Como cancelar recibo no Receita Saúde?

Como cancelar recibo no Receita Saúde?

Cancelar recibo no Receita Saúde é uma ação que pode se tornar necessária em diversas situações enfrentadas por profissionais de saúde que atuam de forma autônoma ou como pessoa física. 

Seja por erro na emissão, atendimento não realizado ou qualquer outra razão válida, saber como cancelar recibo no Receita Saúde de maneira correta é fundamental para evitar complicações fiscais e manter a conformidade com as exigências da Receita Federal. 

Neste artigo, vamos detalhar o processo de cancelamento, explicar as implicações legais e oferecer dicas para minimizar a ocorrência de erros na emissão de recibos.

O que é o Receita Saúde?

Antes de entendermos como cancelar recibo no Receita Saúde, é essencial compreender o que é o Receita Saúde e qual sua importância para os profissionais de saúde. 

O Receita Saúde é um módulo integrado ao aplicativo oficial da Receita Federal do Brasil, desenvolvido para facilitar a emissão de recibos por profissionais de saúde como médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, entre outros. 

Na prática, esse sistema visa organizar e padronizar a forma como os rendimentos desses profissionais são declarados, contribuindo para transparência fiscal e a correta arrecadação de impostos.

Dentre as principais vantagens que podemos observar no Receita Saúde, destacam-se:

  • Facilidade de emissão: Permite a emissão rápida e eficiente de recibos eletrônicos.
  • Redução de erros: Minimiza a possibilidade de erros de digitação e preenchimento.
  • Transparência fiscal: Facilita o cruzamento de informações entre o profissional e a Receita Federal.
  • Acesso digital: Elimina a necessidade de recibos físicos, reduzindo custos e espaço de armazenamento.

Por que você pode precisar cancelar um recibo no Receita Saúde?

Existem diversas razões pelas quais um profissional de saúde pode precisar cancelar recibo no Receita Saúde. Compreender essas situações ajuda a agir de forma rápida e correta, evitando problemas futuros com o Fisco.

Erros de preenchimento: Erros comuns como CPF do paciente incorreto, valores errados ou datas equivocadas podem ocorrer durante a emissão do recibo. Esses erros precisam ser corrigidos para garantir a precisão das informações declaradas.

Atendimento não realizado: Caso um atendimento marcado não seja realizado, é necessário cancelar o recibo correspondente para evitar a declaração de rendimentos inexistentes, o que poderia ser interpretado como sonegação fiscal.

Duplicidade de recibos: Em algumas situações, pode haver a emissão duplicada de um recibo para o mesmo atendimento. Cancelar um dos recibos é essencial para manter a contabilidade correta.

Mudanças nas informações do paciente: Se houver alterações nas informações cadastrais do paciente, como endereço ou dados de contato, pode ser necessário cancelar o recibo emitido e gerar um novo com os dados atualizados.

Como cancelar recibo no Receita Saúde?

Agora que entendemos a importância de cancelar recibo no Receita Saúde, vamos ao passo a passo detalhado para realizar esse processo de maneira eficiente.

1.Acesse o aplicativo Receita Federal: Para iniciar o processo, abra o aplicativo oficial da Receita Federal no seu smartphone. Certifique-se de que está utilizando a versão mais recente do aplicativo para evitar problemas de compatibilidade.

2.Faça login na sua conta Gov.br: Utilize suas credenciais do Gov.br para fazer login no aplicativo. Caso ainda não possua uma conta, será preciso criar uma antes de prosseguir.

3.Navegue até o módulo receita saúde: Dentro do aplicativo, localize e selecione a opção referente ao Receita Saúde. Essa seção é dedicada exclusivamente à emissão e gestão de recibos para profissionais de saúde.

4.Acesse a lista de recibos emitidos: Na interface do Receita Saúde, procure pela opção que lista todos os recibos já emitidos. Isso permitirá identificar qual recibo precisa ser cancelado.

5.Selecione o recibo a ser cancelado: Localize o recibo que contém o erro ou que precisa ser anulado. Clique sobre ele para visualizar os detalhes completos.

6.Opte pelo cancelamento: Dentro dos detalhes do recibo, haverá uma opção para cancelar o recibo. Selecione essa opção para iniciar o processo de cancelamento.

7.Verifique a atualização: Para garantir que o recibo foi cancelado corretamente, verifique novamente na lista de recibos emitidos. O recibo cancelado deve estar identificado como tal.

Prazo para cancelamento de recibos

É muito importante estar atento aos prazos estipulados pela Receita Federal para cancelar recibo no Receita Saúde

Atualmente, o prazo definido pelo fisco para que um recibo possa ser cancelado através do app é de 10 dias.

Se o cancelamento for feito após esse prazo, pode ser necessário justificar a demora ou seguir procedimentos adicionais, o que pode acarretar em multas ou complicações fiscais.

Implicações fiscais do cancelamento

Quando um recibo é cancelado, isso reflete diretamente na declaração de Imposto de Renda tanto do profissional de saúde quanto do paciente.

Sendo assim, procure manter uma comunicação clara com o cliente sobre o cancelamento do recibo, isso evita mal-entendidos e garante que ele possa realizar suas deduções fiscais corretamente.

Além disso, recibos incorretos ou não cancelados podem ser interpretados como tentativas de sonegação fiscal, levando a multas significativas e até mesmo a investigações por parte da Receita Federal.

Dicas para evitar a necessidade de cancelar recibos

Prevenir é sempre melhor do que remediar. Diante disso, aqui estão algumas dicas para melhorar a gestão financeira e minimizar a ocorrência de erros que levem à necessidade de cancelar recibo no Receita Saúde:

1.Verifique os dados antes de emitir: Antes de finalizar a emissão do recibo, revise cuidadosamente todas as informações inseridas, como CPF do paciente, valor do atendimento e data.

2.Mantenha um registro organizado: Tenha um sistema de organização dos atendimentos e dos recibos emitidos. Na prática, isso facilita a identificação rápida de possíveis erros e agiliza o processo de correção.

3.Capacite-se continuamente: Invista em treinamentos e atualizações sobre o uso do Receita Saúde e sobre as melhores práticas de gestão financeira. Profissionais bem informados cometem menos erros.

Como funcionam os impostos sobre recibos emitidos no Receita Saúde?

Sobre as receitas provenientes de prestações de serviços registradas no Receita Saúde, incide o Imposto de Renda Pessoa Física, cuja alíquota pode chegar a 27,50%, conforme a tabela abaixo:

Base de cálculo Alíquota Parcela a deduzir
Até 2.259.20 Isento Isento
De 2.259,21 até 2.826,65 7,50% R$ 169,44
De 2.826,66 até 3.751,05 15% R$ 381,44
De 3.751,06 até 4.664,68 22,50% R$ 662,66
Acima de 4.664,68 27,50% R$ 896,00

Definitivamente esse não costuma ser o melhor formato de tributação para profissionais autônomos, sendo recomendada na maior parte dos casos, a abertura de um CNPJ.

Com um CNPJ, não há necessidade de utilizar o Receita Saúde, uma vez que a emissão de recibos é substituída pela emissão das notas fiscais de serviços, também conhecidas como NFS-e.

Simples Nacional para profissionais da saúde

O Simples Nacional é um regime tributário simplificado voltado para micro e pequenas empresas, incluindo consultórios e clínicas.

O principal benefício do Simples Nacional é a unificação de impostos em uma única guia, além de oferecer alíquotas reduzidas que podem beneficiar profissionais que se formalizam como PJ.

Para profissionais da saúde no Simples Nacional, o regime possui duas categorias de tributação:

  • Anexo III: Com alíquotas a partir de 6%, é voltado para profissionais que destinam ao menos 28% do faturamento para a folha de pagamento.
Faixa Receita em 12 meses Alíquota Valor a deduzir
Até 180.000,00 6,00%
De 180.000,01 a 360.000,00 11,20% R$ 9.360,00
De 360.000,01 a 720.000,00 13,20% R$ 17.640,00
De 720.000,01 a 1.800.000,00 16,00% R$ 35.640,00
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 21,00% R$ 125.640,00
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 33,00% R$ 648.000,00
  • Anexo V: Com alíquotas a partir de 15,50%, se aplica a profissionais que possuem uma folha de pagamento menor que 28% do faturamento.
Faixa Receita em 12 meses Alíquota Valor a deduzir
Até 180.000,00 15,50%
De 180.000,01 a 360.000,00 18,00% R$ 4.500,00
De 360.000,01 a 720.000,00 19,50% R$ 9.900,00
De 720.000,01 a 1.800.000,00 20,50% R$ 17.100,00
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 23,00% R$ 62.100,00
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 30,50% R$ 540.000,00

Esse regime é especialmente benéfico e econômico para aqueles que estão nas primeiras faixas de faturamento.

Lucro Presumido para profissionais da saúde

O Lucro Presumido é uma outra alternativa para reduzir os impostos, especialmente para profissionais com faturamento elevado. 

Neste regime, as alíquotas são fixas, ou seja, não variam de acordo com o valor da folha de pagamento ou volume de faturamento.. Veja como funciona:

  • Impostos federais: 11,33% sobre o faturamento;
  • ISS: Varia de 2% a 5%, dependendo do município.

Assim, a carga tributária total dos profissionais de saúde no Lucro Presumido pode variar de 13,33% a 16,33%, a depender da alíquota do ISS. 

Abertura de CNPJ: alternativa para pagar menos impostos e não utilizar o Receita Saúde

Agora que você já sabe que profissionais que atuam como pessoa jurídica, ou seja, que possuem CNPJ, não precisam utilizar o Receita Saúde, e que além disso, atuando como PJ é possível pagar menos impostos, é hora de conferir o passo a passo para abertura de uma empresa para prestação dos seus serviços.

Ao contrário do que muitos pensam, o processo é simples e pode ser resumido da seguinte forma:

1.Contrate uma contabilidade especializada: Para começar a pagar menos imposto e ao mesmo tempo ficar dispensado do Receita Saúde, a primeira coisa que você precisa fazer é contratar um escritório de contabilidade, preferencialmente especializado no seu segmento.

O contador vai esclarecer suas dúvidas, montar um planejamento tributário completo e lhe ajudar a pagar menos impostos de forma legal, ou seja, mantendo suas obrigações em dia com o fisco.

2.Separe os documentos necessários: Logo em seguida, com a orientação e o suporte da contabilidade, você precisará separar os documentos que serão exigidos para abertura do seu CNPJ, o que inclui:

  • RG e CPF;
  • Comprovante de residência;
  • IPTU do endereço a ser utilizado no CNPJ.

3.Aguarde a abertura e legalização da sua empresa: Por fim, basta aguardar alguns dias, enquanto a contabilidade cuida dos trâmites para abertura e legalização da sua empresa, o que inclui:

  • Registro na Junta Comercial;
  • Emissão do CNPJ;
  • Emissão da Inscrição Municipal;
  • Liberação do Alvará de Localização e Funcionamento.

Com toda documentação em mãos e a orientação da contabilidade, você substituirá o Receita Saúde (recibos), pela emissão de notas fiscais de serviços, e ao mesmo tempo, obterá uma importante economia mensal de impostos.

Como a Contabiliza+ pode ajudar?

Gerenciar as obrigações fiscais como profissional da saúde autônomo não é uma tarefa fácil, e garantir a conformidade fiscal pode ser desafiador. 

A Contabiliza+ oferece soluções especializadas para médicos, dentistas, psicólogos, terapeutas e outros profissionais da saúde. 

Com uma equipe de contadores experientes e ferramentas tecnológicas avançadas, a Contabiliza+ pode auxiliar você a manter suas obrigações fiscais em dia, evitando erros e penalidades.

Conclusão: Mantenha sua gestão financeira em dia com a Contabiliza+

Cancelar recibo no Receita Saúde é uma ação que deve ser realizada com cuidado e precisão para garantir a conformidade fiscal e evitar complicações futuras. 

Compreender o processo, respeitar os prazos e adotar boas práticas de gestão financeira são passos fundamentais para manter a saúde financeira do seu escritório de saúde.

Para facilitar esse processo e garantir que tudo seja feito corretamente, conte com os serviços da Contabiliza+

Nossa equipe está preparada para oferecer todo o suporte necessário, desde a emissão de recibos até o cancelamento de forma eficiente e segura. 

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Fiscalização do PIX: como vai funcionar e quais cuidados é preciso ter

Fiscalização do PIX: como vai funcionar e quais cuidados é preciso ter

A fiscalização do PIX ganhou um novo capítulo recentemente, após a Receita Federal anunciar medidas mais rigorosas para monitorar e registrar as operações financeiras realizadas por pessoas físicas e jurídicas. 

Desde que o PIX foi lançado, em novembro de 2020, como um sistema de pagamentos e transferências instantâneas, o volume de transações realizadas por meio dessa modalidade cresceu vertiginosamente. 

Se antes as transações bancárias tradicionais (DOC, TED) exigiam prazos e custos, o PIX veio para simplificar, oferecendo rapidez, praticidade e tarifas menores ou inexistentes.

Contudo, diante de tamanha popularização e da facilidade de uso, surgiram preocupações acerca de possíveis práticas de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e sonegação de impostos. 

Para enfrentar esses riscos, a Receita Federal decidiu intensificar a fiscalização do PIX, implementando, através da Instrução Normativa 2219/2024 novas regras que visam monitorar de perto as operações realizadas, especialmente aquelas que ultrapassem determinados limites de valor.

Neste artigo, você vai entender em detalhes como funciona essa fiscalização do PIX promovida pela Receita Federal, o que mudou com as novas normas, quais limites foram estabelecidos para pessoas físicas e jurídicas, e como você pode se adaptar para evitar problemas com o Fisco.

Além disso, falaremos sobre a importância de manter a regularidade fiscal e como um contador pode ajudar no planejamento e na adequação das suas operações diante dessa maior vigilância.

Por que a Receita Federal decidiu intensificar a fiscalização do PIX?

Desde que o PIX foi adotado como meio de pagamento, uma das maiores preocupações das autoridades fiscais tem sido o controle das movimentações financeiras que, pela velocidade das transações, podem escapar ao monitoramento convencional. 

Operando 24 horas por dia, 7 dias por semana, o PIX passou a ser o meio de pagamento preferencial de grande parte da população.

Se, por um lado, essa adoção em massa trouxe benefícios inegáveis como agilidade, conveniência e redução de custos, por outro lado ela também abriu espaço para a possibilidade de transações fora do radar tradicional, usadas com fins ilícitos. 

Práticas como sonegação de impostos, lavagem de dinheiro e evasão de divisas poderiam encontrar no PIX uma forma mais célere de ocorrer, sem tanto escrutínio.

Ciente desse cenário, a Receita Federal sentiu a necessidade de reforçar o controle sobre esses fluxos de recursos. Assim, a fiscalização do PIX passou a exigir que instituições financeiras, operadoras de cartão e fintechs compartilhem informações sobre transações acima de certos valores.

O objetivo é criar um mecanismo de cruzamento de dados que permita identificar possíveis inconsistências entre o que é declarado ao fisco e o que, de fato, transita nas contas dos contribuintes.

O que mudou com as novas normas de fiscalização do PIX?

A principal mudança trazida pela intensificação da fiscalização do PIX é a ampliação das entidades obrigadas a reportar informações sobre transações financeiras para a Receita Federal. 

Se antes as obrigações de informação eram concentradas em bancos tradicionais e cooperativas de crédito, agora instituições de pagamento em geral, incluindo bancos digitais e plataformas de pagamento, também devem obedecer aos limites fixados pelo Fisco.

Limites para pessoas físicas e pessoas jurídicas:

  • Pessoas físicas: A soma de transações iguais ou superiores a R$ 5 mil mensais realizadas via PIX devem ser reportadas.

 

  • Pessoas Jurídicas: A soma de transações iguais ou superiores a R$ 15 mil mensais realizadas via PIX devem ser reportadas.

Não há proibição de efetuar transações acima desses valores, mas os dados dessas movimentações deverão ser obrigatoriamente informados à Receita Federal dentro de prazos estabelecidos.

Prazo de envio de dados:

As instituições financeiras e de pagamento que operam o PIX deverão enviar os relatórios de transações acima dos limites até:

  • O último dia útil de agosto, referente aos dados do primeiro semestre do ano corrente.
  • O último dia útil de fevereiro do ano seguinte, referente aos dados do segundo semestre do ano anterior.

