Empresa excluída do Simples Nacional: veja o que fazer

Empresa excluída do Simples Nacional: veja o que fazer

O Simples Nacional é um dos regimes tributários mais vantajosos para micro e pequenas empresas no Brasil. Ele simplifica o pagamento de impostos, reduz a burocracia e permite uma gestão mais eficiente dos recursos. Por isso, a notícia de que uma empresa foi excluída do Simples Nacional costuma gerar preocupação e, em muitos casos, até desespero nos empreendedores.

Mas a boa notícia é que, na maioria das situações, é possível regularizar a empresa e voltar a participar do regime, desde que o problema seja identificado e resolvido com agilidade.

Neste artigo, a Contabiliza+ Contabilidade explica em detalhes por que uma empresa pode ser excluída do Simples Nacional, quais são as consequências dessa exclusão, como resolver o problema passo a passo e o que fazer para evitar que isso aconteça novamente.

Entendendo o que é o Simples Nacional

Criado pela Lei Complementar nº 123/2006, o Simples Nacional é um regime tributário que unifica o recolhimento de oito impostos e contribuições em uma única guia mensal — o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).

Entre os tributos inclusos estão:

  • IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica);

  • CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido);

  • PIS (Programa de Integração Social);

  • COFINS (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social);

  • IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados);

  • ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços);

  • ISS (Imposto sobre Serviços);

  • CPP (Contribuição Previdenciária Patronal).

O principal objetivo do regime é facilitar a vida do pequeno empresário, permitindo que ele cumpra suas obrigações fiscais de forma simplificada e com carga tributária reduzida.

No entanto, para se manter enquadrada, a empresa precisa cumprir uma série de requisitos. Caso alguma dessas condições seja descumprida, a Receita Federal pode excluir a empresa do Simples Nacional.

O que significa ser excluído do Simples Nacional?

Ser excluído do Simples Nacional significa que a empresa deixou de atender às exigências legais do regime e, portanto, perdeu o direito de recolher tributos de forma unificada.

Isso implica que, a partir da data da exclusão, o negócio passa a ser enquadrado automaticamente em outro regime tributário, ou seja, o Lucro Presumido ou o Lucro Real.

Esses regimes são mais complexos e, na maioria dos casos, representam um aumento considerável da carga tributária e da burocracia fiscal.

Além disso, a empresa precisa passar a recolher cada imposto separadamente, entregar novas declarações e adequar seus controles contábeis, o que gera custos extras e risco de erros fiscais.

Por que uma empresa pode ser excluída do Simples Nacional?

Existem diversas razões que podem levar uma empresa a ser desenquadrada do Simples Nacional. A exclusão pode ocorrer por iniciativa do próprio empreendedor (exclusão voluntária) ou por iniciativa do fisco (exclusão de ofício).

A seguir, explicamos as causas mais comuns:

1. Débitos com a Receita Federal, Estado ou Município

O motivo mais frequente é a existência de dívidas tributárias. Se a empresa estiver com DAS atrasado, débitos de ICMS, ISS ou INSS não pagos, ou ainda parcelamentos rompidos, a Receita Federal pode iniciar o processo de exclusão.

O fisco entende que o contribuinte deixou de cumprir suas obrigações fiscais e, por isso, perde o direito de permanecer no regime simplificado.

💡 Dica: Mesmo pequenas dívidas podem gerar exclusão. Por isso, é fundamental monitorar regularmente o e-CAC e o Domicílio Tributário Eletrônico (DTE-SN).

2. Excesso de faturamento

O limite de faturamento para permanecer no Simples Nacional é de R$ 4,8 milhões por ano. Se a empresa ultrapassar esse valor, o desenquadramento é automático.

Por isso, é essencial acompanhar o faturamento mensal e projetar o total anual para evitar surpresas desagradáveis.

3. Exercício de atividade não permitida

Nem todas as atividades econômicas podem se enquadrar no Simples Nacional. Empresas que exercem atividades financeiras, holdings, corretoras, cooperativas ou de gestão de fundos, por exemplo, são vedadas ao regime.

Além disso, a inclusão acidental de um CNAE incompatível no cadastro pode gerar o desenquadramento automático.
Muitos empresários só descobrem isso quando recebem o termo de exclusão.

4. Irregularidades cadastrais ou societárias

Alterações no contrato social, como entrada de sócio pessoa jurídica, participação em outra empresa ou mudança de endereço sem atualização cadastral, também podem gerar exclusão.

O fisco entende que, ao não atualizar os dados, a empresa está irregular perante o CNPJ, o que pode comprometer sua permanência no Simples Nacional.

5. Falta de entrega de declarações obrigatórias

Empresas que não entregam declarações fiscais e contábeis — como DEFIS, DCTF, EFD Contribuições, eSocial e outras — podem ser desenquadradas.
A omissão de informações impede o fisco de acompanhar a movimentação financeira e tributária, resultando em exclusão automática.

Como saber se a empresa foi excluída do Simples Nacional?

A exclusão é sempre comunicada oficialmente pela Receita Federal, por meio do Termo de Exclusão do Simples Nacional.

Esse documento fica disponível no Portal e-CAC, dentro do Domicílio Tributário Eletrônico do Simples Nacional (DTE-SN).

Como consultar:

  1. Acesse o portal do e-CAC (https://cav.receita.fazenda.gov.br);

  2. Faça login com o CNPJ e certificado digital da empresa;

  3. Vá em Simples Nacional > DTE-SN (Domicílio Tributário Eletrônico);

  4. Verifique se existe alguma notificação ou termo de exclusão;

  5. Leia atentamente o motivo e a data de efetivação da exclusão.

Também é comum que a Receita envie comunicados por e-mail ou via carta registrada, mas o meio oficial sempre será o DTE-SN.

Quais são as consequências da exclusão do Simples Nacional?

A exclusão traz uma série de impactos negativos para a empresa, tanto do ponto de vista tributário quanto operacional. Veja os principais:

  • 1. Aumento da carga tributária

Fora do Simples, a empresa passa a recolher impostos individualmente — IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, ISS, ICMS — o que eleva significativamente o valor total pago ao fisco.

  • 2. Maior burocracia

O empreendedor precisa lidar com mais declarações, novas guias e uma contabilidade mais complexa, o que aumenta o risco de erros fiscais.

  • 3. Multas e juros retroativos

Se a exclusão for retroativa (por excesso de faturamento, por exemplo), os impostos dos meses anteriores deverão ser recalculados fora do Simples, gerando diferenças, multas e juros.

  • 4. Perda de competitividade

Com mais impostos e burocracia, a empresa pode ter dificuldade em manter preços competitivos, especialmente em mercados mais sensíveis ao custo.

  • 5. Risco de bloqueio do CNPJ

Empresas que não se regularizam após a exclusão podem ter o CNPJ suspenso, impedindo a emissão de notas fiscais e acesso a crédito bancário.

O que fazer se sua empresa foi excluída do Simples Nacional

Agora que você entende as causas e consequências, é hora de agir. A seguir, veja passo a passo o que fazer para resolver o problema.

1. Identifique o motivo da exclusão

Tudo começa pela análise do termo de exclusão. Ele informará o motivo exato da decisão. Sem isso, não há como definir a melhor estratégia de regularização.

A equipe da Contabiliza+ Contabilidade realiza um diagnóstico completo da situação da empresa, avaliando débitos, CNAEs, declarações e estrutura societária para entender o que causou o desenquadramento.

2. Regularize os débitos tributários

Se a exclusão foi motivada por dívidas, existem duas opções:

a) Quitar os débitos: Pagando todos os valores devidos à Receita, a exclusão é automaticamente cancelada se o prazo ainda não tiver expirado.

b) Parcelar as dívidas: A Receita permite parcelar débitos em até 60 parcelas mensais, e, em alguns casos, aderir a programas especiais de regularização. Basta acessar o portal do Simples Nacional e escolher a opção Parcelamento de Débitos.

💡 Importante: A simples adesão ao parcelamento já suspende os efeitos da exclusão, desde que as parcelas sejam pagas pontualmente.

3. Corrija erros cadastrais e contratuais

Se o motivo for um erro no CNAE, uma alteração societária irregular ou informações desatualizadas, é necessário:

  • Corrigir o cadastro na Junta Comercial;

  • Atualizar os dados no CNPJ e Prefeitura;

  • Solicitar o reenquadramento no Simples Nacional.

Com o apoio de um contador, o processo é simples e pode ser concluído em poucos dias.

4. Regularize as declarações pendentes

Empresas que deixaram de enviar declarações obrigatórias devem fazer a entrega retroativa, mesmo fora do prazo, e pagar as multas por atraso.
Isso demonstra boa-fé e evita problemas futuros com o fisco.

5. Solicite a nova opção pelo Simples Nacional

A nova opção é o processo pelo qual a empresa retorna ao regime simplificado após regularizar pendências.

Ela só pode ser feita no mês de janeiro, até o dia 31, e é realizada diretamente no portal do Simples Nacional.

Durante o pedido, o sistema verifica automaticamente se a empresa cumpre os requisitos. Se estiver tudo certo, a empresa volta ao Simples com efeitos retroativos a 1º de janeiro do mesmo ano.

6. Avalie alternativas enquanto a empresa não retorna ao Simples

Se o prazo de opção já tiver passado, o contador deve analisar qual regime tributário é mais vantajoso temporariamente:

  • Lucro Presumido: Ideal para empresas com margem de lucro previsível e despesas controladas;

  • Lucro Real: Indicado para empresas com margens baixas ou custos elevados.

A Contabiliza+ Contabilidade faz uma simulação comparando ambos os regimes para reduzir o impacto financeiro até o reenquadramento no Simples.

Como evitar ser excluído novamente

Evitar a exclusão é totalmente possível quando há organização e acompanhamento contábil constante.
Veja algumas boas práticas que a equipe da Contabiliza+ recomenda:

  1. Mantenha o pagamento do DAS em dia — pequenas inadimplências se acumulam e geram grandes problemas.

  2. Acompanhe mensalmente o faturamento — evite ultrapassar o limite anual.

  3. Revise os CNAEs regularmente — um código errado pode gerar incompatibilidade com o regime.

  4. Entregue todas as declarações dentro do prazo — mesmo sem movimento.

  5. Monitore o e-CAC e o DTE-SN — é lá que as notificações oficiais aparecem.

  6. Conte com uma contabilidade proativa, que monitora sua empresa e evita surpresas.

O que fazer quando não é mais possível voltar ao Simples Nacional

Em alguns casos, a empresa excluída não consegue voltar ao Simples Nacional. Na prática, isso acontece quando o prazo de reenquadramento já foi encerrado, quando o tipo de atividade do negócio não é mais permitida no regime, ou quando a empresa passa a faturar mais de R$ 4,8 milhões por ano.

Nessas situações, o empreendedor precisa se preparar para operar no Lucro Presumido ou no Lucro Real.

Lucro Presumido

É o regime mais comum para empresas que saem do Simples. Nele, o governo presume a margem de lucro da empresa com base na atividade exercida.
A tributação gira, em média, entre 13,33% e 16,33% sobre o faturamento para serviços e 5,93% + ICMS para comércio.

Lucro Real

Aqui, os impostos incidem sobre o lucro real, ou seja, sobre o faturamento menos as despesas comprovadas. As alíquotas podem ser mais altas, mas empresas com despesas relevantes podem pagar menos. É o regime obrigatório para atividades específicas e para faturamentos mais elevados.

Mesmo fora do Simples, é totalmente possível manter o negócio competitivo, desde que o empresário conte com um planejamento tributário sólido e uma contabilidade experiente para reduzir custos e evitar riscos.

O papel da contabilidade na regularização e prevenção da exclusão

Ter uma contabilidade estratégica e digital é o maior diferencial para evitar problemas fiscais. A Contabiliza+ Contabilidade atua de forma preventiva, com foco em monitorar pendências, antecipar riscos e manter o cliente sempre regularizado.

Nossos especialistas cuidam de:

  • Diagnóstico completo da situação fiscal e tributária;

  • Parcelamento e negociação de débitos;

  • Planejamento tributário para pagar menos impostos legalmente;

  • Reenquadramento no Simples Nacional;

  • Acompanhamento mensal de faturamento e declarações;

  • Comunicação direta e humanizada com cada cliente.

Com a Contabiliza+, o empresário tem tranquilidade para focar no crescimento do negócio, sabendo que sua empresa está em dia com o Fisco.

Conclusão: exclusão do Simples Nacional não é o fim da sua empresa

Ser excluído do Simples Nacional pode causar preocupação, mas não é o fim — é um sinal de que algo precisa ser ajustado.
Com o acompanhamento certo, é possível regularizar a situação, voltar ao regime simplificado e até reduzir impostos legalmente.

O segredo está em agir rápido, identificar o motivo da exclusão e contar com o apoio de uma contabilidade especializada em Simples Nacional, que resolva as pendências e evite que o problema se repita.

💡 Se sua empresa foi excluída do Simples Nacional, fale com os especialistas da Contabiliza+ Contabilidade.

Nós cuidamos de todo o processo de regularização, parcelamento de débitos e reenquadramento, garantindo que sua empresa volte a crescer com segurança, economia e total conformidade fiscal.

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Reforma tributária: o que muda para o PSI em 2026

Reforma tributária o que muda para o PSI em 2026

A Reforma Tributária está prestes a mudar a estrutura de cobrança de impostos no Brasil, e os efeitos começarão a ser sentidos a partir de 2026.

Para psicólogos autônomos, clínicas ou sociedades de profissionais, entender essas mudanças é fundamental para evitar surpresas e, principalmente, aproveitar as reduções de alíquotas previstas para o setor da saúde.

A seguir, a Contabiliza+ Contabilidade explica em detalhes como o novo sistema de tributos funcionará, o que muda para o psicólogo e como preparar seu consultório para o novo cenário tributário.

Reforma Tributária: do modelo atual ao novo IVA dual

Hoje, os psicólogos PJ pagam tributos como PIS, COFINS, IRPJ, CSLL e ISS com alíquotas que variam conforme o regime tributário escolhido.

Por sua vez, a Reforma Tributária vem para simplificar esse sistema, unificando e substituindo tributos antigos por dois novos:

  • PIS e COFINS serão unificados e substituídos pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), de competência federal;

  • ISS será unificado com o ICMS e substituídos pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), de competência compartilhada entre estados e municípios.

Esse novo modelo é chamado de IVA dual, inspirado em sistemas já utilizados em outros países. O objetivo é tornar a tributação mais clara e justa, evitando a bitributação.

Como funciona a tributação para psicólogos antes da reforma tributária

Antes de nos aprofundarmos nas mudanças da Reforma Tributária, nós vamos explicar em detalhes como funcionam os modelos de tributação vigente para psicólogos, tanto no regime do Simples Nacional, quanto no Lucro Presumido.

Logo em seguida, será possível traçar um pararelo e explicar quais mudanças devem ser observadas em cada um dos regimes.

Simples Nacional para psicólogos

O Simples Nacional é um regime tributário que pode ser utilizado por micro e pequenas empresas, ou seja, negócios com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões.

Neste regime, um dos principais benefícios, é o pagamento de impostos em uma guia única mensal que reúne todos os tributos que precisam ser pagos pela pessoa jurídica.

No Simples Nacional, a legislação estabelece que os psicólogos podem ser tributados com base nas alíquotas do Anexo III, iniciando em apenas 6% ou nas alíquotas do Anexo V, que inicia em 15,50%.

A regra em questão é conhecida como fator R, e busca estimular despesas com mão de obra e folha de pagamento, funcionando basicamente da seguinte forma:

  • Psicólogos que possuem despesas com pró-labore e folha de pagamento em volume igual ou maior que 28% sobre o seu faturamento, recolhem impostos no Anexo III, com alíquota a partir de 6%.

Anexo III

Faixa Receita em 12 meses Alíquota Valor a deduzir
Até 180.000,00 6,00%
De 180.000,01 a 360.000,00 11,20% R$ 9.360,00
De 360.000,01 a 720.000,00 13,20% R$ 17.640,00
De 720.000,01 a 1.800.000,00 16,00% R$ 35.640,00
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 21,00% R$ 125.640,00
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 33,00% R$ 648.000,00

 

  • Psicólogos que possuem despesas com pró-labore e folha de pagamento em volume menor que 28% sobre o seu faturamento, recolhem impostos no Anexo V, com alíquota a partir de 15,50% sobre o faturamento.

Anexo V

Faixa Receita em 12 meses Alíquota Valor a deduzir
Até 180.000,00 15,50%
De 180.000,01 a 360.000,00 18,00% R$ 4.500,00
De 360.000,01 a 720.000,00 19,50% R$ 9.900,00
De 720.000,01 a 1.800.000,00 20,50% R$ 17.100,00
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 23,00% R$ 62.100,00
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 30,50% R$ 540.000,00

 

Além disso, é importante esclarecer que os anexos do Simples Nacional contam com uma parcela de valor a deduzir, elemento que por sua vez, garante que a maior alíquota efetiva deste regime não ultrapasse 19,50% sobre o faturamento das empresas e profissionais.

