos, a Receita Federal exige o pagamento de impostos retroativos. Isso significa que o empreendedor será tributado como uma empresa do Simples Nacional desde o início do ano-calendário em que o excesso ocorreu.

Migra para ME: como funciona o cálculo retroativo?

Identificação do faturamento total: O empreendedor deve informar todo o faturamento acumulado no ano, incluindo o valor excedente.

Recalculo de impostos: Com base no faturamento total, a Receita recalcula os tributos devidos, aplicando as alíquotas do Simples Nacional.

Pagamento da diferença: O MEI precisa pagar a diferença entre os valores já recolhidos como MEI e os valores efetivamente devidos como uma microempresa.

Exemplo prático:

Faturamento anual: R$ 110.000 (excesso de 36%).

Impostos pagos como MEI: R$ 720 (aproximadamente R$ 60/mês).

Impostos recalculados no Simples Nacional: R$ 6.600 (alíquota média de 6%).

Diferença a pagar: R$ 5.880.

Nesse caso, é fundamental realizar um planejamento tributário para lidar com a transição de forma mais estratégica e evitar impactos financeiros significativos.

Erros comuns ao migrar de MEI para ME e como evitá-los

A transição de MEI para ME é um processo que requer atenção aos detalhes. Muitos empreendedores cometem erros que podem gerar multas ou problemas com o CNPJ. Veja os erros mais frequentes e como evitá-los:

1.Não realizar o desenquadramento no prazo

Ao ultrapassar o limite de faturamento, o MEI tem prazos específicos para solicitar o desenquadramento. Ignorar essa etapa pode resultar em autuações fiscais.

Como evitar: Solicite o desenquadramento assim que perceber que o faturamento ultrapassará o limite.

2.Escolher o regime tributário errado

Optar por um regime inadequado pode aumentar a carga tributária, reduzindo a lucratividade da empresa.

Como evitar: Consulte um contador para avaliar o perfil financeiro do negócio e escolher entre Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real.

3.Falta de registro na Junta Comercial

Muitos empreendedores esquecem que, ao migrar para ME, é obrigatório registrar a nova empresa na Junta Comercial.

Como evitar: Certifique-se de realizar todas as etapas de registro, desde o contrato social até a emissão do CNPJ.

4.Atraso no cumprimento de obrigações acessórias

Como ME, as obrigações fiscais e contábeis aumentam significativamente. Não cumprir essas exigências pode levar a multas.

Como evitar: Utilize sistemas de gestão ou conte com um contador para acompanhar as obrigações regularmente.

Diferenças entre MEI e ME: o que muda na prática?

Ao migrar de MEI para ME, o empreendedor precisa se adaptar a uma série de mudanças operacionais, tributárias e administrativas. Confira as principais diferenças:

Aspecto MEI ME
Faturamento anual Até R$ 81.000 Até R$ 360.000
Funcionários 1 empregado Sem limite, conforme CLT
Tributação DAS fixo (alíquota única) Alíquotas variáveis
Obrigações acessórias Declaração Anual do MEI (DASN-SIMEI) ECF, DCTF, SPED, entre outras
Emissão de notas fiscais Opcional (para PF) Obrigatória para todas as vendas

Como a Contabiliza+ Contabilidade pode auxiliar no processo?

A migração de MEI para ME é uma etapa importante para o crescimento do seu negócio, mas também pode ser complexa sem o suporte adequado. A Contabiliza+ Contabilidade oferece serviços especializados para facilitar essa transição, incluindo:

  • Consultoria personalizada: Avaliamos o perfil da sua empresa e orientamos sobre o melhor regime tributário.
  • Regularização fiscal: Cuidamos de todo o processo de desenquadramento e registro da nova empresa.
  • Planejamento financeiro e tributário: Identificamos estratégias para minimizar a carga tributária e maximizar a lucratividade.
  • Gestão contábil contínua: Oferecemos suporte completo para manter sua empresa regularizada após a migração.

