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Posso abrir empresa sozinho ou preciso de sócio?

Empreender é o sonho de muitos brasileiros, mas, na hora de tirar a ideia do papel, uma das primeiras dúvidas que surgem é: posso abrir empresa sozinho ou preciso de um sócio?

Essa pergunta é muito comum entre profissionais liberais, prestadores de serviços e futuros empresários que desejam ter independência e controlar totalmente o negócio.

A boa notícia é que, no Brasil, já é possível abrir uma empresa sem a obrigatoriedade de ter sócios, mas é preciso conhecer as opções jurídicas disponíveis e entender qual delas é mais vantajosa para o seu tipo de atividade.

Neste guia completo da Contabiliza+ Contabilidade, vamos explicar quais são os modelos de empresa para quem quer empreender sozinho, as vantagens e desvantagens de abrir um negócio individual e em sociedade, além de trazer dicas para escolher o caminho mais adequado.

Abrir empresa sozinho: é possível?

Sim. A legislação brasileira oferece diversos formatos de empresa individual, permitindo que o empreendedor seja o único titular do CNPJ. 

Essa possibilidade é essencial para quem deseja ter autonomia total, sem depender de outras pessoas para tomar decisões ou dividir lucros.

Antes de conhecer os modelos disponíveis, é importante entender que o tipo jurídico da empresa impacta diretamente em questões como tributação, obrigações legais, responsabilidade patrimonial e custos de abertura e manutenção. 

Por isso, a orientação de um contador é indispensável para escolher a estrutura correta.

Opções para quem quer abrir empresa individual

Hoje, quem deseja abrir empresa sozinho encontra três principais alternativas:

1. Microempreendedor Individual (MEI)

O MEI é a forma mais simples e barata de formalização para pequenos empreendedores. Indicado para quem fatura até R$ 81 mil por ano (R$ 6.750 por mês), ele permite registrar o CNPJ sem sócio e ter benefícios como:

  • Emissão de notas fiscais.

  • Acesso a benefícios previdenciários (aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade).

  • Pagamento de impostos unificado em uma guia mensal (DAS).

Limitações do MEI:

  • Não pode ter mais de um funcionário.

  • Possui uma lista restrita de atividades permitidas.

  • Faturamento anual limitado.

Para profissionais liberais que estão começando ou para pequenos negócios, o MEI é uma excelente porta de entrada para a formalização.

2. Empresário Individual (EI)

O Empresário Individual é a modalidade em que o proprietário responde como pessoa física pelas obrigações da empresa, ou seja, não existe separação total entre patrimônio pessoal e empresarial.

É indicado para empreendedores com faturamento acima do limite do MEI, cujas atividades não se enquadram na categoria de microempreendedor. 

O empresário individual pode optar pelos regimes Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real, conforme seu porte e faturamento.

Pontos de atenção:

  • O patrimônio pessoal pode ser alcançado em caso de dívidas da empresa.

  • Exige mais obrigações contábeis do que o MEI.

3. Sociedade Limitada Unipessoal (SLU)

A Sociedade Limitada Unipessoal, criada pela Lei da Liberdade Econômica (Lei nº 13.874/2019), é hoje uma das opções mais modernas e seguras para quem quer abrir empresa sozinho.

Nessa modalidade, o empreendedor é o único sócio, mas conta com responsabilidade limitada, ou seja, o patrimônio pessoal fica protegido em caso de dívidas da empresa, desde que não haja fraude ou má gestão.

Vantagens da SLU:

  • Não exige capital social mínimo.

  • Permite qualquer tipo de atividade econômica.

  • Protege o patrimônio pessoal do empresário.

  • Pode faturar valores superiores ao limite do MEI.

A SLU se tornou a escolha preferida para quem deseja empreender sozinho com segurança e flexibilidade.

Vantagens de abrir empresa sozinho

Abrir uma empresa individual oferece diversas vantagens para quem busca independência e controle total do negócio. Entre elas:

  • Autonomia na tomada de decisões: Sem sócios, você tem liberdade total para decidir os rumos da empresa, como novos investimentos, contratação de equipe e estratégias de crescimento.

 

  • Lucro integral: Todo o lucro gerado pelo negócio é exclusivamente do titular, sem necessidade de divisão.

 

  • Simplicidade na gestão: Não é necessário elaborar contratos de sociedade, nem lidar com conflitos entre sócios, o que reduz a burocracia e a complexidade da administração.

 

  • Flexibilidade para mudanças: Se no futuro você decidir incluir um sócio ou transformar a natureza jurídica, é possível fazer a alteração com o apoio de um contador, sem grandes complicações.