Lucro Presumido para psicólogos

O Lucro Presumido é um regime tributário que pode ser utilizado por empresas que faturam até R$ 78 milhões por ano, incluindo psicólogos que prestam serviços como pessoa jurídica.

Neste regime, cada imposto é pago em sua respectiva guia de contribuição, mas em contrapartida, a carga de tributos é fixa, ou seja, as alíquotas não mudam com base no volume de faturamento.

A regra geral do Lucro Presumido para psicólogos é a seguinte:

  • Impostos Federais: alíquota fixa de 11,33% sobre o faturamento;
  • Imposto Municipal (ISS): alíquota entre 2% a 5% sobre o faturamento, a depender da legislação do seu município.

Com isso, podemos afirmar que a alíquota final do Lucro Presumido para psicólogos pode variar de 13,33% a 16,33% sobre o faturamento.

O início da transição para a Reforma Tributária

O ano de 2026 será o primeiro da fase de testes e transição para a Reforma Tributária. Nesse período, as contribuições CBS e IBS começarão a ser cobradas em alíquotas simbólicas (0,9% e 0,1%, respectivamente), sem aumento real de carga tributária.

Na prática, não só os psicólogos, mas todas as pessoas jurídicas do país, vão precisar se adaptar aos novos sistemas de emissão de notas fiscais e declarações, que começarão a incluir informações sobre o IVA dual.

É um período para ajustes contábeis e tecnológicos, sem mudanças significativas nos valores pagos, mas com impactos operacionais importantes. Durante este período, é fundamental que você esteja sendo acompanhado por uma contabilidade especializada.

Reforma Tributária e a redução de alíquota para serviços de saúde

Um dos pontos mais positivos da Reforma Tributária é a redução de 60% na alíquota total para serviços essenciais, entre eles os da área da saúde, o que inclui a Psicologia.

Na prática, isso significa que, se a alíquota geral do IVA Dual (IBS+CBS) ficar em torno de 27% a 28%, como o governo está estimando, os psicólogos passarão a pagar cerca de 10% a 11%, dependendo das futuras regulamentações.

Além disso, será possível utilizar impostos pagos na aquisição de materiais ou na contratação de serviços de terceiros, para abater a base de cálculo dessa alíquota, ou seja, ela não será aplicada diretamente sobre o seu faturamento.

Essa redução leva em consideração a essencialidade dos serviços de saúde, garantindo assim, que a reforma não irá gerar elevação de impostos e custos para este importante setor da sociedade.

Mas afinal, qual será o valor dos impostos que os psicólogos vão precisar pagar? Isso dependerá de futuras regulamentações e fatores como o volume de faturamento do profissional, bem como, o valor das suas despesas dedutíveis.

Como a Reforma Tributária afeta os psicólogos?

As mudanças da reforma tributária vão afetar cada regime tributário de forma diferente. Veja mais detalhes e informações abaixo:

1. Psicólogos no Simples Nacional
O Simples Nacional continuará existindo e a princípio, segue sendo vantajoso para quem possui faturamento reduzido. Em 2026, o Simples não será diretamente substituído pelo IVA dual, mas o governo deve ajustar as alíquotas e regras para harmonizar os cálculos com o novo sistema.

No Simples, os psicólogos pagam os seguintes impostos através da guia única mensal:

  • IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, ISS e CPP;

Com a reforma, eles vão passar a pagar os seguintes impostos:

  • IRPJ, CSLL, CBS, IBS e CPP.

2. Psicólogos no Lucro Presumido
Para quem está no Lucro Presumido, o impacto será semelhante. A partir da implementação completa do IVA, os tributos PIS, COFINS e ISS deixarão de existir e serão substituídos pela CBS e IBS.

Somando a alíquota estimada de aproximadamente 10% de IBS e CBS (já com fator de redução), com a alíquota do IRPJ (4,8%) e da CSLL (2,88%), que psicólogos no Lucro Presumido pagam atualmente, a carga final de impostos ficaria em 17,68%.

No entanto, atualmente, a carga varia de 13,33% a 16,33%, o que a princípio, pode nos fazer entender que haverá um aumento de alíquota.

De fato, ainda faltam alguns esclarecimentos a respeito das novas alíquotas e forma de cobrança. Contudo, o governo e o congresso garantem que a reforma tributária não irá aumentar impostos, e que a alíquota aparentemente maior, será compensada pelos créditos (abatimentos), que será possível aproveitar.

Diante das incertezas, a melhor forma de se manter atualizado, e fazer escolhas inteligentes para evitar um possível aumento de impostos, é contar com o suporte de uma contabilidade especializada em psicólogos.

Como uma possível redução de alíquotas pode beneficiar o psicólogo

O principal benefício da Reforma para o psicólogo é a promessa de redução da alíquota efetiva sobre seus serviços. Além disso, a possibilidade de aproveitar créditos tributários promete tornar o sistema mais justo e previsível.

Isso pode resultar em:

  • Redução de custos na operação;

  • Mais competitividade em contratos com convênios e empresas;

  • Maior segurança jurídica, já que as regras de crédito e débito serão uniformes;

  • Planejamento tributário mais eficiente, especialmente para quem pensa em expandir o negócio.

Cuidados importantes durante o período de transição da Reforma Tributária

Mesmo com as vantagens, a mudança exige atenção. Alguns pontos precisam ser observados pelos psicólogos e clínicas:

1. Atualização tecnológica

  • Será necessário adaptar os sistemas de faturamento e emissão de notas fiscais para o novo modelo. A CBS e o IBS exigirão que o valor do imposto seja discriminado com clareza, facilitando a fiscalização e o controle de créditos.

2. Revisão contratual

  • Se você atende convênios, empresas ou clínicas parceiras, é fundamental revisar contratos e cláusulas que tratam de impostos e repasses. Assim, você evita assumir custos indevidos ou repassar tributos de forma incorreta.

3. Planejamento tributário

  • A nova legislação cria oportunidades, mas também riscos. Por isso, contar com uma contabilidade especializada é essencial.
  • A Contabiliza+ pode simular os diferentes cenários para 2026 e indicar o regime mais vantajoso — se é melhor continuar no Simples ou migrar para outro enquadramento.

4. Conformidade e documentação

  • O novo sistema será mais exigente quanto à comprovação das operações. Ter notas, recibos e contratos organizados será imprescindível para garantir o direito a créditos e evitar multas.

Como ficará o preço dos atendimentos?

Com a redução das alíquotas para o setor da saúde, há uma expectativa de estabilização de preços. No entanto, a diminuição da carga tributária não significa que os psicólogos precisarão reduzir o valor das sessões.

A nova estrutura permitirá melhorar a margem de lucro ou investir em qualidade, tecnologia e expansão. Assim, cada profissional poderá definir sua estratégia, mantendo a sustentabilidade do consultório e a competitividade no mercado.

A importância de se preparar para a Reforma Tributária ainda em 2025

Embora a transição oficial comece em 2026, o próximo ano será decisivo para quem deseja se antecipar. É o momento de:

  • Atualizar cadastros municipais e federais;

  • Escolher uma contabilidade especializada e preparada para lhe orientar nas mudanças;
  • Revisar o CNAE para garantir que esteja enquadrado como serviço de saúde e tenha direito à alíquota reduzida;

  • Adequar o sistema emissor para o novo layout das notas fiscais;

  • Analisar a estrutura tributária e definir se vale a pena permanecer no Simples ou migrar para outro regime em 2026.

Planejamento tributário: o segredo para pagar menos

A grande diferença entre quem será beneficiado e quem poderá ter problemas está no planejamento tributário.

Com a ajuda de uma contabilidade especializada no setor da saúde, é possível:

  • Simular o impacto da Reforma sobre o faturamento;

  • Identificar oportunidades de redução de impostos;

  • Reorganizar contratos e honorários;

  • Estruturar corretamente o CNPJ e o regime tributário;

  • Evitar erros que possam gerar autuações e multas.

Psicólogos que trabalham com convênios, empresas ou sociedades devem ter atenção redobrada, pois esses contratos serão diretamente afetados pela nova estrutura fiscal.

O papel da Contabiliza+ Contabilidade na transição

A Contabiliza+ Contabilidade acompanha de perto todas as mudanças trazidas pela Reforma Tributária e está pronta para ajudar psicólogos e clínicas a atravessar essa fase com segurança e economia.

Nosso time prepara relatórios personalizados que mostram:

  • Quanto você paga hoje em cada tributo;

  • Como ficará sua carga tributária com o novo IVA;

  • Qual regime será mais vantajoso em 2026;

  • E quais ajustes fazer agora para aproveitar as reduções previstas para o setor da saúde.

Além disso, oferecemos suporte completo na adaptação dos sistemas de emissão de notas e nas rotinas fiscais que começarão a mudar com a CBS e o IBS.

Conclusão

A Reforma Tributária representa uma oportunidade histórica de simplificar impostos e reduzir custos para os profissionais da saúde.

Para os psicólogos, o destaque fica por conta da redução de 60% na alíquota efetiva, o que pode tornar a prática mais rentável e acessível.

Mas esse benefício só será plenamente aproveitado por quem se preparar com antecedência. A adaptação começa agora, com planejamento, revisão de processos e suporte contábil especializado.

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Nossa equipe está pronta para elaborar uma simulação completa e desenhar o plano de transição ideal para o seu negócio.

Com a Contabiliza+, você garante tranquilidade, economia e segurança fiscal para focar no que realmente importa: cuidar de pessoas e fazer sua clínica crescer.

Preciso abrir CNPJ para atender como psicólogo?

Preciso abrir CNPJ para atender como psicólogo

Se você é psicólogo e está começando sua carreira, é natural que surjam dúvidas sobre as obrigações fiscais e contábeis da profissão. Entre as perguntas mais comuns, uma das principais é: preciso abrir CNPJ para atender como psicólogo?

A resposta depende da sua forma de atuação. Muitos profissionais iniciam suas atividades como autônomos, prestando serviços diretamente a pacientes e declarando seus rendimentos no Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).

No entanto, à medida que o número de atendimentos aumenta, abrir um CNPJ pode se tornar não apenas uma obrigação, mas também uma estratégia inteligente para pagar menos impostos e organizar melhor a vida financeira.

Neste artigo, a Contabiliza+ Contabilidade, especialista em contabilidade para psicólogos e profissionais da saúde, explica em detalhes quando o CNPJ é obrigatório, quais são as vantagens de abrir uma empresa, como funciona a tributação e o passo a passo completo para se formalizar.

O psicólogo pode atender sem CNPJ?

Sim. O psicólogo pode atuar como pessoa física (autônomo), desde que esteja regularmente inscrito no Conselho Regional de Psicologia (CRP).

Nessa modalidade, o profissional recolhe impostos por meio do Carnê-Leão, sistema da Receita Federal destinado ao pagamento mensal do Imposto de Renda de Pessoas Físicas que recebem rendimentos de pessoas físicas.

No entanto, é importante entender que o psicólogo autônomo está sujeito a alíquotas elevadas, que podem chegar a 27,5% de IR, além da contribuição previdenciária de 20% sobre o lucro.

Vamos ver um exemplo prático:

Um psicólogo autônomo que fatura R$ 10.000 por mês pode pagar mais de R$ 2.000 apenas de Imposto de Renda, além de INSS, totalizando quase R$ 4.000 em tributos mensais.

Ou seja, atuar como pessoa física pode ser viável no início, mas tende a ser caro e pouco vantajoso à medida que o volume de atendimentos aumenta.

Quando abrir um CNPJ se torna necessário?

Existem diversas situações na trajetória de um psicólogo, onde a abertura de CNPJ se torna importante:

  • Quando o psicólogo passa a atender empresas ou prestar serviços para clínicas: Instituições e empresas, em geral, exigem nota fiscal e preferem contratar profissionais com CNPJ para evitar encargos trabalhistas.

 

  • Quando o faturamento mensal começa a crescer: A partir do momento em que o psicólogo fatura mais de R$ 5.000 por mês, os impostos como pessoa física passam a pesar mais. Nesse cenário, abrir uma empresa pode reduzir a tributação para alíquotas a partir de 6% no Simples Nacional.

 

  • Quando o profissional deseja expandir e ter um consultório próprio: Para alugar salas comerciais, contratar equipe ou dividir consultório com outros profissionais, ter um CNPJ facilita contratos e possibilita a formalização de uma sociedade entre psicólogos.

Em resumo, o CNPJ não é obrigatório para começar a atender, mas é o melhor caminho para quem deseja crescer, pagar menos impostos e atuar de forma regularizada.

Quais são as vantagens de abrir um CNPJ como psicólogo

Abrir uma empresa traz uma série de benefícios para psicólogos, tanto do ponto de vista financeiro quanto profissional.

Confira as principais vantagens:

1. Redução da carga tributária

  • Enquanto o autônomo paga até 27,5% de IR, o psicólogo com CNPJ pode recolher apenas 6% de imposto no Simples Nacional, dependendo da forma de enquadramento e do Fator R.

2. Maior credibilidade no mercado

  • Empresas, clínicas e pacientes valorizam o profissional que atua de forma formalizada, com nota fiscal e CNPJ ativo, o que transmite segurança e profissionalismo.

3. Emissão de nota fiscal e acesso a convênios

  • Com CNPJ, é possível emitir nota fiscal eletrônica de serviços, requisito essencial para trabalhar com clínicas parceiras e empresas contratantes.

4. Possibilidade de contratar equipe e crescer

  • Com a formalização, o psicólogo pode contratar secretárias, assistentes, outros profissionais da saúde e até abrir uma clínica de psicologia, tudo dentro da legalidade.

5. Planejamento tributário e financeiro

  • Psicólogos com CNPJ podem organizar melhor suas finanças, separar despesas pessoais e profissionais, e ter acesso a condições especiais de crédito.

Qual o melhor regime tributário para psicólogos

Ao abrir uma empresa, o psicólogo precisa escolher o regime de tributação, que determinará a forma e o valor dos impostos pagos. No Brasil, os principais regimes são o Simples Nacional e o Lucro Presumido.

1. Simples Nacional

É um regime vantajoso para boa parte dos psicólogos, especialmente os que estão no começo da carreira ou então que possuem despesas significativas com folha de pagamento.

A tributação pode começar em 6% sobre o faturamento, conforme o enquadramento nos Anexos III e V da Lei Complementar nº 123/2006.

O enquadramento correto depende do Fator R, uma regra que compara o valor da folha de pagamento (incluindo pró-labore) com o faturamento da empresa:

  • Se a folha for igual ou superior a 28% do faturamento, o psicólogo paga pelo Anexo III, com alíquotas a partir de 6%.

 

Faixa Receita em 12 meses Alíquota Valor a deduzir
Até 180.000,00 6,00%
De 180.000,01 a 360.000,00 11,20% R$ 9.360,00
De 360.000,01 a 720.000,00 13,20% R$ 17.640,00
De 720.000,01 a 1.800.000,00 16,00% R$ 35.640,00
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 21,00% R$ 125.640,00
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 33,00% R$ 648.000,00
  • Se for inferior a 28%, entra no Anexo V, com alíquotas iniciais de 15,5%.

 

Faixa Receita em 12 meses Alíquota Valor a deduzir
Até 180.000,00 15,50%
De 180.000,01 a 360.000,00 18,00% R$ 4.500,00
De 360.000,01 a 720.000,00 19,50% R$ 9.900,00
De 720.000,01 a 1.800.000,00 20,50% R$ 17.100,00
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 23,00% R$ 62.100,00
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 30,50% R$ 540.000,00

2. Lucro Presumido

O Lucro Presumido é indicado para psicólogos com faturamento alto ou que não se enquadram no Anexo III do Simples Nacional.

A carga tributária varia entre 13,33% e 16,33% sobre o faturamento, a depender do município. Apesar de ser um pouco mais complexa, essa opção pode ser vantajosa em muitos casos.

Passo a passo para abrir CNPJ como psicólogo

Abrir um CNPJ é mais simples do que parece, especialmente com o apoio de uma contabilidade especializada em profissionais da saúde, como a Contabiliza+.

Confira o passo a passo completo:

1. Definição da natureza jurídica

A forma mais comum para psicólogos é a Sociedade Limitada Unipessoal (SLU), que permite atuar sozinho e protege o patrimônio pessoal.

Também é possível constituir uma sociedade entre psicólogos, quando dois ou mais profissionais dividem o mesmo negócio.

2. Escolha do CNAE correto

O CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) define a atividade exercida pela empresa.
O código mais utilizado pelos psicólogos é 8650-0/03 – Atividades de Psicologia e Psicanálise.

3. Registro nos órgãos competentes

Com a ajuda da contabilidade, o profissional realiza os seguintes registros:

Após os registros acima, a contabilidade solicita o credenciamento na Prefeitura para emissão de Notas Fiscais de Serviço Eletrônicas (NFS-e).

Por fim, o contador define o melhor regime tributário, calcula o pró-labore do sócio e orienta sobre as obrigações fiscais mensais.

Com esses passos concluídos, o psicólogo já pode atuar formalmente e emitir notas fiscais para pessoas físicas, empresas e planos de saúde.