Essa periodicidade semestral faz parte do padrão de prestação de informações ao Fisco, que cruza essas movimentações com as declarações de imposto de renda e outros mecanismos de controle.

Ampla abrangência de instituições:

Além dos bancos tradicionais, a intensificação da fiscalização do PIX abrange também fintechs, emissores de cartões de crédito e plataformas de pagamento. 

Dessa forma, praticamente todo o ecossistema de pagamentos fica coberto pelas novas regras, dificultando que movimentações financeiras fiquem “invisíveis” ao olhar da Receita.

Como a Receita Federal vai utilizar essas informações?

De posse dos relatórios fornecidos pelas instituições de pagamento, a Receita Federal pode realizar diferentes tipos de cruzamentos de dados, aumentando a eficiência do seu trabalho de auditoria e fiscalização.

Comparação com declarações de IRPF

Se uma pessoa física movimenta valores elevados via PIX (por exemplo, R$ 50 mil mensais), mas em sua Declaração de Imposto de Renda consta um rendimento muito inferior a esse montante, há um forte indício de omissão de receita.

Esse tipo de inconsistência pode levar à Malha Fina, e o contribuinte será intimado a apresentar justificativas ou correções.

Verificação do carnê-leão para autônomos

Profissionais autônomos ou liberais que recebem pagamentos de clientes via PIX precisam declarar esses valores mensalmente no Carnê-Leão. 

Caso os extratos de PIX não batam com o montante declarado, a Receita pode suspeitar de sonegação de impostos ou subnotificação de rendas.

Identificação de padrões suspeitos

Movimentações recorrentes em horários incomuns, depósitos sucessivos de valores fracionados para evitar a atenção do fisco, ou transferências entre contas de diferentes titulares podem acionar alertas de possíveis fraudes ou esquemas de lavagem de dinheiro. 

Com avançadas tecnologias de Big Data e algoritmos, a Receita Federal pode identificar padrões suspeitos e iniciar investigações específicas.

Impactos da fiscalização do PIX para pessoas físicas

A fiscalização do PIX com limites de R$ 5 mil mensais traz impactos diretos para as pessoas físicas que movimentam quantias elevadas no sistema. 

Conheça os principais pontos de atenção:

Atenção ao Limite de R$ 5 mil: Se você ultrapassa esse valor, suas transações serão comunicadas ao Fisco. 

Não há problema em realizar transações acima disso, mas é preciso que o que você recebe ou transfere esteja de acordo com os rendimentos declarados.

Coerência na declaração: Tudo o que cair em sua conta via PIX deve ter uma origem demonstrável — por exemplo, salários, honorários, aluguéis, lucros e dividendos, entre outros. Caso contrário, pode haver suspeita de omissão de receita.

Controle de pagamentos se você é autônomo: Profissionais que não possuem carteira assinada (por exemplo, consultores, coaches, designers, advogados) e dependem de recebimentos via PIX precisam registrar esses ganhos no Carnê-Leão mensalmente.

Conciliação com cartões de crédito/débito: Se você também recebe ou gasta valores em cartões, a Receita pode cruzar as informações de todas as suas transações financeiras, tornando incongruências facilmente perceptíveis.

Impactos da fiscalização do PIX para empresas

Para as pessoas jurídicas, a fiscalização do PIX se intensifica a partir de R$ 15 mil em transações mensais. 

Na prática, isso exige que as empresas mantenham um controle financeiro rigoroso, a fim de evitar discrepâncias entre o que é declarado e o que, efetivamente, entra e sai das contas.

Faturamento declarado vs. extrato bancário: A Receita Federal realizará análises para identificar se o faturamento total indicado em suas obrigações fiscais é coerente com as movimentações via PIX e outros meios de pagamento. 

Se houver alguma diferença injustificada, pode haver autuação por omissão de receitas.

Gestão de fluxo de caixa: Como o PIX é rápido e bastante utilizado pelos consumidores, é provável que boa parte das vendas de uma empresa seja creditada instantaneamente em sua conta. 

Uma planilha ou software de gestão que categorize cada entrada e concilie com as notas fiscais emitidas é fundamental para demonstrar a legitimidade das transações em eventual auditoria.

Transparência e justificativas de operações: Em algumas situações, pode ocorrer a entrada de valores que não correspondem à venda de produtos ou serviços tributáveis (exemplo: empréstimos, devolução de capital, aporte de sócios). 

Se isso não estiver devidamente justificado e documentado, a Receita pode interpretar como renda não declarada.

Riscos de não adequar-se às novas regras

A intensificação da fiscalização do PIX amplia a possibilidade da Receita Federal detectar omissões e inconsistências nas declarações. Os riscos mais comuns incluem:

  • Malha fina e notificações: O contribuinte pode receber intimações para explicar origens de valores não compatíveis com sua declaração.
  • Multas por omissão de receita: Normalmente, a multa pode chegar a 75% do imposto devido, elevando-se a 150% em casos de fraude comprovada.
  • Eventual criminalização: Se ficar configurada a intenção de fraudar o Fisco, a ação pode ser enquadrada como crime contra a ordem tributária.
  • Restrições de crédito: Contribuintes e empresas com pendências fiscais podem sofrer limitações ao solicitar financiamentos e empréstimos.

Sendo assim, é muito importante que pessoas físicas e jurídicas tenham um controle rigoroso sobre seus rendimentos e declarem os valores recebidos, justificando para o fisco a origem dos recursos, bem como, recolhendo os impostos devidos.

Boas práticas para evitar problemas com a fiscalização do PIX

Diante desse cenário de maior vigilância, algumas boas práticas podem ajudar pessoas físicas e empresas a evitarem problemas com o fisco:

Registre todas as entradas e saídas: Independentemente do valor, mantenha um histórico claro das transações, possibilitando a comprovação das origens e dos destinos do dinheiro.

Emita notas fiscais: A emissão de notas fiscais e a vinculação delas aos pagamentos recebidos via PIX é a melhor forma de atestar que a transação tem lastro comercial e está sujeita ao devido recolhimento tributário.

Use ferramentas de controle financeiro: Softwares e ERPs (Enterprise Resource Planning) ajudam a conciliar as movimentações bancárias, gerar relatórios e cruzar dados, reduzindo o risco de erro humano.

Faça a declaração de Imposto de Renda corretamente: Não deixe de declarar rendas extras, ainda que sejam esporádicas. Mantenha a consistência entre o fluxo de caixa e o que consta nas declarações anuais.

Busque orientação contábil: Um profissional ou escritório de contabilidade pode auxiliar a categorizar corretamente cada operação, apontar deduções fiscais e preparar defesas ou justificativas em caso de questionamento pelo Fisco.

A importância da regularidade fiscal e do apoio contábil

A fiscalização do PIX pela Receita Federal exige que tanto pessoas físicas quanto jurídicas redobrem a atenção no registro e na declaração de rendas. 

Nesse contexto, manter-se em dia com as obrigações fiscais não apenas evita multas e sanções, mas também reforça a credibilidade e a reputação do contribuinte ou do negócio perante bancos, clientes e parceiros comerciais.

Planejamento tributário: Um contador especializado pode ajudar a estruturar suas atividades de forma eficiente, escolhendo o melhor regime de tributação e orientando quanto à emissão de notas fiscais ou ao registro de receitas.

Análise de riscos: Com experiência na área, o profissional contábil pode indicar vulnerabilidades nos procedimentos internos que poderiam levar a inconsistências na declaração.

Conciliação bancária: O suporte contábil dá mais segurança no alinhamento das informações entre a conta bancária e as obrigações fiscais, reduzindo a margem de erro.

Conclusão: prepare-se para a fiscalização do PIX

A intensificação da fiscalização do PIX promovida pela Receita Federal é uma realidade que afeta diretamente a forma como pessoas físicas e empresas movimentam suas contas. 

Ao estabelecer limites de R$ 5 mil para pessoas físicas e R$ 15 mil para pessoas jurídicas, o Fisco criou uma malha de controle mais fina, capaz de identificar omissões de renda, sonegação e outros delitos fiscais.

Para não cair em malha fina e ter tranquilidade no dia a dia, é fundamental ajustar seus processos de registro de transações, conciliação bancária e declaração de rendimentos. 

Manter a coerência entre os valores que entram e saem das suas contas e o que consta em suas obrigações fiscais se tornou ainda mais importante.

Se você deseja garantir que sua empresa ou sua atividade profissional e os seus negócios estejam em conformidade com a fiscalização do PIX e outras obrigações fiscais, a Contabiliza+ Contabilidade pode ajudar! 

Nossa equipe de contadores especializados entende a complexidade das mudanças implementadas pela Receita Federal e está pronta para orientar você em todas as etapas, desde a organização financeira até o planejamento tributário.

Entre em contato conosco e descubra como podemos auxiliar no aperfeiçoamento da sua gestão contábil, garantindo segurança e tranquilidade mesmo neste cenário de maior rigor na fiscalização do PIX!

Como emitir recibo no Receita Saúde: um guia completo para profissionais da saúde

Como emitir recibo no Receita Saúde: um guia completo para profissionais da saúde

Emitir recibo no Receita Saúde é uma das novidades que promete revolucionar a forma como profissionais da saúde, que atuam como autônomos, gerenciam suas finanças e cumprem suas obrigações fiscais. 

O aplicativo Receita Saúde foi desenvolvido pela Receita Federal com o objetivo de facilitar a emissão e o controle de recibos de serviços prestados, aumentando a transparência e a eficiência tributária.

Neste artigo, explicaremos tudo o que você precisa saber para emitir recibo no Receita Saúde de forma simples e eficiente. Além disso, abordaremos as vantagens e obrigações envolvidas e como a Contabiliza+ Contabilidade pode ajudar nesse processo.

O que é o Receita Saúde?

O Receita Saúde é uma plataforma digital que foi desenvolvida pela Receita Federal para que os profissionais autônomos da área da saúde possam emitir recibos eletrônicos. 

A ferramenta busca modernizar a gestão financeira desses profissionais e combater a sonegação fiscal.

Por meio do aplicativo, médicos, psicólogos, fisioterapeutas e outros prestadores de serviços na área da saúde podem registrar e emitir recibos de maneira centralizada, garantindo maior organização e cumprimento das exigências fiscais.

Por que emitir recibo no Receita Saúde?

Emitir recibo no Receita Saúde não é apenas uma exigência fiscal, mas também oferece benefícios significativos para o profissional e para os pacientes:

  • Transparência fiscal: O aplicativo facilita o registro e a comprovação de rendimentos para fins de declaração de imposto de renda.
  • Credibilidade com os pacientes: Emitir recibos digitais demonstra profissionalismo e organização.
  • Dedução de despesas pelos pacientes: Os recibos emitidos podem ser utilizados pelos clientes na declaração do Imposto de Renda para deduzir despesas médicas.
  • Facilidade de controle: O histórico de recibos é armazenado digitalmente, permitindo que o profissional acompanhe seus ganhos de forma organizada.

Como emitir recibo no Receita Saúde?

Emitir recibo no Receita Saúde é um processo simples e rápido. Confira o passo a passo:

1.Faça o download do aplicativo Receita Federal

  • O primeiro passo é baixar o aplicativo oficial da Receita Federal, disponível nas lojas Google Play (Android) e App Store (iOS).

2.Crie ou acesse sua conta Gov.br

  • Para acessar o Receita Saúde, você precisará de uma conta Gov.br com nível de segurança prata ou ouro. 
  • Caso ainda não tenha uma conta, siga as instruções para criá-la no site ou no aplicativo Gov.br. Se já possui uma conta, certifique-se de que ela atende ao nível de segurança exigido.

3.Acesse o Receita Saúde

  • Após fazer login no aplicativo Receita Federal, localize a opção “Receita Saúde” no menu principal e clique para acessar.

4.Preencha o cadastro inicial

Se for a primeira vez que utiliza o Receita Saúde, será necessário preencher informações básicas, como:

  • Nome completo
  • CPF
  • Registro profissional (CRM, CRP, etc.)
  • Endereço e contatos

5.Emita o recibo

Agora que você já está cadastrado, siga os passos abaixo para emitir recibo no Receita Saúde:

  1. Clique em “Novo Recibo”.
  2. Preencha as informações solicitadas, como:
    • Nome completo e CPF do paciente.
    • Descrição do serviço prestado.
    • Data do atendimento.
    • Valor do serviço.
  3. Revise as informações e clique em “Emitir”.

O recibo será gerado e disponibilizado digitalmente para você e para o paciente. Ele também será armazenado no histórico do aplicativo para consultas futuras.

O que fazer em caso de erro na emissão do recibo?

Se você cometeu algum erro ao emitir recibo no Receita Saúde, o aplicativo permite o cancelamento do documento em até 10 dias após a emissão. 

Basta acessar o histórico de recibos, selecionar o documento em questão e clicar na opção de cancelamento. Lembre-se de justificar o motivo do cancelamento, caso necessário.

Quais profissionais precisam emitir recibos no Receita Saúde?

A emissão de recibos no Receita Saúde é obrigatória para profissionais da saúde que atuam como pessoas físicas, sem CNPJ, e prestam serviços diretamente para pessoas físicas. Isso inclui:

  • Médicos
  • Psicólogos
  • Fisioterapeutas
  • Nutricionistas
  • Terapeutas ocupacionais
  • Dentistas

Profissionais que já possuem CNPJ e emitem notas fiscais de prestação de serviços não estão obrigados a utilizar o Receita Saúde.

Vantagens de manter a organização financeira com o Receita Saúde

Além de facilitar a emissão de recibos, o Receita Saúde também contribui para uma gestão financeira mais eficiente. Manter a organização financeira é fundamental para profissionais da saúde, especialmente aqueles que atuam como autônomos. 

Veja algumas vantagens de utilizar o Receita Saúde de forma regular e organizada:

Melhor controle dos rendimentos: O aplicativo permite que o profissional acompanhe em tempo real todos os serviços prestados e valores recebidos. Isso ajuda a identificar períodos de maior ou menor rendimento e a planejar melhor o orçamento.

Facilidade na declaração de imposto de renda: Ao emitir recibos regularmente pelo Receita Saúde, o profissional terá todas as informações necessárias para preencher sua declaração de imposto de renda com precisão.

Contribuição para a regularidade fiscal: A emissão de recibos é uma forma de comprovar a origem dos rendimentos e evitar problemas com o fisco. Profissionais que utilizam o Receita Saúde regularmente demonstram transparência e responsabilidade perante a Receita Federal.

Planejamento financeiro eficiente: Com um histórico detalhado de recibos e receitas, é possível fazer um planejamento financeiro mais assertivo, alocando recursos para investimentos, reserva de emergência ou expansão dos serviços.

Comodidade para os pacientes: Ao utilizar o Receita Saúde, os pacientes recebem seus recibos de forma digital, facilitando o arquivamento e uso desses documentos para dedução de despesas médicas no imposto de renda.

Sendo assim, além de ser uma obrigatoriedade fiscal, o Receita Saúde também garante facilidades e não será um problema para profissionais que fazem questão de manter as suas obrigações em dia com o fisco.

Quais são as penalidades para quem não emitir recibos no Receita Saúde?

A não emissão de recibos no Receita Saúde pode resultar em multas e outras sanções fiscais, conforme previsto pela legislação. 

Além disso, o profissional pode enfrentar problemas em sua declaração de imposto de renda, caso não consiga comprovar a origem de seus rendimentos.

Por isso, é essencial cumprir essa exigência e manter uma rotina de emissão de recibos organizada e regular.

Receita Saúde e a carga tributária

Os rendimentos registrados no Receita Saúde são utilizados para o cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). 

A alíquota varia conforme a tabela progressiva do IRPF, podendo chegar a 27,5% dependendo do montante. 

Veja a tabela abaixo:

Base de cálculo Alíquota Parcela a deduzir
Até 2.259.20 Isento Isento
De 2.259,21 até 2.826,65 7,50% R$ 169,44
De 2.826,66 até 3.751,05 15% R$ 381,44
De 3.751,06 até 4.664,68 22,50% R$ 662,66
Acima de 4.664,68 27,50% R$ 896,00

Para evitar pagar mais do que o necessário, é muito importante organizar os rendimentos e considerar estratégias tributárias.