Desvantagens de abrir empresa sem sócio

Apesar das vantagens, é importante considerar também os desafios:

  • Responsabilidade maior: Todo o risco do negócio recai sobre o empreendedor. Isso significa que toda a tomada de decisão e eventuais prejuízos são de responsabilidade exclusiva do proprietário.

 

  • Limitação de capital: Sem sócios, o capital inicial depende apenas dos seus recursos, o que pode limitar investimentos em estrutura, marketing ou expansão.

 

  • Menos troca de ideias: Ter sócios muitas vezes traz complementaridade de habilidades, o que pode enriquecer a gestão e a visão estratégica do negócio.

Quando vale a pena ter um sócio

Embora seja totalmente possível abrir uma empresa sozinho, em alguns casos a presença de um sócio pode ser estratégica:

  • Quando o negócio exige alto investimento inicial, dividindo custos e riscos.

  • Quando é necessário unir competências complementares, como um sócio técnico e outro comercial.

  • Para facilitar a captação de clientes e parceiros, principalmente em mercados muito competitivos.

  • Para compartilhar responsabilidades na gestão do dia a dia.

Nesses casos, é fundamental formalizar a sociedade com um contrato social bem elaborado, definindo funções, participação nos lucros e regras para entrada e saída de sócios.

O papel da contabilidade na abertura de uma empresa individual

Independentemente de abrir empresa sozinho ou em sociedade, o apoio de um contador é indispensável. O profissional contábil ajuda a:

  • Escolher o melhor enquadramento jurídico e tributário.

  • Elaborar e registrar o contrato social ou requerimento de empresário.

  • Obter CNPJ, inscrição municipal/estadual e alvarás necessários.

  • Organizar a gestão fiscal e financeira desde o início, evitando problemas futuros.

A equipe da Contabiliza+ Contabilidade é especializada em orientar empreendedores em todas as etapas de abertura de empresa, garantindo que o processo seja rápido, seguro e alinhado às exigências legais.

Como abrir uma empresa sozinho: passo a passo completo

Depois de entender que é totalmente possível abrir uma empresa sem sócio e conhecer os modelos jurídicos disponíveis, chega a hora de saber como colocar a ideia em prática

Abaixo, você confere um passo a passo completo para formalizar o seu negócio.

1. Planejamento do negócio

Antes de iniciar a parte burocrática, é fundamental fazer um planejamento estratégico. Esse é o momento de:

  • Definir o segmento de atuação e o público-alvo.

  • Avaliar a viabilidade financeira e estimar o capital inicial necessário.

  • Estudar a concorrência e mapear as oportunidades do mercado.

  • Listar os serviços ou produtos que serão oferecidos.

Um bom plano de negócios ajuda a identificar riscos, definir metas e prever recursos para manter a empresa saudável nos primeiros meses.

2. Escolha do tipo jurídico

Com o planejamento pronto, é hora de decidir qual modelo de empresa individual se encaixa melhor no seu perfil:

  • MEI: Ideal para quem está começando pequeno, com faturamento até R$ 81 mil ao ano.

  • Empresário Individual: Indicado para quem ultrapassou o limite do MEI e não precisa de proteção patrimonial.

  • Sociedade Limitada Unipessoal (SLU): Ideal para quem quer empreender sozinho com separação entre patrimônio pessoal e empresarial, ou seja, dívidas da empresa não afetam a pessoa física.

A escolha impacta diretamente no regime tributário, nas obrigações fiscais e na forma de recolhimento de impostos.

3. Definição do regime tributário

O regime de tributação define como sua empresa pagará impostos. As principais opções são:

  • Simples Nacional: Unifica tributos em uma única guia e é o mais utilizado por micro e pequenas empresas.

  • Lucro Presumido: Indicado para empresas com faturamento maior e margens de lucro elevadas, onde os impostos são calculados sobre um percentual pré-definido.

  • Lucro Real: Ideal para empresas de grande porte ou que desejam pagar impostos com base no lucro efetivo.

Um contador é essencial para simular cenários e escolher a tributação mais vantajosa.

4. Elaboração do contrato social ou requerimento de empresário

Para formalizar a abertura, é preciso preparar a documentação legal, que varia conforme o tipo de empresa:

  • MEI: O processo é simplificado e feito totalmente online no Portal do Empreendedor.

  • Empresário Individual: Precisa de um requerimento de empresário.

  • SLU: Exige um contrato social, mesmo sem sócios, detalhando a atividade, capital social e responsabilidades.

O contrato social ou requerimento deve ser redigido com atenção para evitar problemas jurídicos no futuro.

5. Registro na Junta Comercial

Com o contrato social pronto, o próximo passo é fazer o registro na Junta Comercial do Estado onde a empresa terá sede. Esse registro oficializa a existência da empresa e é pré-requisito para obter o CNPJ.