Obrigações fiscais do psicólogo com CNPJ

Após abrir o CNPJ, o profissional passa a ter obrigações mensais e anuais com os órgãos fiscais e reguladores.

Entre as principais estão:

  • Emissão de notas fiscais de serviço;

  • Recolhimento do DAS (Simples Nacional) ou guias de IRPJ, CSLL, PIS, COFINS (Lucro Presumido);

  • Pagamento de pró-labore e INSS do sócio;

  • Elaboração de declarações acessórias como DEFIS, DCTF e RAIS (dependendo do regime);

  • Manutenção do registro no CRP.

Com uma contabilidade especializada, tudo isso é automatizado e controlado com segurança, evitando atrasos e multas.

É melhor atuar como autônomo ou abrir CNPJ?

A escolha entre atuar como autônomo ou abrir um CNPJ depende da fase profissional e dos objetivos do psicólogo.

Veja a comparação simplificada:

Critério Autônomo (PF) CNPJ (PJ)
Impostos Até 27,5% de IR + 20% de INSS A partir de 6% no Simples Nacional
Emissão de nota fiscal Não permitida Obrigatória e regular
Atendimento a empresas e convênios Restrito Totalmente permitido
Acesso a crédito Limitada Opções em crédito empresarial, com juros baixos e incentivos do governo.
Credibilidade profissional Moderada Alta
Obrigações acessórias Simples Moderadas, mas controladas pela contabilidade
Custo contábil mensal Menor Maior, mas compensado pela economia tributária

Na maioria dos casos, o CNPJ é mais vantajoso para psicólogos que desejam crescer profissionalmente, formalizar parcerias e pagar menos impostos.

Gestão financeira e organização contábil: pilares do sucesso

Uma das principais vantagens de formalizar um CNPJ é poder profissionalizar a gestão financeira. O psicólogo que atua como pessoa jurídica passa a ter controle total sobre receitas, despesas e investimentos, separando o dinheiro pessoal das finanças do negócio, algo que é essencial para a sustentabilidade da carreira.

Com a ajuda de uma contabilidade especializada, é possível criar um planejamento financeiro estratégico, que inclui:

  • Projeção de receitas mensais;

  • Controle de custos fixos e variáveis;

  • Estabelecimento de metas de faturamento;

  • Análise da lucratividade de cada tipo de serviço (individual, casal, online, corporativo).

Esse tipo de gestão ajuda o psicólogo a entender o desempenho do consultório, precificar corretamente as sessões e definir o pró-labore ideal, equilibrando a remuneração pessoal com as necessidades da empresa.

Além disso, empresas com CNPJ podem abrir contas bancárias empresariais e utilizar máquinas de cartão e plataformas de pagamento com tarifas menores, o que facilita o recebimento de honorários e melhora o fluxo de caixa.

A Contabiliza+ Contabilidade, por exemplo, auxilia seus clientes na criação de um fluxo financeiro saudável, com relatórios simples e automatizados, integrando sistemas de emissão de notas fiscais, controle de caixa e conciliação bancária.

A importância do planejamento tributário

O Fator R é um dos conceitos mais importantes para profissionais da área da saúde. Ele influencia diretamente o percentual de impostos pagos no Simples Nacional.

Ao planejar corretamente o pró-labore e eventuais contratações (como secretárias ou assistentes), o psicólogo pode aumentar a folha de pagamento para atingir o percentual mínimo de 28% do faturamento e, com isso, garantir o enquadramento no Anexo III, que oferece a tributação inicial de 6%.

Esse tipo de planejamento tributário preventivo é uma das principais especialidades da Contabiliza+ Contabilidade, que realiza simulações personalizadas para garantir que o profissional pague o mínimo possível de impostos, de forma totalmente legal e transparente.

Marketing, parcerias e crescimento com CNPJ

Ter um CNPJ também abre portas para novas oportunidades de crescimento. Com uma empresa formalizada, o psicólogo pode firmar parcerias com empresas, escolas e clínicas médicas, oferecendo programas de saúde mental, palestras e atendimentos corporativos.

A formalização também fortalece a marca pessoal, tornando o psicólogo mais competitivo em um mercado cada vez mais digitalizado.

Com o apoio contábil certo, é possível alinhar a estratégia fiscal e financeira ao plano de marketing e expansão — um diferencial que transforma o consultório em um verdadeiro negócio sustentável e rentável.

Cuidados para manter o CNPJ em dia

Após abrir o CNPJ, o psicólogo precisa manter uma rotina básica de cumprimento das obrigações legais, que incluem:

  • Recolhimento mensal dos impostos (DAS ou guias federais);

  • Pagamento do pró-labore e do INSS de contribuição;

  • Entrega anual da Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (DEFIS);

  • Emissão de notas fiscais de todos os atendimentos;

  • Atualização cadastral junto ao CRP;

  • Arquivamento dos documentos fiscais por no mínimo cinco anos.

Com o suporte da Contabiliza+ Contabilidade, todo esse processo é automatizado e acompanhado mensalmente, evitando erros e garantindo tranquilidade ao profissional.

Como a Contabiliza+ pode ajudar

Abrir um CNPJ e manter a contabilidade regularizada pode parecer um desafio, mas com o suporte certo, o processo é simples e seguro.

A Contabiliza+ Contabilidade é especializada em contabilidade para psicólogos e oferece um atendimento completo, que inclui:

  • Abertura de CNPJ e registro no CRP;

  • Enquadramento tributário estratégico (Simples Nacional ou Lucro Presumido);

  • Emissão de notas fiscais eletrônicas;

  • Cálculo de impostos e pró-labore;

  • Declarações obrigatórias;

  • Planejamento tributário para pagar menos impostos de forma legal.

Nosso time entende as particularidades da área da saúde e oferece soluções sob medida para cada profissional.

Conclusão

Se você chegou até aqui, já percebeu que abrir um CNPJ como psicólogo não é apenas uma formalidade, mas uma decisão estratégica. Além de possibilitar o crescimento profissional e o acesso a novas oportunidades, a formalização reduz a carga tributária, garante segurança jurídica e melhora a gestão financeira.

Portanto, se você já atende regularmente, recebe por sessões e pretende expandir sua atuação, chegou a hora de se formalizar com o apoio de uma contabilidade especializada.

A Contabiliza+ Contabilidade cuida de todo o processo para que você possa focar no que realmente importa: seus pacientes e seu desenvolvimento profissional.

👉 Fale agora com um especialista da Contabiliza+ Contabilidade e descubra como abrir seu CNPJ de psicólogo de forma rápida, segura e econômica.

Receita Saúde: guia definitivo atualizado

Receita Saúde guia definitivo atualizado

O Receita Saúde é uma das principais inovações da Receita Federal para os profissionais da área da saúde que atuam como autônomos.

A ferramenta veio para modernizar o processo de emissão de recibos, aumentar a transparência fiscal e facilitar a vida de quem presta serviços sem CNPJ.

Se você é médico, dentista, psicólogo, fisioterapeuta, nutricionista ou outro profissional da saúde que trabalha como pessoa física, este guia completo vai explicar tudo o que você precisa saber sobre o aplicativo: como usar, quem deve emitir, prazos, cancelamentos, vantagens e alternativas para pagar menos impostos.

O que é o Receita Saúde

O Receita Saúde é um módulo do aplicativo oficial da Receita Federal, criado especialmente para profissionais da saúde que prestam serviços como pessoa física. Ele substitui o antigo modelo de recibos manuais, permitindo que as informações sejam registradas de forma eletrônica, segura e padronizada.

O objetivo da Receita Federal com essa plataforma é combater a sonegação fiscal, melhorar o controle de rendimentos e tornar mais simples o processo de comprovação de receitas por parte dos profissionais da saúde. Além disso, os pacientes também são beneficiados, já que os recibos digitais podem ser utilizados para dedução das despesas médicas no Imposto de Renda.

Em resumo, o Receita Saúde conecta profissional, paciente e fisco em um único sistema de forma prática e transparente.

Quem é obrigado a usar o Receita Saúde

A utilização do Receita Saúde é obrigatória para profissionais da saúde que atuam como pessoa física e recebem diretamente de pessoas físicas pelos atendimentos prestados.

Na prática, isso inclui médicos, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e outros profissionais registrados em conselhos de classe.

Já aqueles que possuem CNPJ ativo e emitem notas fiscais de serviços (NFS-e) estão dispensados da utilização do Receita Saúde, pois a emissão da nota já cumpre o papel de comprovar os rendimentos.

Portanto:

  • Pessoa física autônoma: Deve emitir recibos pelo Receita Saúde.

  • Pessoa jurídica (com CNPJ): Emite notas fiscais e não precisa usar o aplicativo.

Por que o Receita Saúde foi criado

O sistema foi criado com três grandes objetivos:

  1. Aumentar a transparência fiscal, integrando as informações declaradas pelos profissionais e pacientes.

  2. Simplificar a vida dos autônomos, eliminando papel, recibos manuais e anotações soltas.

  3. Reduzir erros e fraudes fiscais, evitando declarações divergentes entre o profissional e o paciente.

Com o uso do aplicativo, a Receita Federal passa a ter acesso em tempo real aos rendimentos declarados, o que contribui para a fiscalização e, ao mesmo tempo, para a segurança do próprio profissional, que passa a ter um histórico organizado e validado.

Como emitir recibo no Receita Saúde

O processo para emitir recibos eletrônicos no Receita Saúde é simples e rápido. Veja o passo a passo completo:

1. Baixe o aplicativo da Receita Federal

O primeiro passo é baixar o aplicativo oficial da Receita Federal, disponível gratuitamente nas lojas Google Play (Android) e App Store (iOS).

Não há necessidade de instalar um app separado; o Receita Saúde está dentro do próprio app da Receita Federal.

2. Faça login com sua conta Gov.br

Para acessar o Receita Saúde, é preciso entrar com uma conta Gov.br com nível de segurança prata ou ouro. Caso ainda não tenha uma conta, é possível criá-la gratuitamente no site ou no aplicativo Gov.br.

3. Localize o módulo Receita Saúde

Após fazer login, procure no menu principal do aplicativo a opção “Receita Saúde”. Ao clicar, o sistema solicitará algumas informações iniciais antes da primeira emissão.

4. Faça o cadastro profissional

Na primeira utilização, será necessário preencher dados básicos como:

  • Nome completo

  • CPF

  • Registro no conselho profissional (CRM, CRP, CRO, etc.)

  • Endereço e contatos

Após salvar o cadastro, o sistema estará pronto para uso.

5. Emita o recibo

Com tudo configurado, siga os passos:

  • Clique em “Novo Recibo”

  • Preencha as informações do paciente (nome e CPF)

  • Descreva o serviço prestado

  • Informe o valor e a data do atendimento

  • Revise e clique em “Emitir”

O recibo será gerado automaticamente e ficará disponível tanto para o profissional quanto para o paciente. O documento também é armazenado no histórico do aplicativo.

Como cancelar um recibo no Receita Saúde

Erros acontecem, e o Receita Saúde permite cancelar recibos emitidos incorretamente. O prazo para cancelamento é de até 10 dias após a emissão. O procedimento é o seguinte:

  1. Abra o aplicativo da Receita Federal

  2. Acesse o módulo Receita Saúde

  3. Vá até a lista de recibos emitidos

  4. Selecione o recibo que deseja cancelar

  5. Clique em “Cancelar” e confirme o motivo

Após o cancelamento, o recibo será identificado como “cancelado” no histórico, e o valor deixará de compor o rendimento tributável.

É importante realizar o cancelamento dentro do prazo, pois recibos ativos após 10 dias não podem ser anulados sem justificativa formal junto à Receita Federal.

Vantagens de usar o Receita Saúde

Mesmo sendo uma obrigação fiscal, o Receita Saúde oferece diversos benefícios práticos para os profissionais e pacientes. Entre os principais:

Organização financeira e fiscal: O aplicativo armazena todo o histórico de atendimentos, valores e datas, permitindo que o profissional acompanhe facilmente seus rendimentos e prepare sua declaração de Imposto de Renda com segurança.

Transparência e credibilidade: Emitir recibos eletrônicos demonstra profissionalismo e seriedade diante dos pacientes, além de evitar dúvidas sobre valores cobrados ou serviços prestados.

Facilidade na dedução de despesas: Os pacientes podem utilizar os recibos emitidos pelo Receita Saúde na declaração de IRPF para deduzir despesas médicas, fortalecendo a confiança no profissional.

Redução de erros e burocracia: Como o sistema é digital, há menos chances de erros de digitação, perda de documentos e divergências entre o que foi recebido e o que é declarado.

Impostos sobre recibos emitidos no Receita Saúde

Os valores informados no Receita Saúde são utilizados pela Receita Federal para o cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).

A tributação segue a tabela progressiva vigente, que funciona da seguinte forma:

Base de cálculo Alíquota Parcela a deduzir
Até 2.428,80 Isento Isento
De 2.428,81 até 2.826,65 7,50% R$ 182,16
De 2.826,66 até 3.751,05 15% R$ 394,16
De 3.751,06 até 4.664,68 22,50% R$ 675,49
Acima de 4.664,68 27,50% R$ 908,73

Na prática, isso significa que profissionais com rendimentos mais altos acabam pagando uma carga tributária elevada. Por isso, muitos optam por abrir um CNPJ e atuar como pessoa jurídica, aproveitando alíquotas menores e deduções ampliadas.

Quem tem CNPJ precisa usar o Receita Saúde?

Não. Profissionais com CNPJ ativo e que emitem notas fiscais de serviços estão dispensados do uso do Receita Saúde, uma vez que a nota fiscal já é o documento oficial de registro das receitas.

Além da dispensa, o CNPJ oferece vantagens significativas:

  • Redução da carga tributária

  • Acesso a regimes mais simples como o Simples Nacional

  • Possibilidade de trabalhar como PJ em clínicas e hospitais

  • Maior credibilidade perante instituições financeiras

Regimes tributários para profissionais da saúde com CNPJ

Ao abrir uma empresa, o profissional pode escolher entre dois regimes principais: Simples Nacional ou Lucro Presumido. Ambos possuem características e vantagens específicas.

Simples Nacional

É o regime mais comum para clínicas e consultórios. Unifica vários impostos em uma única guia (DAS) e possui alíquotas a partir de 6%, dependendo do enquadramento.

A tributação dos profissionais da saúde no Simples depende do Fator R, que compara os gastos com pró-labore e folha de pagamento com o faturamento.

  • Se a folha representar 28% ou mais do faturamento, aplica-se o Anexo III, com alíquota inicial de 6%.

Faixa Receita em 12 meses Alíquota Valor a deduzir
Até 180.000,00 6,00%
De 180.000,01 a 360.000,00 11,20% R$ 9.360,00
De 360.000,01 a 720.000,00 13,20% R$ 17.640,00
De 720.000,01 a 1.800.000,00 16,00% R$ 35.640,00
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 21,00% R$ 125.640,00
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 33,00% R$ 648.000,00
  • Se for menor que 28%, o profissional fica no Anexo V, com alíquota inicial de 15,5%.

Faixa Receita em 12 meses Alíquota Valor a deduzir
Até 180.000,00 15,50%
De 180.000,01 a 360.000,00 18,00% R$ 4.500,00
De 360.000,01 a 720.000,00 19,50% R$ 9.900,00
De 720.000,01 a 1.800.000,00 20,50% R$ 17.100,00
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 23,00% R$ 62.100,00
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 30,50% R$ 540.000,00

Esse cálculo pode fazer uma grande diferença no valor final dos tributos, e por isso o planejamento tributário é essencial.

Lucro Presumido

O Lucro Presumido é indicado para empresas com faturamento mais alto ou estrutura mais robusta. As alíquotas são fixas e variam de 13,33% a 16,33%, considerando impostos federais e o ISS municipal.

Embora exija mais controles contábeis, esse regime pode ser vantajoso para quem ultrapassa o limite do Simples Nacional ou busca mais previsibilidade na carga tributária.

Como abrir um CNPJ e deixar de usar o Receita Saúde

Para quem deseja formalizar o consultório e reduzir impostos, abrir um CNPJ é o caminho ideal. Veja como o processo funciona:

1. Contrate uma contabilidade especializada

A primeira etapa é contar com o apoio de um escritório especializado, como a Contabiliza+ Contabilidade.

O contador analisará o seu caso, identificará o melhor regime tributário e cuidará de toda a burocracia de registro e licenciamento.

2. Reúna os documentos necessários

O profissional deve apresentar:

  • RG e CPF (ou CNH)

  • Comprovante de residência

  • IPTU ou inscrição imobiliária do local do consultório

  • Registro profissional no conselho da classe

Com esses documentos, a contabilidade dá início ao processo de abertura.

3. Acompanhe o processo de legalização

Em poucos dias úteis, são emitidos:

  • CNPJ pela Receita Federal

  • Registro na Junta Comercial

  • Inscrição Municipal

  • Alvará de funcionamento e, se necessário, licença da Vigilância Sanitária

Após a conclusão, o profissional pode emitir notas fiscais e fica dispensado do Receita Saúde.