Quem tem CNPJ precisa emitir recibo no Receita Saúde?

De acordo com a legislação em vigor, profissionais da saúde que possuem CNPJ e prestam seus serviços como pessoa jurídica, não precisam emitir recibos, uma vez que a emissão de notas fiscais cumpre o mesmo objetivo.

Além disso, é importante destacar que na maior parte dos casos, os profissionais da saúde que possuem CNPJ, pagam menos impostos. Na prática, isso acontece, pois na pessoa jurídica é possível obter alíquotas mais baixas.

Na sequência, vamos explicar como funciona o Simples Nacional e o Lucro Presumido, regimes tributários para profissionais da saúde que atuam como pessoa jurídica.

Tributação para profissionais da saúde no Simples Nacional

Quem decide abrir CNPJ e opta pelo Simples Nacional fica sujeito a regra do Fator R, que diz basicamente o seguinte:

  • Profissionais da saúde optantes pelo Simples Nacional, que possuem despesas com pró-labore e folha de pagamento, em volume igual ou maior a 28% sobre o faturamento, são tributados no Anexo III, com alíquota a partir de 6%.
Faixa Receita em 12 meses Alíquota Valor a deduzir
Até 180.000,00 6,00%
De 180.000,01 a 360.000,00 11,20% R$ 9.360,00
De 360.000,01 a 720.000,00 13,20% R$ 17.640,00
De 720.000,01 a 1.800.000,00 16,00% R$ 35.640,00
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 21,00% R$ 125.640,00
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 33,00% R$ 648.000,00
  • Profissionais da saúde optantes pelo Simples Nacional, que possuem despesas com pró-labore e folha de pagamento, em volume inferior a 28% sobre o faturamento, são tributados no Anexo V, com alíquota a partir de 15,50%.
Faixa Receita em 12 meses Alíquota Valor a deduzir
Até 180.000,00 15,50%
De 180.000,01 a 360.000,00 18,00% R$ 4.500,00
De 360.000,01 a 720.000,00 19,50% R$ 9.900,00
De 720.000,01 a 1.800.000,00 20,50% R$ 17.100,00
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 23,00% R$ 62.100,00
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 30,50% R$ 540.000,00

Tributação para profissionais da saúde no Lucro Presumido

Por sua vez, quando os cálculos indicam que o Simples Nacional não é a opção mais econômica para o profissional da saúde PJ, temos o Lucro Presumido como alternativa.

Neste regime não existe variação de alíquotas com base no faturamento, dessa forma, as alíquotas aplicadas são as seguintes:

  • Impostos Federais: 11,33% sobre o faturamento.
  • Imposto Municipal (ISS): 2% a 5% sobre o faturamento, de acordo com a legislação do seu município.

Diante das opções não tenha dúvidas, além de ficar dispensado da utilização do Receita Saúde, quem decide abrir um CNPJ economiza no pagamento de impostos.

Como abrir CNPJ para profissional da saúde e ficar dispensado do Receita Saúde

Como pessoa jurídica você ficará dispensado de emitir recibos através do Receita Saúde, e além disso, poderá aproveitar uma série de outros benefícios, dentre os quais, podemos destacar:

  • Economia no pagamento de impostos;
  • Possibilidade de trabalhar como PJ em clínicas e hospitais;
  • Acesso a linhas especiais de crédito para pessoas jurídicas.

Dito isso, veja no passo a passo abaixo, como abrir o seu CNPJ:

1.Contrate uma contabilidade especializada: Quando o objetivo é abrir CNPJ, a primeira coisa que o profissional da saúde precisa fazer é buscar a assessoria e orientação de uma contabilidade especializada.

O contador ficará responsável por fornecer orientações importantes, cuidar de todos os trâmites para abertura da empresa e também, da entrega de obrigações acessórias ao fisco.

Aqui na Contabiliza+, por exemplo, também nos preocupamos em montar um planejamento tributário para garantir que você pague o menor volume possível de impostos sobre suas atividades, tudo isso, de forma legal, ou seja, sem correr riscos.

2.Separe os documentos necessários: Após contratar uma contabilidade, você precisará separar os documentos necessários para abertura do seu CNPJ, o que inclui os seguintes itens:

  • RG e CPF ou CNH;
  • Comprovante de residência;
  • Carnê IPTU ou Inscrição Imobiliária do local para abertura da empresa;
  • Registro no conselho profissional da sua atividade.

Em caso de dúvidas com a documentação, não se preocupe, pois o nosso time de especialistas está à disposição para lhe fornecer toda assessoria e orientação que for necessária.

3.Aguarde a abertura da sua PJ: Por fim, basta aguardar alguns dias, enquanto cuidamos dos trâmites legais para abertura da sua empresa, o que inclui a emissão dos seguintes documentos:

  • Registro na Junta Comercial do Estado;
  • Emissão do CNPJ na Receita Federal;
  • Liberação do Alvará da Vigilância Sanitária;
  • Emissão da Inscrição Municipal na Prefeitura;
  • Liberação do Alvará de Funcionamento na Prefeitura.

Como a Contabiliza+ Contabilidade pode ajudar?

A Contabiliza+ Contabilidade oferece suporte completo para profissionais da saúde que precisam emitir recibos no Receita Saúde e manter suas finanças organizadas. Nossos serviços incluem:

  • Orientação sobre o uso do Receita Saúde: Ajudamos você a entender e cumprir todas as exigências do aplicativo.
  • Planejamento tributário: Identificamos formas legais de reduzir sua carga tributária.
  • Abertura de CNPJ: Avaliamos se a abertura de um CNPJ é vantajosa para o seu caso, possibilitando a emissão de notas fiscais e outros benefícios.
  • Gestão financeira: Oferecemos ferramentas e relatórios para você acompanhar seus ganhos e despesas.

Conclusão

Emitir recibo no Receita Saúde é uma etapa essencial para profissionais da saúde que desejam manter suas obrigações fiscais em dia e garantir credibilidade junto aos pacientes. 

Com um processo simples e direto, o aplicativo facilita a emissão de documentos e o controle financeiro, mas exige atenção às obrigações fiscais.

Se você é um profissional da saúde e deseja otimizar sua gestão financeira, entre em contato com a Contabiliza+ Contabilidade

Nossa equipe está pronta para ajudar você a alcançar maior eficiência fiscal e financeira, garantindo mais tranquilidade no seu dia a dia.

Quanto vou pagar de imposto ao mudar para ME?

Quanto vou pagar de imposto ao mudar para ME?

Quanto vou pagar de imposto ao mudar para ME? Essa é uma pergunta muito comum para quem está em fase de crescimento profissional ou avaliando a formalização do seu negócio. 

Deixar de ser MEI (Microempreendedor Individual) para mudar para ME (Microempresa) traz uma série de mudanças tributárias e legais. 

Embora a transição possa exigir certo planejamento, é fundamental entender os tipos de imposto que passam a incidir sobre os negócios, as alíquotas, as obrigações acessórias e outras particularidades da ME.

Neste artigo, vamos esclarecer quanto você vai pagar de imposto ao mudar para ME, apresentando os principais regimes tributários disponíveis, as vantagens e desvantagens de cada opção para o microempresário, bem como dicas de gestão financeira para garantir que a empresa mantenha suas obrigações em dia. 

Se você está em busca de maior profissionalização do negócio, acompanhe as próximas linhas e tire suas dúvidas.

O que é uma ME (Microempresa)?

O termo ME (Microempresa) é definido pela legislação brasileira como uma empresa que fatura até R$ 360 mil por ano. 

Ao mudar para ME, você ganha a possibilidade de optar por um regime tributário voltado ao porte do negócio, usualmente mais simples do que regimes para empresas de médio ou grande porte. 

A formalização como ME traz ainda outras características:

  1. Inscrição na Junta Comercial: A empresa passa a ter um contrato social registrado na Junta Comercial.
  2. Mudança na razão social: A razão social da empresa deixa de ser composta pelo nome completo e CPF do empreendedor e passa a ter a sua própria denominação.
  3. Possibilidade de expandir: Como ME, a empresa pode contratar mais funcionários, ter acesso a crédito facilitado, abrir filiais e desenvolver mais atividades.

O próximo passo é escolher o regime de tributação. É isso que definirá, em grande parte, quanto vou pagar de imposto ao mudar para ME.

Quando mudar para ME?

Além de compreender quanto vou pagar de imposto ao mudar para ME, muitas vezes o empreendedor tem dúvidas sobre quando migrar de MEI para ME

O Microempreendedor Individual (MEI) é um regime simplificado e bastante vantajoso para quem fatura até R$ 81 mil por ano e se enquadra em atividades específicas, porém apresenta limitações que podem se tornar um entrave ao crescimento do negócio.

1.Limite de faturamento

O primeiro ponto de atenção é o limite de R$ 81 mil anuais (cerca de R$ 6.750,00 mensais, em média). 

Se a empresa ultrapassar essa soma em um ano-calendário, é necessário deixar o regime do MEI. 

Em alguns casos, é possível realizar a transição dentro do mesmo ano se ficar evidente que se ultrapassará o limite, evitando problemas com a Receita Federal.

2.Atividades não permitidas

Nem todas as atividades podem operar como MEI. Se o empreendedor deseja expandir o portfólio de serviços ou incluir um CNAE que não seja listado como permitido para MEI, precisará migrar de MEI para ME

Ao se tornar Microempresa, o empresário passa a ter mais liberdade de atuação, mas também maior complexidade fiscal.

3.Contratação de funcionários

O MEI só pode ter um funcionário registrado. Se a empresa necessita de mais colaboradores para crescer, esse regime não será suficiente. 

Ao virar ME, é possível contratar quantos funcionários o modelo de negócio exigir, dentro dos limites e leis trabalhistas.

4.Implicações financeiras e tributárias

Embora o MEI seja um regime extremamente simplificado, se o faturamento realmente cresce, os valores de impostos podem se tornar insignificantes perto do potencial de vendas. 

A formalização como ME, por sua vez, permite escolher o Simples Nacional (ou outro regime), o que pode adaptar-se melhor às novas necessidades de faturamento e complexidade do negócio.

5.Ganhos de credibilidade

Muitas vezes, migrar de MEI para ME traz maior credibilidade para fechar contratos com empresas de maior porte. 

Ter um CNPJ de Microempresa (ME) pode ser um diferencial para parcerias, licitações ou financiamentos que exigem comprovação de maior estrutura.

Imposto ao mudar para ME: passos para a migrar de MEI para ME

1.Quitar guias do MEI e solicitar o desenquadramento no portal do empreendedor.

2.Constituir a ME: Registrar na Junta Comercial um contrato social ou requerimento de empresário individual.

3.Escolher o regime tributário: Normalmente, optar pelo Simples Nacional para manter certa simplicidade, se o faturamento estiver abaixo do limite de R$ 4,8 milhões.

4.Fazer as regularizações: Obter alvará, inscrições municipal/estadual conforme a natureza do negócio, e manter obrigações contábeis em dia.

Assim, o migrar de MEI para ME é uma decisão que costuma ser ditada pelo aumento de faturamento, necessidade de expansão, inclusão de atividades não permitidas ou desejo de contratar mais de um funcionário. 

Planejar esse processo de transição com antecedência evita falhas de enquadramento e permite aproveitar o melhor regime tributário para cada fase do empreendimento.

Quais as opções de regime tributário para uma ME?

Ao se tornar ME, o empresário tem essencialmente três caminhos tributários possíveis:

Simples Nacional: 

  • O regime mais simplificado, ideal para micro e pequenas empresas, onde tributos federais, estaduais e municipais são unificados numa só guia (DAS).

Lucro Presumido: 

  • Para empresas que não desejam aderir (ou não podem aderir) ao Simples. Nessa modalidade, parte dos impostos federais (IRPJ e CSLL) são calculados sobre uma presunção de lucro, enquanto outra parte, sobre o faturamento.

Lucro Real: 

  • Regime mais complexo, porém necessário para alguns tipos de negócio, sendo interessante para quem tem margens de lucro pequenas ou apresenta prejuízos em alguns períodos.

Para a maioria das microempresas, o Simples Nacional costuma ser o regime de entrada mais utilizado, pois oferece alíquotas iniciais baixas e facilidade de administração. 

Contudo, é preciso ver se a atividade exercida é permitida no Simples e se alguns outros critérios são atendidos.

Quanto vou pagar de imposto ao mudar para ME no Simples Nacional?

O Simples Nacional adota tabelas de anexos de acordo com a natureza das atividades da empresa (comércio, indústria ou serviços). 

Por sua vez, cada anexo apresenta faixas de faturamento e alíquotas progressivas, de modo que conforme a receita bruta dos últimos 12 meses aumenta, a alíquota efetiva também se eleva. De modo geral:

  • Anexo I: Comércio, alíquotas entre 4% e 19%.
  • Anexo II: Indústria, variando de 4,5% a 30%.
  • Anexo III, IV e V: Serviços, começando em 4,5% e podendo ultrapassar 30% em casos de maior faturamento.

Para uma microempresa com faturamento até R$ 180 mil/ano, por exemplo, a alíquota fica dentro do primeiro degrau do anexo de enquadramento, podendo ser de:

  • 4% (comércio);
  • 4,5% (indústria);
  • Entre 4,5% e 15,50% (serviços). 

Dica: Não basta considerar a alíquota inicial, pois se a empresa expandir o faturamento, a alíquota efetiva subirá.

Por isso, para saber quando vai pagar de imposto ao mudar para ME, bem como, tomar a decisão certa e mais econômica, é muito importante contar com o suporte de uma boa contabilidade.

Quanto vou pagar de imposto ao mudar para ME no Lucro Presumido?

No caso de uma microempresa que não queira ou não possa optar pelo Simples Nacional, o Lucro Presumido pode ser a alternativa. 

Aqui, a forma de calcular IRPJ e CSLL é a seguinte: o fisco define uma base de cálculo presumida (8% a 32% do faturamento, dependendo da atividade) e aplica-se alíquotas de 15% (IRPJ) + 9% (CSLL) sobre esse percentual. 

Na prática, pode ser vantajoso para quem possui margens de lucro elevadas em atividades não beneficiadas no Simples, ou para quem fatura ligeiramente acima do limite do Simples.

Além de IRPJ e CSLL, a empresa no Lucro Presumido paga PIS (0,65%) e COFINS (3%) em regime cumulativo. Também deve pagar ISS (caso de serviços) ou ICMS (em caso de comércio), cada qual seguindo legislação municipal e estadual.

Quanto vou pagar de imposto ao mudar para ME no Lucro Real?

Embora seja menos comum para microempresas, algumas optam pelo Lucro Real para aproveitar deduções de despesas e porque seu negócio apresenta margens de lucro reduzidas ou sofre prejuízo em certos períodos. 

A empresa recolhe IRPJ e CSLL sobre o lucro efetivo mensal, trimestral ou anual. PIS e COFINS são não cumulativos, com alíquotas maiores (1,65% e 7,6%, respectivamente), mas há possibilidade de abatimento de créditos de insumos. 

Na prática, trata-se de um regime com maior complexidade de apuração contábil, mas que pode compensar se a ME tiver despesas dedutíveis em grande monta.

O desafio é que a contabilidade completa no Lucro Real implica custo administrativo mais alto. Além disso, a empresa deve produzir relatórios detalhados e entregar obrigações acessórias mais numerosas. 

Para a maioria das microempresas, esse regime é menos comum, mas não deixa de ser uma opção quando há condições específicas (negócios muito voláteis ou com margens historicamente baixas).

Vantagens e desvantagens de cada regime para uma ME

Confira de forma resumida, as principais vantagens e desvantagens de cada regime tributário que surge como opção na hora de saber quanto sua empresa vai pagar de imposto ao mudar para ME.

Simples Nacional

  • Vantagens: Menos burocracia, pagamento unificado em uma só guia DAS, alíquota inicial potencialmente baixa, regime simplificado de obrigações acessórias.
  • Desvantagens: Alguns ramos de serviço podem ter alíquotas altas. O limite de faturamento é relativamente baixo (R$ 4,8 milhões para se manter no regime). Atividades vedadas não podem aderir.