Entre em contato conosco e descubra como podemos ajudar sua empresa a crescer de forma segura e sustentável. Conte com a expertise da Contabiliza+ para transformar essa mudança em uma oportunidade de expansão e sucesso!

Atualização do valor do imóvel a preço de mercado: veja como funciona e tire suas dúvidas

Atualização do valor do imóvel a preço de mercado:

Com a publicação da Instrução Normativa nº 2.222, em setembro de 2024, a Receita Federal do Brasil introduziu uma oportunidade única para proprietários de imóveis: a atualização do valor do imóvel a preço de mercado. Essa medida permite ajustar o valor dos imóveis à realidade do mercado imobiliário, reduzindo a carga tributária sobre o ganho de capital em futuras alienações.

Disponível para adesão até 16 de dezembro de 2024, a iniciativa beneficia tanto pessoas físicas quanto jurídicas, oferecendo alíquotas reduzidas em comparação aos regimes tributários tradicionais. Neste artigo, você aprenderá como funciona essa atualização, quem pode se beneficiar e as regras específicas que envolvem a adesão a essa medida.

O que é a atualização do valor do imóvel a preço de mercado?

A atualização do valor do imóvel a preço de mercado é o processo pelo qual o proprietário pode reavaliar o valor de seus imóveis para refletir o preço atual no mercado imobiliário. Isso é feito por meio da declaração de um novo valor na base de cálculo do imposto de renda, ajustando o imóvel ao seu valor real de mercado.

Antes dessa medida, os imóveis eram declarados pelo valor de aquisição, muitas vezes desatualizado em relação à valorização acumulada ao longo dos anos. Essa nova norma traz flexibilidade para corrigir essa discrepância e, ao mesmo tempo, oferece um incentivo tributário para o contribuinte.

Como funciona o pagamento de impostos sobre a atualização?

Ao optar pela atualização do valor do imóvel, o proprietário deve pagar um imposto sobre a diferença entre o valor original de aquisição e o valor atualizado do bem. A grande vantagem está nas alíquotas reduzidas:

  • Para pessoas físicas: A alíquota é de 4% sobre a diferença.
  • Para pessoas jurídicas: Aplica-se 6% de IRPJ e 4% de CSLL, totalizando 10%.

Essas alíquotas são significativamente inferiores às aplicadas normalmente em ganhos de capital, que podem variar entre 15% e 22,5% para pessoas físicas e atingir até 34% para empresas dependendo do regime tributário.

Quem pode se beneficiar?

A medida é acessível a:

1. Pessoas físicas

Pessoas físicas podem atualizar os imóveis declarados na Declaração de Ajuste Anual (DAA), tanto no Brasil quanto no exterior. Isso inclui bens registrados como trust ou outros veículos sob responsabilidade fiscal do contribuinte.

2. Pessoas jurídicas

Empresas podem atualizar os imóveis registrados no ativo não circulante do balanço patrimonial. Essa atualização é especialmente vantajosa para companhias que desejam reavaliar seus ativos imobiliários para futuras alienações.

3. Imóveis no Brasil e no exterior

A norma também abrange propriedades localizadas fora do Brasil, oferecendo benefícios para investidores que possuem portfólios diversificados internacionalmente.

Regras para alienação de imóveis após a atualização

Uma vez que o contribuinte opta pela atualização, a decisão é irretratável. No entanto, existem regras específicas para a alienação do imóvel antes do prazo de 15 anos após a atualização.

A Receita Federal definiu uma escala de aproveitamento gradual da diferença entre o valor de aquisição e o valor atualizado para o cálculo do ganho de capital:

  • Até 3 anos após a atualização: 0% de aproveitamento.
  • Entre 3 e 4 anos: 8%.
  • Entre 4 e 5 anos: 16%.
  • Entre 5 e 6 anos: 24%.
  • Entre 6 e 7 anos: 32%.
  • Entre 7 e 8 anos: 40%.
  • Entre 8 e 9 anos: 48%.
  • Entre 9 e 10 anos: 56%.
  • Entre 10 e 11 anos: 62%.
  • Entre 11 e 12 anos: 70%.
  • Entre 12 e 13 anos: 78%.
  • Entre 13 e 14 anos: 86%.
  • Entre 14 e 15 anos: 94%.
  • Após 15 anos: 100%.