4. Aproveite os benefícios de ser PJ

Com o CNPJ em mãos, o profissional passa a ter acesso a uma série de vantagens:

  • Economia tributária mensal

  • Autonomia financeira e possibilidade de expansão

  • Contratos com clínicas e hospitais

  • Acesso a crédito empresarial e linhas de financiamento

Além disso, com o suporte da Contabiliza+, é possível manter a contabilidade totalmente digital e organizada.

Penalidades para quem não utiliza o Receita Saúde

Deixar de emitir recibos pelo Receita Saúde quando obrigado pode gerar multas, autuações e bloqueio em malha fina na declaração de IRPF.

A Receita Federal cruza as informações declaradas por pacientes e profissionais, e qualquer inconsistência pode resultar em fiscalização.

Por isso, é fundamental manter todos os atendimentos devidamente registrados e, em caso de erro, realizar o cancelamento dentro do prazo.

Receita Saúde e o planejamento tributário

Um dos maiores equívocos dos profissionais da saúde é achar que o Receita Saúde é apenas uma obrigação burocrática. Na verdade, ele pode ser uma poderosa ferramenta de gestão e planejamento tributário.

Com os dados armazenados no sistema, é possível:

  • Identificar o volume real de rendimentos

  • Avaliar a viabilidade de migrar para pessoa jurídica

  • Planejar o pagamento de impostos com antecedência

  • Controlar o fluxo de caixa e projeções de ganhos

A Contabiliza+ Contabilidade utiliza esses dados para montar estratégias personalizadas que ajudam o profissional a economizar legalmente, seja como pessoa física ou jurídica.

Receita Saúde e o futuro da digitalização fiscal

A Receita Federal tem investido fortemente na digitalização dos serviços e na integração de sistemas, como o e-Social, o NFS-e Nacional e agora o Receita Saúde. O objetivo é unificar as informações tributárias e reduzir fraudes.

Com o avanço da Reforma Tributária e a criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), é esperado que cada vez mais sistemas digitais sejam exigidos.

Por isso, adotar ferramentas oficiais como o Receita Saúde é estar preparado para o futuro da fiscalização digital, e assim, evitar problemas com o fisco.

Como a Contabiliza+ pode ajudar

A Contabiliza+ Contabilidade é referência nacional em assessoria fiscal para profissionais da saúde. Nosso time de especialistas entende as particularidades da sua atividade e oferece soluções sob medida para que você atue com segurança e economia.

Com a Contabiliza+, você conta com:

  • Orientação completa sobre o uso do Receita Saúde

  • Análise tributária personalizada para identificar o melhor regime de impostos

  • Abertura e gestão do seu CNPJ

  • Emissão de notas fiscais e controle contábil digital

  • Atendimento humanizado e suporte constante

Tudo isso com tecnologia, agilidade e transparência.

Conclusão

O Receita Saúde veio para simplificar a vida dos profissionais da saúde e garantir maior controle sobre os rendimentos declarados. Ele representa um avanço importante na relação entre o contribuinte e a Receita Federal, trazendo segurança e transparência para ambas as partes.

No entanto, é importante entender que o uso do aplicativo é apenas uma etapa do processo de profissionalização. Em muitos casos, abrir um CNPJ é a melhor estratégia para reduzir impostos, ampliar oportunidades de trabalho e dispensar o uso do Receita Saúde.

Se você deseja organizar sua vida fiscal, pagar menos impostos e atuar de forma totalmente regular, conte com a Contabiliza+ Contabilidade.
Nossa equipe está pronta para orientar você em cada etapa, desde o uso do Receita Saúde até a abertura da sua empresa.

Entre em contato e descubra como podemos simplificar sua gestão financeira e impulsionar sua carreira com segurança e economia.

Receita Saúde: como funciona e o que muda na declaração de Imposto de Renda

Receita Saúde como funciona e o que muda na declaração de Imposto de Renda

Nos últimos anos, o Governo Federal tem investido em ferramentas digitais para facilitar o cruzamento de informações e aumentar a transparência no envio de dados à Receita Federal.

Uma das iniciativas mais relevantes nesse sentido é a Receita Saúde, um sistema que vem ganhando destaque entre profissionais da área médica, psicólogos, dentistas, fisioterapeutas e outros prestadores de serviços da saúde.

Mas, afinal, o que é o Receita Saúde, como ele funciona na prática e de que forma impacta a declaração de Imposto de Renda?

Este artigo da Contabiliza+ Contabilidade vai explicar em detalhes como utilizar a plataforma, quais são as obrigações dos profissionais, como declarar corretamente os rendimentos e o que muda com a integração desse sistema às obrigações fiscais da categoria.

O que é o Receita Saúde

O Receita Saúde é um sistema criado pela Receita Federal em parceria com o Ministério da Saúde e outros órgãos públicos, com o objetivo de centralizar e padronizar o registro de recibos e pagamentos de serviços de saúde.

Na prática, ele permite que os profissionais emitam recibos digitais diretamente na plataforma, que são automaticamente registrados no banco de dados da Receita Federal. Isso elimina a necessidade de guardar recibos físicos, facilita o controle de informações e aumenta a segurança tanto para o profissional quanto para o paciente.

O principal propósito do sistema é garantir transparência nas operações, combater a sonegação fiscal e facilitar o cruzamento de dados com a Declaração de Serviços Médicos e de Saúde (DMED) e com o Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF).

Dessa forma, todas as informações declaradas por clínicas e profissionais da saúde passam a ser rastreáveis e verificáveis pelo Fisco, tornando o processo mais ágil e seguro.

Como o Receita Saúde funciona na prática

O funcionamento do Receita Saúde é simples e intuitivo, mas requer atenção aos detalhes. Após se cadastrar na plataforma, o profissional da saúde pode emitir recibos digitais de forma semelhante à emissão de uma nota fiscal de serviços.

Cada recibo contém as seguintes informações:

  • Nome completo e CPF do paciente;

  • Dados do profissional ou da clínica (nome, CNPJ ou CPF e número de registro no conselho profissional);

  • Data e valor do serviço prestado;

  • Descrição do procedimento;

  • Identificação automática do recibo pelo sistema.

Esses dados ficam armazenados em um banco nacional, permitindo que o paciente também acesse o recibo digital e utilize-o na sua declaração de Imposto de Renda. Isso elimina divergências entre o que foi informado pelo profissional e o que o paciente declara como despesa médica dedutível.

Além disso, o Receita Saúde se integra automaticamente a outras bases da Receita Federal, o que torna o cruzamento de dados mais eficientes e evita que o profissional de saúde tenha problemas com a malha fina.. Na prática, o processo de declaração se torna mais automatizado e menos suscetível a erros.

Quem é obrigado a utilizar o Receita Saúde

O uso do Receita Saúde é obrigatório para profissionais e clínicas da área da saúde que realizam atendimentos particulares. Isso inclui:

  • Médicos;

  • Dentistas;

  • Psicólogos;

  • Fisioterapeutas;

  • Fonoaudiólogos;

  • Terapeutas ocupacionais;

  • Nutricionistas;

  • Clínicas médicas, odontológicas e multidisciplinares.

Todos os profissionais que prestam serviços de saúde e emitem recibos ou notas fiscais devem migrar para o novo sistema, especialmente aqueles que atendem pacientes sem intermediação de convênios.

Os profissionais que ainda não aderiram precisam se preparar o quanto antes, já que a Receita Federal vem intensificando a fiscalização sobre o setor. Emitir recibos fora do sistema pode gerar inconsistências nos dados da declaração, resultar em multas e até levar à malha fina.

O que muda na declaração de Imposto de Renda com o Receita Saúde

A chegada do Receita Saúde trouxe mudanças importantes na forma como as informações são declaradas ao Fisco. Veja as principais:

  • Cruzamento automático de dados

Antes, o paciente precisava informar manualmente os dados dos recibos médicos na declaração de Imposto de Renda.

Agora, com o Receita Saúde, os recibos emitidos digitalmente são integrados diretamente à base de dados da Receita Federal. Isso permite o cruzamento automático entre as informações do profissional e do paciente, reduzindo divergências.

  • Fim dos recibos em papel

O profissional não precisa mais emitir recibos físicos, já que a plataforma gera um documento eletrônico válido. Isso representa um avanço em termos de sustentabilidade, praticidade e segurança fiscal.

  • Mais precisão e transparência

Como todas as informações são registradas diretamente na base do Fisco, erros de digitação, divergências de valores e omissões são praticamente eliminados. O sistema garante transparência total nas operações, tanto para quem presta quanto para quem recebe o serviço.

  • Impacto direto no Carnê-Leão

Os profissionais autônomos que utilizam o Carnê-Leão para declarar seus rendimentos também serão impactados. O Receita Saúde integrará futuramente as informações de recibos emitidos, facilitando o preenchimento automático da declaração mensal.

Como acessar e utilizar o Receita Saúde

Emitir recibo no Receita Saúde é um processo simples e rápido. Confira o passo a passo:

1.Faça o download do aplicativo Receita Federal

  • O primeiro passo é baixar o aplicativo oficial da Receita Federal, disponível nas lojas Google Play (Android) e App Store (iOS).

2.Crie ou acesse sua conta Gov.br

  • Para acessar o Receita Saúde, você precisará de uma conta Gov.br com nível de segurança prata ou ouro.
  • Caso ainda não tenha uma conta, siga as instruções para criá-la no site ou no aplicativo Gov.br. Se já possui uma conta, certifique-se de que ela atende ao nível de segurança exigido.

3.Acesse o Receita Saúde

  • Após fazer login no aplicativo Receita Federal, localize a opção “Receita Saúde” no menu principal e clique para acessar.

4.Preencha o cadastro inicial

Se for a primeira vez que utiliza o Receita Saúde, será necessário preencher informações básicas, como:

  • Nome completo
  • CPF
  • Registro profissional (CRM, CRP, etc.)
  • Endereço e contatos

5.Emita o recibo

Agora que você já está cadastrado, siga os passos abaixo para emitir recibo no Receita Saúde:

  1. Clique em “Novo Recibo”.
  2. Preencha as informações solicitadas, como:
    • Nome completo e CPF do paciente.
    • Descrição do serviço prestado.
    • Data do atendimento.
    • Valor do serviço.
  3. Revise as informações e clique em “Emitir”.

O recibo será gerado e disponibilizado digitalmente para você e para o paciente. Ele também será armazenado no histórico do aplicativo para consultas futuras.

Cuidados ao utilizar o Receita Saúde

Apesar de ser uma ferramenta prática, o Receita Saúde exige cuidado no preenchimento das informações. Qualquer erro pode gerar inconsistências na base de dados da Receita Federal.

Veja alguns pontos de atenção:

  • Certifique-se de informar corretamente o CPF do paciente;

  • Descreva o serviço de forma detalhada e precisa;

  • Não emita recibos retroativos sem respaldo documental;

  • Evite duplicar informações que já foram registradas em outro sistema;

  • Verifique periodicamente se todos os recibos foram devidamente transmitidos.

Além disso, o ideal é manter a contabilidade do consultório ou clínica integrada à plataforma, garantindo que as informações financeiras estejam sempre alinhadas com as obrigações fiscais.

Receita Saúde e profissionais autônomos

Para os profissionais da saúde que atuam como autônomos, o Receita Saúde representa um avanço importante. Antes, o controle de recibos e declarações era feito manualmente, o que aumentava as chances de erros e esquecimentos.

Agora, ao emitir recibos pelo sistema, o autônomo já cumpre parte das suas obrigações fiscais, facilitando o preenchimento do Carnê-Leão e da declaração anual de Imposto de Renda.

Por exemplo: Se um psicólogo atender 20 pacientes particulares no mês e emitir todos os recibos pelo Receita Saúde, essas informações já estarão disponíveis para a Receita Federal. Quando ele for preencher o IRPF, bastará conferir se os valores estão corretos, reduzindo o risco de inconsistências.

Além disso, o uso do sistema fortalece a imagem do profissional perante os pacientes, transmitindo confiança e credibilidade ao demonstrar total transparência nas cobranças.

O que muda para o paciente com o Receita Saúde

Para o paciente, a mudança é igualmente significativa. Ele não precisa mais guardar recibos físicos para declarar despesas médicas. Todos os dados ficam disponíveis na base da Receita Federal, bastando verificar as informações no pré-preenchimento da declaração de IRPF.

Essa automatização torna o processo mais confiável e reduz as chances de erros que levavam o contribuinte à malha fina. Além disso, o sistema ajuda a coibir práticas irregulares, como recibos falsos ou duplicados.

O paciente também pode consultar seus recibos emitidos no portal Gov.br, garantindo total transparência sobre os serviços utilizados.

Receita Saúde e a contabilidade de profissionais da saúde

Com a implantação do Receita Saúde, o papel da contabilidade especializada em profissionais da saúde se torna ainda mais estratégico. Isso porque o contador passa a ser responsável não apenas por registrar receitas e despesas, mas também por garantir que as informações declaradas estejam alinhadas com os dados enviados ao sistema.

A Contabiliza+ Contabilidade, por exemplo, oferece suporte completo a psicólogos, médicos, dentistas e fisioterapeutas, ajudando a integrar as rotinas contábeis ao Receita Saúde e ao Imposto de Renda.

Entre as principais funções da contabilidade nesse contexto estão:

  • Verificar o correto enquadramento tributário (autônomo, MEI ou CNPJ no Simples Nacional);

  • Realizar o planejamento tributário para reduzir impostos;

  • Controlar o pró-labore e a distribuição de lucros;

  • Garantir o envio correto de obrigações como DMED e DCTFWeb;

  • Apoiar na regularização de eventuais pendências.

A atuação de um contador especializado é essencial para evitar erros que possam gerar inconsistências fiscais, especialmente em um sistema totalmente integrado como o Receita Saúde.

O que acontece se o profissional não usar o Receita Saúde

O não uso do sistema, quando obrigatório, pode gerar divergências nos dados declarados, dificultar o cruzamento de informações e aumentar o risco de cair na malha fina.

Além disso, profissionais que continuarem emitindo recibos manuais ou por sistemas não integrados poderão ter suas informações questionadas pela Receita Federal. Em casos mais graves, podem ser aplicadas multas e sanções fiscais.

Por isso, a recomendação é que todos os profissionais e clínicas da área da saúde adotem o Receita Saúde o quanto antes, garantindo conformidade total com as novas exigências.

Receita Saúde e o futuro das declarações fiscais

O Receita Saúde faz parte de um movimento maior da Receita Federal de digitalização e automação das obrigações fiscais. Assim como já ocorreu com a nota fiscal eletrônica e o eSocial, o sistema tende a se tornar a principal ferramenta de controle das transações na área da saúde.

A expectativa é que, nos próximos anos, o Receita Saúde substitua definitivamente a DMED, integrando-se ao pré-preenchimento da declaração de Imposto de Renda e tornando o processo quase 100% automatizado.

Isso trará mais praticidade para profissionais, pacientes e contadores, mas também exigirá mais responsabilidade e atenção com o correto preenchimento das informações.

Conclusão

O Receita Saúde representa um marco na modernização do controle fiscal na área da saúde. Com ele, tanto profissionais quanto pacientes ganham em segurança, praticidade e transparência.

Para os profissionais da saúde, a principal vantagem está na integração automática com o Imposto de Renda, o que reduz erros, elimina recibos em papel e facilita a prestação de contas. Já para os pacientes, o sistema traz tranquilidade ao permitir que todas as despesas médicas sejam registradas automaticamente na base da Receita Federal.

No entanto, é importante lembrar que a correta utilização da ferramenta depende de um acompanhamento contábil especializado, capaz de garantir que todas as informações estejam alinhadas às normas fiscais e às declarações obrigatórias.

A Contabiliza+ Contabilidade é referência no atendimento a profissionais da saúde e pode ajudar você a se adaptar ao Receita Saúde com segurança. Nossa equipe realiza o acompanhamento completo, desde a emissão dos recibos até a declaração de Imposto de Renda, garantindo conformidade e economia tributária.

👉 Entre em contato com a Contabiliza+ Contabilidade e descubra como usar o Receita Saúde da forma correta, evitar problemas com a Receita Federal e manter sua rotina fiscal sempre em dia.

Como organizar o financeiro de um consultório de psicologia: guia completo para uma gestão sólida e lucrativa

Como organizar o financeiro de um consultório de psicologia guia completo para uma gestão sólida e lucrativa

Precisando de orientação para organizar o financeiro de um consultório de psicologia, e assim, lucrar mais? Então, você chegou ao lugar certo!

Administrar um consultório de psicologia é um grande desafio. Além de oferecer um atendimento de qualidade aos pacientes, o profissional precisa lidar com diversas responsabilidades administrativas e financeiras que, muitas vezes, não fazem parte da sua formação acadêmica.

No entanto, a saúde financeira de um consultório é tão importante quanto o cuidado com os pacientes. Afinal, um negócio bem estruturado permite que o psicólogo trabalhe com tranquilidade, invista em melhorias e garanta a sustentabilidade da sua atividade a longo prazo.

Organizar o financeiro de um consultório de psicologia significa ter clareza sobre quanto entra e quanto sai do caixa, entender os custos fixos e variáveis, precificar corretamente as consultas, manter os impostos em dia e tomar decisões estratégicas com base em dados concretos.