Lucro Presumido

  • Vantagens: Menos obrigações acessórias do que no Lucro Real, apuração simplificada de IRPJ e CSLL.
  • Desvantagens: Pode ser menos vantajoso se a margem real de lucro for inferior à presunção utilizada (8%, 16% ou 32%), gerando pagamento de imposto maior do que se fosse Lucro Real. Além disso, não unifica tributos em uma única guia.

Lucro Real

  • Vantagens: Se a empresa tiver margens de lucro muito baixas ou flutuações negativas, pode reduzir a carga tributária. Possibilidade de créditos no PIS e COFINS não cumulativos.
  • Desvantagens: Exige contabilidade completa e obrigações acessórias mais intensas. Se a empresa costuma ter resultados estáveis e lucrativos, talvez pague mais IRPJ e CSLL do que se estivesse no Simples ou Presumido.

Mudar para ME: além do imposto, o que considerar?

Ao mudar para ME, a questão de quanto vou pagar de imposto não é o único ponto decisivo. É fundamental observar também:

Responsabilidade limitada: Se a ME for constituída como LTDA ou SLU há proteção do patrimônio pessoal do empreendedor.

Obrigações acessórias: Cada regime tem uma lista de declarações contábeis e fiscais. Avalie se a contabilidade contratada pode suportar esse nível de complexidade.

Possíveis vedações: O Simples tem lista de vedações (ex.: atividades de cunho financeiro). Caso a empresa caia em restrição, precisa partir para outro regime.

Erros comuns ao mudar para ME

Confira alguns erros comuns ao mudar para ME, afim de que você possa evitá-los, e com isso, nao ter dor de cabeça:

Não comparar cenários tributários: Migrar diretamente para o Simples sem checar se no Anexo V (por exemplo) a alíquota inicial não seria muito alta; ou ignorar que o Lucro Presumido poderia ser vantajoso dependendo do ramo.

Ignorar previsões de faturamento: Se a empresa está prestes a ultrapassar o limite do Simples, talvez valha mais a pena iniciar direto em outro regime, evitando transições e custos extras.

Desconsiderar substituição tributária ou ISS fixo: Alguns setores sofrem regimes especiais que podem alterar a conta final de tributos.

Não consultar um contador: Tentar resolver sozinho pode levar a inconsistências e pagamento de impostos a maior ou a menor, gerando multas e retrabalhos.

Conclusão: quanto vou pagar de imposto ao mudar para ME?

Para responder quanto vou pagar de imposto ao mudar para ME, é preciso analisar:

Perfil de faturamento

  • Se está abaixo de R$ 4,8 milhões, o Simples Nacional é uma opção atrativa, mas requer checar se sua atividade não está em anexo com alíquota alta.

Margem de lucro

  • Empresas com margens muito altas ou muito baixas podem preferir regimes como Lucro Presumido ou Lucro Real, respectivamente.

Complexidade e obrigações

  • Regimes fora do Simples exigem mais declarações e contabilidade robusta. Se a ME tem poucos funcionários e operações simples, o Simples facilita.

Assim, a quantia exata de impostos varia conforme a escolha do regime e as características do negócio. 

O essencial é realizar simulações para cada regime, projetando faturamento e custos, para identificar a menor carga tributária dentro das normas. Esse tipo de exercício faz parte do planejamento tributário e evita surpresas.

Deseja ajuda especializada para escolher o melhor regime ao se tornar ME e planejar de forma segura seus impostos? 

Conheça os serviços da Contabiliza+ Contabilidade, cuja equipe oferece consultoria completa para análise de cenários, enquadramento tributário, gestão de obrigações e suporte para manter a empresa em dia, pagando apenas o necessário de tributos.

Como evitar que sua empresa seja excluída do Simples Nacional

Como evitar que sua empresa seja excluída do Simples Nacional

Excluída pelo Simples Nacional: essa é uma expressão que causa preocupação imediata em micro e pequenos empresários que, por algum motivo, correm o risco de perder as vantagens do regime tributário Simples Nacional. 

De fato, o Simples Nacional foi criado para facilitar a vida do empreendedor, unificando diversos impostos em uma só guia e oferecendo alíquotas mais vantajosas. 

Porém, diversas situações podem levar a empresa a ser desenquadrada desse regime, trazendo consequências graves, como o aumento da carga tributária e a obrigatoriedade de lidar com obrigações acessórias mais complexas.

Neste artigo, você vai descobrir as principais causas que fazem uma empresa ser excluída pelo Simples Nacional, bem como aprenderá dicas práticas para evitar esse problema. 

Além disso, entenderá como corrigir pendências e manter a sua organização dentro das regras, evitando surpresas desagradáveis e prejuízos financeiros. 

Acompanhe até o final para conhecer também como a Contabiliza+ pode ajudar você a manter sua empresa regularizada.

Entendendo o Simples Nacional

O Simples Nacional é um regime tributário simplificado instituído pela Lei Complementar nº 123/2006, cujo objetivo principal é reunir em uma única guia de pagamento (o DAS – Documento de Arrecadação do Simples Nacional) vários tributos, dentre eles:

  • Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ)
  • Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)
  • PIS/PASEP
  • COFINS
  • Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)
  • Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)
  • Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS)
  • Contribuição Patronal Previdenciária (CPP)

 Ele é direcionado a micro e pequenas empresas que não excedem o limite de faturamento anual de R$ 4,8 milhões.

Vantagens do Simples Nacional

  • Menos burocracia: O empreendedor emite uma só guia para vários impostos.
  • Alíquotas mais acessíveis: Dependendo da receita, o percentual pode ser significativamente menor do que outros regimes (Lucro Presumido ou Lucro Real).
  • Obrigações acessórias simplificadas: Há menos declarações e rotinas fiscais, o que facilita a gestão.

Entretanto, para usufruir desses benefícios, a empresa deve cumprir uma série de requisitos e prazos. Caso contrário, corre o risco de ser excluída pelo Simples Nacional.

Principais motivos que levam à exclusão do Simples Nacional

Há diversos fatores que podem colocar o negócio em situação de risco, levando ao desenquadramento do regime. Conheça alguns dos principais:

Ultrapassar o limite de faturamento

A regra atual determina que o Simples é válido para empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. 

Se a receita bruta ultrapassar esse montante, a empresa é desenquadrada no exercício seguinte ou, em certos casos, imediatamente, passando a ser tributada em outro regime (Lucro Presumido ou Lucro Real).

Exercer atividades vedadas

Alguns ramos não podem optar pelo Simples, como instituições financeiras, atividades de telecomunicação, produção ou venda de cigarros, fabricação de bebidas alcoólicas sem registro, entre outras. 

Se a empresa acrescentar uma atividade econômica (CNAE) não permitida, poderá ser excluída pelo Simples Nacional.

Manter débitos tributários sem regularização

O acúmulo de dívidas com a Receita Federal, estado ou município, quando não regularizado dentro do prazo, é motivo de exclusão. 

É comum, por exemplo, a empresa deixar de pagar o DAS por vários meses ou não quitar o ICMS e o ISS devidos.

Falta de cumprimento de obrigações acessórias

Ainda que o Simples seja menos burocrático, há obrigações como a Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (DEFIS) e outros documentos (dependendo da atividade) que precisam ser entregues. 

A não apresentação dessas obrigações dentro do prazo estabelecido pela legislação em vigor, pode acarretar problemas com o Fisco.

Informações cadastrais inconsistentes

Dados incorretos no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), falta de alvará ou problemas na Junta Comercial também podem ocasionar o desenquadramento do Simples. 

É muito importante manter as informações atualizadas e em conformidade com a legislação.

Consequências de ser excluída pelo Simples Nacional

Se a empresa for excluída pelo Simples Nacional, ela perderá imediatamente as vantagens do regime, tendo que se adaptar a outro tipo de tributação (normalmente Lucro Presumido ou Lucro Real). Entre as principais consequências, podemos destacar:

  1. Aumento da carga tributária: fora do Simples, é comum que a soma dos impostos seja consideravelmente maior, especialmente para micro e pequenas empresas de serviços.
  2. Mais obrigações acessórias: regimes como Lucro Presumido e Lucro Real exigem escrituração contábil mais detalhada, declarações adicionais (ECF, ECD etc.) e guias de imposto separadas.
  3. Menos competitividade: se o empresário não se planejar, pode ter perda de competitividade em relação a concorrentes que permanecem no Simples.

Portanto, ser excluída pelo Simples Nacional pode afetar drasticamente a saúde financeira e a viabilidade do negócio.

Sinais de alerta: como saber se você está em risco

Muitas vezes, a empresa pode não estar ciente de que corre risco de exclusão. Por isso, é fundamental ficar atento aos seguintes aspectos:

  1. Notificações da Receita Federal: a fiscalização costuma notificar previamente quando detecta irregularidades, concedendo prazo para regularização.
  2. Constantes atrasos no DAS: se há várias guias em atraso, é provável que a empresa esteja na mira do Fisco.
  3. Divergência de dados cadastrais: mudanças de endereço, alteração no quadro societário ou atividade sem a devida atualização podem acionar alertas na base de dados.
  4. Faturamento crescente: ultrapassar o limite de R$ 4,8 milhões é um motivo imediato de exclusão. Portanto, é preciso acompanhar atentamente a soma da receita mensal.

Como evitar que sua empresa seja excluída pelo Simples Nacional

Agora que entendemos as causas e consequências, vamos às medidas práticas para impedir que o seu negócio seja excluído pelo Simples Nacional

A seguir, apresentamos orientações para manter a empresa em dia com obrigações e limites.

Mantenha a contabilidade organizada

Uma contabilidade bem estruturada é o ponto de partida para acompanhar receita, despesas, tributos e obrigações acessórias. 

Com uma análise contábil periódica, é possível identificar problemas rapidamente e corrigi-los a tempo. Além disso, um contador experiente auxilia na emissão correta do DAS e na verificação de débitos.

Verifique o faturamento regularmente

Se a sua empresa está crescendo, ótimo! Mas esse crescimento deve ser monitorado. Faça relatórios mensais ou semanais da receita acumulada e compare com o limite de R$ 4,8 milhões. 

Dessa forma, você saberá quando estiver prestes a ultrapassar o teto e poderá planejar a migração para outro regime, se necessário, ao invés de ser pego de surpresa.

Quite ou parcele débitos em atraso

Caso exista alguma pendência tributária, não espere para regularizar. O Simples Nacional oferece a opção de parcelamento de débitos em até 60 prestações. 

Ao renegociar e manter as parcelas em dia, você evita receber uma notificação de exclusão. Fique atento também a débitos de ICMS e ISS, pois muitos estados e municípios permitem parcelamentos específicos.

Atualize dados cadastrais e alvarás

Qualquer modificação no endereço, atividade, quadro societário ou capital social deve ser comunicada aos órgãos competentes. 

Manter o cadastro atualizado evita divergências e problemas junto à Receita Federal, Junta Comercial e Prefeitura. Não se esqueça de renovar e regularizar alvarás de funcionamento, laudos sanitários e demais licenças necessárias.

Entregue todas as obrigações acessórias no prazo

Embora o Simples seja mais simples que outros regimes, ainda há obrigações como a DEFIS anual, emissão de notas fiscais eletrônicas (quando aplicável) e possível envio de declarações municipais ou estaduais relacionadas a serviços. 

A não entrega, ou entrega fora do prazo, pode gerar multas e até exclusão. Fique atento ao calendário fiscal e use lembretes ou softwares de gestão para não perder prazos.

Fique de olho nas atividades vedadas

Se você planeja expandir o negócio para outras áreas, verifique se elas são permitidas no Simples Nacional. Alguns CNAEs (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) não podem ser incluídos nesse regime.

Caso seja indispensável incluir uma atividade vedada, saiba que você será desenquadrado e precisará avaliar a mudança para outro regime tributário.

O que fazer se a empresa recebeu notificação de exclusão

Receber uma notificação oficial comunicando que você pode ser excluída pelo Simples Nacional não significa o fim do mundo. Veja como proceder:

  1. Identifique o motivo: leia atentamente o comunicado e descubra a causa (débitos, atividade incompatível, etc.).
  2. Regularize pendências: se for questão de dívidas, faça o pagamento ou solicite parcelamento. Caso seja problema cadastral, atualize as informações.
  3. Comprove a regularização: dependendo do caso, pode ser necessário apresentar documentos ou protocolar requerimentos para comprovar que você sanou as inconsistências.
  4. Acompanhe o resultado: mesmo após a solução, verifique se o status foi atualizado no Portal do Simples Nacional ou no e-CAC (Centro Virtual de Atendimento da Receita Federal).

É crucial agir rápido, pois há prazos legais para contestar a exclusão ou regularizar a situação antes que a decisão se torne definitiva.

Alternativas caso o desenquadramento seja inevitável

Em alguns cenários, o crescimento do faturamento ou a necessidade de exercer determinada atividade tornam-se inviáveis para manter o Simples. 

Nesses casos, ser excluída pelo Simples Nacional se torna inevitável. Então o que fazer?

  1. Avaliar o Lucro Presumido: pode ser uma boa alternativa para empresas com margens de lucro razoáveis, pois há uma tributação fixa sobre a receita, sem necessidade de apurar lucro real.
  2. Analisar o Lucro Real: recomendado para empresas com despesas significativas ou atividade sazonal, pois só se tributa efetivamente o lucro auferido.
  3. Planejamento tributário: com apoio de um contador, é possível simular cenários e ver qual regime oferece melhor equilíbrio entre carga tributária e obrigações acessórias.

Boas práticas para gestão dos negócios

Manter-se em conformidade exige um esforço constante. Algumas práticas podem prevenir problemas:

  • Reuniões periódicas com a contabilidade: discuta resultados, tributos e projeções de faturamento para tomar decisões antecipadas.
  • Educação fiscal: busque entender minimamente as regras do Simples e de outros regimes, pois isso ajuda na hora de expandir o negócio.
  • Automação de processos: softwares de gestão podem emitir notas fiscais, calcular impostos e gerar relatórios de forma integrada, reduzindo falhas humanas.
  • Auditorias internas: verificar periodicamente notas emitidas, registros de vendas e estoque garante que não haja discrepâncias que resultem em questionamentos do Fisco.

Exemplos de situações reais

Caso A: Uma empresa de consultoria com faturamento anual de R$ 3,5 milhões percebeu em novembro que, devido ao aumento de clientes, faturaria R$ 5 milhões até dezembro. 

Já que ultrapassaria o limite de R$ 4,8 milhões, decidiu planejar a migração para o Lucro Presumido no ano seguinte, evitando ser excluída pelo Simples Nacional de forma abrupta e ganhando tempo para se adaptar.

Caso B: Um comércio acumulou 5 meses de DAS em atraso por dificuldades financeiras. Recebeu notificação de exclusão, mas conseguiu, dentro do prazo, parcelar a dívida em 36 vezes. 

Assim, regularizou a situação e manteve-se no Simples, evitando uma carga tributária maior que agravaria a crise.

Essas histórias mostram que há caminhos para contornar possíveis problemas, desde que se aja com velocidade e planejamento.

Conclusão: mantenha-se no Simples com organização e prevenção

Ser excluída pelo Simples Nacional pode trazer transtornos e custos elevados para sua empresa, especialmente se ela ainda estiver em fase de consolidação. 

Contudo, esse risco pode ser minimizado com algumas atitudes-chave: manter a contabilidade em dia, acompanhar o faturamento, quitar ou parcelar débitos, atualizar regularmente informações cadastrais e entregar as obrigações acessórias dentro do prazo. 

Caso receba uma notificação de exclusão, corrija a falha prontamente e apresente as devidas comprovações ao Fisco.

Lembre-se de que o Simples Nacional foi criado para impulsionar pequenos negócios, mas a concessão de benefícios exige contrapartidas como disciplina financeira, transparência e cumprimento de regras. 

Se você adotar uma rotina de boas práticas administrativas, seu negócio poderá se manter nesse regime, aproveitando todos os benefícios do menor custo tributário e menos burocracia.

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Enquadramento no Simples Nacional: como solicitar?

Enquadramento no Simples Nacional: como solicitar?

Enquadramento no Simples Nacional: como solicitar? Essa é uma das principais dúvidas de quem está começando um negócio ou precisa ajustar seu regime tributário para obter vantagens fiscais e simplificar obrigações legais. 