Essa escalonamento visa desestimular vendas imediatas, incentivando a permanência do bem por mais tempo para aproveitar integralmente o benefício tributário.

Vantagens da atualização do valor do imóvel

Optar pela atualização do valor do imóvel a preço de mercado pode trazer benefícios consideráveis:

  • Redução da tributação sobre ganho de capital: O cálculo do imposto em uma venda futura será baseado no valor atualizado, reduzindo o montante devido.
  • Flexibilidade para bens no exterior: Permite ajustar o valor de imóveis localizados fora do Brasil.
  • Planejamento tributário estratégico: Empresas podem reavaliar ativos imobiliários, otimizando resultados financeiros e patrimoniais.
  • Alíquotas reduzidas: A diferença de 4% para pessoas físicas e 10% para jurídicas é atrativa frente às alíquotas tradicionais.

Desvantagens e pontos de atenção

Embora vantajosa, a atualização exige cuidado em sua aplicação:

  • Adesão irretratável: Uma vez feita, a atualização não pode ser revertida.
  • Regra dos 15 anos: A venda antes desse prazo reduz o aproveitamento do benefício tributário.
  • Necessidade de planejamento: É essencial avaliar se a atualização é financeiramente vantajosa com base nos planos futuros de alienação do bem.

Como aderir à atualização?

A adesão à atualização do valor do imóvel é feita por meio da Declaração de Opção pela Atualização de Bens Imóveis (Dabim), disponível no portal e-CAC da Receita Federal. O prazo para adesão é 16 de dezembro de 2024.

Atualização do valor do imóvel e sucessão patrimonial

A atualização do valor do imóvel também desempenha um papel estratégico no planejamento sucessório, sendo uma ferramenta útil para reduzir custos tributários em processos de inventário ou doação.

Impacto no ITCMD

O Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) é calculado com base no valor de mercado dos bens transmitidos. Ao atualizar o valor do imóvel previamente, os herdeiros ou beneficiários têm maior previsibilidade no cálculo do imposto, evitando surpresas desagradáveis no momento do inventário. Além disso, como o ganho de capital é reduzido com a atualização, o processo de venda do bem por herdeiros pode ser menos oneroso.

Simplificação do inventário

Em inventários judiciais ou extrajudiciais, a atualização prévia do imóvel facilita a divisão de bens, já que os valores declarados refletem a realidade do mercado. Isso evita disputas entre herdeiros quanto ao valor dos imóveis envolvidos.

Doações em vida

Para quem planeja realizar doações em vida, a atualização também é vantajosa. Com o imóvel já ajustado ao preço de mercado, o doador pode minimizar a carga tributária sobre a operação, pagando a alíquota reduzida de 4% no ato da atualização.

Estratégia tributária para famílias

O planejamento sucessório, aliado à atualização do valor do imóvel, é essencial para famílias com patrimônios significativos. Consultar um contador ou advogado especializado em direito de família é crucial para maximizar os benefícios e evitar complicações legais.

Comparativo entre alíquotas normais de ganho de capital e as alíquotas da atualização

A principal vantagem da atualização do valor do imóvel é a possibilidade de pagar menos impostos em uma futura alienação. A seguir, apresentamos um comparativo detalhado para demonstrar como a norma reduz a carga tributária:

Cenário fictício

  • Valor original de aquisição: R$ 500.000
  • Valor atualizado de mercado: R$ 1.000.000
  • Valor de venda futura: R$ 1.200.000

Sem a atualização

Se o proprietário vender o imóvel sem ter atualizado o valor, o ganho de capital será calculado sobre a diferença entre o valor de aquisição e o valor de venda:

  • Ganho de capital: R$ 1.200.000 – R$ 500.000 = R$ 700.000
  • Alíquota de IR (22,5%): R$ 157.500

Com a atualização

Caso o proprietário opte pela atualização, pagando a alíquota reduzida de 4% sobre a diferença entre o valor de aquisição e o valor atualizado, o cenário muda:

  1. Imposto na atualização:
    • Diferença para atualização: R$ 1.000.000 – R$ 500.000 = R$ 500.000
    • Imposto (4%): R$ 20.000
  2. Imposto sobre ganho de capital na venda:
    • Diferença para cálculo do ganho de capital: R$ 1.200.000 – R$ 1.000.000 = R$ 200.000
    • Imposto (22,5%): R$ 45.000

Total de impostos com a atualização: R$ 20.000 (atualização) + R$ 45.000 (venda) = R$ 65.000
Economia tributária: R$ 157.500 – R$ 65.000 = R$ 92.500

Conclusão do comparativo

A atualização do valor do imóvel oferece uma economia tributária significativa em casos de valorização imobiliária. Embora exija um pagamento inicial na atualização, o benefício a longo prazo justifica a adesão para quem planeja vender o imóvel futuramente.

O papel do contador na atualização do valor do imóvel

A atualização do valor do imóvel a preço de mercado é um procedimento que requer cuidado, principalmente devido às nuances fiscais e legais envolvidas. Nesse contexto, o papel de um contador é essencial para garantir que todo o processo seja realizado corretamente e em conformidade com as exigências da Receita Federal.

Planejamento tributário

O contador ajuda a determinar se a atualização é financeiramente vantajosa, considerando fatores como:

  • O valor de aquisição do imóvel;
  • A valorização acumulada;
  • O impacto da alíquota reduzida na economia tributária.

Além disso, o contador pode simular cenários futuros para avaliar o benefício da atualização em uma eventual alienação.

Declaração de Opção pela Atualização de Bens Imóveis (Dabim)

O contador também auxilia no preenchimento da Declaração de Opção pela Atualização de Bens Imóveis (Dabim), disponível no e-CAC da Receita Federal. Esse processo exige atenção aos detalhes para evitar erros que possam levar a multas ou inconsistências nas declarações fiscais.

Regularização de bens no exterior

Se o contribuinte possui imóveis no exterior, o contador orienta sobre as regras específicas para a atualização desses bens, garantindo que estejam devidamente regularizados e declarados.

Conformidade com prazos

O prazo para adesão à atualização é 16 de dezembro de 2024. O contador monitora os prazos e orienta o cliente a agir dentro do período estabelecido, evitando perda da oportunidade de pagar alíquotas reduzidas.

Atualização do valor de imóveis no exterior

A Instrução Normativa nº 2.222/2024 também permite a atualização de imóveis localizados no exterior, ampliando o alcance da medida para brasileiros com patrimônio global. Essa possibilidade é particularmente relevante para investidores e expatriados.

Como funciona a atualização de imóveis no exterior?

Para atualizar o valor de um imóvel localizado fora do Brasil, o proprietário deve:

  1. Obter uma avaliação atualizada feita por um profissional local ou empresa especializada no país onde o imóvel está localizado.
  2. Converter o valor avaliado para reais, utilizando a taxa de câmbio oficial.
  3. Declarar o novo valor na Declaração de Opção pela Atualização de Bens Imóveis (Dabim), disponível no e-CAC.

Benefícios para imóveis no exterior

  • Redução de impostos sobre ganho de capital: O cálculo será baseado no valor atualizado, não no valor de aquisição original.
  • Regularização fiscal: A atualização permite que bens não declarados sejam incorporados ao patrimônio do contribuinte de forma legal.

Pontos de atenção

É necessário verificar a legislação tributária do país onde o imóvel está localizado para evitar conflitos fiscais. Consultar um contador ou advogado especializado em tributos internacionais é fundamental para garantir conformidade em ambas as jurisdições.