Neste guia completo preparado pela Contabiliza+ Contabilidade, você vai entender como estruturar a gestão financeira do seu consultório passo a passo, desde a separação das contas pessoais até o uso da contabilidade estratégica como ferramenta de crescimento.

A importância da organização financeira para psicólogos

Muitos psicólogos iniciam sua carreira como autônomos, atendendo em espaços compartilhados ou salas alugadas. À medida que a demanda cresce e o consultório se estabelece, surge a necessidade de profissionalizar a gestão.

Um dos erros mais comuns é misturar as finanças pessoais com as do negócio, o que leva à falta de controle e dificulta o acompanhamento do desempenho financeiro.

Organizar o financeiro de um consultório traz inúmeros benefícios. Com uma boa gestão, o psicólogo consegue prever receitas e despesas, planejar investimentos, evitar endividamento e criar uma reserva de segurança para períodos de menor movimento.

Além disso, o controle financeiro facilita o cumprimento das obrigações fiscais e contábeis, reduzindo riscos de multas ou problemas com a Receita Federal.

Outro ponto fundamental é que uma gestão eficiente proporciona uma visão clara da lucratividade real. Muitos profissionais acreditam estar ganhando bem porque o faturamento é alto, mas ao somar todos os custos fixos e variáveis percebem que a margem de lucro é muito menor do que imaginavam. Com organização, é possível enxergar essas distorções e tomar decisões para corrigi-las.

Para começar a organizar o financeiro do seu consultório de psicologia, continue a leitura e coloque em prática às dicas à seguir:

1.Comece separando as finanças pessoais e profissionais

O primeiro passo para organizar as finanças de um consultório de psicologia é separar completamente o dinheiro pessoal do profissional. Essa divisão é essencial para garantir clareza e evitar confusões na hora de calcular o lucro ou apurar os impostos.

Para isso, abra uma conta bancária exclusiva para o consultório. Utilize-a apenas para movimentações relacionadas à atividade profissional, como recebimento de atendimentos, pagamento de aluguel, fornecedores, impostos e pró-labore.

Evite misturar gastos pessoais, como alimentação, lazer e contas domésticas, na mesma conta.

Outro ponto importante é definir um valor fixo de retirada mensal, chamado de pró-labore. Ele representa o pagamento do psicólogo pelo trabalho que exerce na própria empresa. Essa prática ajuda a manter o equilíbrio financeiro do consultório, evitando retiradas desordenadas que possam comprometer o caixa.

2.Monte um fluxo de caixa eficiente

O fluxo de caixa é uma das ferramentas mais importantes da gestão financeira. Ele serve para registrar todas as entradas e saídas de dinheiro, permitindo acompanhar o comportamento financeiro do consultório ao longo do tempo.

  • Comece listando todas as fontes de receita, como atendimentos presenciais, consultas online, supervisões, palestras ou cursos.
  • Em seguida, registre todas as despesas, desde os custos fixos (aluguel, energia, internet, plataformas de agendamento, material de escritório) até os custos variáveis (materiais de reposição, marketing, transporte e eventuais serviços terceirizados).

Atualize o fluxo de caixa regularmente, de preferência todos os dias ou, no máximo, semanalmente. Dessa forma, você saberá exatamente quanto tem disponível em caixa, poderá prever períodos de baixa e planejar melhor os próximos passos. Softwares de gestão financeira ou planilhas automatizadas são ótimos aliados nesse processo.

3.Tenha um planejamento financeiro anual

Com o fluxo de caixa sob controle, é hora de planejar o futuro. O planejamento financeiro anual serve para estabelecer metas e criar um roteiro de crescimento para o consultório. Ele deve incluir projeções de receitas, despesas, investimentos e reservas.

Defina metas realistas de faturamento e determine quantos atendimentos mensais são necessários para alcançá-las.

Reserve parte do lucro para formar um fundo de emergência, que garanta estabilidade em períodos de menor demanda, como férias ou feriados prolongados. Também é importante planejar investimentos em melhorias, como reformas, atualização de equipamentos ou capacitação profissional.

Ter um planejamento financeiro não significa engessar o negócio, e sim criar um norte para as decisões. Revisar o plano a cada trimestre permite ajustes conforme o desempenho e as condições do mercado.

4.Organize as obrigações fiscais e tributárias

Psicólogos em geral, precisam estar atentos às suas obrigações fiscais. É necessário emitir notas fiscais ou recibos de todos os atendimentos realizados, além de entregar algumas declarações ao fisco e manter os impostos em dia.

O não cumprimento das obrigações pode gerar autuações e multas, além de prejudicar a regularidade fiscal do profissional.

Contar com uma contabilidade especializada em profissionais da saúde, como a Contabiliza+ Contabilidade, garante que todas as obrigações sejam cumpridas corretamente e dentro dos prazos.

O escritório também realiza o planejamento tributário, analisando o melhor regime de tributação (Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real) e aplicando estratégias legais para pagar menos impostos.

5.Utilize ferramentas digitais para automatizar o financeiro

A tecnologia é uma grande aliada na organização financeira de consultórios. Hoje, existem softwares e aplicativos que integram todas as informações em um só lugar, desde o agendamento de consultas até o controle de pagamentos e emissão de notas fiscais.

Essas ferramentas permitem acompanhar as finanças em tempo real, gerar relatórios automáticos, identificar inadimplências e analisar o desempenho financeiro com poucos cliques.

Além disso, os softwares reduzem erros manuais e economizam tempo, permitindo que o psicólogo foque no que realmente importa: o atendimento aos pacientes.

Sistemas de gestão como iClinic ou plataformas financeiras como Conta Azul são exemplos de soluções amplamente utilizadas por profissionais da saúde. Integrá-los à contabilidade torna o processo ainda mais eficiente, garantindo que os dados sejam sincronizados com segurança.

6.Tenha controle sobre as entradas e saídas

organizar o financeiro de um consultório de psicologia

Outra prática essencial é manter um controle rigoroso sobre todos os recebimentos e pagamentos. Isso inclui anotar a forma de pagamento de cada paciente (Pix, transferência, cartão ou dinheiro) e registrar imediatamente cada entrada no sistema.

Também é importante acompanhar as despesas fixas mensais e manter um cronograma de pagamentos. Assim, você evita atrasos e juros desnecessários. Ter clareza sobre o calendário financeiro do consultório é fundamental para garantir a pontualidade nos compromissos e manter a credibilidade do negócio.

Além disso, é recomendado monitorar possíveis atrasos nos recebimentos, principalmente em casos de parcelamento ou convênios. Uma política de cobrança clara e profissional ajuda a reduzir a inadimplência e preservar o relacionamento com os pacientes.

7.Calcule e monitore indicadores financeiros

Medir resultados é essencial para melhorar o desempenho financeiro. Alguns dos principais indicadores que o psicólogo pode acompanhar incluem:

  • Ticket médio: Valor médio pago por paciente a cada atendimento.

  • Taxa de ocupação: Percentual de horários de atendimento realmente utilizados.

  • Lucratividade: Quanto sobra de lucro líquido após o pagamento de todas as despesas.

  • Ponto de equilíbrio: Valor mínimo necessário para cobrir custos fixos e variáveis.

Esses indicadores permitem avaliar se o preço das consultas está adequado, se os custos estão sob controle e se há espaço para crescimento. Com relatórios mensais gerados pela contabilidade, o psicólogo consegue interpretar esses dados e agir de forma estratégica.

8.Estabeleça uma precificação inteligente

Um erro frequente entre psicólogos é definir o preço das consultas sem considerar os custos reais do consultório. A precificação deve levar em conta todos os gastos fixos, o número médio de atendimentos por mês e a margem de lucro desejada.

Além disso, é importante avaliar o valor de mercado da sua região e o perfil do público atendido. Um preço muito baixo pode comprometer a rentabilidade; um valor muito alto pode afastar pacientes.

O equilíbrio entre custo, valor percebido e posicionamento profissional é o segredo para precificar corretamente.

Um contador pode auxiliar nesse cálculo, considerando a carga tributária e as contribuições obrigatórias para definir o valor ideal que mantenha a competitividade e a saúde financeira do negócio.

9.Use a contabilidade como parceira estratégica

A contabilidade vai muito além do simples envio de guias de impostos. Ela é uma ferramenta de gestão que ajuda o psicólogo a tomar decisões mais embasadas.

Com relatórios de desempenho, balanços e análises financeiras, é possível identificar oportunidades de redução de custos, reorganizar despesas e planejar o crescimento de forma segura.

A Contabiliza+ Contabilidade é especializada no atendimento a profissionais da saúde e oferece suporte completo para psicólogos em todas as etapas da jornada empresarial, desde a abertura do CNPJ até o acompanhamento contábil mensal.

A equipe cuida de toda a parte fiscal, trabalhista e tributária, além de fornecer relatórios gerenciais e consultoria personalizada para otimizar resultados.

10.Mantenha uma reserva de emergência e evite dívidas

Imprevistos acontecem em qualquer negócio, e ter uma reserva financeira é fundamental para enfrentar períodos de menor movimento.

O ideal é acumular o equivalente a pelo menos três meses de despesas fixas do consultório, garantindo tranquilidade em momentos de instabilidade ou imprevistos de saúde.

Evite também contrair dívidas desnecessárias. Se for preciso investir, prefira financiamentos com juros baixos ou busque linhas de crédito específicas para profissionais da saúde. O acompanhamento contábil ajuda a analisar se o investimento é viável e qual o impacto real nas finanças.

11.Invista em educação financeira e mentalidade empreendedora

Um dos pilares para manter o consultório de psicologia financeiramente saudável é o desenvolvimento da mentalidade empreendedora.

Muitos profissionais da saúde ainda encaram a gestão financeira com certo receio ou acreditam que ela é algo distante da prática clínica. No entanto, entender conceitos básicos de finanças, precificação e rentabilidade é fundamental para tomar decisões conscientes.

Buscar cursos de educação financeira voltados para profissionais liberais, participar de mentorias e acompanhar conteúdos sobre empreendedorismo pode transformar a forma como o psicólogo enxerga o próprio negócio.

Essa mudança de mentalidade ajuda o profissional a perceber que o consultório é uma empresa e, como tal, precisa de gestão, controle e estratégia para crescer. Com esse conhecimento, o psicólogo passa a definir metas financeiras claras, estabelece objetivos de expansão e toma decisões com mais segurança.

A Contabiliza+ Contabilidade incentiva seus clientes a adotarem esse perfil empreendedor, fornecendo orientação personalizada e explicando os números de forma acessível, para que o profissional compreenda a realidade do seu consultório e se torne protagonista das suas finanças.

12.Planeje a expansão do consultório com base em dados

Depois que o consultório atinge estabilidade financeira, é natural que surja o desejo de expandir o negócio, seja aumentando o número de atendimentos, contratando outros profissionais ou abrindo novas unidades.

No entanto, esse passo deve ser cuidadosamente planejado, com base em dados concretos e relatórios financeiros. Antes de expandir, é preciso avaliar o fluxo de caixa, a lucratividade atual, o ponto de equilíbrio e a capacidade de investimento.

A contabilidade especializada auxilia nesse processo, realizando projeções financeiras e simulações tributárias para entender se a expansão será viável e sustentável.

Com o suporte da Contabiliza+ Contabilidade, o psicólogo consegue planejar o crescimento de forma estruturada, evitando riscos e aproveitando oportunidades. Assim, o consultório evolui com segurança, mantendo a saúde financeira e fortalecendo sua posição no mercado.

Conclusão

Organizar o financeiro de um consultório de psicologia é um processo contínuo que exige disciplina, planejamento e apoio profissional.

Quando o psicólogo entende que a gestão financeira é parte essencial do sucesso da sua prática, o consultório se torna mais estável, lucrativo e preparado para crescer.

A Contabiliza+ Contabilidade oferece todo o suporte necessário para que você tenha uma contabilidade moderna, eficiente e adaptada à realidade dos profissionais da saúde mental.

Com uma equipe especializada, cuidamos de todas as obrigações fiscais e ajudamos a construir uma gestão financeira sólida e estratégica.

Se você é psicólogo e deseja ter mais controle, tranquilidade e economia na gestão do seu consultório, entre em contato com a Contabiliza+ Contabilidade.

Vamos ajudar você a organizar suas finanças, reduzir impostos e transformar seu consultório em um negócio saudável, lucrativo e pronto para o futuro.

Checklist para abertura de um consultório de psicologia

Checklist para abertura de um consultório de psicologia

Abrir um consultório de psicologia é um passo importante na carreira de muitos profissionais da área. Seja após conquistar estabilidade financeira, buscar mais autonomia ou atender a uma crescente demanda por atendimentos personalizados, ter o próprio espaço é sinônimo de independência e de construção de uma marca profissional.

No entanto, a abertura de um consultório requer planejamento, organização e atenção às exigências legais, contábeis e éticas do Conselho Federal de Psicologia (CFP).

Por isso, neste artigo da Contabiliza+ Contabilidade, você confere um checklist completo para abertura de um consultório de psicologia, incluindo aspectos burocráticos, estruturais e administrativos que vão ajudar você a começar do jeito certo.

1. Planejamento inicial: defina sua estratégia de atuação

Antes de lidar com a parte burocrática, o primeiro passo é o planejamento estratégico do negócio. Isso inclui refletir sobre os seguintes pontos:

  • Público-alvo: Você pretende atender adultos, casais, adolescentes, crianças, empresas ou outro nicho específico?

  • Tipo de atendimento: Será presencial, online, ou híbrido?

  • Especialidade e posicionamento: Clínica geral, terapia cognitivo-comportamental (TCC), psicanálise, terapia de casal, entre outras.

  • Localização: Um espaço de fácil acesso, próximo a transporte público e com ambiente acolhedor faz toda a diferença.

  • Investimento inicial: O custo de montar um consultório de psicologia pode variar de acordo com o tamanho do espaço, equipamentos, mobiliário e licenças necessárias.

Um bom plano de negócios ajuda a prever gastos, analisar concorrência e projetar receitas, evitando surpresas no início das operações. Um contador especializado pode apoiar na elaboração desse plano e na escolha do regime tributário mais vantajoso.

2. Escolha do modelo de formalização: autônomo ou CNPJ?

O psicólogo pode atuar tanto como autônomo (pessoa física) quanto como pessoa jurídica (CNPJ). No entanto, abrir uma empresa geralmente é a opção mais vantajosa, tanto pela credibilidade quanto pela economia tributária.

Psicólogo autônomo

Trabalhar como autônomo é possível, mas implica em recolher o Carnê-Leão mensalmente e pagar IRPF, INSS e ISS municipal de forma individual.

Além disso, o psicólogo precisa se cadastrar na prefeitura para poder emitir Nota Fiscal de Serviços. Essa forma de atuação costuma ser mais viável no início da carreira, quando o volume de atendimentos ainda é pequeno.

Psicólogo com CNPJ

Ao abrir um CNPJ, o psicólogo pode atuar como Sociedade Uniprofissional ou Sociedade Limitada (LTDA), dependendo se o consultório terá só um profissional ou mais sócios.

Com o CNPJ, é possível optar por regimes como o Simples Nacional, que reduz a carga tributária para clínicas de pequeno e médio porte, e facilita obrigações fiscais e contábeis.

Além disso, o CNPJ transmite mais credibilidade a pacientes e empresas, permite firmar contratos corporativos e facilita o acesso a linhas de crédito específicas para clínicas de saúde.

3. Registro profissional e ético

Nenhum consultório de psicologia pode funcionar sem o devido registro no Conselho Regional de Psicologia (CRP). O CRP é o órgão responsável por fiscalizar a atuação dos profissionais e garantir que o atendimento siga os princípios éticos da profissão.

  • O psicólogo deve estar com sua inscrição ativa e regularizada no CRP.

  • Se abrir uma clínica com outros profissionais, o CNPJ também precisa de registro de pessoa jurídica junto ao CRP.

  • O local deve seguir as Normas Técnicas do Conselho Federal de Psicologia, que tratam da privacidade, sigilo profissional e estrutura adequada para atendimentos.

Esse registro é obrigatório e costuma ser solicitado junto à documentação de alvará de funcionamento.

4. Escolha do regime tributário e CNAE adequado

Com o apoio de uma contabilidade especializada, o psicólogo deve escolher o regime tributário mais vantajoso para seu consultório. As opções mais comuns são:

  • Simples Nacional: Ideal para a maioria dos psicólogos, com alíquota inicial em torno de 6%, dependendo do volume de faturamento.

  • Lucro Presumido: Indicado para clínicas maiores, com faturamento elevado, e que não se enquadram nas primeiras faixas do Simples Nacional..

  • Lucro Real: Utilizado por grandes empresas, como clínicas de grande porte e hospitais.

Além disso, é necessário escolher o CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) correto. O código utilizado para consultórios de psicologia é o 8690-9/01 – Atividades de psicologia e psicanálise. Esse código enquadra o consultório na categoria de serviços de saúde e permite emissão de notas fiscais corretamente.