O Simples Nacional é um regime criado especificamente para micro e pequenas empresas, oferecendo redução de burocracia e, muitas vezes, uma carga tributária menor em comparação aos regimes de Lucro Presumido ou Lucro Real. 

No entanto, para desfrutar desses benefícios, é fundamental entender como se dá o processo de enquadramento no Simples Nacional e quais requisitos devem ser observados antes de fazer a solicitação.

Ao longo deste artigo, você descobrirá quem pode aderir ao Simples Nacional, quais são as principais vantagens, quais documentos e procedimentos são exigidos no processo de solicitação e como fazer tudo de maneira correta e segura. 

Também abordaremos pontos importantes, como o prazo para solicitação, formas de regularizar pendências e as situações que podem impedir o enquadramento. 

Continue a leitura e fique por dentro de tudo o que é necessário para ingressar nesse regime tributário tão importante para pequenos empreendedores.

O que é o Simples Nacional?

O Simples Nacional é um regime que foi criado pela Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, com o objetivo de unir vários tributos em uma única guia de pagamento e simplificar a vida do empreendedor. 

Nesse regime, o empresário paga impostos federais, estaduais e municipais em uma só via, conhecida como DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).

Principais tributos unificados:

  • Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ)
  • Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)
  • PIS/PASEP
  • COFINS
  • Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)
  • Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)
  • Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS)
  • Contribuição Patronal Previdenciária (CPP)

Ao optar pelo Simples, a empresa passa a calcular todos esses impostos de forma unificada, com base em tabelas progressivas que variam conforme a receita bruta acumulada e o setor de atividade. 

Para o empreendedor, isso representa simplificação burocrática e, em muitos casos, redução da carga tributária.

Quem pode fazer o enquadramento no Simples Nacional?

Antes de saber como solicitar o enquadramento no Simples Nacional, é fundamental conhecer os requisitos para adesão. De modo geral, podem optar por esse regime as empresas que:

  • Possuem faturamento anual limitado a R$ 4,8 milhões (no caso de empresas com mais de um estabelecimento, considera-se a soma do faturamento de todos).
  • Exerçam atividade permitida pela legislação do Simples Nacional. Atividades vedadas, como instituições financeiras e algumas atividades de locação de imóveis, não podem participar.
  • Estejam em dia com suas obrigações fiscais: não ter débitos com a Receita Federal, a Fazenda Estadual ou a Prefeitura Municipal.

Além disso, profissionais autônomos com nível de faturamento mais baixo também podem se enquadrar como MEI (Microempreendedor Individual), mas esse é outro regime específico, com limites ainda menores de faturamento (R$ 81 mil anuais). 

Já para empresas que ultrapassem o limite de R$ 4,8 milhões, será necessário migrar para o regime de Lucro Presumido ou Lucro Real.

Vantagens do enquadramento no Simples Nacional

Por que tantas empresas têm interesse no enquadramento no Simples Nacional? A resposta está nos benefícios, que podem fazer grande diferença no bolso do empreendedor e na rotina do negócio:

  1. Redução da burocracia: Em vez de emitir várias guias para impostos distintos, o empresário gera apenas o DAS, facilitando os processos de pagamento e controle tributário.
  2. Alíquotas menores: Dependendo do faturamento e do tipo de atividade (comércio, indústria ou serviços), as alíquotas podem ser inferiores às dos outros regimes.
  3. Obrigações acessórias simplificadas: A empresa precisa cumprir menos declarações e registros do que quem está no Lucro Presumido ou Lucro Real.
  4. Incentivo ao crescimento: Até atingir o limite de R$ 4,8 milhões, a empresa paga impostos de forma escalonada, conforme o volume de vendas.
  5. Unificação de contribuições previdenciárias: A CPP (Contribuição Patronal Previdenciária) está incluída no DAS, simplificando a relação com a Previdência.

Essas vantagens fazem do Simples Nacional um regime muito atrativo para micro e pequenas empresas. Entretanto, antes de entrar nele, deve-se atentar aos prazos e à regularidade fiscal para não cometer erros que impeçam a adesão.

Como solicitar o enquadramento no Simples Nacional?

Agora que você entende por que o enquadramento no Simples Nacional é tão importante, vamos ao passo a passo de como efetuar a solicitação. 

Vale lembrar que o processo é feito de forma online, por meio do site da Receita Federal ou do Portal do Simples Nacional, e requer atenção aos detalhes e prazos.

1.Verificar pendências fiscais

Antes de qualquer coisa, é importante garantir que a empresa não tenha débitos pendentes com nenhum ente federativo. 

Se houver débitos com a Receita Federal, estado ou município, será necessário regularizar essas pendências. Caso contrário, o pedido de enquadramento não será aceito.

2.Cadastro e dados atualizados

Certifique-se de que o CNPJ esteja ativo e de que os dados cadastrais junto aos órgãos competentes (Junta Comercial, Prefeitura, entre outros) estejam corretos. 

Atividades incompatíveis com o Simples devem ser excluídas ou ajustadas. Se houver mudança na atividade principal, é fundamental atualizar a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE).

3.Acessar o Portal do Simples Nacional

Com tudo em ordem, acesse o Portal do Simples Nacional (ou o site da Receita Federal) para iniciar o processo de solicitação de opção pelo regime. 

Para isso, você pode usar o código de acesso do Simples Nacional ou o certificado digital (caso a empresa possua).

No menu principal, procure a seção “Simples – Serviços” e, em seguida, “Opção” ou “Solicitação de Opção pelo Simples Nacional”.

4.Preencher o formulário de solicitação

O sistema exibirá um formulário no qual você deve confirmar dados cadastrais da empresa, informar se existem pendências a regularizar e declarar que cumpre os requisitos legais. Tenha em mãos:

  • Dados de sócios e administradores;
  • Atividades econômicas exercidas;
  • Endereço atualizado;
  • Informações adicionais exigidas pela Receita Federal.

5.Aguardar análise e conclusão

Após o envio, o sistema faz a verificação automática de pendências. Caso não encontre irregularidades, a opção será aprovada. 

Você pode acompanhar o status pelo mesmo portal. Se o enquadramento for confirmado, o regime passa a valer a partir do mês de solicitação ou, se estiver dentro do prazo legal de adesão, retroage ao início do ano-calendário, dependendo de quando o pedido foi feito.

Prazo para solicitar o enquadramento no Simples Nacional

A legislação estabelece um prazo específico para optar pelo Simples Nacional. Em geral, quem já tem CNPJ e deseja migrar para o Simples deve fazer a opção até o último dia útil de janeiro de cada ano. 

Se a empresa for constituída recentemente, é possível solicitar o enquadramento em até 30 dias após a inscrição no CNPJ, desde que não se ultrapasse 180 dias da data de abertura. Nesse caso, a opção retroage à data de abertura do CNPJ.

Atenção aos prazos anuais

Se você perder o prazo anual (até o último dia útil de janeiro), só poderá entrar no Simples no próximo ano, a menos que seja uma nova empresa constituída. 

Por isso, é fundamental planejar-se para fazer a solicitação dentro do período adequado, evitando ficar mais tempo do que o necessário em outro regime com carga tributária maior.

Principais erros que impedem o enquadramento no Simples

Mesmo entendendo como solicitar o enquadramento no Simples Nacional, alguns erros comuns podem atrapalhar o processo. Veja os mais frequentes:

Débitos não pagos: Ao deixar de quitar tributos atrasados, o empreendedor terá o pedido de opção pelo Simples recusado.

Atividade não permitida: Determinadas atividades, como instituições financeiras ou empresas de segurança privada, são vedadas no Simples. Mantenha sua CNAE atualizada e confira a lista de atividades permitidas.

Falta de atualização cadastral: Dados incorretos no CNPJ, mudança de endereço ou alteração contratual não registrada podem gerar inconsistências e barrar a adesão.

Perda do prazo: Solicitar depois do último dia útil de janeiro (no caso de empresas já em funcionamento) significa ficar de fora do Simples durante todo o ano-calendário.

Faturamento além do limite: Se a empresa faturar acima de R$ 4,8 milhões no ano, não poderá aderir ou permanecer no Simples.

Situações especiais no enquadramento

Algumas situações exigem cuidado extra. Por exemplo:

  • Empresa com filial em outro estado: a soma do faturamento de todas as filiais não pode ultrapassar o limite estabelecido.
  • Alteração de porte: uma microempresa (ME) pode virar empresa de pequeno porte (EPP) se o faturamento crescer, mas ainda dentro do limite do Simples. É preciso atualizar esse dado junto aos órgãos competentes.
  • Inclusão de nova atividade: caso você deseje acrescentar um ramo de atividade, verifique se ela é compatível com o Simples Nacional.

O que acontece após a aprovação?

Uma vez aprovado o enquadramento no Simples Nacional, a empresa passa a recolher todos os tributos por meio do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), cuja data de vencimento é todo dia 20 do mês subsequente àquele em que ocorreu o fato gerador.

Emissão do DAS e obrigações acessórias

Além de emitir a guia mensal do DAS, o negócio precisa cumprir algumas obrigações acessórias, como a Declaração Anual do Simples Nacional (DEFIS), e, em alguns estados e municípios, há obrigações específicas relacionadas ao ICMS e ao ISS. 

É menos burocrático que os outros regimes, mas ainda assim requer acompanhamento de um contador para garantir que tudo seja feito corretamente.

Monitoramento do faturamento

Uma vez no Simples, não se deve perder de vista o limite de R$ 4,8 milhões. Se a empresa ultrapassar esse valor, será desenquadrada no ano seguinte, ou até mesmo no mesmo ano em situações mais específicas, podendo arcar com impostos mais altos e outras obrigações complexas de Lucro Presumido ou Lucro Real.

Por que contar com suporte contábil ao optar pelo Simples?

Embora o processo de solicitação de enquadramento no Simples Nacional seja relativamente simples no aspecto burocrático (pois pode ser feito online), contar com um escritório de contabilidade especializado faz toda a diferença no resultado final. 

Um contador experiente auxilia em:

  • Análise de viabilidade: ajudando a confirmar se o Simples realmente é vantajoso ou se outro regime pode ser melhor;
  • Levantamento de débitos: identificando pendências que possam impedir a adesão;
  • Preenchimento correto dos dados: evitando erros cadastrais que podem atrasar ou barrar a aprovação;
  • Planejamento tributário: mesmo no Simples, há estratégias para reduzir ainda mais a carga de impostos, especialmente quando a empresa presta serviços e quer migrar de um anexo para outro;
  • Orientação contínua: garantindo que a empresa fique em dia com as obrigações acessórias e evite riscos de exclusão.

Como funciona a exclusão do Simples Nacional?

É importante mencionar que a empresa pode sair do Simples Nacional de forma voluntária ou involuntária. 

Na exclusão voluntária, o contribuinte decide, por exemplo, migrar para o Lucro Presumido. Já na involuntária, a Receita Federal exclui a empresa quando identifica alguma infração grave, como:

  • Ter atividade vedada;
  • Exceder o limite de faturamento;
  • Acumular débitos sem regularização.

Em caso de exclusão, a empresa passa a recolher impostos pelos outros regimes a partir do ano-calendário seguinte ou até mesmo retroativamente, dependendo das circunstâncias.

Conclusão: fique atento ao prazo e às regras para ingressar no Simples

O enquadramento no Simples Nacional é uma ferramenta poderosa para reduzir burocracia e, na maioria dos casos, diminuir a carga tributária de micro e pequenas empresas. No entanto, é essencial observar os prazos, sanar pendências e estar em conformidade com a legislação. 

Uma vez que a opção seja aprovada, o empreendedor deve manter um controle regular do faturamento e das obrigações acessórias para não perder o benefício.

Se você deseja contar com uma equipe contábil que domine todos esses detalhes, garantido que a solicitação seja feita de maneira correta e eficiente, pode contar com o apoio de especialistas. 

Uma boa assessoria assegurará que seu negócio aproveite ao máximo as vantagens do Simples, ao mesmo tempo que mantém total conformidade fiscal e legal.

Precisa de ajuda para efetuar o enquadramento no Simples Nacional e aproveitar todos os benefícios desse regime? 

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Como regularizar sua empresa e evitar problemas com o fisco

Como regularizar sua empresa e evitar problemas com o fisco

Regularizar sua empresa e evitar problemas com o fisco é uma preocupação central para qualquer empreendedor que deseja crescer de forma sustentável, manter uma boa reputação no mercado e afastar a possibilidade de multas ou sanções legais. 

Em meio à complexa legislação tributária brasileira, é fundamental entender os passos necessários para manter a regularidade do negócio, desde a abertura até a manutenção de obrigações periódicas. 

Neste artigo, vamos abordar as principais dicas e estratégias para você regularizar sua empresa e evitar problemas com o fisco, garantindo tranquilidade e segurança para o seu empreendimento.

Entenda a importância de formalizar o seu negócio

Muitas pessoas iniciam atividades empresariais de forma autônoma ou informal, acreditando que assim têm menos custos ou menos obrigações. 

No entanto, manter uma empresa sem a devida formalização é um risco considerável. Além de estar sujeita a possíveis fiscalizações e penalizações, a falta de registro limita o acesso a linhas de crédito, parcerias comerciais e outros benefícios.

Vantagens de ter uma empresa regularizada

  1. Credibilidade no mercado: Fornecedores, clientes e bancos tendem a confiar mais em negócios que funcionam legalmente.
  2. Acesso a incentivos governamentais: Algumas linhas de financiamento, subsídios e programas de incentivo são exclusivos para empresas formalizadas.
  3. Segurança jurídica: Ao constituir uma empresa conforme a lei, você protege o seu patrimônio pessoal em vários aspectos, dependendo do tipo societário escolhido.
  4. Menos riscos de multas e sanções: Manter a regularidade reduz drasticamente a possibilidade de enfrentar penalidades aplicadas pelo Fisco.

Formalizar a sua atividade é, na verdade, um investimento que garante solidez e reduz riscos de longo prazo.

Passos fundamentais para abrir e regularizar sua empresa

Para regularizar sua empresa e evitar problemas com o fisco, é crucial conhecer os passos principais para abrir o negócio corretamente. 

A seguir, apresentamos um panorama do processo, que pode variar de acordo com o estado ou o município, mas segue uma estrutura geral:

Escolha da natureza jurídica e elaboração do contrato social

O primeiro passo para abrir uma empresa é definir qual será a forma jurídica mais adequada ao seu caso, como:

  • MEI (Microempreendedor Individual): para negócios com faturamento anual de até R$ 81 mil e apenas um funcionário (quando permitido pela legislação de cada atividade).
  • Empresário Individual (EI): para quem deseja ter uma empresa em nome próprio, mas não se enquadra como MEI.
  • Sociedade Limitada (LTDA): quando há mais de um sócio, limitando a responsabilidade ao capital social investido.
  • Sociedade Limitada Unipessoal (SLU): possibilita ter responsabilidade limitada mesmo com um único sócio

Com a natureza jurídica definida, é hora de elaborar o contrato social, especificando as atividades, participação de sócios (se houver), capital social, entre outros detalhes essenciais. 

Esse documento é registrado na Junta Comercial do estado ou no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas, conforme o tipo empresarial.

Obtenção do CNPJ

Depois do registro na Junta Comercial ou no cartório competente, o próximo passo é obter o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) junto à Receita Federal. 

Esse cadastro é feito online, e a liberação do número costuma ser relativamente rápida.

Inscrições estadual e municipal

Dependendo da atividade, pode ser necessária a inscrição na Secretaria de Fazenda do estado (para negócios que lidam com produtos sujeitos ao ICMS) e a inscrição municipal na Prefeitura (para empresas prestadoras de serviços sujeitas ao ISS). 

Essas inscrições permitem a emissão de notas fiscais e também controlam o recolhimento de impostos locais.

Alvarás e licenças

Para regularizar sua empresa e evitar problemas com o fisco, é fundamental obter alvará de funcionamento, licença sanitária, vistoria do Corpo de Bombeiros e outras autorizações específicas ao segmento de atuação. 

O processo de licenciamento varia de acordo com a natureza do negócio e com o município onde ele está instalado. Não negligencie essa etapa, pois operar sem alvarás pode resultar em multas e interdições.

Registro em órgãos de classe

Algumas atividades específicas, como advocacia, engenharia, medicina ou contabilidade, exigem registro no respectivo conselho de classe. Verifique se a sua profissão demanda esse tipo de habilitação e mantenha-o atualizado.