Benefícios econômicos da norma para o mercado imobiliário

A possibilidade de atualizar o valor de imóveis a preço de mercado não beneficia apenas os proprietários, mas também impulsiona o mercado imobiliário brasileiro.

Estímulo à movimentação de bens

Com a redução da carga tributária sobre ganho de capital, proprietários podem se sentir mais encorajados a vender imóveis que acumularam grande valorização. Isso aumenta a oferta de bens no mercado, equilibrando preços e aquecendo o setor.

Atração de investidores

Investidores, especialmente aqueles com portfólios diversificados, veem a atualização como uma oportunidade de reduzir custos e aumentar a rentabilidade de seus ativos. Além disso, a norma favorece a entrada de capital estrangeiro, já que abrange bens no Brasil e no exterior.

Aumento da arrecadação governamental

Embora ofereça alíquotas reduzidas, a medida pode gerar um aumento significativo na arrecadação da Receita Federal. Isso ocorre porque mais contribuintes aderem à regularização de bens, tanto no Brasil quanto no exterior, gerando receitas adicionais para o governo.

Conclusão

A atualização do valor do imóvel a preço de mercado é uma oportunidade única para contribuintes que desejam reduzir a carga tributária em futuras alienações e ajustar o valor de seus imóveis à realidade do mercado. Com alíquotas reduzidas e abrangência para bens no Brasil e no exterior, essa medida é especialmente atrativa para pessoas físicas e jurídicas com imóveis valorizados.

No entanto, a decisão de aderir deve ser cuidadosamente planejada, considerando o prazo de 15 anos para o aproveitamento total do benefício tributário. A Contabiliza+ Contabilidade está pronta para oferecer assessoria completa, ajudando você a entender as implicações da atualização e garantir a melhor estratégia para o seu patrimônio.

Entre em contato conosco e saiba como transformar essa oportunidade em um benefício concreto!

Aplicativo Receita Saúde será obrigatório em 2025

Aplicativo Receita Saúde será obrigatório em 2025

A partir de 2025, o aplicativo Receita Saúde poderá ser obrigatório, para profissionais autônomos que prestam serviços na pessoa física, ou seja, que ainda não possuem um CNPJ.

Até a data de publicação deste conteúdo, a Receita Federal ainda não havia oficializado essa decisão, mas trata-se de algo muito aguardado e que pode ser anunciado a qualquer momento.

Para que tanto profissionais de saúde quanto cidadãos estejam preparados, é essencial entender como o aplicativo Receita Saúde funciona e o impacto que ele terá na vida de todos.

Acompanhe neste artigo todos os detalhes sobre essa novidade, incluindo funcionamento, benefícios e como a Contabiliza+ Contabilidade pode ajudar você a se adaptar a essa nova exigência.

O que é o aplicativo Receita Saúde?

O aplicativo Receita Saúde é uma plataforma digital desenvolvida para simplificar a emissão e o controle de recibos por profissionais autônomos da área da saúde.

Com ele, médicos, psicólogos, fisioterapeutas e outros prestadores de serviços poderão registrar e emitir recibos de maneira oficial, centralizada e digitalizada, facilitando a organização financeira e o acompanhamento dos rendimentos.

Ao estudar a possibilidade de tornar o aplicativo Receita Saúde obrigatório em 2025, o governo visa modernizar e padronizar a emissão de recibos, bem como, evitar a sonegação fiscal.

Como o aplicativo Receita Saúde funciona?

O aplicativo Receita Saúde permite que profissionais da saúde emitam recibos eletrônicos de forma muito prática, diretamente pelo smartphone.