5. Documentos necessários para abertura da empresa

Para registrar oficialmente o consultório, o psicólogo precisará reunir alguns documentos pessoais e do local onde será prestado o serviço. Entre eles:

  • RG e CPF do titular ou sócios;

  • Comprovante de endereço residencial e comercial;

  • IPTU ou contrato de locação do imóvel onde funcionará o consultório;

  • Cópia do registro profissional no CRP;

  • Contrato social (em caso de sociedade);

  • Termo de responsabilidade técnica (para clínicas com múltiplos profissionais).

Com esses documentos, o contador fará o processo de abertura de CNPJ junto à Receita Federal, inscrição municipal, registro na Junta Comercial, solicitação de alvará de funcionamento e emissão de certificados digitais.

6. Alvarás e licenças obrigatórias

A área da saúde é uma das mais reguladas, por isso é essencial atender todas as exigências legais. Os principais documentos e licenças são:

  • Alvará de Funcionamento: Emitido pela Prefeitura, autoriza o início das atividades;

  • Licença da Vigilância Sanitária: Atesta que o local está em condições adequadas de higiene, estrutura e acessibilidade;

  • Certificado do Corpo de Bombeiros: Comprova que o espaço tem saídas de emergência e extintores adequados;

  • Registro de Pessoa Jurídica no CRP: Obrigatório para clínicas com CNPJ;

  • Inscrição Municipal: Necessária para emissão de notas fiscais de serviços.

Esses documentos garantem o funcionamento legal e seguro do consultório, evitando multas e interdições.

7. Estrutura física e layout do consultório

A escolha do espaço físico deve refletir o propósito da psicologia: acolhimento, sigilo e conforto. Alguns elementos são essenciais:

  • Sala de atendimento: Deve ser reservada, com isolamento acústico e iluminação agradável;

  • Mobiliário: Invista em cadeiras confortáveis, mesa de trabalho, estante para livros e decoração que transmita calma;

  • Recepção: Mesmo em consultórios pequenos, é importante ter um espaço de espera organizado;

  • Banheiro acessível: Obrigatório conforme as normas da Anvisa e do Corpo de Bombeiros;

  • Identidade visual: Ter uma placa discreta, papel timbrado e materiais padronizados reforça a imagem profissional.

Para quem atua de forma híbrida, vale considerar o investimento em um espaço que possa ser usado tanto presencialmente quanto para atendimentos online, com boa iluminação e isolamento sonoro.

8. Equipamentos e tecnologia

Embora o consultório de psicologia não demande equipamentos complexos, alguns itens são indispensáveis para o dia a dia:

  • Computador ou notebook;

  • Impressora multifuncional;

  • Sistema de gestão de pacientes (agenda, prontuário eletrônico e emissão de recibos);

  • Plataforma de videoconferência segura para atendimentos online;

  • Internet de qualidade;

  • Sistema de pagamento eletrônico ou link de cobrança.

Muitos psicólogos têm adotado ferramentas digitais para otimizar o tempo e reduzir tarefas administrativas, como softwares de agendamento automático, lembretes por WhatsApp e controle de receitas e despesas.

9. Contabilidade e gestão financeira

Ter uma contabilidade especializada em profissionais da saúde é fundamental. Um contador experiente vai cuidar da abertura da empresa, emissão de notas fiscais, apuração de impostos, declarações acessórias e planejamento tributário.

Além disso, é importante manter uma gestão financeira organizada, separando as finanças pessoais das profissionais. Tenha uma conta bancária empresarial e registre todas as receitas e despesas. Isso facilita o controle do fluxo de caixa e permite planejar investimentos futuros.

Outro ponto importante é o pró-labore, valor mensal que o psicólogo retira como remuneração por seu trabalho. Ele deve ser formalizado na contabilidade e recolher o INSS sobre esse valor, garantindo benefícios previdenciários.

10. Precificação dos atendimentos

Definir o valor das consultas é uma etapa estratégica e deve considerar:

  • Custos fixos (aluguel, energia, internet, contabilidade, licenças);

  • Custos variáveis (materiais, plataformas, deslocamentos);

  • Valor de mercado na região e especialidade;

  • Público-alvo e poder aquisitivo;

  • Tempo médio por atendimento.

Um erro comum é definir o preço apenas com base na concorrência. O ideal é usar uma planilha de custos e rentabilidade para garantir que o valor cubra as despesas e gere lucro. O contador pode ajudar a calcular esse ponto de equilíbrio.

11. Marketing e presença digital

Com a popularização das redes sociais, o marketing se tornou uma ferramenta poderosa para psicólogos que desejam atrair pacientes e fortalecer sua marca pessoal. Algumas estratégias eficazes incluem:

  • Criar um perfil profissional no Instagram e LinkedIn;

  • Produzir conteúdos educativos sobre saúde mental;

  • Ter um site com informações sobre o consultório e formulário de contato;

  • Investir em Google Meu Negócio para aparecer nas buscas locais;

  • Fazer parcerias com outros profissionais da área da saúde.

É importante lembrar que o Código de Ética Profissional do Psicólogo estabelece limites claros sobre divulgação. A publicidade deve ser informativa e jamais sensacionalista, evitando promessas de resultados ou exposição de pacientes.

12. Atendimento online e telepsicologia

A modalidade de atendimento online está autorizada pelo Conselho Federal de Psicologia, mas exige cadastro no sistema e-Psi. O psicólogo precisa informar ao CRP que realiza atendimentos virtuais e seguir as normas éticas específicas, como sigilo e segurança dos dados.

O ideal é utilizar plataformas seguras, com criptografia, e manter um ambiente tranquilo e profissional durante as consultas. Essa modalidade amplia o alcance do consultório, permitindo atender pacientes de outras cidades e até de outros países.

13. Gestão de prontuários e sigilo profissional

Todo consultório deve adotar boas práticas de registro e armazenamento de informações. O prontuário psicológico é um documento confidencial e deve ser mantido em local seguro, físico ou digital, conforme as orientações do CFP.

O profissional deve assegurar:

  • A integridade das informações;

  • O sigilo absoluto dos dados do paciente;

  • A guarda dos prontuários por, no mínimo, 5 anos após o término do atendimento.

Softwares de gestão específicos para psicólogos podem facilitar esse processo, permitindo controle eletrônico e seguro das informações.

14. Avaliação de resultados e crescimento do consultório

Depois de estruturado e em funcionamento, é hora de acompanhar indicadores de desempenho. Analise:

  • Taxa de ocupação da agenda;

  • Faturamento mensal e lucro líquido;

  • Número de novos pacientes e taxa de retenção;

  • Satisfação dos clientes.

Com essas informações, é possível planejar o crescimento sustentável do consultório, contratar assistentes, ampliar o espaço físico e investir em novas especializações.

15. Contratação de equipe e parcerias estratégicas

À medida que o consultório de psicologia cresce, pode ser necessário contar com o apoio de outros profissionais. Mesmo que o início seja individual, é comum que psicólogos ampliem a estrutura com o tempo, formando uma clínica multiprofissional.

Nesses casos, é importante definir a forma de trabalho dos colaboradores, se serão sócios, prestadores de serviço ou contratados CLT. Cada modelo tem implicações diferentes em relação a tributos, direitos trabalhistas e responsabilidades.

Além disso, parcerias com nutricionistas, psiquiatras, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais agregam valor ao atendimento, permitindo oferecer uma abordagem mais integrada à saúde mental. Essa estratégia também ajuda a fortalecer a reputação do consultório e ampliar o número de indicações.

Vale a pena a formalização como psicólogo PJ?

Sim, e por diversos motivos. A formalização como psicólogo PJ (Pessoa Jurídica) é uma das decisões mais vantajosas para quem deseja estruturar a carreira e reduzir a carga tributária de forma legal.

Ao abrir um CNPJ, o profissional pode optar pelo Simples Nacional, onde as alíquotas iniciais partem de cerca de 6%, muito menores do que os mais de 20% pagos por autônomos via Carnê-Leão e INSS.

Além disso, o CNPJ oferece maior credibilidade diante de pacientes, empresas e convênios, permite emissão de notas fiscais e amplia o acesso a linhas de crédito e benefícios empresariais.

Outro ponto relevante é a possibilidade de deduzir despesas operacionais como aluguel, internet e energia, otimizando o lucro líquido do consultório. Portanto, formalizar-se como PJ é uma escolha inteligente para quem quer crescer com segurança financeira e reconhecimento profissional.

Conclusão

Abrir um consultório de psicologia é um projeto que une propósito, técnica e gestão. Com o devido planejamento e apoio contábil, é possível estruturar um negócio sólido, ético e rentável.

A Contabiliza+ Contabilidade é especialista em contabilidade para psicólogos e profissionais da saúde, cuidando de todas as etapas, desde a abertura do CNPJ, registro no CRP, escolha do regime tributário e emissão de notas fiscais, até o planejamento financeiro para reduzir impostos e maximizar resultados.

Se você quer abrir seu consultório com segurança e evitar erros burocráticos, fale com a equipe da Contabiliza+ e conte com especialistas para acompanhar cada etapa da sua jornada empreendedora na psicologia.

Psicólogo autônomo ou PJ: qual paga menos impostos?

Psicólogo autônomo ou PJ qual paga menos impostos

O tema “psicólogo autônomo ou PJ: qual paga menos impostos?” é uma dúvida recorrente entre profissionais da saúde mental que desejam equilibrar a liberdade da atuação independente com a busca por uma carga tributária menor.

Com o aumento da formalização na área e as novas exigências de emissão de recibos e notas fiscais eletrônicas, escolher entre ser pessoa física (autônomo) ou pessoa jurídica (CNPJ) impacta diretamente o quanto o profissional paga de impostos e o quanto sobra no bolso ao final do mês.

Neste artigo, a Contabiliza+ Contabilidade explica de forma prática as diferenças entre atuar como autônomo e como PJ, quanto se paga de impostos em cada modelo, e em quais situações abrir um CNPJ é mais vantajoso para o psicólogo. Ao final, você entenderá claramente qual opção é mais econômica e segura para o seu consultório ou clínica.

Diferença entre psicólogo autônomo e psicólogo PJ

O psicólogo autônomo é aquele que atua como pessoa física, prestando serviços diretamente aos pacientes sem ter uma empresa formalizada. Ele pode atender em seu próprio consultório, em coworkings de saúde, ou até em domicílio, e emite recibos para comprovar os atendimentos realizados.

Já o psicólogo PJ (pessoa jurídica) tem um CNPJ aberto, podendo atuar como empresa individual (como o modelo Sociedade Limitada Unipessoal – SLU) ou em sociedade com outros profissionais da área, geralmente no regime do Simples Nacional.

Essa diferença simples muda completamente a forma de tributação, já que o psicólogo autônomo paga seus impostos como pessoa física, via Carnê-Leão e Imposto de Renda anual, enquanto o psicólogo PJ paga tributos como empresa, com base no faturamento mensal.

Como funciona a tributação do psicólogo autônomo

O psicólogo autônomo é tributado como pessoa física, o que significa que ele precisa recolher IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física) mensalmente pelo Carnê-Leão.

O cálculo é feito sobre o lucro presumido do profissional, ou seja, sobre a diferença entre o valor recebido e as despesas dedutíveis comprovadas com o exercício da profissão.

Impostos e contribuições pagos pelo psicólogo autônomo

O autônomo paga três tributos principais:

  1. Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF): Com alíquotas progressivas que variam de 7,5% a 27,5%, conforme a renda mensal.

  2. INSS (Instituto Nacional do Seguro Social): Contribuição obrigatória que varia entre 11% e 20% sobre o rendimento, dependendo da forma de recolhimento (como contribuinte individual ou facultativo).

  3. ISS (Imposto Sobre Serviços): Tributo municipal que normalmente varia entre 2% e 5%, de acordo com a cidade em que o psicólogo atua.

Esses valores podem parecer baixos isoladamente, mas somados podem ultrapassar 35% da renda mensal, especialmente para profissionais com faturamento acima de R$ 6.000,00 mensais.

Exemplo prático de tributação como autônomo

Imagine que um psicólogo autônomo fature R$ 10.000,00 por mês com atendimentos particulares. Considerando uma cidade com ISS de 3% e o desconto padrão de despesas de R$ 1.500,00, a conta ficaria assim:

  • Base de cálculo do IRPF: R$ 8.500,00

  • IR mensal (27,5%): R$ 2.337,50

  • INSS (20%): R$ 1.700,00

  • ISS (3%): R$ 300,00

Total de tributos: R$ 4.337,50
Carga tributária efetiva: Cerca de 43% da renda líquida.

Além disso, o psicólogo precisa fazer declarações mensais no Carnê-Leão e informar os rendimentos na Declaração de Imposto de Renda anual. Ou seja, além de pagar mais, ele também tem uma rotina fiscal mais trabalhosa.

Como funciona a tributação do psicólogo PJ

Ao abrir um CNPJ, o psicólogo passa a recolher tributos como pessoa jurídica, normalmente pelo Simples Nacional, regime simplificado que unifica oito impostos federais, estaduais e municipais em uma única guia.

A grande vantagem está nas alíquotas mais baixas e na possibilidade de deduzir diversas despesas operacionais da empresa. Além disso, a contabilidade regular permite uma melhor organização financeira e mais oportunidades de crescimento.

Regimes de tributação possíveis

O psicólogo PJ pode optar por três regimes principais, dependendo do porte e da estrutura do negócio:

  1. Simples Nacional: O mais comum e vantajoso para psicólogos que faturam até R$ 4,8 milhões por ano.

  2. Lucro Presumido: Indicado para quem ultrapassa o limite do Simples ou tem margem de lucro elevada.

  3. Lucro Real: Aplicável a empresas de grande porte, com faturamento superior a R$ 78 milhões anuais.

Para a maioria dos profissionais liberais, o Simples Nacional é o regime mais atrativo.

Psicólogo no Simples Nacional: quanto se paga de imposto?

O Simples Nacional divide as atividades de serviços em anexos, que determinam a faixa de alíquota inicial e a forma de cálculo. Para os psicólogos, a atividade se enquadra no Anexo III ou Anexo V, dependendo da folha de pagamento (Fator R).

  • Anexo III (com Fator R aplicado): Alíquota inicial de 6%, válida para psicólogos que destinam mais de 28% da receita bruta à folha de pagamento (incluindo pró-labore e encargos).

Faixa Receita em 12 meses Alíquota Valor a deduzir
Até 180.000,00 6,00%
De 180.000,01 a 360.000,00 11,20% R$ 9.360,00
De 360.000,01 a 720.000,00 13,20% R$ 17.640,00
De 720.000,01 a 1.800.000,00 16,00% R$ 35.640,00
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 21,00% R$ 125.640,00
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 33,00% R$ 648.000,00
  • Anexo V (sem Fator R): Alíquota inicial de 15,5%, para quem gasta menos de 28% com folha.

Faixa Receita em 12 meses Alíquota Valor a deduzir
Até 180.000,00 15,50%
De 180.000,01 a 360.000,00 18,00% R$ 4.500,00
De 360.000,01 a 720.000,00 19,50% R$ 9.900,00
De 720.000,01 a 1.800.000,00 20,50% R$ 17.100,00
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 23,00% R$ 62.100,00
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 30,50% R$ 540.000,00

Importante: Considerando as deduções do regime, a alíquota efetiva máxima do Simples Nacional para psicólogos é de 19,50%.

Exemplo prático de tributação no Simples Nacional

Imagine o mesmo psicólogo com faturamento de R$ 10.000,00 por mês, agora com um CNPJ optante pelo Simples Nacional.

Se ele tiver folha de pagamento acima de 28% da receita, se enquadra no Anexo III, pagando apenas 6% de imposto:

  • Valor do imposto mensal: R$ 10.000 x 6% = R$ 600,00.

Além disso, o INSS patronal (20%) é substituído por uma contribuição simplificada dentro da guia DAS. Sendo assim, a economia é gigantesca: o mesmo profissional que pagava mais de R$ 4.300,00 como autônomo, agora paga cerca de R$ 600,00 mensais como PJ, uma redução de mais de 80% na carga tributária.

E se não atingir o Fator R?

Caso o psicólogo não tenha funcionários e não consiga atingir o Fator R, ele ficará no Anexo V, cuja alíquota inicial é 15,5%. Mesmo assim, a carga tributária continua menor do que a de pessoa física:

  • Valor do imposto mensal: R$ 10.000 x 15,5% = R$ 1.550,00.

Ou seja, ainda assim a tributação como PJ é mais econômica e simplificada.

Outras vantagens de atuar como PJ

Além da redução expressiva de impostos, há outras vantagens importantes ao formalizar o consultório com CNPJ:

1. Possibilidade de emitir notas fiscais e atender convênios

Muitos pacientes e empresas de saúde exigem nota fiscal para reembolso ou parceria.

O psicólogo PJ pode emitir NFS-e (Nota Fiscal de Serviços Eletrônica) de forma simples e padronizada, inclusive integrando com sistemas como o Receita Saúde, usado por diversas clínicas e planos.

2. Dedução de despesas operacionais

Ao ter uma contabilidade ativa, o psicólogo PJ pode deduzir despesas como:

  • Aluguel do consultório,

  • Internet e energia,

  • Materiais de escritório,

  • Softwares de gestão,

  • Honorários contábeis,

  • E até custos de capacitação e marketing.