Principais obrigações e cuidados para manter a empresa regularizada

Não basta apenas abrir a empresa e obter o CNPJ. Para regularizar sua empresa e evitar problemas com o fisco de forma permanente, é essencial cumprir uma série de obrigações tributárias, trabalhistas e previdenciárias. Entre as mais comuns, destacam-se:

Emissão de notas fiscais

Toda venda de mercadoria ou prestação de serviço deve ser acompanhada da emissão de nota fiscal, conforme a legislação. 

Não emitir notas pode caracterizar sonegação fiscal. Existem plataformas que facilitam esse processo, desde softwares de gestão até sistemas gratuitos disponibilizados por secretarias de fazenda estaduais.

Pagamento de impostos e contribuições

Dependendo do regime tributário escolhido (Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real), a empresa terá de recolher impostos em diferentes guias e alíquotas. 

O ideal é contar com uma contabilidade especializada para evitar equívocos, multas e juros. Impostos como IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, ISS, ICMS e INSS Patronal podem incidir sobre a receita bruta ou sobre o lucro, conforme o regime.

Folha de pagamento e obrigações trabalhistas

Se a empresa possui funcionários, é necessário recolher encargos como FGTS, INSS e efetuar o pagamento de salários até o quinto dia útil do mês. 

Também deve-se cumprir obrigações como o envio de informações pelo eSocial, a emissão de holerites e a elaboração de contratos de trabalho. O descumprimento dessas normas pode gerar reclamatórias trabalhistas e multas.

Declarações e obrigações acessórias

Além dos impostos, existem declarações periódicas que devem ser enviadas aos órgãos competentes, como:

  • DEFIS (Simples Nacional): Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais para empresas do Simples.
  • DCTF e ECF (Lucro Presumido e Lucro Real): Demonstração de Débitos e Créditos Tributários Federais e Escrituração Contábil Fiscal.
  • SPEDs: Sistema Público de Escrituração Digital, que abrange notas fiscais, contabilidade e outras obrigações.

Deixar de enviar uma dessas declarações no prazo implica multas e, em alguns casos, pode até suspender a regularidade da empresa.

Como escolher o melhor regime tributário para o seu negócio

Regularizar sua empresa e evitar problemas com o fisco também envolve selecionar o regime tributário adequado. As opções principais são:

Simples Nacional: voltado para micro e pequenas empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. Unifica oito tributos em uma só guia (DAS) e simplifica a rotina fiscal.

Lucro Presumido: Indicado para empresas com faturamento de até R$ 78 milhões/ano e com uma margem de lucro mais alta. A tributação é calculada a partir de um percentual presumido de lucro sobre a receita.

Lucro Real: Geralmente adotado por grandes empresas, especialmente aquelas com margens de lucro baixas ou que precisam de maior controle para compensar prejuízos fiscais. É mais complexo, mas pode ser vantajoso se o lucro efetivo for menor que o presumido.

Escolher corretamente evita pagar impostos além do necessário e reduz a exposição a autuações do Fisco. A ajuda de um contador experiente é essencial nessa análise.

Por que manter uma contabilidade especializada é importante

Administrar um negócio envolve várias frentes: vendas, marketing, atendimento ao cliente, gestão de pessoas e, claro, a parte financeira e contábil. 

Uma contabilidade especializada é fundamental para quem quer regularizar sua empresa e evitar problemas com o fisco, pois ela:

  • Auxilia na constituição da empresa: definindo o melhor tipo societário e providenciando os registros necessários.
  • Cuida das obrigações fiscais: calculando impostos, preenchendo declarações e evitando atrasos nos pagamentos.
  • Orienta em questões trabalhistas: gerindo folhas de pagamento, contratos e encargos.
  • Realiza planejamento tributário: buscando a otimização fiscal dentro da lei.
  • Evita multas e autuações: ao manter tudo dentro da conformidade legal.

Portanto, se você deseja investir tempo e energia na expansão do negócio, contar com suporte contábil confiável é indispensável.

Como manter a saúde financeira do negócio e prevenir riscos fiscais

Cumprir obrigações legais e fiscais não é suficiente se as finanças da empresa estiverem desorganizadas. 

Uma gestão financeira sólida é a base para regularizar sua empresa e evitar problemas com o fisco a longo prazo. Veja alguns cuidados necessários:

Separação das contas pessoais e empresariais

Misturar o dinheiro pessoal com o da empresa causa confusão, dificulta a contabilidade e pode levar a erros na hora de apurar impostos. 

Abra uma conta bancária específica para o negócio e mantenha um registro rigoroso de todos os pagamentos e recebimentos.

Fluxo de caixa controlado

Uma das principais razões para atrasos no pagamento de tributos é a falta de dinheiro em caixa. 

Elabore projeções de fluxo de caixa, prevendo despesas fixas (como aluguel, salários, impostos) e receitas estimadas. Assim, você evita surpresas e planeja os pagamentos antecipadamente.

Reserva para emergências e obrigações

É recomendável manter uma reserva financeira para cobrir imprevistos, como uma queda nas vendas ou a necessidade de quitar um imposto não planejado. 

Essa prática confere maior estabilidade e reduz o risco de endividamento ou atrasos nas obrigações.

Análise periódica de resultados

Para regularizar sua empresa e evitar problemas com o fisco, é útil realizar análises mensais ou trimestrais do desempenho financeiro, avaliando indicadores como lucratividade, endividamento e rentabilidade. 

Com dados claros, você pode tomar decisões de forma mais consciente, inclusive planejando investimento em tecnologia, pessoal ou ampliação do espaço físico.

Principais erros que levam a problemas com o fisco

  1. Omissão de receitas: Deixar de declarar rendimentos pode resultar em multas elevadas e investigações de sonegação fiscal.
  2. Não emitir notas fiscais: Esse hábito facilita a ação do Fisco em fiscalizações, que pode autuar a empresa e exigir o recolhimento retroativo de impostos.
  3. Atrasar declarações e guias: Cada tipo de atraso gera multas diárias ou mensais, aumentando a dívida da empresa.
  4. Não atualizar dados cadastrais: Mudanças de endereço, atividade ou quadro societário devem ser informadas aos órgãos competentes para manter a regularidade.
  5. Falta de assessoria contábil: Tentar controlar tudo sem ajuda especializada aumenta o risco de erros e de não cumprimento dos prazos legais.

Passo a passo para regularizar pendências fiscais

Se, por algum motivo, sua empresa já estiver em situação irregular, é possível corrigi-la. O processo inclui:

1.Identificação das pendências: Verifique no site da Receita Federal (e-CAC), na Secretaria de Fazenda estadual e na Prefeitura se existem débitos ou obrigações não cumpridas.

2.Negociação ou parcelamento: Caso haja dívidas, verifique a possibilidade de parcelá-las, evitando exclusão de regimes como o Simples Nacional ou ações de cobrança judicial.

3.Retificação de declarações: Se houver erros em declarações já enviadas, você pode retificá-las para corrigir as informações.

4.Documentação de comprovação: Em caso de notificações ou autuações, apresente documentos que comprovem a regularização ou contestem eventuais divergências.

5.Acompanhamento constante: Após a resolução, mantenha a rotina em dia para prevenir reincidências.

Atualizações legislativas e a importância de estar informado

A legislação tributária brasileira passa por mudanças frequentes, seja por meio de novas instruções normativas, leis complementares ou decretos estaduais e municipais. 

Uma empresa que não acompanha essas alterações corre o risco de descumprir normas atualizadas e, assim, sofrer penalidades.

Para regularizar sua empresa e evitar problemas com o fisco de maneira contínua, é importante:

  • Ficar atento a portais oficiais: Receita Federal, Secretarias de Fazenda estaduais, Prefeituras, e assim por diante.
  • Participar de cursos e eventos: Sempre que possível, mantenha-se atualizado sobre novidades em tributação e gestão contábil.
  • Manter contato estreito com sua contabilidade: Profissionais contábeis se dedicam a acompanhar essas mudanças, podendo alertá-lo sobre o que é relevante para o seu negócio.

Conclusão: Uma gestão adequada garante tranquilidade e crescimento sustentável

Para regularizar sua empresa e evitar problemas com o fisco, a chave está em combinar planejamento, organização financeira e auxílio de um serviço contábil especializado. 

A formalização e a manutenção da regularidade não são apenas uma exigência legal, mas também um pilar que sustenta a credibilidade e a prosperidade do seu negócio no mercado. 

Ao seguir os passos apresentados neste artigo, você estará no caminho certo para manter seu empreendimento sempre em conformidade, focando na expansão e na melhoria contínua dos processos.

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Abertura de CNPJ para psicólogo [Passo a Passo]

Qual o melhor tipo de empresa para psicólogo

A abertura de CNPJ para psicólogo está em alta, afinal essa é uma decisão capaz de gerar muitos benefícios para os psicólogos em geral.

Mas, afinal, qual é o passo a passo e como funciona na prática o processo para abrir um CNPJ e começar a desenvolver as atividades como PJ (Pessoa Jurídica)?

Neste conteúdo, além de responder a essa pergunta, vamos falar detalhadamente sobre o funcionamento dos impostos e os benefícios que um CNPJ pode lhe entregar.

Para saber mais, esclarecer suas dúvidas e conferir o que o nosso time de especialistas separou para você, continue conosco e acompanhe este conteúdo até o final.

Abertura de CNPJ para psicólogo: vale a pena?

Não tenha dúvidas, a abertura de CNPJ para psicólogo é um excelente negócio, por uma série de motivos, a começar pela economia de impostos.

De acordo com a legislação em vigor, psicólogos que não possuem CNPJ, ou seja, que prestam seus serviços como pessoa física, seja de forma autônoma ou com algum tipo de vínculo empregatício, precisam contribuir mensalmente para o IRPF (Imposto de Renda).

Até aqui tudo bem, afinal pessoas jurídicas também pagam impostos. No entanto, é preciso considerar que as alíquotas do IRPF são muito elevadas, mesmo para profissionais que não possuem um alto faturamento mensal.

Veja a tabela abaixo:

Base de cálculo Alíquota Parcela a deduzir
Até 2.259.20 Isento Isento
De 2.259,21 até 2.826,65 7,50% R$ 169,44
De 2.826,66 até 3.751,05 15% R$ 381,44
De 3.751,06 até 4.664,68 22,50% R$ 662,66
Acima de 4.664,68 27,50% R$ 896,00

Em um dos próximos tópicos, você descobrirá que com um CNPJ, dentre outras coisas, é possível pagar apenas 6% de impostos em Simples Nacional, por exemplo.

Dito isso, confira outros benefícios relacionados a abertura de CNPJ para psicólogo:

  • Permissão para emitir notas fiscais: Com um CNPJ você poderá emitir notas fiscais, e com isso, atender clientes corporativos, incluindo clínicas e empresas em geral.
  • Acesso a linhas de crédito: Como pessoa jurídica, o psicólogo pode abrir uma conta bancária empresarial e com isso, dentre outras coisas, ter acesso a linhas especiais de crédito, com juros baixos e prazo longo para pagamento.
  • Economia no plano de saúde: Se você paga ou pretende começar a pagar um plano de saúde, saiba que eles costumam custar menos para pessoas jurídicas.

Diante da economia de impostos e demais benefícios citados, não tenha mais dúvidas, investir na abertura de CNPJ para psicólogo é um excelente negócio.

Abertura de CNPJ para psicólogos: impostos na pessoa jurídica

Após um breve panorama, você já descobriu que a abertura de CNPJ para psicólogos é um ótimo negócio. Sendo assim, é hora de conferir como funcionam os impostos na pessoa jurídica.

Para isso, vamos apresentar alíquotas e explicar detalhadamente, como funciona o Simples Nacional e o Lucro Presumido.

Simples Nacional para psicólogos

No Simples Nacional os psicólogos pagam seus impostos em guia única mensal, observada a regra do Fator R, que diz basicamente o seguinte:

  • Psicólogos que possuem despesas com pró-labore e folha de pagamento em volume igual ou maior que 28% sobre o seu faturamento, recolhem impostos no Anexo III, com alíquota a partir de 6%.

Anexo III

Faixa Receita em 12 meses Alíquota Valor a deduzir
Até 180.000,00 6,00%
De 180.000,01 a 360.000,00 11,20% R$ 9.360,00
De 360.000,01 a 720.000,00 13,20% R$ 17.640,00
De 720.000,01 a 1.800.000,00 16,00% R$ 35.640,00
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 21,00% R$ 125.640,00
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 33,00% R$ 648.000,00
  • Psicólogos que possuem despesas com pró-labore e folha de pagamento em volume menor que 28% sobre o seu faturamento, recolhem impostos no Anexo V, com alíquota a partir de 15,50% sobre o faturamento.

Anexo V

Faixa Receita em 12 meses Alíquota Valor a deduzir
Até 180.000,00 15,50%
De 180.000,01 a 360.000,00 18,00% R$ 4.500,00
De 360.000,01 a 720.000,00 19,50% R$ 9.900,00
De 720.000,01 a 1.800.000,00 20,50% R$ 17.100,00
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 23,00% R$ 62.100,00
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 30,50% R$ 540.000,00

Apesar das alíquotas aparentemente elevadas nas últimas faixas, é preciso destacar que em função da coluna “valor a deduzir”, a alíquota efetiva máxima do Simples Nacional para psicólogos é de 19,50% sobre o faturamento.

Lucro Presumido para psicólogos

Na abertura de CNPJ para psicólogo a contabilidade realizada uma análise do volume de faturamento do profissional e alguns outros fatores. Por sua vez, diante dessa análise, em alguns casos o Lucro Presumido pode ser indicado como o melhor regime tributário.

No Lucro Presumido, a carga de impostos para psicólogos funciona da seguinte forma:

  • Impostos Federais: alíquota fixa de 11,33% sobre o faturamento;
  • Imposto Municipal (ISS): alíquota entre 2% a 5% sobre o faturamento, a depender da legislação do seu município.

Para saber mais e encontrar o regime mais econômico para sua realidade. Entre em contato conosco e fale com um dos nossos especialistas!

Abertura de CNPJ para psicólogo [Passo a Passo]

Após tratarmos dos benefícios da PJ de psicologia e de aspectos tributários, é hora de apresentar o passo a passo completo da abertura de CNPJ para psicólogo.

1.Contrate uma contabilidade especializada

O primeiro passo da abertura de CNPJ para psicólogo é a contratação dos serviços de uma contabilidade especializada.

O contador é o profissional responsável por conduzir todos os trâmites da abertura de CNPJ, bem como, lhe ajudar a economizar no pagamento de impostos e manter suas obrigações em dia com o fisco.

Dito isso, se você ainda não possui uma contabilidade especializada ao seu lado, saiba que você pode contar com o time da Contabiliza+. Atendemos psicólogos de todas as partes do país!

2.Separe os documentos necessários

Por sua vez, logo em seguida e com a orientação da contabilidade, o psicólogo precisará separar os documentos necessários para abertura de CNPJ, o que inclui:

  • RG e CPF ou CNH;
  • Comprovante de residência;
  • Carnê IPTU ou Inscrição Imobiliária do local para abertura da empresa;
  • Registro do psicólogo responsável técnico no CRP – Conselho Regional de Psicologia.

Caso você não possua um endereço comercial para utilizar no seu CNPJ, não se preocupe, pois podemos lhe fornecer uma sede virtual.

3.Escolha o tipo de CNPJ para psicólogo

O psicólogo que decide atuar como pessoa jurídica possui diferentes tipos de CNPJ à sua disposição, dentre os quais, podemos destacar:

Sociedade Limitada Unipessoal (SLU)

A Sociedade Limitada Unipessoal, ou SLU, é uma modalidade recente, criada com a Lei da Liberdade Econômica (Lei nº 13.874/2019), que oferece uma solução simples e segura para profissionais que desejam atuar como pessoa jurídica sem a necessidade de sócios.

Principais características:

  • Constituição individual: O psicólogo pode abrir a empresa sozinho, sem a necessidade de incluir sócios, mantendo total controle sobre as decisões do negócio.
  • Responsabilidade limitada: O patrimônio pessoal do profissional é separado do patrimônio da empresa, o que protege bens pessoais em caso de dívidas ou obrigações financeiras da empresa.
  • Capital social: Não exige um capital mínimo, como acontecia na Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI), que demandava um capital equivalente a 100 vezes o salário-mínimo vigente.