A plataforma funcionará da seguinte maneira:

  • Cadastro do profissional: Cada profissional autônomo deverá se cadastrar no aplicativo Receita Saúde, fornecendo dados de identificação e qualificações profissionais.
  • Emissão de recibos: Após o cadastro, o profissional pode emitir recibos para cada serviço prestado, detalhando o tipo de atendimento e o valor cobrado.
  • Armazenamento e controle de receitas: O aplicativo manterá um histórico de recibos emitidos por cada profissional.
  • Acesso aos clientes: Clientes poderão receber uma cópia dos recibos por e-mail ou acessar diretamente no aplicativo, garantindo que tenham comprovantes digitais para deduções ou controle de despesas.

Essa centralização no aplicativo Receita Saúde simplifica a vida tanto de profissionais quanto de clientes, proporcionando uma alternativa digital, segura e organizada para os comprovantes de pagamentos de serviços de saúde.

Por que o aplicativo Receita Saúde pode passar a ser obrigatório em 2025?

A possível obrigatoriedade do aplicativo Receita Saúde em 2025 surge como uma resposta à necessidade de maior controle e transparência na prestação de serviços autônomos na área da saúde.

Na prática, dentre os principais motivos para que o fisco tenha interesse em tornar o uso do Receita Saúde obrigatório, podemos destacar:

  • Facilitar o controle de rendimentos: Ao centralizar os registros de receitas, o governo poderá acompanhar melhor o volume de rendimentos dos profissionais autônomos.
  • Aprimorar a transparência fiscal: O aplicativo Receita Saúde ajudará a prevenir a sonegação fiscal, proporcionando maior transparência no setor.
  • Simplificar declarações de imposto: O histórico de recibos digitais facilita a declaração de imposto de renda tanto para os profissionais quanto para os clientes, que poderão deduzir os valores de consultas e atendimentos.

Com a obrigatoriedade do aplicativo Receita Saúde, espera-se que o setor de saúde autônomo se torne mais organizado e menos vulnerável a inconsistências tributárias.

Quem deve utilizar o aplicativo Receita Saúde?

A partir de 2025, o aplicativo Receita Saúde poderá passar a ser obrigatório para muitos profissionais autônomos que prestam serviços na área da saúde, dentre os quais, podemos destacar:

  • Médicos e psicólogos: Esses profissionais deverão registrar todas as consultas e atendimentos no aplicativo, emitindo recibos digitais para seus clientes.
  • Fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais: Prestadores de serviços terapêuticos também serão obrigados a utilizar a plataforma para manter registros financeiros padronizados.
  • Nutricionistas, fonoaudiólogos e outros especialistas: Todos os profissionais autônomos que atuam na área de saúde e emitem recibos precisarão aderir ao aplicativo Receita Saúde.

Para esses profissionais, o aplicativo Receita Saúde permitirá uma melhor organização dos rendimentos e do recolhimento de impostos devidos, além de facilitar a comprovação e o controle dos serviços prestados.

Como emitir recibo digital no Receita Saúde?

Para emitir recibos digitais, os psicólogos precisam acessar o Receita Saúde, recurso que está disponível no App oficial da Receita Federal para dispositivos Android e iOS.

Confira o passo a passo abaixo:

  1. Faça download do app “Receita Federal”, na loja de aplicativos do seu celular;
  2. Na sequência, faça login com o seu CPF e senha Gov.br;
  3. Após o login, clique na opção “Receita Saúde”;
  4. Por fim, basta clicar em “Novo” e preencher o recibo com as informações solicitadas, incluindo o nome e CPF do cliente e o valor dos serviços prestados.

No entanto, para acessar e conseguir utilizar o novo recurso, é necessário que o psicólogo tenha cadastro no carnê leão. Caso você ainda não possua, siga as orientações abaixo:

  1. Acesse o Portal e-CAC, clicando aqui e faça login com a sua senha GOV.BR;
  2. Após login, acesse a opção “Meu Imposto de Renda (Extrato da DIRPF) e na sequência, clique na opção “Acessar carnê-leão”;
  3. Nesta etapa, o carnê leão apresentará algumas perguntas relacionadas a sua condição, como contribuinte, preencha corretamente cada resposta e clique em “Salvar”;
  4. Após responder as perguntas do passo anterior, será necessário complementar algumas informações cadastrais, informando o seu número de dependentes, o número do PIS e um telefone de contato;
  5. Logo em seguida, será necessário informar os dados de endereço e a sua qualificação profissional;
  6. Por fim, clique em “Salvar Identificação” para concluir o seu cadastro.