Essas deduções reduzem a base de cálculo dos impostos e permitem um controle financeiro mais profissional.

3. Organização e planejamento tributário

Com a ajuda de uma contabilidade especializada, o psicólogo PJ pode planejar o pró-labore, dividendos e despesas para pagar menos impostos de forma totalmente legal.

Além disso, é possível simular cenários e entender qual regime é mais vantajoso conforme o crescimento do consultório.

4. Acesso facilitado a crédito e segurança jurídica

Ter um CNPJ ativo e com histórico contábil organizado facilita o acesso a linhas de crédito profissionais, leasing de equipamentos e até planos de previdência empresarial, algo impossível para quem atua apenas como autônomo.

Além disso, como PJ, o psicólogo passa a ter separação entre o patrimônio pessoal e o da empresa, o que garante proteção jurídica em eventuais situações de litígio ou inadimplência.

Quando o psicólogo autônomo ainda pode ser vantajoso

Apesar de todas as vantagens da formalização, existem situações em que o modelo de autônomo ainda pode ser uma boa escolha, especialmente para quem está começando.

O psicólogo autônomo pode manter-se nesse regime quando:

  • Está em fase inicial de carreira, com baixa receita mensal (até R$ 3.000,00);

  • Realiza atendimentos eventuais ou temporários;

  • Ainda não possui estrutura física ou custos fixos significativos;

  • Não atende convênios e clientes que exijam nota fiscal.

Nesses casos, a simplicidade pode compensar a maior carga tributária, pelo menos no curto prazo. Mas é importante ficar atento: assim que a receita crescer, a formalização como PJ passa a ser quase sempre a melhor escolha.

Comparativo direto: autônomo x PJ

Confira na tabela abaixo, um comparativo completo entre atuar como psicólogo autônomo e psicólogo PJ:

Critério Psicólogo Autônomo (PF) Psicólogo PJ (CNPJ)
Tributação IRPF + INSS + ISS (pode ser maior que 40%) Simples Nacional (6% a 19,5%)
Obrigações Carnê-Leão e IR anual DAS mensal e contabilidade
Acesso a crédito Limitado e burocrática Amplo e com juros baixos
Emissão de nota fiscal Apenas recibo NFS-e válida para convênios e planos
Previdência INSS individual (20%) INSS (11%)
Planejamento tributário Limitado Possível e altamente vantajoso
Risco jurídico Total (PF responde com bens pessoais) Limitado ao capital da empresa

Essa tabela deixa claro que o modelo PJ oferece mais vantagens em praticamente todos os aspectos. A diferença de carga tributária é a principal motivação, mas o ganho em organização, segurança e credibilidade também é significativo.

Como abrir um CNPJ como psicólogo

Se você decidiu formalizar seu consultório, o processo é simples e rápido, principalmente com o suporte de uma contabilidade especializada.

Passo 1: Escolha o tipo de empresa

O psicólogo pode abrir uma empresa como:

  • Sociedade Limitada Unipessoal (SLU): Ideal para atuar sozinho, sem sócios.

  • Sociedade Limitada (Ltda): Se for dividir o consultório com outro psicólogo ou profissional da saúde.

O modelo SLU é o mais utilizado atualmente, pois não exige capital mínimo e garante separação patrimonial.

Passo 2: Defina o CNAE correto

O CNAE principal para psicólogos é 8650-0/03 – Atividades de psicologia e psicanálise, que permite o enquadramento no Simples Nacional e a emissão de notas fiscais de serviços.

Passo 3: Registro da empresa

O contador elabora o contrato social e realiza o registro da empresa na Junta Comercial do estado. Em seguida, é feita a emissão do CNPJ na Receita Federal e a inscrição municipal para recolhimento do ISS.

Além disso, é necessário obter o alvará de funcionamento e o cadastro no conselho regional de psicologia (CRP) vinculado ao CNPJ.

Passo 4: Enquadramento tributário e folha de pagamento

Com o CNPJ ativo, o contador faz o enquadramento do psicólogo no Simples Nacional ou outro regime mais vantajoso para a realidade do profissional.

Na maior parte dos casos, o Simples é o regime mais econômico, no entanto, também existem psicólogos que melhor se enquadram no Lucro Presumido, onde a carga de impostos é fixada entre 13,33% e 16,33% sobre o faturamento.

Psicólogo PJ: quanto sobra no final?

Vamos comparar o resultado líquido entre atuar como autônomo e como PJ, considerando o mesmo faturamento de R$ 10.000,00 mensais:

  • Autônomo: Paga cerca de R$ 4.300,00 em tributos, sobrando R$ 5.700,00 líquidos.

  • PJ no Simples Nacional (Anexo III, 6%): Paga cerca de R$ 600,00, sobrando R$ 9.400,00 líquidos.

A diferença é de R$ 3.700,00 a mais de lucro mensal, ou seja, mais de R$ 44 mil por ano economizados em impostos. Essa economia permite reinvestir no consultório, ampliar o marketing, contratar assistentes e melhorar a estrutura de atendimento.

Vale a pena ser psicólogo PJ?

Sim, na maioria dos casos, vale muito a pena. O modelo PJ proporciona redução tributária, mais controle financeiro e segurança jurídica, além de abrir portas para contratos corporativos e convênios.

Mas para aproveitar todos os benefícios e evitar erros fiscais, é fundamental contar com o apoio de um contador especializado na área da saúde. É ele quem vai orientar sobre o enquadramento correto, o cálculo do Fator R, o regime ideal e a gestão contábil contínua.

Conclusão

A resposta para a dúvida “psicólogo autônomo ou PJ: qual paga menos impostos?” é clara: quem atua como PJ paga muito menos. A diferença pode ultrapassar 80% de economia tributária, além de oferecer vantagens em planejamento, dedução de despesas, segurança e crescimento profissional.

Se você é psicólogo e quer entender quanto pode economizar ao abrir CNPJ, a Contabiliza+ Contabilidade pode te ajudar em cada etapa. Nossa equipe é especialista em contabilidade para profissionais da saúde, e oferece soluções completas para psicólogos, clínicas e consultórios, com abertura de empresa rápida, cálculo de Fator R e acompanhamento mensal simplificado.

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Quanto paga de imposto mudando de MEI para ME

Quanto paga de imposto mudando de MEI para ME

Muitos empreendedores começam pequenos, como Microempreendedor Individual (MEI), mas com o crescimento do faturamento ou ampliação das atividades, surge a necessidade de migrar para Microempresa (ME).

Essa transição é natural e positiva, pois mostra que o negócio está se expandindo. No entanto, ela traz uma dúvida recorrente: quanto se paga de imposto ao sair do MEI e virar ME?

Neste artigo, a Contabiliza+ Contabilidade explica de forma simples e completa quais tributos passam a ser pagos após a mudança, como funcionam os cálculos, quais regimes tributários são mais vantajosos e o que muda na prática para o empreendedor.

Entendendo a diferença entre MEI e ME

Antes de calcular os impostos, é importante compreender as diferenças entre MEI e ME.

O MEI (Microempreendedor Individual) foi criado para formalizar profissionais autônomos e pequenos empreendedores de forma simplificada. Ele paga um valor fixo mensal, chamado DAS-MEI, e tem um limite de faturamento de R$ 81 mil por ano (R$ 6.750 por mês).

Já a ME (Microempresa) é uma empresa que fatura até R$ 360 mil por ano, ter mais de um funcionário, mais atividades no CNPJ e emitir notas fiscais para clientes maiores e órgãos públicos.

Mas essa liberdade vem acompanhada de novas obrigações fiscais e contábeis, e os tributos passam a ser calculados com base no faturamento e no regime tributário escolhido, não mais por um valor fixo.

Quando é preciso mudar de MEI para ME?

A mudança de MEI para ME pode acontecer por obrigação legal ou por decisão estratégica.

As situações mais comuns são:

  1. Faturamento anual acima de R$ 81 mil;

  2. Contratação de mais de um funcionário;

  3. Atividade econômica não permitida ao MEI (consultoria, engenharia, publicidade, medicina, advocacia etc.);

  4. Entrada de sócios na empresa;

  5. Desejo de emitir notas fiscais de valores maiores ou firmar contratos com empresas e governos.

Em qualquer desses casos, é necessário enquadrar o CNPJ como ME.

A boa notícia é que, com o acompanhamento de uma contabilidade especializada como a Contabiliza+, essa transição é rápida e segura.

O que acontece se o MEI ultrapassar o limite de faturamento

Um erro comum entre empreendedores é ultrapassar o limite de faturamento do MEI sem perceber. Quando isso acontece, é preciso regularizar a situação imediatamente para evitar multas e desenquadramento retroativo.

Existem duas situações possíveis:

  1. Ultrapassagem de até 20% do limite anual (até R$ 97.200)
    Nesse caso, o MEI pode continuar no regime até o final do ano, mas precisará recolher a diferença de impostos referente ao valor excedente por meio de um DAS complementar.

  2. Ultrapassagem acima de 20% do limite (acima de R$ 97.200)
    O desenquadramento é automático e retroativo a janeiro do mesmo ano, obrigando o empresário a recolher todos os impostos de ME como Simples Nacional, além de multas e juros sobre o período.

Por isso, é fundamental acompanhar o faturamento mensalmente com o apoio da contabilidade, para migrar no momento certo e evitar surpresas com a Receita Federal.

Quais impostos o MEI paga?

Para entender o aumento da carga tributária ao se tornar ME, é preciso lembrar como o MEI funciona.

O MEI paga um valor fixo mensal, que já engloba todos os impostos, conforme o tipo de atividade:

Tipo de atividade Imposto pago Valor aproximado mensal (2025)
Comércio ou indústria ICMS + INSS R$ 71,00
Prestação de serviços ISS + INSS R$ 75,00
Comércio e serviços ICMS + ISS + INSS R$ 76,00

Esses valores são atualizados anualmente com base no salário mínimo, mas continuam sendo muito baixos em relação aos impostos pagos por uma empresa maior.

Além disso, o MEI não precisa de contador, não entrega declarações complexas e tem um modelo simplificado de tributação.

O que muda ao virar Microempresa (ME)

Ao deixar de ser MEI, o empreendedor deixa de pagar o DAS fixo e passa a recolher impostos proporcionais ao faturamento.

A principal mudança está na forma de tributação: o empresário deve escolher um regime tributário, que define como os impostos serão calculados e quais alíquotas se aplicam ao negócio.

Os principais regimes disponíveis para uma ME são:

  • Simples Nacional (mais comum e vantajoso);

  • Lucro Presumido;

  • Lucro Real (raro para microempresas, usado por negócios de grande porte ou margens pequenas).

Cada um desses regimes possui regras próprias, e a escolha deve ser feita com apoio de uma contabilidade especializada, para evitar pagar mais impostos do que o necessário.

Impostos pagos pela Microempresa no Simples Nacional

O Simples Nacional é o regime mais utilizado por quem migra do MEI para ME, pois reúne vários tributos em uma única guia de pagamento (DAS), simplificando o processo.

Os impostos inclusos são:

  • IRPJ – Imposto de Renda Pessoa Jurídica;

  • CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido;

  • PIS – Programa de Integração Social;

  • COFINS – Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social;

  • ISS – Imposto Sobre Serviços (para prestadores de serviço);

  • ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (para comércio e indústria);

  • CPP – Contribuição Previdenciária Patronal.

A alíquota inicial do Simples varia de 4% a 15,5% sobre o faturamento, dependendo do anexo e da faixa de receita da empresa.

Tabelas do Simples Nacional (2025)

O Simples Nacional possui cinco anexos de tributação, e cada um se aplica a um tipo de atividade. Veja os principais para entender quanto se paga após a migração:

Anexo I – Comércio

Faixa Receita em 12 meses Alíquota Valor a deduzir
Até 180.000,00 4,00%
De 180.000,01 a 360.000,00 7,30% R$ 5.940,00
De 360.000,01 a 720.000,00 9,50% R$ 13.860,00
De 720.000,01 a 1.800.000,00 10,70% R$ 22.500,00
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 14,30% R$ 87.300,00
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 19,00% R$ 378.000,00

 

Anexo II – Indústria

Faixa Receita em 12 meses Alíquota Valor a deduzir
Até 180.000,00 4,50%
De 180.000,01 a 360.000,00 7,80% R$ 5.940,00
De 360.000,01 a 720.000,00 10,00% R$ 13.860,00
De 720.000,01 a 1.800.000,00 11,20% R$ 22.500,00
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 14,70% R$ 85.500,00
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 30,00% R$ 720.000,00

 

Anexo III – Serviços

Faixa Receita em 12 meses Alíquota Valor a deduzir
Até 180.000,00 6,00%
De 180.000,01 a 360.000,00 11,20% R$ 9.360,00
De 360.000,01 a 720.000,00 13,20% R$ 17.640,00
De 720.000,01 a 1.800.000,00 16,00% R$ 35.640,00
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 21,00% R$ 125.640,00
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 33,00% R$ 648.000,00

 

Anexo IV – Serviços

Faixa Receita em 12 meses Alíquota Valor a deduzir
Até 180.000,00 4,50%
De 180.000,01 a 360.000,00 9,00% R$ 8.100,00
De 360.000,01 a 720.000,00 10,20% R$ 12.420,00
De 720.000,01 a 1.800.000,00 14,00% R$ 39.780,00
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 22,00% R$ 183.780,00
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 33,00% R$ 828.000,00

 

Anexo V – Serviços

Faixa Receita em 12 meses Alíquota Valor a deduzir
Até 180.000,00 15,50%
De 180.000,01 a 360.000,00 18,00% R$ 4.500,00
De 360.000,01 a 720.000,00 19,50% R$ 9.900,00
De 720.000,01 a 1.800.000,00 20,50% R$ 17.100,00
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 23,00% R$ 62.100,00
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 30,50% R$ 540.000,00

 

Importante: Na prática, a maior alíquota efetiva do Simples Nacional é de 19,50% sobre o faturamento, uma vez que a coluna “Valor a deduzir”, reduz a alíquota final de contribuição do regime.

Quanto paga um ME no Simples Nacional

Imagine que uma empresa prestadora de serviços (como marketing, psicologia ou design) fature R$ 15.000 por mês (R$ 180.000 por ano).

Se enquadrada no Anexo III, a alíquota inicial é 6%, logo:

R$ 15.000 × 6% = R$ 900 por mês em impostos.

Se a mesma empresa estivesse como MEI, pagaria apenas R$ 75 mensais, ou seja, a carga tributária aumenta consideravelmente, mas é proporcional ao faturamento e traz mais segurança e oportunidades de crescimento.

Em contrapartida, a empresa passa a ter direito de:

  • Emitir notas fiscais maiores;

  • Contratar mais funcionários;

  • Ampliar o negócio sem restrições de receita.

O que é o Fator R e como ele influencia o valor dos impostos

O Fator R é um dos pontos mais importantes para empresas de serviços. Ele define se o negócio será tributado pelo Anexo III (alíquota menor) ou pelo Anexo V (alíquota maior) do Simples Nacional.

A fórmula é simples:

Fator R = (Folha de pagamento + encargos) ÷ Receita bruta dos últimos 12 meses

Se o resultado for igual ou superior a 28%, a empresa é tributada no Anexo III. Se for inferior a 28%, cai no Anexo V, com impostos mais altos.

Exemplo:

  • Receita mensal: R$ 20.000

  • Folha de pagamento: R$ 6.000
    → 6.000 ÷ 20.000 = 30%

Resultado: Fator R = 30%, logo a empresa fica no Anexo III, pagando 6% de imposto.

Agora, se a folha fosse de apenas R$ 2.000 (10%), a empresa seria tributada no Anexo V, pagando cerca de 15,5% de imposto.

Essa diferença mostra como um bom planejamento contábil pode reduzir drasticamente os impostos, e é exatamente nisso que a Contabiliza+ Contabilidade atua.

Impostos no Lucro Presumido (alternativa ao Simples)

Alguns empreendedores que deixam de ser MEI podem optar pelo Lucro Presumido. Nesse regime, a tributação é calculada sobre uma margem presumida de lucro definida pela Receita Federal:

Na prática, a carga tributária total neste regime, gira em torno de 5,93% + ICMS para atividades do comércio e 11,33% + ISS para atividades de prestação de serviços.

Apesar de ser mais complexa, essa opção pode ser vantajosa para empresas com custos altos e boa margem de lucro real, especialmente em serviços intelectuais.

Principais diferenças no pagamento de impostos

Categoria MEI ME (Simples Nacional)
Forma de tributação Valor fixo mensal (DAS-MEI) Percentual sobre o faturamento
Limite de faturamento R$ 81.000/ano R$ 360.000/ano
Alíquota média de imposto ~1% 4% a 15,5%
Número de funcionários 1 Ilimitado
Atividades permitidas Restritas Ampla variedade
Obrigatoriedade contábil Não Sim (balanço, DRE, livros fiscais)

Custos adicionais ao virar ME

Além dos impostos, o empreendedor passa a ter outros custos administrativos:

  • Honorários contábeis mensais (para manter a empresa regular);

  • Certificado digital (obrigatório para emissão de notas fiscais);

  • Taxas municipais e estaduais, dependendo do tipo de atividade;

  • Encargos trabalhistas, caso contrate funcionários.