Sociedade Simples

A Sociedade Simples é um modelo jurídico amplamente utilizado por profissionais liberais, incluindo psicólogos, que desejam formalizar suas atividades em conjunto com outros colegas. 

Esse tipo de sociedade é caracterizado pela prestação de serviços de natureza intelectual ou científica.

Principais características:

  • Atividade intelectual: Focada exclusivamente em atividades ligadas à prestação de serviços profissionais, sem finalidade empresarial (como comércio ou indústria).
  • Dois ou mais sócios: Exige, no mínimo, dois sócios para sua constituição, que podem ser outros psicólogos ou profissionais de áreas afins.
  • Registro no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas: Diferente de outras naturezas jurídicas, a Sociedade Simples não é registrada na Junta Comercial, mas sim no cartório competente.

Sociedade Empresária Limitada

A Sociedade Empresária Limitada é uma modalidade jurídica voltada para atividades empresariais, que podem incluir tanto a prestação de serviços quanto outras operações relacionadas a fins lucrativos. 

Diferentemente da Sociedade Simples, ela tem caráter empresarial e exige um nível maior de formalização.

Principais características:

  • Dois ou mais sócios: Assim como a Sociedade Simples, exige a presença de pelo menos dois sócios para sua constituição.
  • Registro na Junta Comercial: A Sociedade Empresária Limitada deve ser registrada na Junta Comercial do estado onde será localizada.
  • Responsabilidade Limitada: Assim como na SLU, os sócios têm responsabilidade limitada ao valor das suas cotas na empresa.

Para saber mais e identificar o melhor tipo de CNPJ para os seus objetivos, entre em contato e fale com um dos nossos especialistas.

4.Aguarde a abertura e legalização do CNPJ

Por fim, é preciso aguardar alguns dias, enquanto a contabilidade conduz os trâmites para abertura do CNPJ, o que inclui:

  • Registro na Junta Comercial do Estado;
  • Emissão do CNPJ na Receita Federal;
  • Liberação do Alvará da Vigilância Sanitária;
  • Emissão da Inscrição Municipal na Prefeitura;
  • Liberação do Alvará de Funcionamento na Prefeitura.

Assim que toda documentação for liberada, providencie o registro da sua PJ de psicologia no CRP (Conselho Regional de Psicologia) para desenvolver suas atividades de forma regular.

Vale destacar, que sociedades unipessoais de psicologia são isentas do pagamento de anuidade, uma vez que o profissional já realiza o pagamento como pessoa física.

Quanto custa a abertura de CNPJ para psicólogo?

O custo da abertura de CNPJ para psicólogo não é muito elevado e em pouco tempo o investimento pode ser recuperado em função da economia de impostos que se pode obter.

Veja como funciona:

  • Taxa de registro na Junta Comercial: Valor cobrado pela Junta Comercial do estado onde o CNPJ será aberto e registrado.
  • Honorários da contabilidade: Valor cobrado pelo escritório de contabilidade que ficará responsável por conduzir os trâmites para abertura do CNPJ.
  • Certificado digital: Custo com a aquisição de um certificado para trocar informações com o fisco e assinar documentos digitalmente.

Para saber mais e obter um orçamento detalhado para abertura de CNPJ para psicólogo, entre em contato conosco e fale com um dos nossos especialistas.

Vale lembrar que como uma contabilidade digital, a Contabiliza+ atende psicólogos de todas as partes do país!

Psicólogo pode ser MEI?

Quando o assunto é a abertura de CNPJ para psicólogo, uma dúvida muito comum é a que diz respeito ao MEI – Microempreendedor Individual.

“Afinal, psicólogo pode ser MEI?”

Diante desse tipo de dúvida é preciso esclarecer que de acordo com a legislação em vigor, psicólogo não pode ser MEI. Na prática, isso acontece, pois a psicologia é uma atividade que não faz parte do rol de ocupações permitidas para microempreendedores individuais.

Contabilidade para psicólogos é com a Contabiliza+

Quando o objetivo é a abertura de CNPJ para psicólogo, escolha a Contabiliza+

Confira alguns dos nossos benefícios:

Especialização: A Contabiliza+ especializou-se em contabilidade para psicólogos, garantindo que você receba um serviço adaptado às suas necessidades.

Economia de tempo e energia: Como psicólogo, seu tempo é melhor investido com seus pacientes, não com papelada. Deixe a Contabiliza+ cuidar da sua contabilidade, para que você possa se concentrar no que realmente importa.

Atualização: A legislação fiscal está em constante mudança. Nosso time de especialistas permanece atualizado sobre todas as leis e regulamentações relevantes, assegurando que você esteja sempre em conformidade, evitando penalidades.

Ferramentas modernas: Utilizamos ferramentas e software de contabilidade de última geração para oferecer o melhor serviço.

Assessoria completa: Aqui você encontra uma assessoria completa em contabilidade para psicólogos, incluindo:

  • Garantia de pagar a menor carga tributária;
  • 13 anos de experiência no seu negócio;
  • Consultoria financeira gratuita por 2 meses;
  • Equipe formada por contadores e advogados;
  • Contabilidade 100% digital. não há troca de papéis físicos;
  • Sistema de gestão gratuito;
  • Emissor de nota fiscal gratuito;
  • Abertura rápida CNPJ em 48 horas;
  • Atendimento feito por pessoas;
  • Cuidamos de toda abertura de forma digital;
  • Suporte no credenciamento junto aos convênios.

Com a Contabiliza+, você não está apenas contratando um serviço de contabilidade, está ganhando um parceiro. Um parceiro comprometido em impulsionar seu sucesso, minimizar suas despesas e garantir que suas obrigações fiscais e contábeis estejam sempre em dia.

Entre em contato conosco e conte com o nosso suporte para abrir o seu CNPJ, economizar no pagamento de impostos e manter as obrigações em dia com o fisco!

Tipos de CNPJ para psicólogo: tudo que você precisa saber

Tipos de CNPJ para psicólogos

Quando o assunto são os tipos de CNPJ para psicólogo muitas dúvidas podem surgir, dentre elas, a que diz respeito ao pagamento de impostos e aos trâmites para abertura de um CNPJ.

Sabendo disso, a Contabiliza+, sua assessoria contábil especializada em profissionais da área de psicologia, decidiu preparar um conteúdo completo sobre o tema.

Ao longo deste conteúdo você terá a oportunidade de ficar por dentro de tudo o que precisa saber sobre o CNPJ para psicólogos, e assim, esclarecer suas dúvidas.

Para saber mais e conferir o que a nossa equipe separou para você, continue conosco e acompanhe este conteúdo até o final.

CNPJ para psicólogo, vale a pena?

Não tenha dúvidas, investir na abertura de CNPJ para psicólogo é uma decisão muito inteligente, e que pode garantir uma série de benefícios, a começar pela economia de impostos.

De acordo com a legislação em vigor, psicólogos que atuam como pessoa física, ou seja, que não possuem um CNPJ, ficam sujeitos a contribuir mensalmente com o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), cuja alíquota pode chegar a 27,50%, conforme faixas de rendimentos da tabela abaixo:

Base de cálculo Alíquota Parcela a deduzir
Até 2.259.20 Isento Isento
De 2.259,21 até 2.826,65 7,50% R$ 169,44
De 2.826,66 até 3.751,05 15% R$ 381,44
De 3.751,06 até 4.664,68 22,50% R$ 662,66
Acima de 4.664,68 27,50% R$ 896,00

A contribuição em questão é obrigatória tanto para profissionais autônomos, como também, para aqueles que prestam serviços com algum tipo de vínculo empregatício.

  • No caso dos profissionais que trabalham por conta própria, a legislação determina que o carnê leão seja preenchido mensalmente, para fins de cálculo e recolhimento do Imposto de Renda devido.
  • Por sua vez, no caso daqueles que trabalham com carteira assinada, o imposto é descontado diretamente na folha de pagamento e repassado ao fisco pelo empregador.

Sem dúvida alguma, a carga tributária do Imposto de Renda Pessoa Física é muito elevada, sendo portanto, esse um dos principais fatores para que um número cada vez maior de psicólogos optem pela abertura de CNPJ.

Como pessoa jurídica, podemos citar como exemplo, o caso dos psicólogos optantes pelo Simples Nacional, que a depender dos seus rendimentos mensais, podem pagar apenas 6% em impostos.

A alíquota de 6% para psicólogos optantes pelo Simples Nacional contempla profissionais com faturamento anual de até R$ 15 mil, gerando uma enorme economia fiscal.

Benefícios da abertura de CNPJ para psicólogo

Além da economia significativa de impostos, os psicólogos que decidem abrir um CNPJ para desenvolver suas atividades como pessoa jurídica, podem aproveitar os seguintes benefícios:

Permissão para emitir notas fiscais: Como pessoa jurídica é possível emitir notas fiscais com facilidade, e com isso, prestar serviços como PJ para clínicas, empresas e hospitais, maximizando seus rendimentos mensais.

Economia na contratação de plano de saúde: As operadoras de planos de saúde costumam oferecer condições especiais e valores mais atrativos para pessoas jurídicas.

Acesso a linhas de crédito: Como pessoa jurídica você poderá abrir uma conta bancária empresarial e ter acesso a benefícios como linhas especiais de crédito e financiamento.

Na prática, essas são apenas mais algumas das razões que você deve considerar na hora de tomar a decisão de abrir o seu CNPJ.

Tipos de CNPJ para psicólogo

Abrir um CNPJ é uma etapa essencial para psicólogos que desejam atuar de forma regularizada, expandir suas possibilidades de trabalho e acessar benefícios como emissão de notas fiscais e maior facilidade na gestão financeira. 

No Brasil, os psicólogos podem optar por diferentes tipos de natureza jurídica ao formalizar suas atividades, sendo as opções mais comuns a Sociedade Limitada Unipessoal (SLU), a Sociedade Simples e a Sociedade Empresária Limitada

Cada modelo apresenta características específicas, vantagens e requisitos legais que precisam ser analisados cuidadosamente para atender às necessidades do profissional.

Neste texto, exploramos em detalhes as particularidades de cada tipo de CNPJ para psicólogos, destacando suas diferenças, vantagens e aplicações.

1.Sociedade Limitada Unipessoal (SLU)

A Sociedade Limitada Unipessoal, ou SLU, é uma modalidade relativamente recente, criada com a Lei da Liberdade Econômica (Lei nº 13.874/2019), que oferece uma alternativa mais simples e segura para profissionais que desejam atuar como pessoa jurídica sem a necessidade de sócios.

Principais características:

  • Constituição individual: O psicólogo pode abrir a empresa sozinho, sem a necessidade de incluir sócios, mantendo total controle sobre as decisões do negócio.
  • Responsabilidade limitada: O patrimônio pessoal do profissional é separado do patrimônio da empresa, o que protege bens pessoais em caso de dívidas ou obrigações financeiras da empresa.
  • Capital social: Não exige um capital mínimo, como acontecia na Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI), que demandava um capital equivalente a 100 vezes o salário-mínimo vigente.

Vantagens da SLU para psicólogos:

  • Facilidade de gestão: Como o psicólogo é o único titular, as decisões são centralizadas, e não há necessidade de reuniões ou acordos entre sócios.
  • Proteção patrimonial: O risco financeiro limita-se ao patrimônio da empresa, garantindo maior segurança para o patrimônio pessoal.
  • Regime tributário flexível: A SLU pode optar por regimes tributários como o Simples Nacional, o Lucro Presumido ou o Lucro Real, sendo o Simples Nacional o mais vantajoso para a maioria dos psicólogos.

Quando a SLU é indicada?

A SLU é ideal para psicólogos que desejam atuar de forma independente, oferecendo serviços individuais ou gerenciando uma clínica pequena, mas sem a intenção de dividir responsabilidades com outros profissionais.

2.Sociedade Simples

A Sociedade Simples é um modelo jurídico amplamente utilizado por profissionais liberais, incluindo psicólogos, que desejam formalizar suas atividades em conjunto com outros colegas. 

Esse tipo de sociedade é caracterizado pela prestação de serviços de natureza intelectual ou científica.

Principais características:

  • Atividade intelectual: Focada exclusivamente em atividades ligadas à prestação de serviços profissionais, sem finalidade empresarial (como comércio ou indústria).
  • Dois ou mais sócios: Exige, no mínimo, dois sócios para sua constituição, que podem ser outros psicólogos ou profissionais de áreas afins.
  • Registro no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas: Diferente de outras naturezas jurídicas, a Sociedade Simples não é registrada na Junta Comercial, mas sim no cartório competente.

Vantagens da Sociedade Simples para psicólogos:

  • Simplicidade operacional: É menos burocrática do que outros modelos societários, sendo ideal para grupos pequenos.
  • Tributação no Simples Nacional: Assim como a SLU, a Sociedade Simples pode optar pelo Simples Nacional, que oferece alíquotas reduzidas para a área da saúde.
  • Flexibilidade de participação: Cada sócio pode contribuir com capital, trabalho ou ambos, dependendo do acordo entre os integrantes.

Quando a Sociedade Simples é indicada?

A Sociedade Simples é ideal para psicólogos que desejam atuar em parceria com outros profissionais, como em uma clínica multidisciplinar ou em consultórios compartilhados.

3.Sociedade Empresária Limitada

A Sociedade Empresária Limitada é uma modalidade jurídica voltada para atividades empresariais, que podem incluir tanto a prestação de serviços quanto outras operações relacionadas a fins lucrativos. 

Diferentemente da Sociedade Simples, ela tem caráter empresarial e exige um nível maior de formalização.

Principais características:

  • Dois ou mais sócios: Assim como a Sociedade Simples, exige a presença de pelo menos dois sócios para sua constituição.
  • Registro na Junta Comercial: A Sociedade Empresária Limitada deve ser registrada na Junta Comercial do estado onde será localizada.
  • Responsabilidade Limitada: Assim como na SLU, os sócios têm responsabilidade limitada ao valor das suas cotas na empresa.

Vantagens da Sociedade Empresária Limitada

  • Caráter empresarial: Permite não apenas a prestação de serviços, mas também outras atividades como a comercialização de produtos relacionados à psicologia (livros, materiais terapêuticos, etc.).
  • Gestão compartilhada: O modelo possibilita a divisão de responsabilidades entre os sócios, que podem definir funções específicas e percentuais de participação.
  • Tributação diversificada: Oferece opções tributárias variadas, sendo o Simples Nacional o mais vantajoso para pequenas empresas.

Quando a Sociedade Empresária Limitada é indicada?

Esse modelo é indicado para psicólogos que desejam atuar em parcerias com outros profissionais em clínicas maiores ou que pretendem oferecer serviços e produtos associados à área da psicologia.

Qual tipo de CNPJ para psicólogo escolher?

A escolha do tipo de CNPJ depende das necessidades, objetivos e estrutura de trabalho do psicólogo. Veja um resumo prático:

  • SLU (Sociedade Limitada Unipessoal): Melhor opção para quem quer trabalhar de forma independente e precisa de simplicidade e proteção patrimonial.
  • Sociedade Simples: Ideal para parcerias com outros profissionais voltadas exclusivamente à prestação de serviços de psicologia.
  • Sociedade Empresária Limitada: Indicado para psicólogos que desejam atuar sociedade, com possibilidade de ampliar as operações e oferecer produtos ou serviços relacionados.

Independentemente da escolha, é fundamental buscar orientação de um contador ou advogado especializado para garantir que o modelo escolhido esteja alinhado às necessidades profissionais e às regulamentações vigentes.

Tipos de CNPJ para psicólogo: Afinal, psicólogo pode ser MEI?

De acordo com a legislação em vigor psicólogos não podem exercer suas atividades como MEI – Microempreendedor Individual.

Na prática, isso acontece pois a psicologia é um tipo de atividade profissional, regulada por conselho de classe, e que, portanto, não faz parte do rol de ocupações permitidas para os Microempreendedores Individuais.

Contudo, a boa notícia é que existem outros tipos de CNPJ para psicólogo, conforme nós detalhamos no tópico anterior.

Tipos de CNPJ para psicólogo: como abrir um CNPJ?