Dito isso, é importante destacar que a emissão de recibos é exclusiva para profissionais autônomos, ou seja, que não possuem CNPJ e prestam serviços para outras pessoas físicas, sem vínculo empregatício.

A emissão de recibos por profissionais da saúde é obrigatória?

Os recibos são documentos que precisam ser emitidos por profissionais autônomos, que não possuem CNPJ e prestam serviços para outras pessoas físicas.

Por sua vez, caso o profissional da saúde decida abrir um CNPJ, ela precisará deixar de emitir os recibos para passar a emitir notas fiscais de prestação de serviços.

Veja o que diz a Lei 8.846/1994:

Art. 1º A emissão de nota fiscal, recibo ou documento equivalente, relativo à venda de mercadorias, prestação de serviços ou operações de alienação de bens móveis, deverá ser efetuada, para efeito da legislação do imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza, no momento da efetivação da operação.

Por sua vez, veja o que diz a Lei 8.137/90, que trata dos crimes contra a ordem tributária:

“Art. 1° Constitui crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributo, ou contribuição social e qualquer acessório, mediante as seguintes condutas:…

…V – negar ou deixar de fornecer, quando obrigatório, nota fiscal ou documento equivalente, relativa a venda de mercadoria ou prestação de serviço, efetivamente realizada, ou fornecê-la em desacordo com a legislação.

Pena – reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.”

Para finalizar, veja também o que diz a Lei 4.729/65, que trata dos crimes de sonegação fiscal:

I – prestar declaração falsa ou omitir, total ou parcialmente, informação que deva ser produzida a agentes das pessoas jurídicas de direito público interno, com a intenção de eximir-se, total ou parcialmente, do pagamento de tributos, taxas e quaisquer adicionais devidos por lei;…

…Pena: Detenção, de seis meses a dois anos, e multa de duas a cinco vezes o valor do tributo.”

Em resumo, o que a legislação procura deixar claro, é que todo profissional precisa comprovar e justificar a origem dos seus rendimentos perante o fisco, sob pena de consequências como multa e prisão.

Por isso, na dúvida, o melhor a se fazer é buscar a orientação e assessoria de uma contabilidade especializada.

Aplicativo Receita Saúde e os impostos na emissão de recibos

Sob as receitas que o profissional da saúde recebe prestando serviços como pessoa física, incide o IRPF – Imposto de Renda da Pessoa Física, cuja alíquota pode chegar a 27,50% dos seus rendimentos.

Veja a tabela abaixo:

Base de cálculo Alíquota Parcela a deduzir
Até 2.259.20 Isento Isento
De 2.259,21 até 2.826,65 7,50% R$ 169,44
De 2.826,66 até 3.751,05 15% R$ 381,44
De 3.751,06 até 4.664,68 22,50% R$ 662,66
Acima de 4.664,68 27,50% R$ 896,00

Sem dúvida alguma, essa é uma carga tributária muito elevada e que preocupa boa parte dos profissionais da saúde.

No entanto, a boa notícia, é que ao tomar a decisão de abrir um CNPJ, você não precisará fazer uso do Receita Saúde, e além disso, ainda pode obter uma importante economia de impostos.

O Receita Saúde é voltado apenas para profissionais autônomos que prestam serviços como pessoa física, e que por isso, não conseguem emitir notas fiscais.

Dito isso, veja no resumo abaixo, como você pode pagar bem menos impostos ao tomar a decisão de abrir um CNPJ e passar a prestar seus serviços como pessoa jurídica:

  • No Simples Nacional, a tributação efetiva dos psicólogos pode variar de 6% a 19,50% sobre o faturamento mensal, com alíquota de 6% válida para profissionais que faturam até R$ 15 mil mensais e se enquadram no Anexo III.
  • Por sua vez, no Lucro Presumido, a tributação dos psicólogos pode variar de 13,33% a 16,33% sobre o faturamento.