Após o registro, a solicitação do CNPJ é feita junto à Receita Federal, geralmente de forma integrada ao sistema da Junta Comercial. O CNPJ é o documento que identifica a empresa perante o fisco e permite:

  • Abrir conta bancária empresarial.

  • Emitir notas fiscais.

  • Contratar funcionários.

  • Cumprir obrigações fiscais e tributárias.

6. Inscrições municipal e estadual

Dependendo da atividade exercida, será necessário:

  • Inscrição Municipal: Para empresas que prestam serviços e recolhem ISS.

  • Inscrição Estadual: Para negócios que comercializam produtos ou recolhem ICMS.

Essas inscrições devem ser obtidas na prefeitura local e na Secretaria da Fazenda do estado.

7. Alvará de funcionamento e licenças específicas

Antes de iniciar as operações, é obrigatório obter o alvará de funcionamento junto à prefeitura. Em algumas atividades, também podem ser necessárias:

  • Licença da Vigilância Sanitária: Para atividades ligadas à saúde, alimentação ou estética.

  • Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB): Para comprovar a segurança do imóvel.

  • Licença ambiental: Se houver impacto ao meio ambiente.

Cada município tem exigências próprias, por isso é importante consultar a prefeitura da sua cidade.

Custos para abrir uma empresa

Os custos variam conforme a cidade, o tipo de empresa e a complexidade da atividade, mas em geral incluem:

  • Taxas de registro na Junta Comercial.

  • Honorários do contador.

  • Despesas com licenças e alvarás.

  • Investimentos em estrutura e tecnologia para iniciar as operações.

O MEI é a modalidade mais econômica, com registro gratuito e taxa mensal de imposto (DAS) em torno de R$ 70. Já no caso de Empresário Individual ou SLU, os custos podem variar de algumas centenas a alguns milhares de reais, dependendo das licenças exigidas.

Dicas para quem vai empreender sozinho

Abrir uma empresa sem sócio exige disciplina e planejamento. Para ter sucesso, siga algumas recomendações:

  • Mantenha um fluxo de caixa organizado: Controle entradas e saídas de recursos com planilhas ou softwares financeiros. Isso permite prever despesas, evitar atrasos em pagamentos e garantir capital para investimentos.


  • Crie um plano de marketing: Divulgue sua empresa de forma estratégica. Utilize redes sociais, marketing de conteúdo e parcerias para atrair clientes.

 

  • Invista em tecnologia: Automatize tarefas administrativas com ferramentas de gestão, emissão de notas e controle financeiro. Assim, você ganha tempo para focar no crescimento do negócio.

 

  • Separe as finanças pessoais das empresariais: Abra uma conta bancária exclusiva para a empresa, evitando misturar despesas e garantindo maior controle do patrimônio.

Vantagens e desafios de empreender sozinho

Empreender individualmente oferece autonomia e controle total, mas também exige maior responsabilidade. É fundamental:

  • Planejar o crescimento para não depender exclusivamente de capital próprio.

  • Estar preparado para tomar todas as decisões.

  • Contar com parceiros estratégicos, como um escritório de contabilidade confiável, para orientar em questões fiscais e financeiras.

Como a Contabiliza+ Contabilidade pode ajudar

Abrir empresa sozinho é possível, mas o apoio de uma contabilidade especializada faz toda a diferença. A Contabiliza+ Contabilidade oferece:

  • Análise detalhada do seu perfil para escolher o melhor tipo jurídico e regime tributário.

  • Abertura completa do CNPJ, com registro na Junta Comercial, Receita Federal, prefeitura e demais órgãos.

  • Apoio na obtenção de alvarás e licenças específicas.

  • Gestão contábil e fiscal contínua, garantindo que todas as obrigações legais sejam cumpridas.

Com o suporte da Contabiliza+, você economiza tempo, evita erros e garante que sua empresa comece do jeito certo, com segurança e planejamento.

Conclusão

A dúvida sobre abrir empresa sozinho ou com sócio é comum, mas a legislação atual oferece diversas opções para empreender individualmente, como o MEI, Empresário Individual e a Sociedade Limitada Unipessoal (SLU). 

Cada modelo tem suas vantagens e particularidades, e a escolha depende do porte, do tipo de atividade e dos objetivos do negócio.

Com a orientação da Contabiliza+ Contabilidade, é possível formalizar seu negócio com rapidez, economia de impostos e segurança jurídica, dando o primeiro passo para um crescimento sólido e sustentável.

Para saber mais e abrir a sua empresa, clique no botão do WhatsApp e entre em contato conosco!

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