Após esclarecer uma série de dúvidas importantes sobre tipos de CNPJ para psicólogo, é hora de conferir o passo a passo completo para abertura do seu CNPJ.

1.Contrate um escritório de contabilidade

Quando o objetivo é abrir CNPJ, a primeira coisa que o psicólogo precisa fazer é contratar um escritório de contabilidade, preferencialmente que seja especializado na área da saúde, como a Contabiliza+.

O contador vai cuidar de todos os trâmites para abertura do seu CNPJ, além de lhe ajudar a manter suas obrigações em dia com o fisco e a economizar no pagamento de impostos.

Diante disso, se você deseja saber mais sobre a abertura de CNPJ para psicólogo, o que inclui os benefícios da decisão de ser PJ e os trâmites necessários para tirar os seus planos do papel, entre em contato conosco!

2.Separe os documentos necessários

Por sua vez, logo na sequência você precisará separar os documentos necessários para abertura do seu CNPJ, o que inclui:

  • RG e CPF;
  • Comprovante de residência;
  • IPTU do endereço de registro do CNPJ.

Em caso de dúvidas com a documentação para abertura do seu CNPJ, não se preocupe, pois você poderá contar com o suporte do nosso time de especialistas.

3.Escolha o tipo de CNPJ e regime tributário

Nesta etapa, com a orientação da contabilidade, você precisará escolher um regime tributário e um dos tipos de CNPJ para psicólogo.

Com relação ao regime tributário, as opções mais indicadas para psicólogos que decidem atuar como PJ, são as seguintes:

Simples Nacional: Neste regime os psicólogos pagam seus impostos em guia única mensal, cuja alíquota para aqueles que recebem rendimentos de até R$ 15 mil por mês, pode ser de apenas 6%.

Lucro Presumido: Neste regime a tributação dos psicólogos é fixada entre 13,33% e 16,33% sobre o faturamento mensal.

Aqui na Contabiliza+ Contabilidade você conta com o suporte de especialistas para identificar o regime tributário mais econômico para sua realidade.

Por sua vez, com relação aos tipos de CNPJ para psicólogo, tudo vai depender dos seus objetivos, dentre as opções disponíveis, citamos às seguintes:

  • SLU – Sociedade Limitada Unipessoal;
  • Sociedade Empresária Limitada;
  • Sociedade Simples.

4.Aguarde a abertura da sua PJ de psicologia

Por fim, basta aguardar alguns dias, enquanto a contabilidade cuida dos trâmites para abertura do CNPJ, o que inclui:

  • Registro na Junta Comercial;
  • Emissão do CNPJ na Receita Federal;
  • Emissão da Inscrição Municipal;
  • Liberação do Alvará de Localização e Funcionamento.

Além disso, é sempre importante lembrar da necessidade de registar a PJ de psicologia no CRP – Conselho Regional de Psicologia.

Assim que toda documentação estiver em ordem você poderá desenvolver suas atividades como pessoa jurídica e aproveitar todos os benefícios dessa decisão.

Deseja saber mais sobre os tipos de CNPJ para psicólogo, abrir a sua PJ e economizar no pagamento de impostos? Se a sua resposta foi “Sim”, clique no botão do WhatsApp e entre em contato conosco!

Tudo que você precisa saber sobre o Receita Saúde

Nota fiscal ou recibo

Com a chegada de 2025, uma importante mudança impactará os profissionais autônomos da área de saúde: a obrigatoriedade de uso do aplicativo Receita Saúde

Este artigo apresenta todos os detalhes sobre a ferramenta, sua funcionalidade, quem deve utilizá-la, as penalidades para quem não aderir e como a Contabiliza+ Contabilidade pode auxiliar nessa transição.

Para saber mais, esclarecer todas as suas dúvidas e se adequar as novas exigências do fisco, continue conosco e acompanhe este artigo até o final.

O que é o aplicativo Receita Saúde?

O Receita Saúde é uma plataforma digital desenvolvida pela Receita Federal para facilitar a emissão e o controle de recibos eletrônicos por profissionais da saúde que atuam como pessoas físicas. 

A nova plataforma destina-se a simplificar a organização financeira e a transparência tributária, sendo também um instrumento para evitar a sonegação fiscal.

Por meio do aplicativo, profissionais como médicos, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e dentistas podem emitir recibos de forma prática, armazenando um histórico organizado de receitas. 

O sistema é vinculado à conta Gov.br, sendo necessário ter uma identidade digital de nível ouro ou prata para acessá-lo. Sendo assim, caso você não tenha uma conta Gov.br com os níveis em questão, é preciso providenciá-la.

Como ter uma conta Gov.br de nível ouro ou prata?

Ter uma conta Gov.br pode ser mais fácil do que você imagina. Confira as orientações no passo a passo abaixo:

  1. Baixe o aplicativo Gov.br na loja de aplicativos do seu celular.
  2. Acesse sua conta com o CPF e senha cadastrados.
  3. No menu, escolha “Aumentar nível de segurança”.
  4. Siga as instruções específicas para validação facial ou vinculação com instituições financeiras.

O nível ouro ou prata é essencial para acessar serviços mais sensíveis, como o Receita Saúde, garantindo maior segurança e autenticidade. Caso tenha dúvidas durante o processo, estou aqui para ajudar!

Veja mais instruções nos tópicos abaixo:

Conta Gov.br nível prata

Para aumentar o nível da sua conta gov.br de bronze para prata, você pode utilizar o aplicativo gov.br e seguir as orientações por lá, e pode também logar na sua conta gov.br e aumentar o seu nível em “Selos de Confiabilidade“.

As opções para aumentar o nível da conta para prata são as seguintes:

  • Reconhecimento facial pelo aplicativo gov.br para conferência da sua foto nas bases da Carteira de Habilitação (CNH);
  • Validação dos seus dados via internet banking de um banco credenciado.

Conta Gov.br nível ouro

Para aumentar o nível da sua conta gov.br de bronze ou prata para ouro, você também pode utilizar o aplicativo gov.br e seguir as orientações por lá ou logar na sua conta gov.br e aumentar o seu nível em “Selos de Confiabilidade”.

Neste caso as opções são as seguintes:

  • Reconhecimento facial pelo aplicativo gov.br para conferência da sua foto nas bases da Justiça Eleitoral (TSE);
  • Validação dos seus dados utilizando o aplicativo gov.br para ler o QR Code da Carteira de Identidade Nacional (CIN);
  • Validação dos seus dados com Certificado Digital de pessoa física compatível com ICP-Brasil.

Se você é cliente da Contabiliza+ e não sabe como aumentar o nível da sua conta Gov.br, você também pode contar com o suporte do nosso time de especialistas.

Como o aplicativo Receita Saúde funciona?

O funcionamento do Receita Saúde é simples e intuitivo, permitindo que os profissionais gerenciem suas atividades de forma totalmente digital. O processo pode ser resumido da seguinte forma:

1.Cadastro do profissional: O usuário deve acessar o aplicativo oficial da Receita Federal, efetuar login com sua conta Gov.br e preencher os dados solicitados, como CPF, registro profissional e qualificação.

2.Emissão de recibos: Dentro do App da Receita Federal, acesse a opção Receita Saúde para preencher e emitir os recibos.

Cada serviço prestado deve gerar um recibo no momento do pagamento, detalhando informações como o nome e CPF do cliente, o valor do serviço e a data de emissão.

3.Cancelamento de recibos: Caso exista algum erro, o profissional pode cancelar o recibo no prazo de até 10 dias após sua emissão.

4.Acesso do Cliente: Os recibos podem ser enviados digitalmente ao cliente ou acessados no próprio sistema. Para isso, basta que o cliente acesse o aplicativo da Receita Federal com sua senha Gov.br.

Até o momento, o aplicativo também permite emissões retroativas. No entanto, como não se sabe se isso poderá gerar algum tipo de penalidade, o ideal é emitir os recibos no ato de recebimento pelos serviços prestados.

Como acessar o aplicativo Receita Saúde

Para acessar e utilizar o Receita Saúde, siga os passos abaixo:

1.Download do App: O aplicativo é encontrado nas lojas Google Play (Android) e App Store (iOS) sob o nome “Receita Federal”.

2.Login no sistema: Utilize sua conta Gov.br com nível de segurança prata ou ouro.

3.Configurações iniciais: Realize o cadastro inicial, incluindo informações profissionais e financeiras necessárias para emitir recibos.

4.Uso do Recurso “Receita Saúde”: Dentro do aplicativo, acesse a opção “Receita Saúde” e comece a emitir recibos conforme as instruções.

Em caso de dúvidas para começar a utilizar a plataforma, faça contato conosco e receba a orientação de um dos nossos especialistas em contabilidade para profissionais da saúde.

Posso cancelar recibos no Receita Saúde? Qual o prazo de cancelamento?

Sim, o cancelamento de recibos é permitido no Receita Saúde. O prazo para realizar essa ação é de até 10 dias após a data de emissão. 

Assim como a emissão dos recibos, o cancelamento pode ser feito diretamente pelo profissional ou por um representante autorizado por meio de procuração eletrônica cadastrada no portal e-CAC.

Vale destacar que o cancelamento é importante para corrigir eventuais erros, evitando problemas fiscais ou inconsistências nos registros financeiros.

Por que o aplicativo Receita Saúde será obrigatório em 2025?

A obrigatoriedade do Receita Saúde, que entrará em vigor em 2025, está prevista na Instrução Normativa RFB nº 2240/2024. Essa medida tem como objetivo:

Aumentar a transparência tributária: Padronizar a emissão de recibos no setor de saúde e reduzir práticas de sonegação fiscal.

Simplificar o controle fiscal: Centralizar informações sobre rendimentos dos profissionais autônomos, facilitando a declaração de impostos tanto para os prestadores quanto para os clientes.

Facilitar dedutibilidades: Os recibos emitidos pelo Receita Saúde são documentos hábeis para comprovação de despesas com saúde na declaração do Imposto de Renda.

Quem deve utilizar o aplicativo Receita Saúde?

O uso do Receita Saúde será obrigatório para profissionais autônomos que prestam serviços na área da saúde como pessoa física, incluindo:

  • Dentistas
  • Fisioterapeutas
  • Fonoaudiólogos
  • Médicos
  • Psicólogos
  • Terapeutas ocupacionais

A partir de janeiro de 2025, esses profissionais devem emitir recibos eletrônicos para cada pagamento recebido, garantindo a regularidade de suas atividades e a documentação fiscal exigida pela Receita Federal.

A emissão de recibos por profissionais da saúde é obrigatória?

Sim, a emissão de recibos é obrigatória para todos os profissionais autônomos que atuam como pessoas físicas e realizam prestações de serviços. 

A legislação tributária exige que todo rendimento seja devidamente registrado e declarado, sob pena de multas e sanções legais.

Para quem possui CNPJ, a emissão de notas fiscais substitui os recibos, trazendo benefícios adicionais, como a possibilidade de optar por regimes tributários mais vantajosos.

Existe multa para quem não utilizar o Receita Saúde?

Sim. A Instrução Normativa RFB nº 2240/2024 estabelece que profissionais que não emitirem recibos por meio do Receita Saúde estarão sujeitos a penalidades. 

A principal multa aplicada é de R$ 100,00 para cada mês em que um recibo deixar de ser emitido, além de outras possíveis sanções tributárias.

Essa penalidade reflete a importância de manter registros financeiros regulares e cumprir as normas fiscais.

Quem tem CNPJ precisa utilizar o Receita Saúde?

Não. O Receita Saúde é exclusivo para profissionais autônomos que atuam como pessoas físicas. 

Profissionais com CNPJ devem emitir notas fiscais de prestação de serviços, seguindo as normas aplicáveis ao regime tributário escolhido.

A abertura de um CNPJ pode ser uma solução vantajosa para reduzir a carga tributária e simplificar as obrigações fiscais, como veremos mais adiante.

Aplicativo Receita Saúde e os impostos na emissão de recibos

Os rendimentos obtidos pelos profissionais da saúde como pessoas físicas estão sujeitos ao Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). 

As alíquotas variam conforme a tabela progressiva do IRPF, podendo chegar a 27,50%. Confira os detalhes da tabela:

Base de cálculo Alíquota Parcela a deduzir
Até 2.259.20 Isento Isento
De 2.259,21 até 2.826,65 7,50% R$ 169,44
De 2.826,66 até 3.751,05 15% R$ 381,44
De 3.751,06 até 4.664,68 22,50% R$ 662,66
Acima de 4.664,68 27,50% R$ 896,00

 

Com o Receita Saúde, um dos grandes objetivos da Receita Federal é cruzar informações para garantir que os profissionais autônomos recolham corretamente o Imposto de Renda, evitando assim, a sonegação fiscal.

Com o aplicativo, será muito mais fácil para o fisco cruzar as movimentações financeiras dos profissionais com os valores registrados através da emissão dos recibos eletrônicos.

Essas alíquotas representam uma carga tributária significativa. Para reduzir esse impacto, a abertura de um CNPJ é uma alternativa vantajosa. 

Profissionais que optam por regimes como o Simples Nacional podem ter uma tributação efetiva de 6% a 19,50% do faturamento, dependendo do anexo e da faixa de receita.

Aplicativo Receita Saúde e a abertura de CNPJ

A abertura de um CNPJ possibilita a emissão de notas fiscais, eliminando a necessidade de usar o Receita Saúde. Além disso, oferece vantagens como:

  • Redução de impostos: No Simples Nacional, a tributação inicial pode ser de apenas 6%, dependendo do faturamento.
  • Organização financeira: A gestão de receitas e despesas se torna mais eficiente, com possibilidade de deduzir custos operacionais.
  • Credibilidade no mercado: Empresas com CNPJ passam maior confiança para os clientes e podem firmar contratos com convênios e empresas.

A Contabiliza+ pode auxiliar na abertura de CNPJ de forma rápida e eficiente, garantindo o enquadramento no regime tributário mais adequado ao perfil do profissional.

Como abrir CNPJ para profissionais da saúde [Passo a Passo]

Ao abrir um CNPJ, o profissional da saúde passa a emitir notas fiscais de prestação de serviços, e com isso, não é necessário fazer uso do Receita Saúde.

Por sua vez, a boa notícia é que o passo a passo para abertura de um CNPJ é muito mais simples do que a maior parte dos profissionais imagina.

Veja como funciona:

1.Contrate um escritório de contabilidade: O primeiro passo quando o objetivo é abrir um CNPJ é a contratação dos serviços de um escritório de contabilidade,de preferência que seja especializado em profissionais da saúde como a Contabiliza+.

O contador vai cuidar de todos os trâmites para abertura do seu CNPJ, além de esclarecer dúvidas e lhe ajudar a economizar no pagamento de impostos.

2.Separe os documentos necessários: Por sua vez, logo em seguida separe os documentos necessários para abertura do seu CNPJ, o que inclui:

  • RG e CPF;
  • Comprovante de Residência;
  • IPTU do endereço a ser utilizado no CNPJ.

Em caso de dúvidas com a documentação, o nosso time de especialistas pode fornecer todos os esclarecimentos.

3.Aguarde a abertura do CNPJ: Por fim, basta aguardar alguns dias, enquanto a contabilidade cuida dos trâmites para abertura do CNPJ, o que inclui:

  • Registro na Junta Comercial;
  • Emissão do CNPJ;
  • Emissão da Inscrição Municipal;
  • Liberação do Alvará de Localização e Funcionamento.

Para saber mais sobre a emissão de recibos via Receita Saúde, ou então, sobre a abertura de CNPJ e redução de impostos, entre em contato conosco e fale com o nosso time de especialistas.

Como a Contabiliza+ Contabilidade pode ajudar?

A Contabiliza+ oferece suporte completo para profissionais da saúde, incluindo:

  • Orientação fiscal: Ajudamos a compreender e cumprir as exigências do Receita Saúde.
  • Planejamento tributário: Identificamos a melhor estratégia para reduzir impostos, seja como pessoa física ou jurídica.
  • Abertura de CNPJ: Realizamos todo o processo de forma digital e ágil.

Com mais de 13 anos de experiência e uma equipe formada por contadores e advogados, a Contabiliza+ garante que seus clientes paguem apenas o necessário em tributos e estejam sempre em conformidade com a legislação.

Para saber mais, entre em contato com nossa equipe!