Aplicativo Receita Saúde e a abertura de CNPJ

Agora que você já sabe que o Receita Saúde poderá passar a ser obrigatório em 2025, e que com isso, muitos profissionais vão precisar arcar com uma alta carga de impostos, é hora de buscar alternativas fiscais mais econômicas, partindo para a abertura de um CNPJ.

Com um CNPJ, profissionais da saúde que prestam seus serviços como pessoa física, conseguem obter uma importante economia de impostos mensais. Além disso, o processo de abertura do CNPJ é bem simples.

Veja como funciona:

1.Contrate um escritório de contabilidade: Para abrir o seu CNPJ, a primeira coisa que você precisa fazer é contratar os serviços de uma contabilidade.

O contador é quem vai cuidar dos trâmites para abertura do seu CNPJ, bem como, lhe ajudar a economizar no pagamento de impostos e manter suas obrigações em dia com o fisco.

2.Separe os documentos necessários: Na sequência, você precisará separar os documentos solicitados pelos órgãos competentes por conferir andamento ao seu pedido de abertura do CNPJ.

Não se preocupe, pois, a lista de documentos é simples, e normalmente inclui apenas os seguintes itens:

  • RG e CPF;
  • Comprovante de residência;
  • Espelho IPTU do endereço que será registrado no CNPJ.

3.Aguarde a abertura e legalização do seu CNPJ: Por fim, basta aguardar alguns dias, enquanto a contabilidade cuida dos trâmites para abertura e legalização do seu CNPJ, o que inclui:

  • Registro na Junta Comercial do Estado;
  • Emissão do CNPJ na Receita Federal;
  • Emissão da Inscrição Municipal na Prefeitura;
  • Liberação do Alvará de Vigilância Sanitária;
  • Liberação do Alvará de Localização e Funcionamento na Prefeitura.

Para saber mais sobre abertura de CNPJ, impostos, declarações e o Receita Saúde, saiba que você pode entrar em contato conosco!

Como a Contabiliza+ Contabilidade pode ajudar?

A implementação do aplicativo Receita Saúde poderá ser obrigatória em 2025, e muitos profissionais autônomos precisarão se adaptar a novas práticas financeiras e fiscais.

A Contabiliza+ Contabilidade pode ajudar você nessa transição, oferecendo serviços que facilitam a adequação ao aplicativo Receita Saúde, bem como, garantem que todas as suas operações estejam em conformidade com a legislação.

Com a Contabiliza+, você terá:

  • Consultoria para organização financeira: Auxiliamos na implementação de uma rotina organizada de emissão de recibos e controle de rendimentos.
  • Planejamento fiscal e tributário: Para atender às novas exigências do Receita Saúde, nossa equipe orienta você sobre o impacto fiscal das mudanças e como otimizar suas finanças.

Além disso, aqui você encontrará uma série de serviços e diferenciais, dentre os quais, podemos destacar:

  • Garantia de pagar a menor carga tributária;
  • 13 anos de experiência no seu negócio;
  • Consultoria financeira gratuita por 2 meses;
  • Equipe formada por contadores e advogados;
  • Contabilidade 100% digital. Não há troca de papéis físicos;
  • Sistema de gestão gratuito;
  • Emissor de nota fiscal gratuito;
  • Abertura rápida CNPJ em 48 horas;
  • Atendimento feito por pessoas;
  • Cuidamos de toda abertura de forma digital;
  • Suporte no credenciamento junto aos convênios.

Somos uma contabilidade digital, com tecnologia de ponta e profissionais capacitados, que atende profissionais da saúde de todas as partes do país.

Para saber mais sobre os nossos serviços e tirar dúvidas com especialistas, clique no botão do WhatsApp e entre em contato conosco!