Mesmo com esses custos, o retorno é positivo: o CNPJ ganha credibilidade, pode participar de licitações, negociar com grandes empresas e crescer sem barreiras.

Como se preparar financeiramente para deixar de ser MEI

A transição para ME é um marco de crescimento, mas também exige planejamento financeiro. Antes de fazer a mudança, o ideal é revisar:

  • Custos fixos e variáveis: entenda quanto será o impacto dos novos tributos e taxas.

  • Precificação dos serviços ou produtos: atualize os preços, considerando o aumento dos encargos e a nova estrutura empresarial.

  • Fluxo de caixa: mantenha reservas suficientes para cobrir os primeiros meses de adaptação.

  • Contratação de contabilidade: conte com o suporte da Contabiliza+ Contabilidade para calcular corretamente as novas obrigações e definir o melhor regime tributário.

Com um bom planejamento, a migração não pesa no bolso e pode ser o início de uma fase mais lucrativa e estável para o negócio.

Vantagens de migrar para ME

Muitos empreendedores veem o aumento dos impostos como algo negativo, mas a verdade é que ser ME traz novas oportunidades de crescimento. Entre as principais vantagens estão:

  • Aumento da credibilidade: empresas formalizadas como ME passam mais confiança a clientes, fornecedores e bancos.

  • Possibilidade de atuar em licitações e contratos com grandes empresas.

  • Mais liberdade para expandir o negócio, com novos produtos, serviços e sócios.

  • Acesso a linhas de crédito empresariais, cartões PJ e financiamento com juros reduzidos.

  • Benefícios fiscais planejados, através do enquadramento tributário ideal.

Em resumo, migrar de MEI para ME não é apenas uma obrigação — é um passo estratégico para escalar resultados e consolidar o negócio no mercado.

Como a Contabiliza+ ajuda na transição de MEI para ME

Migrar de MEI para ME pode parecer burocrático, mas com o suporte certo, é um processo simples.

A Contabiliza+ Contabilidade oferece:

  • Enquadramento tributário ideal (Simples, Presumido ou Real);

  • Abertura e atualização cadastral completa;

  • Simulação de impostos e planejamento fiscal personalizado;

  • Emissão de notas fiscais eletrônicas;

  • Controle de pró-labore e distribuição de lucros;

  • Consultoria contínua para reduzir a carga tributária.

Assim, o empreendedor não apenas se regulariza, mas passa a lucrar mais e pagar menos impostos de forma legal.

Conclusão

Mudar de MEI para ME é um passo natural e essencial para quem deseja crescer de forma estruturada.
Embora os impostos aumentem, essa mudança traz novas oportunidades de faturamento, expansão e credibilidade.

De forma geral, ao migrar para ME, o empresário passa a pagar entre 4% e 15,5% de imposto sobre o faturamento, dependendo do tipo de atividade e regime escolhido.

Com o apoio da Contabiliza+ Contabilidade, é possível fazer essa transição de forma segura, planejada e estratégica, pagando o mínimo possível dentro da lei e aproveitando todos os benefícios do novo enquadramento.

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Sociedade entre psicólogos: como funciona a tributação e quais as vantagens

Sociedade entre psicólogos como funciona a tributação e quais as vantagens

A sociedade entre psicólogos é uma alternativa cada vez mais comum entre profissionais que desejam formalizar o trabalho, crescer de forma estruturada e, principalmente, pagar menos impostos legalmente.

Muitos psicólogos que atuam como autônomos acabam descobrindo, com o tempo, que o modelo individual, com pagamento mensal de Carnê-Leão e alta tributação no Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), limita o crescimento e reduz a rentabilidade.

É nesse cenário que a abertura de uma sociedade surge como um passo estratégico, permitindo economia tributária, divisão de custos e ampliação da capacidade de atendimento.

Neste guia completo, a Contabiliza+ Contabilidade explica como funciona a sociedade entre psicólogos, como é feita a tributação, quais são os tipos de sociedades possíveis e as principais vantagens desse modelo.

Por que os psicólogos estão buscando formar sociedades?

A rotina de um psicólogo envolve muito mais do que atendimentos clínicos. Além de lidar com a agenda de pacientes, há questões administrativas, financeiras e tributárias que exigem tempo e atenção.

Quando o profissional atua como pessoa física, ele precisa declarar mensalmente os rendimentos recebidos via Carnê-Leão, pagar Imposto de Renda progressivo (que pode chegar a 27,5%) e ainda arcar com contribuições elevadas ao INSS.

Ao abrir uma sociedade entre psicólogos, é possível transformar a atividade em uma empresa regularizada (CNPJ), reduzir a carga tributária e ainda garantir mais credibilidade perante pacientes, convênios e instituições.

Além disso, a sociedade permite:

  • Dividir custos fixos, como aluguel, recepção e secretária;

  • Oferecer serviços complementares, ampliando o portfólio da clínica;

  • Investir em marketing e tecnologia com melhor planejamento;

  • Organizar a contabilidade e o fluxo de caixa de forma profissional;

  • Planejar o crescimento a longo prazo, sem surpresas fiscais.

Em resumo, a sociedade entre psicólogos é um modelo de negócio voltado para o crescimento sustentável e a eficiência tributária.

O que é uma sociedade entre psicólogos

A sociedade entre psicólogos é uma forma de empresa criada quando dois ou mais profissionais da área se unem para exercer a atividade de psicologia de maneira conjunta, formalizada perante os órgãos competentes.

Esse tipo de sociedade é enquadrado como Sociedade Simples Pura, pois presta serviços de natureza intelectual e pessoal, ou seja, o trabalho está diretamente ligado à qualificação técnica dos sócios.

O Conselho Federal de Psicologia permite que psicólogos constituam sociedades profissionais desde que o objeto social (atividade principal) esteja relacionado à psicologia e que todos os sócios sejam psicólogos registrados.

Para abrir uma sociedade entre psicólogos, são necessários:

  • Contrato social redigido e registrado na Junta Comercial ou no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas (dependendo do estado);

  • Registro do CNPJ na Receita Federal;

  • Cadastro no Conselho Regional de Psicologia (CRP);

  • Inscrição municipal para emissão de nota fiscal de serviços;

  • Alvará de funcionamento e licença da vigilância sanitária (quando aplicável).

Uma vez formalizada, a sociedade pode atuar como clínica psicológica, consultório compartilhado, centro de atendimento interdisciplinar, entre outras possibilidades.

Tipos de sociedade entre psicólogos

Existem diferentes formas jurídicas para a constituição de uma sociedade entre psicólogos. A escolha depende do número de sócios, da estrutura do negócio e da forma de tributação desejada.

1. Sociedade Simples Pura

Neste modelo, todos os sócios são profissionais da mesma área (psicologia) e prestam serviços diretamente ao cliente.

Esse tipo de sociedade é registrado no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas e não exerce atividade empresarial no sentido tradicional (não há compra e revenda de produtos, apenas prestação de serviços).

A Sociedade Simples pode adotar nome fantasia, ter funcionários e emitir notas fiscais normalmente, mas mantém a característica de uma sociedade de natureza intelectual.

2. Sociedade Limitada (LTDA)

Outra opção é a sociedade limitada, mais indicada quando a clínica pretende crescer, contratar profissionais de outras áreas ou ampliar o escopo de serviços.

A principal vantagem da LTDA é que a responsabilidade dos sócios é limitada ao valor do capital social, oferecendo mais segurança jurídica.

Além disso, a LTDA é registrada na Junta Comercial e permite maior flexibilidade de expansão, podendo agregar outros tipos de serviços de saúde mental e bem-estar.

3. Sociedade Uniprofissional (SUP)

A Sociedade Uniprofissional é uma categoria tributária prevista por muitas prefeituras, que concede benefícios no cálculo do ISS (Imposto Sobre Serviços).

Ela se aplica a clínicas compostas por profissionais da mesma área (no caso, psicólogos) e pode gerar uma redução significativa no ISS, que passa a ser fixo por profissional, e não um percentual sobre o faturamento.

Por exemplo: Em São Paulo, clínicas enquadradas como sociedade uniprofissional pagam ISS fixo mensal de acordo com o número de psicólogos, o que costuma ser muito mais vantajoso do que o ISS variável de 2% a 5%.

Como funciona a tributação de uma sociedade entre psicólogos

Tributação para psicólogos

A tributação da sociedade entre psicólogos depende do regime tributário escolhido no momento da abertura da empresa.
Os três principais regimes disponíveis são: Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real.

A escolha ideal depende do faturamento, estrutura de custos e metas de crescimento da clínica.

1. Simples Nacional

O Simples Nacional é o regime mais utilizado por sociedades de psicólogos, especialmente quando o faturamento anual é de até R$ 4,8 milhões.

As principais vantagens são:

  • Unificação de impostos em uma guia (DAS);

  • Alíquota inicial reduzida, a partir de 6% sobre o faturamento;

  • Menor burocracia nas obrigações acessórias;

  • Facilidade para cálculo e pagamento de tributos.

No entanto, para psicólogos, é importante observar o Fator R, regra que determina se o negócio se enquadra no Anexo III ou Anexo V do Simples Nacional.

O Fator R é calculado dividindo o total da folha de pagamento (incluindo pró-labore e encargos) pelo faturamento bruto dos últimos 12 meses.

  • Se o resultado for igual ou superior a 28%, a empresa pode ser tributada pelo Anexo III, com alíquota inicial de 6%.
  • Caso contrário, ela vai para o Anexo V, com alíquota inicial de 15,50%.

👉 Exemplo: Uma clínica com faturamento de R$ 30.000 mensais e folha de R$ 10.000 terá Fator R de 33% (10.000 ÷ 30.000), portanto se enquadrará no Anexo III, pagando menos imposto.

Com uma contabilidade especializada, é possível planejar a distribuição de pró-labore e otimizar o Fator R, garantindo enquadramento no anexo mais vantajoso.

Por fim, vale esclarecer que no Simples Nacional as alíquotas são progressivas, ou seja, crescem de acordo com o faturamento. Sendo assim, em termos práticos, a tributação efetiva para clínicas enquadradas neste regime, pode chegar a 19,50%, a depender do volume de faturamento.

2. Lucro Presumido

No Lucro Presumido, regime que está disponível para empresas com faturamento anual de até R$ 78 milhões, a carga de impostos das clínicas de psicologia é fixada da seguinte forma:

  • Impostos Federais: 11,33%

  • ISS municipal: 2% a 5%, dependendo do munícipio.

Neste regime, não temos a regra do fator R ou a variação de alíquotas com base no faturamento, como acontece no Simples Nacional.

Dito isso, é importante afirmar, que tanto no Simples Nacional, quanto no Lucro Presumido, é possível pagar menos impostos, em comparação a tributação como pessoa física (sem CNPJ).

3. Lucro Real

O Lucro Real é um regime obrigatório para empresas com faturamento superior a R$ 78 milhões anuais. No entanto, que também, pode ser utilizado por empresas de menor porte.

Contudo, ele raramente é utilizado por clínicas de psicologia, devido a carga tributária envolvida e sua alta complexidade.

Comparativo: pessoa física x sociedade entre psicólogos

Confira o comparativo abaixo e compreenda as principais diferenças entre atuar como pessoa física ou através de uma sociedade entre psicólogos:

Aspecto Psicólogo Autônomo (PF) Sociedade entre Psicólogos (PJ)
Tributação Carnê-Leão (IRPF até 27,5%) Simples Nacional (a partir de 6%)
Emissão de Recibos/Notas Recibos avulsos (Receita Saúde) Nota Fiscal Eletrônica (NFS-e)
Despesas Dedutíveis Limitadas Possível no Lucro Real
Organização Financeira Informal Profissional e planejada
Acesso a crédito e parcerias Limitado Amplo (CNPJ ativo e histórico fiscal)
Crescimento Individual e restrito Coletivo e escalável
Risco fiscal Alto (fiscalização e autuações) Baixo (contabilidade regular)

A diferença de carga tributária pode chegar a mais de 50% entre os dois modelos. Enquanto o psicólogo autônomo paga altos percentuais no IRPF, a sociedade pode operar de forma estruturada, reduzindo os tributos e ampliando a margem de lucro.

Vantagens de abrir sociedade entre psicólogos

Formar uma sociedade entre psicólogos vai muito além da economia tributária. Trata-se de uma decisão estratégica que fortalece a marca, melhora a gestão e cria oportunidades de crescimento profissional.

Entre as principais vantagens estão:

1. Economia de impostos: Como vimos, o Simples Nacional pode reduzir significativamente a carga tributária, especialmente quando a sociedade se enquadra no Anexo III.

Além disso, o imposto é calculado sobre o faturamento da empresa, e não sobre a renda pessoal dos profissionais.

2. Divisão de custos: Com mais de um psicólogo na sociedade, os custos fixos (como aluguel, internet, recepção, limpeza, software de gestão e marketing) são compartilhados, tornando o negócio mais sustentável.

3. Mais credibilidade: Clínicas e sociedades formalizadas passam mais segurança e profissionalismo aos pacientes e convênios. Ter CNPJ, emitir notas fiscais e apresentar estrutura organizada são diferenciais competitivos no mercado.

4. Expansão de serviços: Em uma sociedade, os psicólogos podem atuar em diferentes especialidades, oferecendo atendimentos individuais, em grupo, corporativos ou empresariais. Isso amplia o público-alvo e a receita.

5. Planejamento financeiro profissional: Com uma contabilidade especializada, é possível acompanhar indicadores de lucratividade, fluxo de caixa e metas de crescimento, ferramentas essenciais para clínicas que desejam prosperar.

Cuidados jurídicos e contábeis na sociedade entre psicólogos

Apesar das vantagens, a criação de uma sociedade requer planejamento e formalização correta, para evitar problemas futuros.

Veja os principais cuidados:

  • Elaborar um contrato social detalhado, definindo as funções, percentuais de participação e regras de retirada de lucros;

  • Registrar o contrato e obter o CNPJ;

  • Fazer o registro no CRP da jurisdição;

  • Solicitar alvará de funcionamento e licenças necessárias;

  • Definir o regime tributário mais vantajoso;

  • Manter a contabilidade atualizada e em conformidade com as normas do Conselho Regional.

A Contabiliza+ Contabilidade orienta seus clientes em todas essas etapas, garantindo que a abertura e manutenção da sociedade ocorram de forma segura, rápida e dentro da lei.

Como abrir um CNPJ para sociedade entre psicólogos

Abrir um CNPJ para uma sociedade entre psicólogos é o passo fundamental para formalizar a atividade e ter acesso aos benefícios tributários e administrativos de uma empresa regularizada.

Apesar de parecer burocrático, o processo é simples quando acompanhado por um contador especializado, como a Contabiliza+ Contabilidade.

1.Definição do tipo de sociedade

O primeiro passo é definir o tipo de sociedade, normalmente, uma Sociedade Simples ou Sociedade Limitada (LTDA). Essa escolha influencia o local de registro (cartório ou junta comercial) e o grau de responsabilidade dos sócios.

2.Elaboração do contrato social

O contrato social, documento que descreve os sócios, as participações, o objeto da empresa (prestação de serviços psicológicos), o endereço e as regras internas de funcionamento. Esse contrato é assinado por todos os sócios e registrado no órgão competente.

3.Emissão do CNPJ

Com o contrato registrado, o próximo passo é solicitar o CNPJ na Receita Federal, o que é feito de forma totalmente digital.

Em poucos dias, a sociedade passa a ter um Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica ativo, permitindo emissão de notas fiscais, abertura de conta bancária empresarial e contratação de funcionários.

4.Insicrção Municipal e Alvará de Funcionamento

Depois, é necessário obter a inscrição municipal, que autoriza a emissão de Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e), e providenciar o alvará de funcionamento junto à prefeitura.

Se houver consultório físico, também será preciso licença da vigilância sanitária.

5.Registro no CRP

Por fim, a empresa deve se registrar no Conselho Regional de Psicologia (CRP) da região, para atuar de forma regular.

Com o CNPJ ativo e a contabilidade em dia, o psicólogo pode atuar com segurança, reduzir impostos e crescer de forma sustentável.

💡 Dica: Conte com a Contabiliza+ Contabilidade para cuidar de todo o processo de abertura e garantir o enquadramento tributário mais vantajoso para sua sociedade.

Conclusão

A sociedade entre psicólogos é uma das formas mais inteligentes de estruturar o trabalho, reduzir impostos e conquistar maior estabilidade financeira.
Com o modelo certo e uma gestão contábil eficiente, é possível aumentar o lucro líquido e planejar o crescimento da clínica com segurança.

Além da economia tributária, a formalização traz credibilidade, controle financeiro e liberdade para expandir o negócio, seja abrindo novas unidades, contratando profissionais ou firmando parcerias com convênios.

💡 Não deixe sua profissão ser limitada pela alta carga tributária!

Com o apoio da Contabiliza+ Contabilidade, você pode abrir sua sociedade de forma segura, escolher o regime ideal e pagar menos impostos de forma totalmente legal.

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